Mostrando postagens com marcador Button. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Button. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de outubro de 2011

Vettel sagra-se o mais jovem bicampeão da F-1

Mais um bicampeão da Fórmula 1 foi apresentado ao mundo na pista onde muitos grandes pilotos costumam sagrar-se campeões. Mas desta vez, não foi um bicampeão qualquer que recebeu o título e entrou em um grupo ainda mais seleto de campeões consecutivamente.

Sebastian Vettel tornou-se neste domingo, no circuito de Suzuka, com quatro corridas de antecedência, o mais jovem bicampeão da categoria máxima do automobilismo, mesmo chegando na terceira posição, lugar que ele não anda muito acostumado a chegar. E muito além disso, essa temporada lhe deu o respeito de todos os que acompanham a F-1. Vettel pode sim pulverizar recordes e se tornar um dos melhores e maiores pilotos da história do automobilismo.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Mesmo caindo para a terceira colocação na largada, Button soube se recuperar e vencer a corrida"][/caption]

A corrida em Suzuka poderia ter feito ainda mais jus ao desempenho incrível que dois pilotos vem demonstrando nesse ano. Além do campeão Vettel, Jenson Button venceu uma corrida sem emoções, mas que o deixou em vantagem ainda maior na briga pelo vice-campeonato. Mais do que isso pode-se dizer, Button provou que também sabe vencer em condições de pista normais, já que só havia vencido pela McLaren com chuva e pista escorregadia.

Na largada, o piloto do carro número 4 sofreu com uma defesa um tanto agressiva de Vettel e com isso perdeu a segunda colocação para Lewis Hamilton. Aliás, Hamilton já pode ser considerado um piloto quase que completamente diferente daquele maduro campeão em 2008. Quanto a Button, era sabido que sua competência em conservar os pneus e sua paciência em realizar investidas no momento certo o colocariam em melhor situação. E foi exatamente isso o que aconteceu. Sua performance na pista fez com que seus pneus durassem mais do que os de Vettel e com isso o inglês conseguiu superar a quase imbatível Red Bull.

Fernando Alonso também demonstrou que quer muito tornar-se vice-campeão ou ao menos vencer alguma das corridas restantes como já declarou. A segunda colocação na prova e mais um pódio enaltece o ótimo trabalho que o espanhol vem realizando com um carro limitadíssimo que a Ferrari montou para esse ano. Se não fosse esse seu talento, dificilmente Alonso estaria sendo o mais temível adversário de Button na briga pelo segundo lugar no campeonato.

O companheiro de Alonso, Felipe Massa segue na mesma falta de sorte somada a baixo rendimento mais a falta de competência em guiar como um bom piloto que ele já foi. Envolvido em mais um “encontrão” com Hamilton, mais uma vem sem ter a culpa, Massa terminou apenas na sétima posição. Mais um resultado frustrante para o brasileiro. Michael Schumacher foi quem terminou a sua frente, com uma boa atuação que lhe rendeu até a liderança da corrida por algumas voltas.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Sebastian Vettel: o mais jovem bicampeão da história da F-1"][/caption]

Bruno Senna e Rubens Barrichello foram piores do que o esperado e as limitações dos carros dessa vez não servem como desculpas. Bruno sofreu com um toque em seu carro na largada e isso muito provavelmente prejudicou todo o restante da prova. O piloto da Renault terminou na 16ª posição. Já Rubens Barrichello que cruzou a linha de chagada atrás do compatriota, disse que a entrada do safety car por conta dos destroços que o toque entre Massa e Hamilton deixou na pista prejudicou sua estratégia. Com desculpas consideráveis ou não, o piloto da Wiliams vem devendo em desempenho, especialmente no segundo semestre, onde vê seu companheiro de equipe cada vez melhor. Pastor Maldonado terminou na 15ª colocação.

A próxima corrida acontecerá na Coréia do Sul com a disputa do vice-campeonato pegando fogo e pela primeira vez com o mais jovem bicampeão da F-1.

