domingo, 30 de novembro de 2008

Ganhar, ganhou, mas...

Rubens Barrichello venceu o Desafio das Estrelas, o evento que reúne grandes figuras do automobilismo nacional e internacional. Neste ano, em virtude dos acontecimentos em Santa Catarina, a competição ganhou um caráter de solidariedade.
Na pista, foi um espetáculo, como era de se esperar. Lucas di Grassi faturou a pole, travando o duelo com Rubens nas duas baterias. A primeira foi vencida pelo Barrichello. Já na segunda, quando ocorre a inversão dos oito primeiros no grid, deu Felipe Massa.
Rubinho levou o caneco por um pontinho. Ao sair do carro, ao invés de comemorar, resolveu esbravejar para cima dos concorrentes.
Disse que o Schumacher estava em clima de guerra, que vinha dando pancada, que não poderia ter feito isso, que ele está no Brasil e a coisa poderia ficar ruim. Também falou do Lucas, com quem se chocou na etapa da tarde. Acusou o di Grassi de ter tentado tirá-lo da corrida, e nem mesmo na festa do pódio deu sossego ao test-driver da Renault.
Ambos responderam. Lucas disse que o toque foi normal e não entendia a razão daquela irritação. Schumacher foi mais direto: "O Barrichello é assim: reclama quando perde e quando ganha". O alemão acrescentou que foi forçado a abandonar por conta de um toque danoso ao escapamento, nem por isso chegou a se exaltar como outrem.
Francamente, Rubens, já passou da hora de você aprender a ganhar...

sábado, 29 de novembro de 2008

Pequeno alívio

De volta às medalhas.
Dessa vez não é para falar sobre o terrível estado das faculdades mentais de Bernie Ecclestone mas sim para desmenti-lo.
Embora o poderoso chefão tenha espalhado por aí que a idéia certamente será implementada, provavelmente já em 2009, uma vez que todas as escuderia estariam de acordo.
Mentira! A inteligência ainda é um fator importante no ambiente da Fórmula 1.
O site Pit Stop fez referência a alguns sites britânicos que exploraram o assunto. Consta que a FIA se posiciona totalmente contra a proposta. Nem mesmo unanimidade entre as equipes é verdade.
Um exemplo é o Daily Telegraph que se arriscou a dizer que a questão não deve nem mesmo constar na pauta da próxima reunião do Conselho Mundial.
Que assim seja.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Olha o homem aí

Michael Schumacher já chegou a Florianópolis para participar do Desafio das Estrelas. E ele não não largava do kart, trabalhou bastante nele ao lado do mecânico e do tradutor.
Quem conta é Fábio Seixas, que tratou de publicar a foto do alemão em mais uma roupitcha exótica.
A frase do dia também é do heptacampeão, falando sobre o amigo Felipe Massa: "Ele é como se fosse o meu irmão mais novo".
Pois é, Ralf...

Mutley Ecclestone

Pelo registro da coluna de Jos Verstappen, quase que se começa desconfiar de que o ex-piloto anda tão caduco quanto Bernie Ecclestone.
"Existem muitas pessoas que ridicularizam essa sugestão, e, honestamente, tenho de admitir que primeiramente pensei que ele tinha sido pego pelo estresse do divórcio. Mas acho que ele, na verdade, tem um ponto a favor. Como ele, penso que o maior vencedor de corridas automaticamente deva ser o campeão".
O holandês, no entanto, foi menos radical e apenas propôs o alargamento da diferença de pontuação entre primeiro e segundo colocados.
Enquanto isso, Bernie segue defendendo com unhas e dentes a F-1 olímpica, acreditando que esse será o único jeito de permitir o aumento das ultrapassagens no pelotão da frente.
Mal sabe ele que está zelando apenas pela extinção das batalhas de pista do quinto colocado para trás.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pitaco de patrocinador

