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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Na Williams, uma vaga já se foi

Vou escrever esse post no calor da notícia. Há poucos minutos, a Williams anunciou que Pastor Maldonado permanecerá como piloto da escuderia em 2012 e que Valtteri Bottas será o piloto reserva.

Segue o comunicado de Frank Williams:
“Pastor demonstrou neste ano que ele não é apenas rápido, mas que também é capaz de manter um forte ritmo ao longo da corrida. Ele foi responsável por todas nossas idas ao Q3 em 2011 e fez uma corrida fantástica em Mônaco. Pastor se adaptou à equipe rapidamente, contribuindo com a fábrica e com nossos patrocinadores. Ele terá papel fundamental na reconstrução do time em 2012.”

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Maldonado fará sua segunda temporada pela Williams em 2012"][/caption]

Esse anúncio diz algumas coisas que estavam nebulosas. Muito provavelmente o contrato de patrocínio da petrolífera venezuelana, que despeja um caminhão de dinheiro na equipe de Frank Williams, está assegurado para 2012, porque ninguém em Grove seria louco de colocar Maldonado em um dos cockpits sem que ele traga dinheiro algum, haja visto que existem pilotos aí de bolsos cheios de dinheiro e doidos por uma vaga para o ano que vem. Outra coisa que o anúncio nos mostra é que muito dificilmente a equipe colocará no outro cockpit um piloto “tão pagante assim”. Ou seja, Giedo van der Garde e demais pilotos do mesmo calibre saem fora da lista de possibilidades (se é que eles estavam com alguma chance de conquistarem um lugar na Williams para 2012).

Para a outra vaga candidatos é que não faltam. Além de Rubens Barrichello, Adrian Sutil e até os “preto e dourados “ Bruno Senna e Vitaly Petrov podem aparecer por lá, porque não?

Se eu fosse quem tomasse as decisões em Grove e tivesse em mãos apenas as informações sabidas sobre a equipe, não pensava duas vezes em escolher Adrian Sutil para comandar a reabilitação de um ano tão difícil como foi 2011 para a Williams. Como dito no post anterior, é esperar para ver.

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Maldonado, o pagante



FÁBIO ANDRADE


Não chegou a ser surpresa a confirmação de Pastor Maldonado na Williams em 2011. A equipe de Grove vai atacar com dois sul-americanos no próximo ano, uma dobradinha improvável. Não por causa de Rubens Barrichello, lógico, mas por causa de Maldonado, que já não é nenhum jovenzinho para os padrões de precocidade vigentes na Fórmula-1. Quando o primeiro carro for para a pista em 11 de março de 2011 para o primeiro treino livre no Bahrein, Maldonado terá 26 anos.




O piloto venezuelano também não chega com a moral de outros jovens que aportaram na categoria máxima há pouco tempo, apesar de finalmente ter vencido o campeonato da GP2 - a principal vitrine e porta de entrada de pilotos para a F-1 - o que leva Maldonado ao cockpit da azul e branca é menos seu potencial como piloto e mais o dinheiro que a PDVSA irá injetar no time de Frank Williams em 2011.


Nico Hulkenberg, o piloto que deu lugar a Maldonado na Williams goza hoje de uma reputação mais consolidada, em parte porque a pole conquistada pelo alemão do GP do Brasil possibilitou uma tremenda visibilidade, em outra parte porque Hulkenberg fez uma temporada estável e relativamente boa. A longo prazo, lapidar o talento de Hulkenberg seria o mais lógico para a Williams, não fosse a urgência de capital para manter a equipe num nível decente de competitividade.


Analisar os motivos que fizeram a Williams, uma das maiores equipes da história da Fórmula-1, descer a ladeira nos últimos anos é um objeto de estudo bastante pertinente. Um estudo dessa natureza, no entanto, exige um pesquisador bastante abnegado, porque nem mesmo os especialistas em Fórmula-1 conseguem enxergar e indicar com clareza o que levou uma equipe do porte da Williams a cair de nível de tal maneira. O rompimento com a BMW no meio da década certamente contou muito, mas isso parece pouco para explicar porque um time outrora vencedor hoje se presta a vender vagas para poder sobreviver.