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sábado, 21 de janeiro de 2012

O fim da carreira de Barrichello e a nova chance de Bruno Senna

Nesta semana, o anuncio mais esperado do mês foi realizado colocando Bruno Senna como companheiro de Pastor Maldonado na Williams. A equipe inglesa juntou prós e contras, analisou o concorrente à vaga, o também brasileiro Rubens Barrichello, que fez um bom trabalho enquanto pilotou o carro azul e branco de Grove, e por fim, optou por Bruno.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="A Williams aposta no trabalho de Bruno junto aos engenheiros para uma boa temporada em 2012"][/caption]

Segundo a própria escuderia, a escolha não levou somente em conta o fator financeiro, claramente vencido por Bruno Senna. A capacidade técnica também foi levada em conta. E por mais que se digam que Barrichello possui uma experiência que poucos possuem atualmente na Fórmula 1 e seja um grande acertador de carro, a equipe Williams preferiu colocar um outro profissional para ajuda-la a fazer um 2012 bem melhor do que o ano passado.

Bruno Senna ganhou sua terceira chance na categoria muito porque as duas chances anteriores que teve não serviram de parâmetro concreto para julgar seu desempenho como piloto. Na Hispania, o carro indiscutivelmente não colaborou nem um pouco para que o brasileiro pudesse mostrar para que veio à F-1. No ano passado, Bruno assumiu a vaga de Nick Heidfeld na Renault e se viu cheio de dificuldades em um campeonato que já estava em andamento. Desse modo, uma temporada completa é a chance, talvez a última, que ele tenha para mostrar se realmente merece estar na principal categoria automobilística do mundo.

Muitos consideram um risco ter uma dupla de pilotos como Bruno Senna, que tem um potencial discutível ainda, e Pastor Maldonado que demonstrou somente ser um piloto mediano. O que Barrichello possuía de sobra, Senna e Maldonado precisarão de um longo tempo na F-1 para adquirir. A falta de experiência pode pesar, ainda mais em uma equipe que está em reestruturação técnica e contará com novos motores para esse ano, além de novos comandantes técnicos. No entanto, uma mudança talvez seja o que realmente a Williams precisa para sair de um momento tão difícil como é esse que ela se encontra atualmente.

Quanto a Rubens Barrichello, sua carreira na F-1 terminou, enfim. Foram quase 20 anos e muita história vivida nos paddocks da categoria. Há ainda quem acredite que em 2013, com as grandes mudanças que a F-1 prepara, ele possa voltar em alguma escuderia e usar sua experiência a serviço da F-1. Uma volta como fez Michael Schumacher, por exemplo. Mas acredito que com uma concorrência tão forte como a que existe na F-1, Barrichello, por vontade própria, não irá atrás de um retorno a categoria.

Para Bruno Senna, seria interessante que em 2012 ele possa demonstrar o potencial que revelou em outras categorias como a GP2. Para Rubens Barrichello, que ele possa “gastar” sua energia e paixão pela velocidade em outros circuitos, em outros carros e em outras categorias mundo a fora.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A novela acabou, deu Grosjean

Demorou, mas a novela enfim terminou. Romain Grosjean, aquele mesmo que correu 2 anos atrás no lugar de Nelsinho Piquet na Renault que tinha o bicampeão Fernando Alonso, será o companheiro de Kimi Raikkonen na Lotus na temporada 2012 de Fórmula 1. Ou seja, a equipe resolveu trocar seus dois pilotos e apostar em um campeão do mundo que pode atrair olhares atentos para a equipe e conquistar bons resultados e um francês cheio da grana, campeão da GP2 e que garantiu o contrato da empresa francesa Total para o próximo ano.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Os franceses sempre se dão bem nos romances e Grosjean fisgou a Lotus-Renault"][/caption]

Não é lá um piloto que se possa olhar com mais atenção e esperar ótimas atuações, mas Grosjean não era inferior a Bruno Senna ou Vitaly Petrov. A verdade é que pelo ano de 2011 que teve, ele merecia uma vaga de titular na F-1, mesmo não sendo nada de outro mundo.

É uma pena ver Bruno Senna com sua principal chance de continuar na categoria acabada. Acho ele um piloto dedicado, batalhador e tal. Não tem lá o talento do tio, isso é fato. Não é lá um gênio das pistas, outro fato. Mas se mostra sempre determinado e merecia uma vaga de titular para o ano que vem. Mas a vida é assim, ou melhor, a F-1 é pior ainda.

Vitaly Petrov não guardou a língua dentro da boca e soltou várias besteiras nessas últimas semanas. Não guiou nada do segundo semestre para cá, mesmo que o carro tenha sido ruim, claro, mas ele poderia pelo menos ter conseguido resultados mais animadores, ou pelo menos não ter sido batido por um novato na equipe como Bruno Senna. Foi muito bem lá no início da temporada, mas caiu de performance assim como o carro. Se merece ficar fora da F-1 mesmo eu não sei, mas entre Grosjean e Petrov eu também teria escolhido o francês. Petrov tem lá uma esperança de correr na Marussia. Quem sabe...

