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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um pouco deste 2011 da F-1 - parte 2

Vamos então para a segunda parte do texto que saiu ontem sobre algumas análises de pilotos e equipe em 2011. Hoje é e vez de falar das equipes que menos se destacaram neste ano que incluem a Toro Rosso, a Sauber, a Williams, a Lotus (Caterham em 2012), a Virgin (Marussia em 2012) e a HRT.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar das pressões internas por resultados convincentes, Alguersuari fez uma boa temporada em 2011"][/caption]

A Toro Rosso iniciou o ano com o que poderíamos chamar de uma acirrada disputa interna entre seus dois pilotos para ver quem sobreviveria durante o ano como piloto titular da equipe. O começo da temporada mostrava sutilmente que Sebastien Buemi era o piloto a permanecer na escuderia caso a equipe quisesse colocar Daniel Ricciardo como titular em alguma corrida da temporada. Porém, a medida que carro foi evoluindo, quem cresceu também foi o espanhol Jaime Alguersuari. O jovem fez ótimas atuações e ofuscou muito seu companheiro de equipe, que fez provas bem desastrosas. No final das contas, Alguersuari terminou o campeonato em alta, com 11 pontos a mais que seu companheiro de equipe. Já a Toro Rosso que ensaiava ficar á frente da Sauber no Mundial de Construtores, terminou o ano na 8ª colocação.

Se a Toro Rosso teve um processo de evolução durante a temporada, o mesmo não pode-se dizer da Sauber. A equipe de Peter começou o ano bem, com performances convincentes de Kamui Kobayashi e com boas atuações de Sergio Pérez, que nem parecia um novato na categoria. Porém, a equipe se perdeu no desenvolvimento do bólido e Kobayashi, especialmente, deixou de render aquilo que todo mundo esperava dele. O resultado foi inevitável. A Force India tornou-se então a badalada equipe média da categoria e a Sauber lutou para não ser uma das piores do segundo pelotão da F-1 no ano.

Mas apesar de um segundo semestre ruim, a Sauber não passou perto do desempenho pífio que a Williams obteve neste ano. Desde que acompanho a F-1, ainda bem moleque, nunca vi a escuderia de Frank Williams tão frágil e desastrada em uma temporada. O início do ano não foi lá muito animador, mas alguns pontos apareciam, mais vezes trazidos por Rubens Barrichello do que por Pastor Maldonado, diga-se de passagem. Mas ao mesmo passo que a temporada ia se caminhando para o fim, a Williams também ia se encaminhando para uma das piores temporadas de sua história. Foram somente 5 pontos no ano, e performances que algumas vezes o colocaram abaixo da Lotus de Tony Fernandes.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar de um ano bem difícil, a Williams pode sonhar com um 2012 melhor. Ou não?"][/caption]

Para o ano que vem, é difícil de imaginar uma Williams forte e campeã de novo, até porque é impossível que se encontre os aparatos necessários para se criar um carro convincente em tão pouco tempo. No entanto, algumas pequenas somas, como a mudança do pessoal técnico, os motores Renault e a possível vinda de um piloto bom e motivado como Adrian Sutil podem deixar a escuderia em uma situação melhor do que a deste ano pelo menos.

Quanto às três últimas colocadas, que por mais uma temporada ficaram no zero na pontuação, um resumo breve é o suficiente para descrever o ano delas. A Lotus evoluiu sim comparando com o ano de 2010, mas muito abaixo do que se esperava. Pilotos e dirigentes que diziam que a equipe com certeza marcaria pontos e até brigaria no pelotão intermediário do grid, viram que as coisas são bem mais complicadas do que parecem. Heikki Kovalainen deu um banho em Jarno Trulli novamente, mas isso não quer dizer que ele deva ser notado com olhos mais atentos.

A Virgin e a Hispania amargaram as últimas colocações sem perspectiva alguma de sonhar com pontos. Na base da venda de cockpits, fica difícil analisar até mesmo o desempenho dos que passaram por lá, que correram sem saber se estariam alinhados no grid para a próxima etapa. A Virgin respeitou sim os contratos com seus pilotos, mas Jérome D’Ambrosio mal terminou sua primeira temporada na F-1 e já foi substituído por Charles Pic.

