sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A novela acabou, deu Grosjean

Demorou, mas a novela enfim terminou. Romain Grosjean, aquele mesmo que correu 2 anos atrás no lugar de Nelsinho Piquet na Renault que tinha o bicampeão Fernando Alonso, será o companheiro de Kimi Raikkonen na Lotus na temporada 2012 de Fórmula 1. Ou seja, a equipe resolveu trocar seus dois pilotos e apostar em um campeão do mundo que pode atrair olhares atentos para a equipe e conquistar bons resultados e um francês cheio da grana, campeão da GP2 e que garantiu o contrato da empresa francesa Total para o próximo ano.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Os franceses sempre se dão bem nos romances e Grosjean fisgou a Lotus-Renault"][/caption]

Não é lá um piloto que se possa olhar com mais atenção e esperar ótimas atuações, mas Grosjean não era inferior a Bruno Senna ou Vitaly Petrov. A verdade é que pelo ano de 2011 que teve, ele merecia uma vaga de titular na F-1, mesmo não sendo nada de outro mundo.

É uma pena ver Bruno Senna com sua principal chance de continuar na categoria acabada. Acho ele um piloto dedicado, batalhador e tal. Não tem lá o talento do tio, isso é fato. Não é lá um gênio das pistas, outro fato. Mas se mostra sempre determinado e merecia uma vaga de titular para o ano que vem. Mas a vida é assim, ou melhor, a F-1 é pior ainda.

Vitaly Petrov não guardou a língua dentro da boca e soltou várias besteiras nessas últimas semanas. Não guiou nada do segundo semestre para cá, mesmo que o carro tenha sido ruim, claro, mas ele poderia pelo menos ter conseguido resultados mais animadores, ou pelo menos não ter sido batido por um novato na equipe como Bruno Senna. Foi muito bem lá no início da temporada, mas caiu de performance assim como o carro. Se merece ficar fora da F-1 mesmo eu não sei, mas entre Grosjean e Petrov eu também teria escolhido o francês. Petrov tem lá uma esperança de correr na Marussia. Quem sabe...

Para informar os nacionalistas, a situação brasileira na categoria máxima do automobilismo está cada vez mais complicada mesmo. Muito provavelmente só Felipe Massa estará no grid ano que vem. Bruno Senna levou uma grande derrota com o anuncio de Grosjean e não tem muito para onde buscar uma vaguinha. Force India deve fechar com Paul Di Resta e Nico Hulkenberg para ano que vem e a Williams deve ir de Adrian Sutil. Essa última possibilidade praticamente acaba também com as chances de outro brasileiro, o incansável Rubens Barrichello.

Ah, e o Grosjean deu lá sua entrevista. Assistam no vídeo abaixo:

 


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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Resumo da temporada

Nós, editores do Blog F-1 e fissurados em Coldplay não poderíamos deixar um vídeo desses passar em branco. Vi na página oficial do Facebook da Autosport um vídeo-resumo da temporada 2011 da Fórmula 1 que se findou semana passada e que teve o bicampeonato dos formidáveis Sebastian Vettel e Red Bull. A edição foi feita por fãs, já que a oficial realizada pela FOM ainda não saiu. Mas – confessando – acho que vou preferir muito mais essa, hein?!

A música do vídeo é “Paradise”, da banda inglesa Coldplay. Então é só apertar play, subir o som e curtir os ótimos momentos de uma temporada marcante para a F-1.

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domingo, 4 de dezembro de 2011

A força do nome Ferrari

Achei muito interessante a matéria da Autosport reproduzida pelo site Tazio sobre as premiações que as equipes ganham no final da temporada e porque, mesmo sendo a terceira colocada no Mundial de Construtores, a Ferrari é ainda a escuderia que mais fatura dinheiro neste quesito. Para quem quiser ler a matéria na íntegra, aqui está o link.

[caption id="" align="aligncenter" width="568" caption="Mesmo com o terceiro lugar no campeonato, a Ferrari é a que mais lucrou em premiação neste ano"][/caption]

O que achei interessante nisso tudo e que todos que acompanham a Fórmula 1 estão cansados de saber é que a Ferrari possui um grau de influência muito grande na categoria. Influência adquirida pelos seus próprios méritos, diga-se de passagem. Nem mesmo a campeã Red Bull, que teoricamente deveria receber a maior fatia de dinheiro quanto à premiação, questiona essa privilégio dos italianos.