Para informar os nacionalistas, a situação brasileira na categoria máxima do automobilismo está cada vez mais complicada mesmo. Muito provavelmente só Felipe Massa estará no grid ano que vem. Bruno Senna levou uma grande derrota com o anuncio de Grosjean e não tem muito para onde buscar uma vaguinha. Force India deve fechar com Paul Di Resta e Nico Hulkenberg para ano que vem e a Williams deve ir de Adrian Sutil. Essa última possibilidade praticamente acaba também com as chances de outro brasileiro, o incansável Rubens Barrichello.

Ah, e o Grosjean deu lá sua entrevista. Assistam no vídeo abaixo:

 


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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Barrichello, Senna e Williams

Recentemente li sobre a possibilidade de ver Bruno Senna na Williams em 2012 no lugar do também brasileiro, mas já veterano na Fórmula 1, Rubens Barrichello. Ao que tudo indica, a Williams não anda tão satisfeita assim com o chamado “custo-benefício” que Barrichello vem dando ao time, especialmente nessa temporada. Os custos dessa vez parecem ter saído bem mais alto do que se imaginava.

Os custos que digo não se referem apenas ao dinheiro, aos 5 milhões de euros que a equipe de Frank Williams desembolsa por ano para manter o brasileiro como piloto de sua equipe, mas dizem respeito também a maneira com que Rubens trata a equipe diante da imprensa e os resultados não muito melhores do que o de Pastor Maldonado, que possui um imenso apoio financeiro do governo venezuelano.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Rubens Barrichello tem sua vaga ameaçada na Williams"][/caption]

Assim, com Barrichello ainda indefinido como piloto da Williams em 2012, nomes começam a surgir cada vez com mais força e o contrato da Renault com Bruno Senna até o final do ano pode dar ao sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna a experiência para conseguir uma vaga em outra equipe, leia-se Williams. Claro que poderão haver outras possibilidades para Bruno, mas dificilmente serão melhores do que trabalhar na Williams. A Renault, apesar de ser sua atual casa, ainda aposta no retorno de Robert Kubica. Se o polonês realmente voltar, a equipe voltará a coloca-lo como piloto de testes, o que é absolutamente natural.

A Williams necessita de dinheiro, pois já mostrou-se um fracasso para conseguir apoios financeiros de empresas e corporações por si só. Um piloto jovem, habilidoso e pagante seria a melhor das soluções. Bruno Senna, apesar de não ser tão jovem e ainda não ter mostrado o que realmente pode fazer na F-1, deverá trazer uma boa quantia em dinheiro vindas de empresas desconhecidas ainda. A grana passa longe do que Pastor Maldonado deposita na conta da Williams graças a PDVSA. Estima-se que Bruno poderá oferecer quase 6 milhões de euros por ano.

Com a reformulação técnica que a Williams fará para 2012, creio que não será um lugar tão ruim para Bruno Senna começar de vez sua carreira como piloto titular na Fórmula 1. Alguém otimista diria que a Williams começará 2012 almejando de fato e com as ferramentas necessárias a volta ao topo da F-1. Senão for assim, ao menos servirá para Bruno permanecer e crescer ainda mais no cerco da categoria.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A chance de Bruno Senna

Bruno Senna enfim, depois de muita conversa e falatório, não por parte dele, mas de quem acompanha a Fórmula 1, ganhou o lugar de Nick Heidfeld no cockpit do carro da Lotus Renault, a equipe preta e dourada. Claro que essa será a maior oportunidade do piloto brasileiro na Fórmula 1, já que sua posição de titular no ano passado como piloto da Hispania não serviu de nada para ajuda-lo a ingressar na categoria mais importante do automobilismo.

Segundo notícias que saíram semanas atrás, a entrada do grupo Genii no Brasil ajudou no processo de confirmação de Bruno na Renault. Talvez... talvez, se não fosse isso a vaga poderia ser de Romain Grosjean que vem fazendo um trabalho muito bom na GP2 nessa temporada e tem diante de si olhares bem atentos de dirigentes da Renault.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Bruno Senna terá sua grande chance de mostrar do que é capaz na Fórmula1"][/caption]

Vale lembrar que Bruno Senna só está realmente confirmado para duas etapas até o final da temporada. Além do GP da Bélgica, o brasileiro disputará o GP da Itália para que os dirigentes possam decidir se permanecerão com ele até o restante do ano ou se colocarão outro piloto para correr ao lado de Vitaly Petrov, que de longe não sofre a mínima ameaça de perder sua vaga pelo menos neste ano.

Bruno sabe que a tarefa de mostrar um bom trabalho nas duas provas que realizará é fundamental para que suas chances de continuar na Fórmula 1 sejam grandes. Mas ele sabe também que esse desafio não é nada fácil. A Renault, por exemplo, é um caminho que o brasileiro deverá traçar somente até o final do ano, visto que Robert Kubica deve voltar ao time em 2012. Desse modo, conseguir demonstrar um bom potencial e atrair patrocinadores para financiar sua permanência na F-1 são muito importantes para que algum dirigente de outra equipe queira contar com seu trabalho como piloto titular.

Nessa história toda, muita coisa contorna seus arredores. Uma delas é o fato de que Nick Heidfeld entrou com uma ação contra a Renault por quebra de contrato, já que o alemão tem o direito contratual de correr até o final da temporada. Mas isso não deve ameaçar em nada as intenções da equipe de dispensa-lo definitivamente neste ano como titular da equipe. Outro fato é que as mais ufanistas comparações estão sendo feitas com o fato de que Ayrton Senna teve grandes conquistas com a Lotus e que Bruno Senna também pode tê-las. Coisa de brasileiro que fecha o olho, abre a bandeira e grita “sou brasileiro”. E a pressão da imprensa brasileira, por mais que digam que não influenciará Bruno, estará presente nesses momentos em que o jovem disputará suas duas corridas.



