[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar das pressões internas por resultados convincentes, Alguersuari fez uma boa temporada em 2011"]
[/caption]A Toro Rosso iniciou o ano com o que poderíamos chamar de uma acirrada disputa interna entre seus dois pilotos para ver quem sobreviveria durante o ano como piloto titular da equipe. O começo da temporada mostrava sutilmente que Sebastien Buemi era o piloto a permanecer na escuderia caso a equipe quisesse colocar Daniel Ricciardo como titular em alguma corrida da temporada. Porém, a medida que carro foi evoluindo, quem cresceu também foi o espanhol Jaime Alguersuari. O jovem fez ótimas atuações e ofuscou muito seu companheiro de equipe, que fez provas bem desastrosas. No final das contas, Alguersuari terminou o campeonato em alta, com 11 pontos a mais que seu companheiro de equipe. Já a Toro Rosso que ensaiava ficar á frente da Sauber no Mundial de Construtores, terminou o ano na 8ª colocação.
Se a Toro Rosso teve um processo de evolução durante a temporada, o mesmo não pode-se dizer da Sauber. A equipe de Peter começou o ano bem, com performances convincentes de Kamui Kobayashi e com boas atuações de Sergio Pérez, que nem parecia um novato na categoria. Porém, a equipe se perdeu no desenvolvimento do bólido e Kobayashi, especialmente, deixou de render aquilo que todo mundo esperava dele. O resultado foi inevitável. A Force India tornou-se então a badalada equipe média da categoria e a Sauber lutou para não ser uma das piores do segundo pelotão da F-1 no ano.
Mas apesar de um segundo semestre ruim, a Sauber não passou perto do desempenho pífio que a Williams obteve neste ano. Desde que acompanho a F-1, ainda bem moleque, nunca vi a escuderia de Frank Williams tão frágil e desastrada em uma temporada. O início do ano não foi lá muito animador, mas alguns pontos apareciam, mais vezes trazidos por Rubens Barrichello do que por Pastor Maldonado, diga-se de passagem. Mas ao mesmo passo que a temporada ia se caminhando para o fim, a Williams também ia se encaminhando para uma das piores temporadas de sua história. Foram somente 5 pontos no ano, e performances que algumas vezes o colocaram abaixo da Lotus de Tony Fernandes.
[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar de um ano bem difícil, a Williams pode sonhar com um 2012 melhor. Ou não?"]
[/caption]Para o ano que vem, é difícil de imaginar uma Williams forte e campeã de novo, até porque é impossível que se encontre os aparatos necessários para se criar um carro convincente em tão pouco tempo. No entanto, algumas pequenas somas, como a mudança do pessoal técnico, os motores Renault e a possível vinda de um piloto bom e motivado como Adrian Sutil podem deixar a escuderia em uma situação melhor do que a deste ano pelo menos.
Quanto às três últimas colocadas, que por mais uma temporada ficaram no zero na pontuação, um resumo breve é o suficiente para descrever o ano delas. A Lotus evoluiu sim comparando com o ano de 2010, mas muito abaixo do que se esperava. Pilotos e dirigentes que diziam que a equipe com certeza marcaria pontos e até brigaria no pelotão intermediário do grid, viram que as coisas são bem mais complicadas do que parecem. Heikki Kovalainen deu um banho em Jarno Trulli novamente, mas isso não quer dizer que ele deva ser notado com olhos mais atentos.
A Virgin e a Hispania amargaram as últimas colocações sem perspectiva alguma de sonhar com pontos. Na base da venda de cockpits, fica difícil analisar até mesmo o desempenho dos que passaram por lá, que correram sem saber se estariam alinhados no grid para a próxima etapa. A Virgin respeitou sim os contratos com seus pilotos, mas Jérome D’Ambrosio mal terminou sua primeira temporada na F-1 e já foi substituído por Charles Pic.
A brincadeira inicial de Richard Branson ainda não surtiu efeito algum e as “confusões” espanholas menos ainda. Quem sabe as mudanças no alto escalão das equipes possam trazer espírito, motivação e principalmente resultados novos para essas escuderias.
Deixe seu comentário »





































