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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Há algo inusitado no reino de Hispania



FÁBIO ANDRADE



De alguns anos para cá desapareceram da Fórmula-1 as figuras dos pilotos-pagantes. Eles foram muito presentes na categoria até os anos 90, começaram a rarear na virada da década e quase desapareceram por completo em algum momento nos últimos cinco anos. A adoção das equipes novatas era a senha para que esse tipo particular, e normalmente desprezado, de piloto voltasse a povoar o grid. Curiosamente as equipes recém-chegadas apreciaram o uso desse mecanismo de sobrevivência com moderação, sem a falta de critério de outrora, mas o caso Hispania-Yamamoto começa a chamar atenção.



Pouco antes do GP da Grã-Bretanha a Hispania anunciou, repentinamente, que Bruno Senna seria substituído pelo japonês Sakon Yamamoto. Pipocaram notícias de que o brasileiro não estaria conseguindo os patrocínios prometidos ao time. Em seguida essa versão foi trocada por outra, na qual um e-mail teria causado o afasatamento do sobrinho de Ayrton. De acordo com essa segunda versão, Bruno teria redigido uma mensagem reclamando da administração do chefe de equipe Colin Kolles e, acidentalmente, enviou o conteúdo ao patrão. A retirada de Senna do gp britânico teria sido uma espécie de represália.

Ainda durante o último fim de semana a Hispania garantiu que Bruno não fora dispensado definitivamente, e que o brasileiro voltaria a guiar como titular na corrida seguinte, o GP da Alemanha. Só que a surpresa agora fica por conta da dispensa do outro piloto titular do time, Karun Chandhok. O indiano será substituído por Yamamoto na corrida germânica.
Após Sakon Yamamoto ter uma performance muito positiva em Silverstone, a equipe decidiu dar ao piloto japonês a oportunidade de correr ao lado de Bruno Senna. Karun Chandhok é ainda parte da família Hispania e deve estar no time para mais corridas durante a temporada.

Comunicado da equipe Hispania


Os rumores da vez dão conta que Yamamoto estaria pagando cerca de 2,5 milhões de dólares por corrida à Hispania. Como a prioridade do time é se sustentar no grid, estaria explicado o motivo da continuidade do japonês em detrimento de um dos pilotos titulares.


Mas ainda assim, persiste o inusitado: José Ramon Carabante vai cozinhando seus três pilotos em banho-maria, enquanto a Hispania vai se segurando no fim do grid.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

HRT chuta Bruno Senna e aloca Sakon Yamamoto



FELIPE MACIEL


A atitude da equipe Hispania foi um golpe para Bruno Senna. Ainda não se sabe ao certo como se deu esta súbita decisão e teremos de esperar até a manhã desta sexta torcendo por alguma explicação definitiva.

Bruno viajou para a Inglaterra como num fim de semana comum, fez todos os procedimentos normais de um piloto antes de chegar ao 1º treino livre, como por exemplo pedalar por algumas voltas para avaliar o traçado. De repente, surge a bomba de que Colin Kolles mexeu as peças: Senna perdeu o cockpit para Sakon Yamamoto.



Por uma corrida? Pelo resto do campeonato? Caiu para test driver ou o contrato será rasgado? Nada. Para falar à imprensa, a Hispania é tão lerda quanto a sua carroça. Eles fornecem a meia-notícia e nós ficamos esperando a outra metade até o dia de amanhã.

Eu era do time que dizia que o Bruno deveria romper com a Campos desde que ela deixou de ser Campos. Mas como ele preferiu arriscar correr por um time que não tem nada para dar, agora é a vez da equipe ameaçar um rompimento ou algo semelhante.

Seja lá o que for anunciado amanhã, o melhor para Bruno é que aconteça aquilo que ele deveria ter buscado antes do início da temporada. Manter-se na Hispania não é o que importa. O importante é conseguir uma vaga reserva numa escuderia do meio do grid para frente.

Correr e não ser notado vale tanto quanto não correr. Pois então não corra. Espere o momento de entrar num lugar minimamente decente para trabalhar. Enquanto isso, assista à Hispania se desenvolver com sua super dupla Karun Chandhok e Sakon Yamamoto.

Depois do nome Piquet ser expelido da F-1 (ainda que por motivos peculiares), é a vez do sobrenome Senna ficar pendurado. Que fase, hein, Brasil...