Seja como for, essa é uma grande oportunidade para Bruno demonstrar seu verdadeiro potencial com um carro de F-1. Como piloto de testes, ele pôde aprender bem a rotina de uma equipe de F-1 de verdade nos finais de semana de GP. Claro que não se deve esperar um desempenho melhor do que o de Petrov, mas resultados convincentes podem vir por aí.

Pelo esforço, a chance dada a Bruno Senna é mais do que justa. Boa sorte a ele!

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domingo, 30 de janeiro de 2011

Uma nova oportunidade para Bruno?



ANDERSON NASCIMENTO



Como anunciado recentemente, Bruno Senna pode estar com contrato fechado para trabalhar na Lotus Renault como piloto de testes. Se a notícia for verdadeira, o piloto brasileiro será muito beneficiado, sem dúvida alguma, em trabalhar numa estrutura de equipe de ponta e vencedora ao lado de um grande piloto chamado Robert Kubica mesmo que seu lugar de piloto de testes seja bem mais ilustrativo do que qualquer outra coisa nestes tempos de ausência de testes coletivos na Fórmula 1.



Talvez Bruno possa pilotar em algum treino livre nas sextas-feiras e isso pode dar-lhe a oportunidade que ele tanto queria de mostrar que pode guiar como titular em uma equipe média ou grande. Talvez apareça alguma oportunidade ainda melhor caso Vitaly Petrov continue a ser massacrado pelos resultados de Kubica. Nunca se sabe, mesmo que o investimento do piloto russo para conquistar essa sua vaga seja assombroso.

No final das contas, o brasileiro acabou não se dando tão mal assim. Amargar mais um ano sendo piloto da frágil Hispania seria um desastre (ainda mais pagando para isso) e ficar um ano de fora da categoria para quem não é mais tão jovem assim também não seria nada bom. Ultimamente essa tem sido a vida não só do brasileiro, mas de todos aqueles pilotos que sofrem por não ter patrocinadores e investidores tão fortes e afortunados para arrumarem uma vaga na categoria. Lucas di Grassi, por exemplo, está aí, sem nada, apesar de seu talento.

Vale lembrar que não há nada de oficial ainda sobre a ida de Bruno como piloto de testes para a Lotus Renault. Fairuz Fauzy foi anunciado recentemente para o mesmo posto, além do chefe da equipe, Eric Boullier, querer que seu protegido Romain Grosjean ocupe esta função. Por isso, não é certo confirmar nada até que este imbróglio que é mais político do que esportivo se resolva.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Bruno, di Grassi e as conversas que não param



FELIPE MACIEL


Às vezes sou obrigado a digerir um piloto que afirma que "estamos conversando com duas ou três equipes". Duro entender o que significa "duas ou três equipes". É o piloto não sabe contar ou foi o gravador do jornalista que pifou no momento da entrevista e ele mal se lembra do que foi dito?

Bem, deixemos isso pra lá. O fato é que Bruno Senna e Lucas di Grassi estão aí disputando cockpit em um número desconhecido de escuderias. Provavelmente são concorrentes. Se um pegar uma vaga, sobra para o outro. E vice-versa.



A Fórmula 1 vive sério risco de presenciar a queda do número de carros para 2011. Carabante pôs a Hispania à venda, e na falta de um projeto de carro, seria surpreendente se alguém resolvesse investir nessa compra.

Mas esse detalhe é quase irrelevante, afinal a HRT já não era um lugar muito digno para se correr. A Lotus mantém Trulli e Kovalainen, enquanto D'Ambrosio é o favorito para se aliar a Glock na Virgin. Se Senna e di Grassi acharem uma vaga, será numa equipe melhor. Por outro lado, a vaga de piloto reserva parece mais acessível que a de titular.

Os dois brasileiros são bons pilotos que não tiveram chance de mostrar o quão bom podem ser, muito menos em seu primeiro ano. Eles levam seu montante de patrocinadores seja em que porta puderem bater, mas não devemos nos surpreender se ao menos um deles acabar dando um passo atrás na carreira, perdendo a titularidade por um ano no aguardo de uma grata promoção na temporada seguinte.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

FIA exibe lista incompleta de pilotos para 2011



FELIPE MACIEL


A federação fez o seu tradicional release do dia 30 de novembro, expondo a relação de pilotos até então confirmados para a próxima temporada.

Red Bull, McLaren e Ferrari não têm segredo. A Renault, que poderia ter sido uma rival à altura da Mercedes se tivesse um bom piloto comandando o segundo cockpit, tem somente Kubica garantido e continua precisando de investimentos. Cabe ao Petrov buscar a grana e se reafirmar na vaga.

A Williams já se despediu de Hulkenberg e definiu Maldonado como companheiro de Rubens Barrichello justo depois que o documento da FIA "foi ao ar". A Force India não confirmou nem Sutil nem Liuzzi. Paul di Resta, campeão da DTM, tenta tomar o lugar do italiano mas comenta-se que uma cláusula no contrato permitiria que Vitantonio mantivesse a titularidade por mais esta temporada, mesmo que o time não simpatizasse com a ideia agora.