De acordo com a matéria, Christian Horner argumentou que não tem queixa nenhuma a fazer contra a equipe de Maranello por levar mais dinheiro para casa do que a campeã por dois anos consecutivos.
“É melhor ter a Ferrari aqui do que o contrário. Ferrari e F1 são sinônimos e, para nós, o prestígio de vencer em uma categoria que tem a Ferrari é imensuravelmente maior do que se não houvesse essa equipe. Historicamente, eles são a escuderia mais significante e é compreensível que seus termos comerciais sejam um pouco diferentes dos outros. Conseguimos superá-los nos últimos três anos, por isso não vejo a situação como um problema. Você tem que reconhecer e ser respeitoso com a marca Ferrari e seu patrimônio. Nós preferiríamos, de longe, correr em um campeonato com a presença deles e é um grande privilégio bater uma equipe como a Ferrari.”

Os critérios que são escolhidos para a divisão dos ganhos para a premiação são deixados em sigilo por Bernie Ecclestone, mas estima-se que a Ferrari tenha recebido US$ 104,6 milhões, contra US$ 93,1 milhões da Red Bull e US$ 84,8 milhões da McLaren, vice-campeã neste ano.

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sábado, 3 de dezembro de 2011

Um Glock querendo ser Vettel

Acho que este texto pode ser engraçado, não porque sou bom em humor, mas porque Timo Glock resolveu fazer uma daquelas piadas, mas fazê-la em tom sério para o mundo inteiro rir, ou senão, achar uma baita idiotice. Bom, eu ri.

O piloto da Marussia afirmou em declarações ao jornal alemão Koler Express que é tão bom quanto Sebastian Vettel, atual bicampeão da Fórmula 1 (podem começar a rir).
“Eu sei que sou tão bom quanto Seb. Se todos nós sentássemos em uma Red Bull, apenas a forma do piloto naquele dia faria a diferença.”

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Glock, dispensado da Toyota depois de 2009, teve que escolher correr no fundo do grid"][/caption]

Além disso, o piloto germânico declarou que está ansioso para bater Michael Schumacher e Vettel na Corrida dos Campeões que será realizada neste fim de semana, já que os carros são bem semelhantes e as disputas tem bem mais a ver com a habilidade dos pilotos.
“Estou bem curioso para ver como vai ser a comparação. Quero não apenas incomodar Sebastian e Michael, como preferencialmente batê-los.”

Glock, deu um deslize em querer se comparar a Vettel. Não que ele não deva e que o jovem bicampeão da F-1 seja intocável, não é isso. O que quero dizer é que mesmo quando tinha um carro competitivo como a Toyota, não fez lá grandes coisas. Tanto que perdeu o assento para um japonês chamado Kamui Kobayashi. Se Glock não fez muito com um carro intermediário, Vettel conquistou um vitória de peso em Monza com uma Toro Rosso debaixo de chuva.

Ou seja, acho que deve ter batido uma pontinha de inveja de Glock nos títulos e na badalação de Vettel e também de Schumacher, seus compatriotas de destaque.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Na Williams, uma vaga já se foi

Vou escrever esse post no calor da notícia. Há poucos minutos, a Williams anunciou que Pastor Maldonado permanecerá como piloto da escuderia em 2012 e que Valtteri Bottas será o piloto reserva.

Segue o comunicado de Frank Williams:
“Pastor demonstrou neste ano que ele não é apenas rápido, mas que também é capaz de manter um forte ritmo ao longo da corrida. Ele foi responsável por todas nossas idas ao Q3 em 2011 e fez uma corrida fantástica em Mônaco. Pastor se adaptou à equipe rapidamente, contribuindo com a fábrica e com nossos patrocinadores. Ele terá papel fundamental na reconstrução do time em 2012.”

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Maldonado fará sua segunda temporada pela Williams em 2012"][/caption]

Esse anúncio diz algumas coisas que estavam nebulosas. Muito provavelmente o contrato de patrocínio da petrolífera venezuelana, que despeja um caminhão de dinheiro na equipe de Frank Williams, está assegurado para 2012, porque ninguém em Grove seria louco de colocar Maldonado em um dos cockpits sem que ele traga dinheiro algum, haja visto que existem pilotos aí de bolsos cheios de dinheiro e doidos por uma vaga para o ano que vem. Outra coisa que o anúncio nos mostra é que muito dificilmente a equipe colocará no outro cockpit um piloto “tão pagante assim”. Ou seja, Giedo van der Garde e demais pilotos do mesmo calibre saem fora da lista de possibilidades (se é que eles estavam com alguma chance de conquistarem um lugar na Williams para 2012).

