quarta-feira, 4 de julho de 2007

Batata quente

Declaração de Michel Mol, chefe da Spyker, sobre Christijan Albers:
"Sutil geralmente é mais veloz. Albers está sofrendo com o acerto do carro, principalmente com os pneus. Teremos uma reunião com ele em agosto e decidiremos seu futuro na equipe".
Não resta mais dúvida: o holandês está na mira do extermínio.
Hasta la vista, baby!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Pressão total

O clima na Fórmula 1 anda tenso, mas o tempo não me permite postar com calma os últimos acontecimentos. Enquanto isso, curta a tensão vivida por Ayrton Senna, numa corrida em Silverstone, com as poderosas investidas de Alain Prost e Michael Schumacher.

Mais de Albers

Todo mundo sabe que Niki Lauda não poupa ninguém, e no momento seu alvo não poderia ser outro: o holandês Christijan Albers.
"Eu não o deixaria mais correr nenhum GP. Em todos esses anos acompanhando a F-1, foi a coisa mais estúpida que vi".
Pior que eu já tinha pensando em algo assim, mas não falei porque iriam dizer que era exagero da minha parte. E talvez seja mesmo. Não é fácil escolher o ato mais ridículo da história, mas o Albers chegou perto.
Evidentemente, o chefe não gostou do que viu e não conseguiu ficar quieto.
"Virar o pirulito é só um procedimento-padrão. Só avisa que se tem três ou quatro segundos antes de ser liberado", e ainda acrescentou: "Não sei por que ele fez aquilo. Acho que ele estava frustrado por ter de esperar atrás de Adrian".
Essas foram as tímidas palavras de Myke Gascoyne. Tímidas sim, porque se acontecesse na Renault, ninguém segurava o Briatore. No mínimo ele demitia o piloto pelo rádio de forma veemente a ponto de deixá-lo surdo por algum tempo.
A displicência de Christijan rendeu-lhe uma multa de € 5 mil ou US$ 6,8 mil ou ainda R$ 13.200 mil. No entanto, é o que menos importa agora. Muito pior que a punição em dinheiro é ter a moral abalada, sobretudo pelo impiedoso periódico alemão Bild: "Christijan Albers – o idiota da Holanda".

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Enquete F-1

Durante duas semanas o Blog F-1 perguntou: Você acredita na estréia do Nelsinho Piquet ainda nesta temporada?
56 pessoas participaram e decidiram:
Não - 60,71
Sim, mas em outra equipe - 17,86%
Sim, no lugar do Fisichella - 14,29%
Sim, no lugar do Kovalainen - 7,14%
Até que Nelsinho assustou, mas, diante da ameaça, os pilotos resolveram acordar para a vida. Isso explica esse resultado.
Uma nova enquete sai do forno e após os próximos 10 dias a gente volta com o resultado. Vamos votar!

A tromba do Albers

A grande lambança da corrida e uma das maiores do ano, se não a maior: Christijan Albers, o distraído, o apressado, o analfabeto ou qualquer outro adjetivo que vocês julgarem apropriado.

Sobre a narração da Globo

Era sábado, 8:55h. Estava eu sentado na poltrona da sala, munido de papel e caneta, pronto para entrar em ação. Quando a transmissão foi iniciada, veio o balde de água fria: o Galvão não estava lá.
Apesar do anti-climax, eu preferi fazer as primeiras anotações, por via das dúvidas. Primeiro copiei a forma como a Globo editou o nome do Kimi em uma classificação. Não me lembrou ao certo se era a do campeonato ou a do 3º treino livre, mas eles simplesmente escreveram: "K. Haikkonen". Na ausência do narrador principal, já tem gente pronta para substitui-lo, pelo menos com a confusão entre os sobrenomes de Mika e Kimi.
Depois veio o "sem sal" do Cléber Machado para dar início ao show de pérolas, chamando o italiano da Renault de "Fisichelli". Isso está mais para nome de marca de pneu, mas tudo bem.
Só sei que depois eu desisti, resolvi não prestar a atenção nas besteiras do pessoal, assim como fiz em um outro GP deste ano, em que o Cléber também narrou. Não lembro se foi Malásia ou Bahrein, foi por aí. Então parei, até porque meu compromisso era com o Galvão e, embora o locutor nº 2 cometa lá seus erros, eles não têm tanta graça, não soa tão trágico.
Acabei sendo surpreedido no post da corrida, com os pedidos de "Vai que é tua, Cléber!". Infelizmente não me preparei para isso, mas já que vocês querem, tenho que dizer alguma coisa, qualquer coisa que eu consiga me lembrar.
No domingo, eles não falharam pouco, parecia que os comentaristas estavam ajudando, incentivando o narrador a cometer erros. Burti falou suas bobagens, até Reginaldo soltou umas, e o Cléber foi se inspirando a evoluir suas lambanças.
Durante a prova, talvez tenha sido o Burti quem disse que o Massa tinha que se preocupar com o Hamilton e não com o Raikkonen, porque a Ferrari não deixaria que as posições se invertessem. De onde ele tirou essa idéia?
Ainda tivemos o Reginaldo apostando que o Massa partiria para cima do Raikkonen após perder a liderança. "Não tenha dúvidas", afirmou o mestre Regi, crente que havia chance de o Felipe fazer uma ultrapassagem.
E o Cléber? Diante da maluquice do Albers, ele culpou o mecânico! Como o amigo Felipão captou letra por letra, reproduzo aqui a frase do vice-locutor: "Não foi o Albers que errou. Não tem nem conversa, o erro foi do mecânico!" Então tá.
Mas o que não poderia deixar de publicar era o Luciano Burti agourando para o lado do Kimi. Ele contava o episódio de 2002, quando Raikkonen liderava o GP da França e Schumacher vinha logo atrás. Quando o finlandês passou no óleo, o alemão assumiu a ponta e conquistou o pentacampeonato com antecedência. Se não fosse por isso, Michael acabaria fazendo a festa em casa, que seria a próxima etapa do mundial. O fato é que Cléber Machado se intrometeu para dialogar com o Luciano:
-Que secada, hein, Luciano Burti! Que secada, Burti!
-Eu sou do Brasil, tenho que torcer para o brasileiro.
Bem, já que consegui lembrar de algumas só para não passar em branco, nada melhor que encerrar com uma frase dele, o grande, o ilustre, o maior, o genial Galvão Bueno, durante o jogo do Brasil-sil-sil!
"Felipe Massa perdeu mais para o tráfego que para a velocidade do Raikkonen".