Nenhum dos pilotos foi confirmado pela Toro Rosso, mas na falta de boatos só nos resta imaginar que eles mantenham a sua duplinha. A Lotus não trará alterações na dupla. A equipe de nome mais trabalhoso do grid, Marussia Virgin, cai para os últimos números e deve anunciar a permanência de Timo Glock em breve.



A superstição ou algo que o valha continua em alta. Lewis Hamilton, aparentemente, pediu para ficar com o número par, como sempre aconteceu na F-1. Já Michael Schumacher não abre mão de tomar o ímpar do seu companheiro de equipe.

Até que se prove o contrário, a Lotus continua se chamando Lotus e a Renault não deixa de ser apenas Renault. Mas até o fim da novela, ninguém duvida que as questões judiciais forcem Tony Fernandes a se contentar com o nome 1Malaysia, abrindo a oportunidade de surgir o Renault Lotus no time de Kubica. O mais divertido desse balaio de gatos é que a atual Lotus usará motores Renault no ano que vem. Assim o Galvão vai enfartar!

E quem gostaria de vivenciar de perto essa confusão era Bruno Senna, que estava de malas prontas para a Lotus malaia. Dizem por aí que o furo publicado pelos site Grande Prêmio, antecipando o anúncio antes do contrato ser concluído, irritou os dirigentes da equipes, desencaminhando as negociações. O piloto brasileiro, assim, deve amargar mais um ano na Hispania.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bruno acerta com Lotus e Rubinho permanece na Williams



ANDERSON NASCIMENTO



Mesmo que Bruno Senna não consiga um bom resultado no GP do Brasil, ele já tem muito o que comemorar neste fim de semana. O piloto brasileiro conseguiu acertar com a Lotus de Tony Fernandes e no ano que vem estará muito acima do nível que é obrigado a estar agora à bordo da inguiável Hispania.



Foram dias e dias de especulações da imprensa e conversas entre empresários do piloto e dirigentes da equipe malaia para que tudo fosse acertado. A Embratel, que desde a F3 Inglesa apoia o sobrinho do tricampeão mundial, resolveu desembolsar mais dinheiro para que Senna conseguisse permanecer na Fórmula 1 em um lugar mais competitivo. Com certeza, o sobrenome Senna pesou muito para que o jovem piloto pudesse correr ao lado de Heikki Kovalainen. Jarno Trulli, perdedor da vaga, deve estar a caminho dos Estados Unidos, com destino à Nascar.

Já Rubens Barrichello está confirmado por pelo menos mais um ano na Williams. Isso mesmo, por pelo menos mais um ano, visto que o contrato prevê uma possível permanência do brasileiro na temporada 2012 dependendo do desempenho do time de Frank Williams e do próprio piloto veterano.

Não há dúvida que todo o trabalho realizado pelo "bando de guerreiros", como Rubinho mesmo definiu, ao lado do brasileiro favoreceu muito para essa renovação. Desse modo, os boatos para que Nico Hulkenberg "desça" para a Hispania no ano que vem começam a ganhar mais força e do venezuelano Pastor Maldonado ser o companheiro de Barrichello na próxima temporada.

sábado, 30 de outubro de 2010

Apenas um brasileiro em 2011?



ANDERSON NASCIMENTO



As coisas não andam muito bem para os pilotos brasileiros no final dessa temporada. Nenhum deles fazem um campeonato brilhante, talvez seja Rubens Barrichello o que mais tem trazido resultados que satisfazem as expectativas da equipe e de muitos torcedores. Por conta disso, três dos quatro pilotos nascidos aqui que disputam a Fórmula 1 correm riscos de não participarem da temporada 2011.



Felipe Massa é o único com lugar garantido em 2011. O brasileiro permanecerá na Ferrari e quer dar a volta por cima, já que neste ano fez um campeonato cheio de dramas e dificuldades. No entanto, será complicado esperar algo como um título para Massa caso Fernando Alonso se torne o campeão da atual temporada.

Com Rubens Barrichello e a Williams parecia estar tudo acertado. Bastaria um pouco mais de tempo, como ambos os lados afirmavam, para que o contrato fosse renovado. Porém, apareceu Pastor Maldonado com sua carteira cheia e disposta a ficar vazia para conseguir correr no time de Frank Williams. Com isso, ficou difícil afirmar se os dirigentes da equipe de Grove preferirão contar para o próximo ano com a experiência de Barrichello ou com o talento crescente de Nico Hulkenberg.

Do lado de Lucas di Grassi, as coisas estão bem piores. Dificilmente o piloto permanecerá na Virgin, equipe do poderoso Richard Branson, visto que Jérôme D'Ambrosio está praticamente confirmado como companheiro de Timo Glock. A única oportunidade restante para di Grassi, devido às poucas vagas a serem fechadas nas demais equipes, é a de trazer muito patrocínio e dinheiro para competir com o piloto belga comandado por Eric Boullier.



Já Bruno Senna diz ter conversas com algumas equipes, dentre elas a Lotus e a sua atual escuderia, a Hispania. Não será fácil para Senna ganhar o lugar pertencente a Jarno Trulli na equipe malaia. Talvez se a possibilidade do italiano guiar nos Estados Unidos se concretize, o brasileiro possa ter chances mais reais, mas do contrário essa conquista será difícil de ser alcançada. O que torna a situação de Senna ainda mais difícil, a exemplo de Lucas e Rubens, é a concorrência. Seu lugar na Hispania é visto por alguns pilotos como a oportunidade de ingressar na Fórmula 1 e poder começar uma carreira na categoria.