Para a outra vaga candidatos é que não faltam. Além de Rubens Barrichello, Adrian Sutil e até os “preto e dourados “ Bruno Senna e Vitaly Petrov podem aparecer por lá, porque não?

Se eu fosse quem tomasse as decisões em Grove e tivesse em mãos apenas as informações sabidas sobre a equipe, não pensava duas vezes em escolher Adrian Sutil para comandar a reabilitação de um ano tão difícil como foi 2011 para a Williams. Como dito no post anterior, é esperar para ver.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Homem de Gelo voltou

A notícia teve grande repercussão e pegou muita gente de surpresa, até mesmo os que estavam mais atentos as negociações de Kimi Raikkonen com a Lotus-Renault. O finlandês está de volta e, segundo ele próprio, motivado o suficiente para voltar a ser o Kimi Raikkonen de 2007, sim, aquele campeão mundial com a Ferrari.

[caption id="" align="aligncenter" width="564" caption="Kimi Raikkonen volta à F-1 vestindo o macacão da equipe que já o queria no início desta temporada"][/caption]

Muitos colocam em dúvida sua volta. Outros fazem comparações com o retorno bem abaixo do esperado que teve Michael Schumacher, mas a verdade é que pouca coisa se assemelha ao retorno do finlandês com a volta do multicampeão alemão. As mudanças não foram muito grandes desde que Raikkonen deixou a categoria no final de 2009, por conta do desonroso descompromisso da Ferrari perante seu contrato. Então, o retorno do finlandês em alto nível depende mais do carro que lhe será dado para os próximos dois anos de contrato, do que propriamente de sua motivação.

Todos sabem bem o bom piloto que Kimi é. Ao contrário do que alguns dizem por aí, sua participação no WRC não foi medíocre, tampouco vexatória. Vale lembrar também, que o piloto finlandês perdeu seu pai no tempo que esteve fora da F-1, pessoa que ele era muito ligado. E pergunto quem é que não se sente abatido na vida pessoal e na profissional com a morte de alguém tão próximo? Mesmo sendo uma pessoa fria e de poucas palavras, aquilo pesou muito sobre os ombros de Raikkonen.

Jean Alesi, embaixador da Lotus Renault, disse que “a F-1 precisa de um piloto que marque voltas 100% no limite. Isso um piloto do calibre de Kimi pode fazer, dançar no limite e nunca cair. A partir disso, os engenheiros conseguem uma base”. Todo mundo sabe que Raikkonen não é lá um piloto que trabalha ligado a equipe o tempo todo, contando as experiências das voltas que fez em detalhes. Não disponibiliza um grande feedback, mas as palavras de Alesi nos fazem entender que mesmo com esse trabalho, Kimi pode fazer o suficiente para a Lotus-Renault.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Enquanto uma vaga se define na equipe, outros três pilotos lutam pelo outro cockpit da Lotus-Renault"][/caption]

Com Kimi Raikkonen confirmado para uma das vagas da equipe e Robert Kubica fora dos planos da escuderia em 2012, a outra vaga continua em aberto e deve ganhar dono muito em breve. Vitaly Petrov, Bruno Senna e Romain Grosjean disputam a vaga colocando na mesa todo o dinheiro que possuem e levando para critério de desempate o desempenho nas pistas. Triste isso, já que a Fórmula 1 merecia o inverso dos critérios.

Como Raikkonen é um piloto que não deve custar nada barato para a escuderia, o segundo piloto do time precisará ajudar a Lotus a bancar os gastos da próxima temporada. Conclusão: o dinheiro será decisivo na escolha entre candidatos à vaga.

Ao Kimi, boa sorte em seu retorno e que tenhamos uma temporada de 2012 cheia de habilidade por parte dos seis campeões mundiais que farão parte do grid.