A brincadeira inicial de Richard Branson ainda não surtiu efeito algum e as “confusões” espanholas menos ainda. Quem sabe as mudanças no alto escalão das equipes possam trazer espírito, motivação e principalmente resultados novos para essas escuderias.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

E se não for agora, não será nunca mais

Muitos imaginavam que a Hispania não conseguiria chegar às etapas europeias neste ano. Muitos sequer acreditavam que alguém investiria em uma equipe pouco séria e praticamente condenada ao fracasso. Mas, o que pouquíssimos imaginavam aconteceu.

[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="As dificuldades na Hispanis já foram maiores"][/caption]


A Hispania chega para a Turquia com confiança. Confiança de que as coisas serão melhores e que começarão a mudar de agora em diante. Sou um daqueles que nunca acreditaram neste time, até porque Jose Ramón Carabante e seus comandados não me deram motivos convincentes de que eles conseguiriam sobreviver na Fórmula 1. A situação da escuderia espanhola ainda é bem crítica, mas dá a impressão de que já foi bem pior.

Uma marca de baterias indiana talvez comece a abrir as portas para que mais empresas “enlouqueçam” e despejem dinheiro na Hispania. Mas até que ela não estampe o carro e não mostre para todo mundo que isso é verdade, ainda ficaremos com um pé atrás.

Já dentro da pista falta pouco para que eles consigam superar de vez a teimosa Virgin. A tecnologia computadorizada que dispensa o uso do túnel de vento vai fazer com que a equipe anglo-russa seja superada pelos espanhóis. Para que a superação aconteça já na Turquia só vai depender de quão forte e eficiente serão as transformações e atualizações no carro da Hispania. Mas mesmo que não forem boas o suficiente, como é muito provável, Vitantonio Liuzzi e seu companheiro dificilmente não terminarão o ano à frente dos carros vermelhos da Virgin (isso se eles chegarem até o fim, claro).

Pode parecer um otimismo um tanto exagerado o meu com relação a uma equipe tão frágil que sequer merece respeito ainda. Bem, pode até ser, porém, as três primeiras corridas mostraram que a equipe evoluiu sim, mesmo que tenha sido algo ainda muito abaixo do que deveria ser, mas evoluiu. Seus carros sequer participaram da pré-temporada, sequer correram no primeiro dia de treinos livres na Austrália. Mas eles ainda estão aí e melhorando corrida após corrida. Até onde isso vai dar eu não sei, mas o atual momento da Hispania é de crescimento. E se não for agora, não vai ser nunca mais.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O conservador MVR-02



ANDERSON NASCIMENTO



A Marussia Virgin não fez o que era necessário para que ela pudesse sonhar com lugares melhores na temporada 2011. Deixou de inovar e preferiu o conservadorismo. Por isso, sua campanha este ano não deverá ser tão diferente do que foi no ano passado.



O MRV-02 foi apresentado no estúdio 1 da emissora de televisão britânica BBC. Presentes estavam diretores, o projetista do carro Nick Wirth e os dois pilotos titulares Timo Glock e Jerome D'Ambrosio. Posaram para fotos, deram explicações sobre o carro e toda aquela "cerimônia" que existe em toda a apresentação de um carro novo na Fórmula 1.

Quanto as partes técnicas e o design, como já dito foram conservadores demais no meu ponto de vista. Inclusive voltaram a utilizar o CFD para projetar o novo bólido. Garantiram que a tecnologia utilizada dessa vez era bem melhor do que a que foi usada para desenvolver o VR-01. Isso só revela que o time não tirou lição nenhuma do ano horrível que teve em 2010.



As entradas de ar laterais chegam quase a ter formas ovais e o bico não seguiu a tendência dos carros apresentados até aqui, visto que possui ondulações e é baixo. A asa dianteira é larga e chamada pelos diretores de 'tromba'. O escapamento ficou posicionado abaixo do difusor traseiro.

A pintura não recebeu grande alterações. O vermelho e preto ainda imperam como cores principais, porém, os detalhes em branco ganharam mais força. O novo logo da equipe está estampado bem no bico do carro nas cores vermelho branco e azul, fazendo lembrança as cores da bandeira russa, na qual o time passará a defender agora.