É claro e notável que as dificuldades dos brasileiros de permanecerem na Fórmula 1 é reflexo do pouco incentivo e da pouca seriedade que se dá aqui mesmo no Brasil ao esporte a motor. Se no ano que vem tivermos apenas um piloto nos representando na principal categoria mundial não se assuste, nós colhemos o que plantamos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

De volta a parceria Lotus-Senna?



ANDERSON NASCIMENTO



Parece que a maré de azar de Bruno Senna está com os dias contados. Depois de estrear na Fórmula 1 à bordo de um carro cheio de defeitos e dificuldades, e em uma equipe com poucas condições financeiras, o piloto brasileiro pode estar indo para a escuderia novata que mais vem trabalhando para dar certo desde o início da temporada.



Foi divulgada por um site brasileiro a notícia de que Senna estaria negociando um lugar na Lotus, no lugar do veterano Jarno Trulli. Bastaria um patrocinador para que o acordo entre ambas as partes fosse fechado e assim reedita-se a parceria Lotus-Senna que começava há 25 anos atrás. E a procura por ele é intensa entre os empresários do piloto.

Desse modo, Bruno poderia enfim começar de verdade uma carreira promissora na categoria mais importante do automobilismo mundial, já que a Lotus terá para 2011 motores Renault, que são mais potentes e velozes do que os Cosworth e suporte da Red Bull para alguns sistemas mecânicos e hidráulicos, além de já contar com um forte aparato financeiro. E o inglês Mike Gascoyne, diretor-técnico da equipe malaia, é prova do otimismo vivido dentro do time:
O anúncio de que chegamos a um acordo de vários anos com a RBR para o fornecimento de câmbios e sistemas hidráulicos a partir de 2011 é um grande passo à frente para nós, tanto na engenharia quanto nas nossas ambições para o futuro. Este pacote tem uma importância grande no desempenho do carro, não apenas na pista, mas no projeto e nos pacotes aerodinâmicos. O fim dos difusores duplos aproximará o desenho da parte traseira dos carros e o contrato deverá ajudar no projeto para a próxima temporada.

Na Hispania, o brasileiro realizou 16 corridas sendo que seu melhor resultado foi apenas um 14º lugar e ficou de fora do GP da Inglaterra, o qual precisou ceder seu bólido para o japonês Sakon Yamamoto, devido à problemas financeiros da equipe. Com certeza, o desempenho tanto da equipe espanhola, quanto do piloto brasileiro, foram muito abaixo do esperado neste ano de estreia.

Além dessa possibilidade, Senna também pode estar negociando sua estadia para mais um ano na Hispania, ou ainda estar buscando uma vaga em alguma escuderia que esteja com sua dupla de pilotos em aberto. Porém, a chance mais realista para o brasileiro é a equipe de Tony Fernandes, que mesmo não sendo uma forte e grande equipe, pode lhe proporcionar a oportunidade de mostrar às grandes e ao mundo o talento que herdou de seu tio.

sábado, 7 de agosto de 2010

Adrian Sutil tenta abandonar equipe Force India



FELIPE MACIEL

Já passou da hora. Desde sua estreia na Spyker ele não consegue romper o cordão que o liga à escuderia. Para 2011, mais uma nova tentativa de subir de nível está sendo posta em prática, como conta o próprio piloto.

Estou feliz na Force India, mas quero progredir. Marcar pontos regularmente era meu objetivo nesta temporada, mas no ano que vem eu quero melhorar ainda mais, seja aqui ou em algum outro lugar.

Os melhores times já estão praticamente fechados, então é difícil encontrar um lugar melhor que aqui. É uma decisão difícil de tomar agora, e se você for assinar por três anos, por exemplo, e não está confiante que o time é melhor, então não deve fazê-lo.

Adrian Sutil





As esperanças do alemão provavelmente contrastam com as de Vitaly Petrov. Se as 4 melhores equipes já definiram seus pilotos para o ano que vem, a única equipe superior ao patamar da Force India é a Renault de Robert Kubica. Cá entre nós, Sutil e Kubica formariam uma dupla interessante, não?

Completando a especulação de um novo cenário, também não seria nada mal se Bruno Senna adquirisse cockpit titular na Force India, equipe onde havia sido sondado em momentos anteriores.

A propósito, essas férias da F-1 prometem ser, além de longas, monótonas. Nem a boataria de imprensa será como antes, já que as principais vagas foram confirmadas. Basicamente, resta confirmar uma na Renault, outra na Sauber, mais as duplas de Force India e Hispania. Me arrisco a dizer que o resto não sofre consideráveis ameaças de mudança.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Senna fala sobre Massa e a cruel torcida brasileira



FELIPE MACIEL



Já cogitei fazer um post reunindo algumas declarações de pilotos sobre a polêmica, mas perdi o interesse. Não eram comentários tão interessantes assim. Tem piloto que é declaradamente a favor da ordem de equipe, como Schumacher e Webber. Tem quem se posicione contra, como Button. Tem quem use o episódio da Alemanha para mostrar ao público por que Áustria-2002 aconteceu. Mas nenhuma entrevista acrescentou tanto quanto à de Bruno Senna, e por isso só o bate-papo dele com os jornalistas brasileiros mereceu destaque aqui.