O presidente do Santander, Emilio Botin, comentou sobre o acordo firmado com a Ferrari a partir de 2010 e aproveitou para reacender a esperança da espanholada.
"O Fernando é o melhor piloto do mundo. Queremos muito trabalhar com ele, é claro. Mas esse acerto, no entanto, não depende apenas da gente".
Nem iniciou o prazo de contrato e já começou a falar demais...
Independente da declaração que pode vir a incomodar McLaren (que possui contrato vigente), a Ferrari (que ainda não o tem mas o terá) e a Renault (que tem o Alonso), é sempre bom relembrar: Massa e Raikkonen estão garantidos na escuderia italiana até 2010. O mesmo vale para Alonso com os franceses.
Mesmo que a ida de Fernando para a Ferrari exija uma surreal quebra coletiva de acordos, vira e mexe e a boataria volta a bater na mesma tecla. Vai acontecer, é inevitável.
Os futuros rumores um pouco mais sensatos, porém, apostarão nessa parceria em 2011. Depois, 2012. E assim vai, ano após ano. E eu continuo achando que nunca ocorrerá.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Guilhotina de custos

A Toyota como sempre será uma das primeiras a apresentar seu novo modelo. A data marcada é 15 de janeiro, sendo que os primeiros testes serão realizados em Algarve, entre os dias 20 e 22.
A grande surpresa, no entanto, é relativa ao formato da apresentação: os japas anunciaram que não haverá evento de lançamento, e que sons e imagens apenas serão disponibilizadas no site da escuderia. O motivo? Corte de custos...
"Para enfatizar nosso compromisso com a redução de custos geral na F-1, a equipe não irá prosseguir com o seu tradicional programa de evento de pré-temporada".
Se fosse ironia não soaria tão patético.
A equipe que menos se importa com gastos na F-1 abusou da hipocrisia indo de um extremo a outro.
Se continuar desse jeito, o próximo passo para cortar custos será banir os carros do automobilismo. Vai ser uma economia e tanto.

Bom sinal

Luca di Montezemolo já soltou o verbo para cima dos traçados novos de Cingapura e Valência após conferir a estréia desses GPs, que de fato não foram nada animadores.
O próprio também tratou de ir conferir pessoalmente o autódromo que ganha espaço no calendário a partir do ano que vem. Sua impressão não poderia ter sido melhor.
"Fui para ver o progresso do circuito e fiquei satisfeitíssimo. Pelo que vi até agora, algo absolutamente extraordinário e muito diferente está vindo. O traçado é bastante interessante. Felizmente, muito mais interessante do que os novos circuitos deste ano. Abu Dhabi proporciona ultrapassagens em, pelo menos, três pontos. Isso significa que não ficaremos assistindo uma fila indiana".
Se Luca disse, está dito.
O circuito anti-horário de Abu Dhabi fecha o Mundial 2009 da F-1. Agora ficou com cara de boa novidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Berger, Toro e Red Bull

Gerhard Berger assumiu metade das ações logo no nascimento da Toro Rosso e, neste ano, vivenciou bons momentos na direção da equipe, tendo como ápice a vitória de Sebastian Vettel em Monza.
Mas a aventura do austríaco se encerra por aqui. A Red Bull anunciou que está retomando os 50% de Berger, que comentou o assunto em tom de missão cumprida: "Sou muito feliz por ter ajudado Didi, que se comprometeu com a F-1 com tanta dedicação, na reorganização do time e neste processo de uso do meu conhecimento".
Ele acredita que a mudança será positiva para o time e explica sua saída: "O apoio à STR já não será feito da mesma forma que tem sido até agora para avançar. Nestas condições, é difícil melhorar o sexto lugar. E andar para trás eu não vou jamais, não combina com a minha natureza".
Didi, ou Dietrich Mateschitz, havia declarado no meio do ano que tinha pretenções de se desfazer da Toro, vendendo sua parte. Com a repentina ascenção da escuderia na segunda fase da temporada, o Mr. Energético se viu em condições de repensar sua posição, e por fim tomou a medida contrária, comprando a outra metade do bolo.
Assim como a parceria McLaren-FI, a consolidação da Red Bull dentro da STR reafirma a lógica de que a FIA está prestes a liberar as equipes-clientes a partir de 2010, embora ameaçasse fazer o oposto há um ano.
Já Gerhard Berger deixa o cargo para entrar na história. Ele se despede com um feito venerável. Comandou o time B que superou a própria matriz. Levou a equipe à sua primeira vitória, enquanto o time A jamais venceu um GP. A dupla com Franz Tost fez da ex-Minardi uma escuderia de respeito.
Ah, sim, claro: Mérito do Vettel também.