domingo, 1 de julho de 2007

Sou só eu?

Às vezes, quando eu visito o site do Grande Prêmio, tenho impressão que acabei de chegar num blog.
Aqui está publicada uma notícia do site da Globo sobre o incidente com o holandês Christijan Albers.
E aqui, uma "notícia" do Grande Prêmio, sobre o mesmo assunto.
Será que só eu tenho essa impressão?

Esquenta a briga na Ferrari

Pela primeira vez na temporada, o vencedor não contornou a primeira curva em primeiro. Pela segunda vez, o pole não venceu. Em todas essas vezes, o piloto em questão foi justamente Felipe Massa.
O brasileiro largou bem, ao contrário de Lewis Hamilton, que perdeu a segunda colocação para o Raikkonen logo na largada. Dois acidentes ocorreram já na primeira volta. O primeiro envolveu Anthony Davidson e Vitantonio Liuzzi ainda na curva 1, enquanto os segundo ocorreu na freada da Adelaide, onde Jarno Trulli tocou na traseira de Kovalainen, no melhor estilo Ralf Schumacher. O finlandês foi para os boxes e o italiano teve de abandonar a prova.
Fernando Alonso passou boa parte da corrida pressionando a BMW de Nick Heidfeld. Diante da tocada do Nick, defendendo excelentemente sua posição, o espanhol perdeu muito tempo e teve de se contentar com a sétima colocação. O alemão terminou em 5º, logo atrás de Robert Kubica, que também fez uma bela prova, confirmando o quarto lugar obtido no treino.
No finzinho, Alonso ainda tentaria, em vão, ultrapassar o italiano Giancarlo Fisichella, que não deu moleza ao asturiano e somou mais três pontos no campeonato.
Lembrando a frustração da primeira vitória da Stewart, que saiu graças ao seu então companheiro Johnny herbert, Rubens Barrichello agora tem que encarar os fatos: apesar de ser responsável pelo desenvolvimento da Honda, o primeiro pontinho conquistado pela equipe neste ano veio com Jenson Button, ao cruzar a linha de chegada em oitavo neste GP da França, enquanto o brasileiro não passou da 11ª posição.
A cena mais bizarra da corrida foi aquela protagonizada pelo holandês Christijan Albers. Durante a sua demorada parada de boxes, o piloto acelerou o carro quando o mecânico girou o pirulito apenas para permiti-lo engatar a primeira marcha. Como consequência, ele não só derrubou o frentista, como também saiu arrastando a mangueira de combustível, que foi se enroscando com a roda traseira, impossibilitando sua permanência na prova.
Lá na frente, Hamilton enfrentaria problemas após seu pit stop, e por isso teve de parar uma vez mais do que o planejado. Após sua parada extra, chegou a perder posição para Kubica por alguns segundos, mas foi arrojado o suficiente para recuperar o terceiro lugar já na curva seguinte. Dali pra frente foi só administrar a posição.
Um pouco mais adiante, Massa e Raikkonen disputaram a vitória do último GP em Magny-Cours. Depois da primeira parada, a estratégia de Felipe foi prejudicada pelo tráfego na pista, permitindo que o finlandês reduzisse a vantagem do brasileiro pela metade. Com mais combustível, Kimi aproveitou bem as voltas que antecederam a segunda parada para ultrapassar o companheiro e assumir a liderança para não mais perder.
No geral, são duas vitórias do Hamilton, duas do Alonso, duas do Massa e duas do Kimi. O campeonato segue disputado, a Ferrari recupera sua velha forma e o Raikkonen prova que está mesmo vivo na briga. Metade do campeonato fica para trás e a outra metade está por vir, a começar por Silverstone, daqui a uma semana, quando os ingleses lotarão o autódromo para apoiar seu mais novo ídolo nacional. Uma vitória de Lewis por lá seria equivalente à do Massa no ano passado aqui no Brasil: uma grande euforia.