A sinceridade e a compreensão macroscópica do piloto da Hispania é a mais pura verdade que quem está de fora às vezes não percebe.
Fórmula 1 é um negócio antes de ser um esporte. O esporte são os pilotos, o negócio são todas as outras pessoas que estão ali dentro.

Bruno Senna



Sim, a Fórmula 1 é antes de mais nada um negócio. Ela nasceu do negócio. Quando se praticou F-1 pela primeira vez, como foi? Alguém pegou um par de chuteiras e uma bola e saiu jogando? Pegou uma raquete e um par de tênis e começou a passar a bolinha por cima da rede? Não. Antes de existir competição de Fórmula 1 era necessário existir dinheiro, engenharia, fornecedor, carro... os pilotos são a última peça do quebra-cabeça para que se concretizem as corridas.

Um negócio que vira esporte; um esporte que, quanto mais cresce, mais próximo do negócio fica. O raciocínio básico do jogo de equipe da Ferrari - de ganhar a qualquer custo - é o mesmo que leva o Ecclestone a virar as costas para a França e inventar GP em Abu Dhabi. Essa é só uma constatação da dura realidade deste esporte. Não significa que devemos aceitar nada, apenas uma constatação de sua natureza, repito. Mas a parte mais interessante da entrevista vem a seguir, com o repórter Felipe Motta dialogando com Senna a respeito do comportamento da torcida brasileira diante da manipulação em Hockenheim.



O piloto brasileiro se encontra numa situação muito difícil. Eu conversei com jornalistas do mundo inteiro e eles me disseram que quando há ordem de equipe no país deles, a torcida fica incomodada mas direciona muito de sua revolta para a equipe porque ela tem esses valores de autoridade e de expectativa. Não que o brasileiro não tenha isso de respeitar autoridades. Tem, mas eles vinculam a F-1 ao piloto e ao país como se fosse uma Olimpíada. F-1 é uma Olimpíada?

Felipe Motta




Esporte é esporte. Pelo que eu sinto da torcida brasileira, o esportista brasileiro tem obrigação de vencer, como na Copa. A seleção brasileiro chega na Copa com a obrigação de vencer. Não é justo para ninguém lidar com esse tipo de pressão. Todo mundo que disputa um esporte de alto nível como é a F-1, como é a Copa... a competição é forte, ninguém tem a obrigação de ganhar nada. Não existe alguém que seja tão extraordinário que não exista competição. As pessoas têm de entender que o esporte é competição. Ninguém é invencível.

É uma coisa que todo mundo tem de se educar, aprender a torcer pelo sucesso do esportista, e não só pela vitória. Ele pode ser bem sucedido, mesmo não sendo o campeão, o melhor de todos os tempos. É uma profissão: você faz porque gosta e não porque você só pode ser campeão. (...) O esportista quer o torcedor que torce pelo sucesso dele, não que o odeie quando ele não obtém o sucesso que foi projetado. Acho que é uma questão de educação.

Bruno Senna



A conversa prosseguiu com o jornalista avaliando que o público se sentiu lesado pela manobra da Ferrari, já que na óptica do torcedor, o esportista pode ter sucesso ou insucesso desde que tenha perdido na pista, algo que qualifica o episódio como indigno. Bruno comenta ser difícil argumentar que se entregue um GP de mão beijada ainda no meio da temporada, mas contrapõe que às vezes se sacrifica uma corrida para ganhar coisas mais à frente.

Enfim, não cabe aqui reproduzir todos os melhores momentos da conversa, por isso deixo o link com áudio da entrevista completa.



Tenho a sensação de que o Brasil é o pior país para se nascer caso se pretenda ser um piloto de Fórmula 1. Vejo comentários dizendo que Massa virou o novo Rubinho. Pois bem, quando foi que Rubinho virou Rubinho? Foi na Áustria há 8 anos? E bastou o Massa executar ato semelhante agora na Alemanha para ele "entrar para o clube"?

Aí é que está. O público brasileiro tem a incrível capacidade de se deparar com uma cena revoltante e apagar todas as demais passagens da carreira de um piloto, deletar todas as qualidades que reconhecia no esportista e dizer que se recusa a torcer por ele novamente.

Se no lugar do Felipe, o Kubica fosse o companheiro do Alonso a abrir para o espanhol, ninguém aqui passaria a ignorar o potencial do polonês e tudo o que ele já mostrou na Fórmula 1. Nem aqui nem na Polônia, nem em canto algum.

O povo brasileiro leva casos como este para o lado pessoal. O que me remete inevitavelmente àquela velha frase: "triste do país que precisa de heróis". Não vou argumentar que não se deve condenar o Felipe e depositar sobre ele a carga de responsabilidade pelo caso; seria inútil. Neste país, busca-se um novo Senna e nada menos que isso. Nunca vão encontrar e nunca desistirão de procurar. E o caráter implosivo da torcida brasileira seguirá destruindo ídolos de respeito.

Não que isso me afete. Não sou eu quem precisa de piloto brasileiro para assistir Fórmula 1.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

HRT mantém Bruno até o final do ano. Será?