Confira a classificação final da prova:

1 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 53 voltas em 1h30m53s427
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 1s160
3 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 2s006
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 8s071
5 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 24s268
6 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 27s120
7 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 28s240
8 - Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 39s377
9 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 42s607
10 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 44s322
11 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 54s447
12 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m02s326
13 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1m03s705
14 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1m04s194
15 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 1m06s623
16 - Bruno Senna (BRA/Renault-Lotus) - a 1m12s628
17 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1m14s191
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 1m27s824
19 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 1m36s140
20 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
21 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
22 - Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas
23 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas

Não completou:
Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 42 voltas/roda

Melhor volta: Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m36s568, na 52ª

Deixe seu comentário »

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desequilíbrio de Hamilton e a boa fase de Button

Acumuladas tantas demonstrações de desequilíbrio dentro das pistas de Lewis Hamilton, acho que está na hora desse assunto render um post por aqui, ou melhor, diferente de só falar de suas frustrações dentro das pistas neste ano, seria interessante comentar também sobre a superioridade que Jenson Button vem demonstrando com relação ao seu companheiro de equipe, até porque as duas coisas podem ter uma ligação entre si.

No último fim de semana, no GP de Cingapura, assim como em Monza, Hamilton não fez uma de suas melhores corridas, claro. Na corrida noturna deste domingo, o inglês protagonizou por culpa própria, inegavelmente, um acidente com Felipe Massa, logo nas primeiras voltas da corrida. A qualidade dos dois pilotos aqui não interfere no julgamento da questão. A punição da direção de prova foi mais do que justa e no calor da situação, aliada aos vários erros de Hamilton diante de Massa neste ano, a ironia do brasileiro no final da corrida fez o inglês sair no lucro. O que ficou claro é que mais uma vez o ímpeto de Hamilton, ultimamente agraciado por poucos, levou o inglês a mais uma vez desperdiçar chances de conseguir um resultado melhor e mais convincente.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="A boa fase de Button pode estar prejudicando o desempenho de Hamilton em 2011"][/caption]

Em Monza, no GP da Itália, as várias voltas que Hamilton passou atrás de Michael Schumacher não são tão justificáveis assim. Claro que o alemão dificultou demais a ultrapassagem do inglês, assim como a McLaren de Hamilton não demonstrava grandes condições para efetuar a ultrapassagem. Porém, o piloto da McLaren desperdiçou várias oportunidades de ganhar a posição de Schumacher, além de ter sido superado facilmente por Button e vê-lo realizar também com facilidade a ultrapassagem sobre o veterano piloto alemão.

O que essas duas situações recentes representam , além dos erros constante de Hamilton durante toda a temporada, é uma possível instabilidade emocional já que por pouquíssimas vezes, o campeão de 2008 foi superado pelo seu companheiro de equipe em toda a sua carreira. Na Fórmula 1, a única vez que isso aconteceu antes acabou com as chances da McLaren se tornar campeã em 2007, quando a dupla era formada por Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Além dessa possível pressão de ver Button coloca-lo no bolso neste ano, Hamilton sofre, com toda a certeza, com a administração que seu empresário faz de sua carreira. Dispensar os serviços de seu pai e contratar alguém que sequer entende de automobilismo, foi um dos principais erros do inglês em toda a sua carreira na categoria.

Jenson Button desde que chegou à McLaren nunca se importou com a presença de um grande piloto ao seu lado na equipe. Diferentemente de Hamilton, preferiu sempre agir com sensatez, dentro e fora das pistas do que agir de imposição no estilo de pilotagem especialmente.

Todos esses acontecimentos dentro das pistas, mostram que um piloto precisa bem mais do que o simples talento, necessita saber com a ajuda de pessoas mais maduras e equilibradas, a melhor maneira de usa-lo.