Não acredito muito que a equipe russa de Richard Branson, mesmo com mais investimentos e um orçamento maior para essa temporada, deixe de andar no fundo do grid. Quanto aos pilotos, Timo Glock pode trazer alguma evolução ao time durante a temporada, mas D'Ambrosio não possui talento para fazer mais do que aprender neste seu ano de estreia na Fórmula 1. Vale lembrar que a equipe ainda não escolheu seu piloto reserva para a temporada.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lucas di Grassi e Bombril juntos no GP do Brasil



FELIPE MACIEL


Em seu primeiro GP do Brasil na F-1, Lucas di Grassi terá um fim de semana de Bombrilboy, promovendo a ação publicitária da marca brasileira. Além de ser estampada na cobertura do motor do VR-01 e nos uniformes e capacetes dos pilotos da Virgin, a empresa também realiza um concurso pela internet oferecendo 1 kit Virgin Racing + 1 kit de produtos Bombril ao vencedor.

O investimento no esporte e, especialmente, num talento brasileiro tão necessitado de apoio financeiro é sem dúvida alguma uma iniciativa muito bem vinda. Pena que seja somente por esta corrida, sendo que o Lucas anda precisando mesmo é de um reforço definitivo para manter uma vaga que está praticamente nas mãos do Jérôme d'Ambrosio para o ano que vem.



É bem verdade que a temporada de estreia do Lucas foi um tanto morna. Por outro lado, não havia muitas opções para ele, que chegou numa equipe pequena, incipiente e fraca, tendo de guiar um carro desatualizado em relação ao seu companheiro de equipe com 2 anos de experiência.

Para a equipe Virgin, a impressão deixada é de um piloto equilibrado e técnico, que manteria a vaga se não fossem as necessidades de sobrevivência. Ajudaria muito se o pão duro do Richard Branson investisse de verdade na equipe, em vez de inserir o nome da Virgin praticamente a troco de nada.

E se o di Grassi não fica onde está, para onde vai? Sua carreira deu uma esgasgada na época da GP2, mas agora que conseguiu chegar à F-1 terá de voltar a se submeter ao cargo de test driver? Os mais otimistas especulam a retomada de suas relações com a Renault, no entanto não há como negar que, segundo o cenário atual, o brasileiro que mais corre risco de ficar de fora do Mundial 2011 é o Lucas di Grassi.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Enquete F-1: Equipes novatas



FELIPE MACIEL


Nas últimas duas semanas, o Blog F-1 perguntou: Com qual das novas equipes você mais simpatiza?

Nesse meio tempo, algumas ficaram pelo caminho. Houve quem mudasse de nome. E as mais bem cotadas nas pistas levaram a melhor na votação. Apertadíssima, por sinal.

Um total de 132 votos resultaram no seguinte desfecho:

Lotus - 36,36%
Virgin - 36,36%
Campos - 15,15%
Stefan - 9,85%
US F1 - 2,27%

Se depender da galera daqui, Tony Fernandes e Richard Branson terão de decidir no braço quem será a aeromoça de quem no final da temporada. Este empate entre Virgin e Lotus foi um resultado fantástico para a ocasião.

As porcentagens também demonstram certa simpatia pela Campos, ou pelo que se esperava que ela fosse - algo bem diferente deste empreendimento em forma de lambança. Os poucos votos depositados à Stefan sugerem que boa parte do público aceitaria a entrada da equipe para suprir o preenchimento do grid. Já a US F1 ficou nas migalhas, um time para não se levar a sério, definitivamente.

O Blog F-1 reabastece a enquete da lateral com uma nova indagação. Dentro de alguns dias, traremos o veredicto de nossos sábios leitores. Participe!

quarta-feira, 3 de março de 2010

A Volta da Tradição do Fim do Grid



FÁBIO ANDRADE



Há exatamente uma semana, durante o post sobre algumas das equipes pequenas mais marcantes da F-1, lembrei do tempo em que as equipes pequenas “honravam seu nome e se contentavam em chegar 5 voltas atrás do vencedor.”