FELIPE MACIEL


Muito mal contada a história do Bruno Senna. Com direito a desfecho cínico através de um comunicado alegando que o piloto tem "todo o apoio da equipe". A promessa é de que o novato competirá em todas as demais etapas de 2010.

Sei não... Talvez ele pudesse ter perdido mesmo sua vaga, desde que o ganho financeiro do time com Yamamoto fosse capaz de cobrir com sobras as despesas do rompimento de contrato.

Algo estranho aconteceu nesse início de fim de semana que o time fez questão de não explicar. A questão financeira tem grande responsabilidade, evidentemente, mas deixa lacunas no esclarecimento de uma postura tão tardia e repulsiva de Colin Kolles.

E após uma conversinha entre diretor e empresário, eis que o representante do Senna solta a frase mais sem nexo do ano.


O Bruno não é obrigado a abrir mão de seu lugar nem em treino livre, mas fez isso com a garantia de que corre até o final do ano.

Chris Goodwin



Quer dizer que ele não precisa abrir mão de seu direito de treinar e correr, mas optou por declinar desse direito para que pudesse exercer o direito de continuar correndo? Alguém aí anda tentando desafiar nossa inteligência...

O fato é que a Hispania é uma equipe ainda menos confiável do que se imaginava. Bruno está sendo substituído agora e não há motivos para acreditar que não possa ser posto de lado novamente - já corri para consultar a data do GP do Japão: 10 de outubro.

Uma pena este incidente chato ocorrer justo em Silverstone, pista da qual Bruno gosta e onde já teve a oportunidade de comemorar vitória em seu período anterior à Fórmula 1. Mas excepcionalmente neste final de semana, terá de ficar chupando o dedo e aguardar a devolução do cockpit em Hockenheim.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

HRT chuta Bruno Senna e aloca Sakon Yamamoto



FELIPE MACIEL


A atitude da equipe Hispania foi um golpe para Bruno Senna. Ainda não se sabe ao certo como se deu esta súbita decisão e teremos de esperar até a manhã desta sexta torcendo por alguma explicação definitiva.

Bruno viajou para a Inglaterra como num fim de semana comum, fez todos os procedimentos normais de um piloto antes de chegar ao 1º treino livre, como por exemplo pedalar por algumas voltas para avaliar o traçado. De repente, surge a bomba de que Colin Kolles mexeu as peças: Senna perdeu o cockpit para Sakon Yamamoto.



Por uma corrida? Pelo resto do campeonato? Caiu para test driver ou o contrato será rasgado? Nada. Para falar à imprensa, a Hispania é tão lerda quanto a sua carroça. Eles fornecem a meia-notícia e nós ficamos esperando a outra metade até o dia de amanhã.

Eu era do time que dizia que o Bruno deveria romper com a Campos desde que ela deixou de ser Campos. Mas como ele preferiu arriscar correr por um time que não tem nada para dar, agora é a vez da equipe ameaçar um rompimento ou algo semelhante.

Seja lá o que for anunciado amanhã, o melhor para Bruno é que aconteça aquilo que ele deveria ter buscado antes do início da temporada. Manter-se na Hispania não é o que importa. O importante é conseguir uma vaga reserva numa escuderia do meio do grid para frente.

Correr e não ser notado vale tanto quanto não correr. Pois então não corra. Espere o momento de entrar num lugar minimamente decente para trabalhar. Enquanto isso, assista à Hispania se desenvolver com sua super dupla Karun Chandhok e Sakon Yamamoto.

Depois do nome Piquet ser expelido da F-1 (ainda que por motivos peculiares), é a vez do sobrenome Senna ficar pendurado. Que fase, hein, Brasil...

domingo, 4 de julho de 2010

Como é pilotar no Festival de Goodwood



FELIPE MACIEL



Bruno Senna fez um belíssimo favor aos fãs do automobilismo neste fim de semana. Simplesmente sensacional a gravação de seu passeio em Goodwood direto do cockpit, revelando a emoção de um piloto ao desfilar em meio àquele público, mesmo que por poucos minutos.



A McLaren era o MP4/8, usada por Ayrton em 1993. Antes que perguntem: câmera na mão esquerda, volante na mão direita.

Confira mais fotos do tradicional evento, com direito a Emerson de McLaren, sem falar no Newey guiando sua Red Bull.









terça-feira, 29 de junho de 2010

Bruno Senna do Corinthians!



FELIPE MACIEL


As semelhanças entre Bruno e Ayrton não param na fisionomia. O piloto torcedor do segundo time mais popular do país participou de uma sessão de fotos para integrar o coro de celebridades que aparecerá no livro "Corinthians - 100 Anos de Paixão".


Toda minha família é corintiana. Para mim, é uma feliz coincidência que minha estreia na Fórmula 1 tenha acontecido exatamente no ano em que o Timão está comemorando uma data tão especial.

Bruno Senna



Tem como olhar para isso sem relembrar aquela velha foto do Ayrton com cara de menino exibindo o escudo de seu time por baixo do macacão?

Não me pergunte se esta foto estará no livro. Mas deveria. E olha que nem corinthiano sou.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Enquete F-1: A pior dupla do ano



FELIPE MACIEL


Nas últimas semanas andamos perguntando: Qual a pior dupla de pilotos do Mundial 2010?