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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um pouco deste 2011 da F-1 - parte 2

Vamos então para a segunda parte do texto que saiu ontem sobre algumas análises de pilotos e equipe em 2011. Hoje é e vez de falar das equipes que menos se destacaram neste ano que incluem a Toro Rosso, a Sauber, a Williams, a Lotus (Caterham em 2012), a Virgin (Marussia em 2012) e a HRT.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar das pressões internas por resultados convincentes, Alguersuari fez uma boa temporada em 2011"][/caption]

A Toro Rosso iniciou o ano com o que poderíamos chamar de uma acirrada disputa interna entre seus dois pilotos para ver quem sobreviveria durante o ano como piloto titular da equipe. O começo da temporada mostrava sutilmente que Sebastien Buemi era o piloto a permanecer na escuderia caso a equipe quisesse colocar Daniel Ricciardo como titular em alguma corrida da temporada. Porém, a medida que carro foi evoluindo, quem cresceu também foi o espanhol Jaime Alguersuari. O jovem fez ótimas atuações e ofuscou muito seu companheiro de equipe, que fez provas bem desastrosas. No final das contas, Alguersuari terminou o campeonato em alta, com 11 pontos a mais que seu companheiro de equipe. Já a Toro Rosso que ensaiava ficar á frente da Sauber no Mundial de Construtores, terminou o ano na 8ª colocação.

Se a Toro Rosso teve um processo de evolução durante a temporada, o mesmo não pode-se dizer da Sauber. A equipe de Peter começou o ano bem, com performances convincentes de Kamui Kobayashi e com boas atuações de Sergio Pérez, que nem parecia um novato na categoria. Porém, a equipe se perdeu no desenvolvimento do bólido e Kobayashi, especialmente, deixou de render aquilo que todo mundo esperava dele. O resultado foi inevitável. A Force India tornou-se então a badalada equipe média da categoria e a Sauber lutou para não ser uma das piores do segundo pelotão da F-1 no ano.

Mas apesar de um segundo semestre ruim, a Sauber não passou perto do desempenho pífio que a Williams obteve neste ano. Desde que acompanho a F-1, ainda bem moleque, nunca vi a escuderia de Frank Williams tão frágil e desastrada em uma temporada. O início do ano não foi lá muito animador, mas alguns pontos apareciam, mais vezes trazidos por Rubens Barrichello do que por Pastor Maldonado, diga-se de passagem. Mas ao mesmo passo que a temporada ia se caminhando para o fim, a Williams também ia se encaminhando para uma das piores temporadas de sua história. Foram somente 5 pontos no ano, e performances que algumas vezes o colocaram abaixo da Lotus de Tony Fernandes.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar de um ano bem difícil, a Williams pode sonhar com um 2012 melhor. Ou não?"][/caption]

Para o ano que vem, é difícil de imaginar uma Williams forte e campeã de novo, até porque é impossível que se encontre os aparatos necessários para se criar um carro convincente em tão pouco tempo. No entanto, algumas pequenas somas, como a mudança do pessoal técnico, os motores Renault e a possível vinda de um piloto bom e motivado como Adrian Sutil podem deixar a escuderia em uma situação melhor do que a deste ano pelo menos.

Quanto às três últimas colocadas, que por mais uma temporada ficaram no zero na pontuação, um resumo breve é o suficiente para descrever o ano delas. A Lotus evoluiu sim comparando com o ano de 2010, mas muito abaixo do que se esperava. Pilotos e dirigentes que diziam que a equipe com certeza marcaria pontos e até brigaria no pelotão intermediário do grid, viram que as coisas são bem mais complicadas do que parecem. Heikki Kovalainen deu um banho em Jarno Trulli novamente, mas isso não quer dizer que ele deva ser notado com olhos mais atentos.

A Virgin e a Hispania amargaram as últimas colocações sem perspectiva alguma de sonhar com pontos. Na base da venda de cockpits, fica difícil analisar até mesmo o desempenho dos que passaram por lá, que correram sem saber se estariam alinhados no grid para a próxima etapa. A Virgin respeitou sim os contratos com seus pilotos, mas Jérome D’Ambrosio mal terminou sua primeira temporada na F-1 e já foi substituído por Charles Pic.

A brincadeira inicial de Richard Branson ainda não surtiu efeito algum e as “confusões” espanholas menos ainda. Quem sabe as mudanças no alto escalão das equipes possam trazer espírito, motivação e principalmente resultados novos para essas escuderias.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Um pouco deste 2011 da F-1

A temporada de 2011 da Fórmula 1 terminou. Terminou com uma corrida um tanto chata, que nos criou grande expectativa por conta da chuva anunciada que era dada como certa que viria, mas que não veio. Mas, o GP do Brasil só revelou o que estávamos cansados de ver neste ano: o domínio impressionante da Red Bull, ou melhor, como dito ontem pelo Fábio, de Sebastian Vettel.