Pois é, a Fórmula-1 parece estar prestes a relembrar esse período.

Hoje o espanhol José Ramon Carabante anunciou que sua equipe lançará seu modelo para a temporada 2010 nesta quinta, dia 4. Enquanto quase todos os outros times já revelaram seus carros há pelo menos um mês, a Campos irá apresentar seu bólido apenas 10 dias antes da data da primeira prova do ano.

Opa, Campos não. Hispania! Sim, é esse o novo nome da equipe de Bruno Senna e do indiano Karun Chandhok.

Mas a pergunta obrigatória depois da constatação de que a Hispania lançará seu carro  com chassi Dallara e motor Cosworth a cerca de uma semana da abertura do mundial é: o que uma equipe concebida às pressas e nascida de um parto prematuro às avessas poderá fazer numa categoria de alto nível como a Fórmula-1?

“Muito pouco” é a mais provável resposta. E está bem assim.

O mundial desse ano já tem protagonistas demais, expectativas demais, holofotes demais e estrelas demais. A temporada 2010 já tem Massa, Vettel, Hamilton, Button, Alonso e Schumacher. Já se esperam as brigas internas dentro dos times grandes que prometem batalhas épicas de egos inflados. Já se promete um sensacional equilíbrio como há anos não se via, tendo em vista os resultados dos testes. Será uma super-temporada, super-emocionante, super, super, super.

O mundial, enfim, antes de começar, já ostenta superlativos em excesso.

Nesse contexto Lotus, Virgin e Hispania são o anti-clímax necessário a uma temporada que é vendida como sucesso antes mesmo de começar. As equipes pequenas certamente voltarão a honrar sua designação, levando 4 ou 5 segundos por volta e cruzando a meta muitas voltas atrás dos líderes porque milagres não existem na F-1, e carros projetados às pressas são incapazes de competir a sério numa categoria top. A esclerose das pequenas é um reflexo involuntário da gestão Max Mosley, mas essa filha bastarda do velhinho sadomasô será encarada por esse  que vos bloga como algo não tão ruim.



Afinal, as pequenas e seus resultados vexatórios também fazem parte da enciclopédia de histórias da F-1, apesar de protestos raivosos como o da Ferrari na semana passada.

Talvez as pequenas da atualidade não tenham o mesmo carisma das de outros tempos, lembrará alguém, e isso é certo. Como também é certo que simpatia, as vezes, é um atributo que se conquista com o tempo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A asa que vira pó



FELIPE MACIEL



Timo Glock passeia tranquilamente com sua Virgin pelo asfalto de Jerez sem nenhum perigo aparente. De repente, o aerofólio se parte, se dissolve, se evapora...

Algum elemento estranho prejudicou o desempenho aerodinâmico do aerofólio. Será que foi o ar? [piada maldosa detected]



Eu nunca simpatizei com a ousadia da equipe, que chega numa categoria desse porte querendo se mostrar mais moderna e capaz que os macacos velhos que existem lá. Se times como Ferrari, Williams, McLaren não abrem mão do túnel de vento, a quem a Virgin pensa que pode ensinar?

Não sei se o CFD "miraculoso" de Nick Wirth tem algo a ver com esse incidente. Mas estou torcendo para que sim. Será bom ver a Virgin com cara de boba ao descobrir que o excesso de confiança na tecnologia ainda é a fórmula que leva ao fracasso. Antes isso do que comprovarmos que a F-1 estava completamente enganada enquanto a Virgin estava certa sozinha.

Sobre o treino desta quinta, a turma no geral se dedicou ao longos stints, então não há problema em se deparar com uma Toro Rosso em 2° lugar. O dia foi liderado por Kamui Kobayashi, com uma volta engana-trouxa no finzinho do treino, digno de um time que implora por patrocínios. Pobre Sauber...

Williams e McLaren tiveram dificuldades durante o dia. Hulkenberg estacionou com problemas hidráulicos pela manhã, enquanto Jenson Button teve de desligar a MP4-25 no final da tarde.



