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sábado, 3 de dezembro de 2011

Um Glock querendo ser Vettel

Acho que este texto pode ser engraçado, não porque sou bom em humor, mas porque Timo Glock resolveu fazer uma daquelas piadas, mas fazê-la em tom sério para o mundo inteiro rir, ou senão, achar uma baita idiotice. Bom, eu ri.

O piloto da Marussia afirmou em declarações ao jornal alemão Koler Express que é tão bom quanto Sebastian Vettel, atual bicampeão da Fórmula 1 (podem começar a rir).
“Eu sei que sou tão bom quanto Seb. Se todos nós sentássemos em uma Red Bull, apenas a forma do piloto naquele dia faria a diferença.”

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Glock, dispensado da Toyota depois de 2009, teve que escolher correr no fundo do grid"][/caption]

Além disso, o piloto germânico declarou que está ansioso para bater Michael Schumacher e Vettel na Corrida dos Campeões que será realizada neste fim de semana, já que os carros são bem semelhantes e as disputas tem bem mais a ver com a habilidade dos pilotos.
“Estou bem curioso para ver como vai ser a comparação. Quero não apenas incomodar Sebastian e Michael, como preferencialmente batê-los.”

Glock, deu um deslize em querer se comparar a Vettel. Não que ele não deva e que o jovem bicampeão da F-1 seja intocável, não é isso. O que quero dizer é que mesmo quando tinha um carro competitivo como a Toyota, não fez lá grandes coisas. Tanto que perdeu o assento para um japonês chamado Kamui Kobayashi. Se Glock não fez muito com um carro intermediário, Vettel conquistou um vitória de peso em Monza com uma Toro Rosso debaixo de chuva.

Ou seja, acho que deve ter batido uma pontinha de inveja de Glock nos títulos e na badalação de Vettel e também de Schumacher, seus compatriotas de destaque.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A asa que vira pó



FELIPE MACIEL



Timo Glock passeia tranquilamente com sua Virgin pelo asfalto de Jerez sem nenhum perigo aparente. De repente, o aerofólio se parte, se dissolve, se evapora...

Algum elemento estranho prejudicou o desempenho aerodinâmico do aerofólio. Será que foi o ar? [piada maldosa detected]



Eu nunca simpatizei com a ousadia da equipe, que chega numa categoria desse porte querendo se mostrar mais moderna e capaz que os macacos velhos que existem lá. Se times como Ferrari, Williams, McLaren não abrem mão do túnel de vento, a quem a Virgin pensa que pode ensinar?

Não sei se o CFD "miraculoso" de Nick Wirth tem algo a ver com esse incidente. Mas estou torcendo para que sim. Será bom ver a Virgin com cara de boba ao descobrir que o excesso de confiança na tecnologia ainda é a fórmula que leva ao fracasso. Antes isso do que comprovarmos que a F-1 estava completamente enganada enquanto a Virgin estava certa sozinha.

Sobre o treino desta quinta, a turma no geral se dedicou ao longos stints, então não há problema em se deparar com uma Toro Rosso em 2° lugar. O dia foi liderado por Kamui Kobayashi, com uma volta engana-trouxa no finzinho do treino, digno de um time que implora por patrocínios. Pobre Sauber...

Williams e McLaren tiveram dificuldades durante o dia. Hulkenberg estacionou com problemas hidráulicos pela manhã, enquanto Jenson Button teve de desligar a MP4-25 no final da tarde.



Jerez, dia 2:

1. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min19s950 (103 voltas)
2. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), 1min20s026 (121)
3. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min20s618 (83)
4. Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth), 1min20s629 (67)
5. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes), 1min20s754 (80)
6. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min21s083 (124)
7. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min21s424 (129)
8. Robert Kubica (POL/Renault), 1min22s003 (103)
9. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min22s043 (99)
10. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), 1min29s964 (11)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Glock, a salvação. Di Grassi, o 2° piloto

Timo Glock e Lucas di Grassi disputaram a temporada 2007 da GP2. O alemão levou o caneco com a poderosa iSport, enquanto a então campeã equipe ART havia perdido força após o título de Lewis Hamilton, e Lucas teve de amargar o vice. Bernie Ecclestone aproximou Timo da Toyota, já di Grassi seguiu se apoiando na Renault e batalhando na categoria de base. Os caminhos dos dois só voltaram a se cruzar agora em 2010.

Ambos formam a dupla da escuderia Virgin. Glock tem 2 anos de experiência mas sua maior vantagem sobre o Lucas talvez não seja essa. Desculpe o termo que segue, mas o diretor técnico da equipe se revelou um verdadeiro "baba-ovo" do alemão.
No dia em que Timo assinou, eu quase chorei, não pude acreditar.

Eu fiquei literalmente nas nuvens, porque Timo, para mim, representa tudo o que eu queria, alguem que já tenha andado com pneus slick, que tenha experiência de dois anos na F-1, que seja um campeão da GP2 e que seja ainda jovem!

Nick Wirth



Quanto ao di Grassi, o elogio foi mais tímido. Wirth gostou mais foi da leva de engenheiros trazida pelo piloto: "A vinda de Lucas também foi muito boa para a equipe. Vários engenheiros da Renault se juntaram a nós. Lucas foi test driver da Renault e estamos radiantes por seu feedback e por sua habilidade".

A Virgin é uma equipe que já surge sugerindo a existência de piloto privilegiado e piloto secundário na dupla. Uma herança da era Schumacher que tomou conta de muitas cabecinhas da Fórmula 1. Quando se trata de um time grande, vá lá, mas time pequeno não tem motivo algum para distinguir seus condutores.

O que ocorre, na verdade, é um choque de observações. Timo Glock já se identificou publicamente como líder, uma vez que a equipe, tão interessada em seus serviços, lhe deu motivos para acreditar que o seria. Mas perante a imprensa, o chefe Alex Tai prometeu o inverso: "Temos uma postura democrática e não achamos que é necessário ter um primeiro e um segundo piloto. Eles vão ter que correr juntos para tentar ser melhor que o outro".



Nesta época reveladora de jovens prodígios, valorizar o mais experiente em detrimento de um novato pode ser uma surpreendente má ideia. Timo Glock possui duas temporadas inteiras na bagagem, e nesse meio tempo não impressionou muita gente. Digamos que, se Lucas di Grassi for tão bom quanto Jarno Trulli, já será o bastante para superá-lo.

Três anos depois, os ex-GP2 se reencontram na F-1. Desta vez, possuem o mesmo carro e formam um interessante par na Virgin Racing, talvez a melhor dupla das novatas. Torço para que a equipe os trate da maneira mais justa possível, porque neste momento parecem pilotos bem nivelados e dali podem sair bons duelos internos que darão gosto de ver na retaguarda do pelotão.