No total de 110 respostas, tivemos o seguinte desfecho:

Chandhok e Senna - 56,4%
De La Rosa e Kobayashi - 18,2%
Trulli e Kovalainen - 13,6%
Glock e Di Grassi - 4,5%
Alguersuari e Buemi - 4,5%
Outra - 2,7%

Pelo visto, sem surpresas e sem injustiças. Os dois estreantes da Hispania levaram a melhor (leia-se a pior) na sondagem do blog. É duro ver um time de pilotos sem qualquer experiência num carro sem qualquer potencial. A combinação é diga do mais absoluto fracasso: os pilotos demoram a evoluir, e o carro idem.



A próxima enquete aproveita o momento da corrida que ganhou ainda mais destaque na temporada corrente: o pit stop. Sua vez de agir, vote lá!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Enquete F-1: Pilotos novatos



FELIPE MACIEL


Levamos a público a seguinte indagação: Quem será o melhor novato do ano?

129 leitores responderam e decidiram:

Kamui Kobayashi - 34,88%
Nico Hulkenberg - 28,68%
Bruno Senna - 17,83%
Lucas di Grassi - 9,30%
Vitaly Petrov - 7,75%
Karun Chandhok - 1,55%

Um resultado dentro do esperado, creio eu. O Kobayashi surpreendeu o mundo em 2 GPs e naturalmente recebe alta expectativa, como talentoso novato que é. Não começou a temporada fazendo e acontecendo como na Toyota, mas se a Sauber evoluir durante o ano, deve ficar difícil segurar o ímpeto do japonês voador, que cá entre nós deveria ser regra na F-1, não exceção.



Nico Hulkenberg é uma joia que a Williams se propôs a lapidar. Dotado de um currículo impecável na trajetória pré-Fórmula 1, o alemão é uma das grandes promessas do automobilismo, e ainda terá o auxílio da longa experiência de Rubens Barrichello na meia-garagem ao lado.

No duelo entre Bruno Senna e Lucas di Grassi, não sei se por efeito do nome ou não, Bruno levou a melhor. Pessoalmente, eu também espero mais do Senna que do di Grassi, independentemente do nome, claro. Sei que de uns tempos para cá virou moda sobretudo nos blogs dizer que o Lucas seria a maior promessa brasileira do momento, mas ainda não me convenci disso. As opiniões de alguns que vivem em contato com o circo destoam um pouco dessa visão; di Grassi é bom piloto sim, racional e consistente, porém não necessariamente esse geniozinho que tentam criar.

Por mais nivelados que sejam esses dois talentos, aposto mais na capacidade de aprendizado do Bruno (artifício que rendeu a Massa o crescimento alcançado hoje), que por sinal andou melhor que Lucas nos testes da Honda e seria contratado - com sobrenome ou sem sobrenome - caso o management buyout não desse ao Ross Brawn o poder de manter Rubinho na equipe.



Petrov e Chandhok entraram na enquete meramente por serem novatos, sabemos que pagaram uma fortuna às suas equipes; deem-se por satisfeitos por levarem votos. Para um russo o Vitaly é quase um mito das pistas, já o Karun não chega a tanto, embora possivelmente seja melhor que o Karthikeyan.

Fechamos uma enquete e abrimos uma nova. Na lateral direita, você julga, clica e espera o resultado de uma sondagem um pouco mais técnica. Em poucas semanas traremos a definição.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Hispania Racing Team



FÁBIO ANDRADE



Evento espartano, poucas imagens até agora, e muito do que eu pensava sobre a Hispania (é, o nome não soa bem de jeito nenhum) já dito no post de ontem.

Resta então deixar por aqui as poucas fotos aproveitáveis do lançamento do carro com a qual a novata HRT (é, a sigla me parece melhor) vai disputar a temporada 2010 e torcer para que Bruno Senna e Karun Chandhok não sejam fritados vivos por estarem na equipe errada na hora errada.







Pintura em tons de cinza e preto, praticamente sem patrocínio

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CampUS F1



FELIPE MACIEL


O que sairia do cruzamento de Campos com US F1? A união de meia equipe com meia equipe daria numa equipe inteira? A bagunça da Campos com a bagunça da US daria menos bagunça, mais bagunça ou bagunça ao quadrado?

O desfecho inusitado foi exposto pela mídia há alguns dias e parece haver um grande fundo de verdade nessa questão. Ambas as equipes podem unir forças para transformar dois problemas em uma solução. Do jeitinho que diz a charge.

As últimas informações sobre o caos dentro da escuderia americana revela o fracasso em todos os termos, a começar pelo planejamento. Há problemas de fluxo de caixa, já houve atraso de pagamento, 10 funcionários abandonaram a equipe e não existe carro algum. Tudo o que a US F1 produziu até agora foi uma série de videozinhos para exibir no You Tube.



Falando em YT, o investidor Chad Hurley parece ser a salvação. Ele esteve em reunião com o dono da Campos, José Ramón Carabante, discutindo a possibilidade de fusão. Esse seria o final feliz da história. Bruno da Campos e Pechito Lopez da US F1 formariam a dupla da "CampUS F1", abrindo a vaga tão sonhada pela Stefan GP.

Outro cenário colocaria Lopez na Meta ao lado de Bruno Senna, enquanto a US F1 provavelmente não passaria de um sonho americano, distante de tornar-se real. Em ambos os casos, é Brasil e Argentina na cabeça.

Aguardemos o desenrolar dos fatos. Novos capítulos são esperados nas próximas 24 horas.