Jerez, dia 2:

1. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min19s950 (103 voltas)
2. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), 1min20s026 (121)
3. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min20s618 (83)
4. Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth), 1min20s629 (67)
5. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes), 1min20s754 (80)
6. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min21s083 (124)
7. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min21s424 (129)
8. Robert Kubica (POL/Renault), 1min22s003 (103)
9. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min22s043 (99)
10. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), 1min29s964 (11)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Eis o VR-01 da Virgin Racing



FELIPE MACIEL


Com pintura a la Fórmula Indy, a Virgin tirou o véu e mostrou tudo do VR-01, o primeira carro da equipe de Richard Branson, que contará com Timo Glock e Lucas di Grassi ao volante.



O bico fino é quase uma remada contra a maré. Mas isso é o de menos, quando lembramos da ousadia da equipe ao realizar o feito inédito: construir o modelo inteiramente em CFD, tratando o consagrado túnel de vento como tecnologia superada.

A asa dianteira apresenta um design extremamente simples, mas é provável que seja apenas efeito de apresentação, para destacar a pintura tribal nas fotos do lançamento. Basta dizer que a Renault também usou aerofólios básicos na cerimônia, deixando para revelar os verdadeiros spoilers na pista.





Bom saber que o time não ficou de frescura com o difusor durante a sessão de fotografia. O bólido segue a tendência de bico chifrado nos moldes da Red Bull. O design dos sidepods parece bem agradável, e não se vê nem sombra do barbatana do Newey.

Agora é esperar para descobrir como a Globo chamará a escuderia. Nos programinhas de pré-temporada, a emissora deixou a dica, usando a denominação "Manor" para se referir ao time do Lucas di Grassi.





A grande rival da Virgin é Lotus, que mostrará sua munição no dia 12 deste mês. Por enquanto, a sequências de lançamento faz uma pausa para retornar em 9 de fevereiro com a ascendente Force India.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Glock, a salvação. Di Grassi, o 2° piloto

Timo Glock e Lucas di Grassi disputaram a temporada 2007 da GP2. O alemão levou o caneco com a poderosa iSport, enquanto a então campeã equipe ART havia perdido força após o título de Lewis Hamilton, e Lucas teve de amargar o vice. Bernie Ecclestone aproximou Timo da Toyota, já di Grassi seguiu se apoiando na Renault e batalhando na categoria de base. Os caminhos dos dois só voltaram a se cruzar agora em 2010.

Ambos formam a dupla da escuderia Virgin. Glock tem 2 anos de experiência mas sua maior vantagem sobre o Lucas talvez não seja essa. Desculpe o termo que segue, mas o diretor técnico da equipe se revelou um verdadeiro "baba-ovo" do alemão.
No dia em que Timo assinou, eu quase chorei, não pude acreditar.

Eu fiquei literalmente nas nuvens, porque Timo, para mim, representa tudo o que eu queria, alguem que já tenha andado com pneus slick, que tenha experiência de dois anos na F-1, que seja um campeão da GP2 e que seja ainda jovem!

Nick Wirth



Quanto ao di Grassi, o elogio foi mais tímido. Wirth gostou mais foi da leva de engenheiros trazida pelo piloto: "A vinda de Lucas também foi muito boa para a equipe. Vários engenheiros da Renault se juntaram a nós. Lucas foi test driver da Renault e estamos radiantes por seu feedback e por sua habilidade".

A Virgin é uma equipe que já surge sugerindo a existência de piloto privilegiado e piloto secundário na dupla. Uma herança da era Schumacher que tomou conta de muitas cabecinhas da Fórmula 1. Quando se trata de um time grande, vá lá, mas time pequeno não tem motivo algum para distinguir seus condutores.

O que ocorre, na verdade, é um choque de observações. Timo Glock já se identificou publicamente como líder, uma vez que a equipe, tão interessada em seus serviços, lhe deu motivos para acreditar que o seria. Mas perante a imprensa, o chefe Alex Tai prometeu o inverso: "Temos uma postura democrática e não achamos que é necessário ter um primeiro e um segundo piloto. Eles vão ter que correr juntos para tentar ser melhor que o outro".



Nesta época reveladora de jovens prodígios, valorizar o mais experiente em detrimento de um novato pode ser uma surpreendente má ideia. Timo Glock possui duas temporadas inteiras na bagagem, e nesse meio tempo não impressionou muita gente. Digamos que, se Lucas di Grassi for tão bom quanto Jarno Trulli, já será o bastante para superá-lo.

