Ambos formam a dupla da escuderia Virgin. Glock tem 2 anos de experiência mas sua maior vantagem sobre o Lucas talvez não seja essa. Desculpe o termo que segue, mas o diretor técnico da equipe se revelou um verdadeiro "baba-ovo" do alemão.
No dia em que Timo assinou, eu quase chorei, não pude acreditar.
Eu fiquei literalmente nas nuvens, porque Timo, para mim, representa tudo o que eu queria, alguem que já tenha andado com pneus slick, que tenha experiência de dois anos na F-1, que seja um campeão da GP2 e que seja ainda jovem!
Nick Wirth
Quanto ao di Grassi, o elogio foi mais tímido. Wirth gostou mais foi da leva de engenheiros trazida pelo piloto: "A vinda de Lucas também foi muito boa para a equipe. Vários engenheiros da Renault se juntaram a nós. Lucas foi test driver da Renault e estamos radiantes por seu feedback e por sua habilidade".
A Virgin é uma equipe que já surge sugerindo a existência de piloto privilegiado e piloto secundário na dupla. Uma herança da era Schumacher que tomou conta de muitas cabecinhas da Fórmula 1. Quando se trata de um time grande, vá lá, mas time pequeno não tem motivo algum para distinguir seus condutores.
O que ocorre, na verdade, é um choque de observações. Timo Glock já se identificou publicamente como líder, uma vez que a equipe, tão interessada em seus serviços, lhe deu motivos para acreditar que o seria. Mas perante a imprensa, o chefe Alex Tai prometeu o inverso: "Temos uma postura democrática e não achamos que é necessário ter um primeiro e um segundo piloto. Eles vão ter que correr juntos para tentar ser melhor que o outro".

Nesta época reveladora de jovens prodígios, valorizar o mais experiente em detrimento de um novato pode ser uma surpreendente má ideia. Timo Glock possui duas temporadas inteiras na bagagem, e nesse meio tempo não impressionou muita gente. Digamos que, se Lucas di Grassi for tão bom quanto Jarno Trulli, já será o bastante para superá-lo.
Três anos depois, os ex-GP2 se reencontram na F-1. Desta vez, possuem o mesmo carro e formam um interessante par na Virgin Racing, talvez a melhor dupla das novatas. Torço para que a equipe os trate da maneira mais justa possível, porque neste momento parecem pilotos bem nivelados e dali podem sair bons duelos internos que darão gosto de ver na retaguarda do pelotão.