O carro de fato foi formidável durante todo o ano. Equipe alguma chegou próxima de ameaçar em circunstâncias normais o imperialismo da Red Bull em 2011. A McLaren bem que tentou, mas ter chegado próxima dos taurinos em certas vezes no ano foi mais por conta do grande desempenho que Jenson Button, vice-campeão, teve, ao lado de alguns lampejos de ótima performance de Lewis Hamilton.

Button guiou com a fineza de sempre, conquistou vitórias expressivas como a sua primeira vitória em pista seca desde que chegou à McLaren e a épica conquista no GP do Canadá, que foi algo que não sairá tão cedo da cabeça do piloto inglês. Já Hamilton errou muito durante o ano. Apesar de ter conquistado algumas vitórias, ficou bem longe do esperado e analisando o ano no geral, preferiu insistir mais nos erros ao invés de tentar conserta-los. Quando se deu por conta que precisava arrumar o ano ruim que estava tendo, já era um pouco tarde para almejar alguma coisa no campeonato. Mas a vitória em Abu Dhabi fez-nos ter a esperança de que Hamilton estará como nos velhos tempos em 2012.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="O GP do Canadá mostrou bem a diferença entre Button e Hamilton na temporada"][/caption]

A Ferrari passou o ano tentando se encontrar em meio a um carro totalmente perdido. Se não fosse o talento indiscutível que Fernando Alonso demonstrou dentro da pista, a Ferrari poderia terminar 2011 sem uma vitória sequer, ou talvez, sendo mais dramático, sem sequer um pódio. O GP da Inglaterra foi o único em que a Ferrari saiu realmente contente com o resultado. A vitória ali havia dado o ânimo necessário para que a equipe pudesse trabalhar no desenvolvimento do carro. No entanto, o carro de nome comemorativo ao seu país fracassou novamente em tentar dar o tricampeonato a Alonso. Há quem já diga que a escuderia italiana está atrapalhando e muito a carreira do piloto espanhol, que tem todo o talento para conquistar ainda mais títulos.

Felipe Massa foi pior que Alonso e pior do que a Ferrari. O brasileiro passou o ano sem conquistar nenhum pódio e por algumas vezes foi superado por carros claramente mais fracos do que o seu. Os dirigentes da Ferrari já deram um ultimato a Felipe, já que seu contrato termina no final do próximo ano, e seu desempenho em 2012 será crucial para a renovação deste. 2011 foi um ano para Massa esquecer e prova de que ele também concorda com isso é que ele mesmo se sentiu aliviado em ver a temporada acabada. “2011 acabou e isso é muito legal.”

A Mercedes conseguiu o mesmo resultado de desempenho que 2010. Porém, neste ano contou com uma melhora significativa de Michael Schumacher em alguns GPs. Em Spa-Francorchamps e no Canadá, por exemplo, o multicampeão se destacou e chegou a ameaçar os líderes em alguns momentos. Na classificação do campeonato, terminou bem próximo de seu companheiro de equipe Nico Rosberg e a expectativa para 2012 caso a Mercedes consiga enfim criar um carro de ponta é que ele volte às vitórias. Algo que muita gente torce, inclusive o blogueiro aqui.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Schumacher teve bons desempenhos como no GP da Bélgica, que alcançou o 5º lugar"][/caption]

A Force India foi apontada como a equipe que melhor conseguiu trabalhar na evolução de seu carro neste campeonato. A equipe começou o ano postulante a disputar a 8ª posição no Mundial de Construtores, mas o desempenho de seus pilotos, especialmente de Adrian Sutil, e a melhora visível no desempenho do carro levaram a escuderia ao 6º lugar, somente 4 pontos atrás da Renault. No próximo ano, a melhora deve continuar, mesmo sem Adrian Sutil, que deve dar lugar a Nico Hulkenberg.

A Renault, por sinal, sentiu demais a falta de Robert Kubica. Nem Nick Heidfeld, nem Vitaly Petrov, nem Bruno Senna chegam perto do grande piloto que é o polonês. Olhando para trás agora, fica fácil definir que a possibilidade de fazer uma boa temporada para a equipe terminou junto com as chances de Kubica poder pilotar em 2011 após seu acidente em uma prova de rali na Itália. E sem um piloto de ponta – Kubica já anunciou que não volta em 2012 – o próximo ano pode ser tão ruim quanto este.

Amanhã, o blogueiro aqui continua a segunda parte do texto contando um pouco como foi a temporada que findou para pilotos e equipes na F-1.

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