Três anos depois, os ex-GP2 se reencontram na F-1. Desta vez, possuem o mesmo carro e formam um interessante par na Virgin Racing, talvez a melhor dupla das novatas. Torço para que a equipe os trate da maneira mais justa possível, porque neste momento parecem pilotos bem nivelados e dali podem sair bons duelos internos que darão gosto de ver na retaguarda do pelotão.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Virgin x Lotus: pequenas rivais

Ou deveria dizer "Virgin Airlines vs AirAsia" ? Ou ainda "Richard Branson vs Tony Fernandes"?

Fato é que esses dois homens têm uma história muito... digamos, paralela. Ambos tiveram passagem pelos negócios da música e atualmente estão inseridos na indústria da aviação.

Mais do que isso: Tony Fernandes foi funcionário de Richard Branson trabalhando como controlador financeiro para a Virgin Records, de 1987 a 1989. Agora, são velhos conhecidos. E rivais.



Mas não se trata de uma rivalidade aos moldes Mosley x Briatore, por exemplo. Entre eles, tudo parece ser bem mais saudável. Basta dizer que a primeira temporada de Virgin e Lotus na Fórmula 1 será marcada por uma aposta pessoal para ver quem levará a melhor.

Se você não viu o diálogo Branson-Fernandes no mês de dezembro, faço questão de reproduzi-lo abaixo.

Quem começou provocando foi o Tony, alegando que se mataria caso perdesse para Branson no ano de estreia. Teve início o festival de réplicas e tréplicas:
Vindo de um mercado musical, eu suponho que poderemos escolher a música para o funeral! Mas eu gosto muito de Tony, então espero que ele não se mate. Mas ao mesmo tempo, quero vencê-lo. Talvez a gente possa pensar em outro desafio: ele tem uma empresa aérea, e nós também, se nós vencermos, ele poderia vir trabalhar na nossa empresa e trabalhar como aeromoça da Virgin.

Nós daremos certeza que a roupa ficará perfeita. Eu suspeito que ele pode nos pedir reciprocidade. Vou ter que verificar como buscar essas roupas. Estou confiante na vitória.

Richard Branson



O malaio não deixou barato, e brincou com o título de "Sir" do britânico, que fora condecorado pela rainha. E ainda acrescentou o gran finale, apelando para a famosa personalidade de Richard.
É muito apropriado, não acha? Nossos passageiros ficarão honrados em ser servidos por um Cavaleiro do Reino.

Mas conhecendo Richard, o verdadeiro desafio será evitar ter que perguntar aos nosso clientes: "café, chá, ou eu?". Seria assustador!

Tony Fernandes



Agora saindo do campo da diversão e passando para um tema mais polêmico, a Virgin decidiu construir o bólido sem qualquer auxílio do túnel de vento. A supervalorização do CFD divide opiniões.

O especialista da Virgin, Nick Wirth, teve oportunidades de comprovar em outras categorias a eficácia do sistema no desenvolvimento de carros, sobretudo na Fórmula Indy. Coincidência ou não, os americanos da US F1 também comunicaram a intenção de utilizar primordialmente o CFD em seu primeiro carro.

Richard Branson



Será que eles estão confundindo IndyCar com Fórmula 1, ou realmente o CFD já dá conta do recado e o túnel de vento é tecnologia ultrapassada? O homem da Lotus duvida que o time de Branson esteja no caminho certo: "A Virgin está muito convencida de que é o caminho a seguir, que pode fazer tudo isso com o CFD. Sou do mundo da aviação e digo que você não pode. É preciso ter um túnel de vento", garantiu Fernandes.

Quando começar a temporada, Virgin e Lotus poderão ser bons medidores da qualidade dos supercomputadores. Duas novatas com suas saudáveis rivalidades construindo carros de formas distintas. A Virgin almeja provar à Lotus, à Williams, à Ferrari e a todo grid que um bom carro pode ser gerado tocando-se apenas num inocente mouse de computador. A Fórmula 1 paga pra ver.