Deixe seu comentário »

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pouquíssima coisa mudou no campeonato

Jenson Button foi o piloto que saiu mais aclamado depois do GP da Hungria, afinal ele venceu a corrida no seu melhor estilo e ainda em uma data comemorativa para si. Porém, apesar da corrida ser bem imprevisível e cheio de surpresas, nas circunstâncias que o piloto da McLaren mais gosta de correr, no campeonato pouca coisa mudou, ou quase nada.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Apesar dos adversários terem chegado bem mais próximos do ritmo da Red Bull, Vettel segue tranquilo na liderança do campeonato"][/caption]

Sebastian Vettel não vem conseguindo o mesmo ritmo alucinante e impressionante do início da temporada, quando venceu várias corridas que lhe deram essa vantagem grande que o deixa tranquilo na liderança atualmente na tabela de classificação. Porém, mesmo com vitórias de Hamilton, Alonso e Button, a cada corrida o bicampeonato de Vettel fica mais próximo e bem mais visível. Depois do GP húngaro, a diferença para o segundo colocado, seu companheiro de equipe Mark Webber, só aumentou. Agora são 85 pontos de vantagem, o que significa mais de três vitórias.

Button, após vencer a corrida de ontem, reconheceu que para ele é muito complicado lutar pelo campeonato. A distância de Vettel na classificação é grande e mesmo diante de sua regularidade - se tirarmos os dois abandonos que minaram as chances do inglês no campeonato – Button não confia que possa mais ser campeão neste ano. E é isso o que todos os demais pilotos no grid devem pensar.

Mesmo diante do otimismo de não ver a Red Bull não tão mais forte assim como nas primeiras corridas, o que tem dado aos adversários motivação extra, a verdade que todos reconhecem é que brigar pelo título, ou melhor, conquista-lo, é uma possibilidade praticamente nula. Podemos deduzir então que Vettel administrará do GP da Bélgica até o fim da temporada a vantagem que possui para que consiga ser o mais jovem bicampeão da categoria. Será muito difícil atrapalhar os planos do alemão.

Mas para aqueles que não vivem sem emoções, acompanhar as corridas neste ano, mesmo com um campeão virtualmente já definido, tem sido uma ótima escolha. Poucas provas decepcionaram até aqui e dificilmente decepcionarão até o final da temporada.

Deixe seu comentário »

domingo, 31 de julho de 2011

Há um novo rei das condições adversas na F-1

Foi uma corrida de heróis? A julgar pelas condições da pista nas voltas iniciais, sim. O asfalto não estava seco, mas também não estava molhado. Ele estava melado, o que se configura numa das condições mais difíceis para guiar um carro de corrida. Nunca se sabe ao certo até onde a aderência vai te levar numa pista melecada de sujeira, óleo e uma quantidade de água suficiente apenas para misturar tudo isso. Na verdade, o GP da Hungria foi uma prova de que abandonar uma corrida hoje na Fórmula-1 é algo que só vai acontecer se eventos muito estranhos derem o ar de sua graça. Como no incidente ainda sem explicação que torrou a Renault de Nick Heidfeld. Salvo casos desse tipo, toda escapada de pista será perdoada.

[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Escapole e volta: Hamilton retornando à pista após visitar a área de escape"][/caption]

Se a corrida de hoje se desse há 20 ou 30 anos atrás, nenhum dos seis pilotos das equipes de ponta a teria completado. Todos rodaram ou passearam pela área de escape, hoje asfaltada. Se estivéssemos em 1986, quando Hungaroring estreou na Fórmula-1, possivelmente o vencedor da prova húngara seria Paul di Resta, que em ótima forma levou a Force India ao sétimo lugar, o primeiro depois dos seis postos reservados a Red Bull, McLaren e Ferrari.

Talvez a implicância com os seis primeiros colocados não faça justiça a Mark Webber. Não me lembro se vi o australiano rodar ou escapar da pista, mas confesso que não acompanhei a corrida com a atenção habitual, estou viajando e não pude ver o GP da Hungria solitariamente como faço em casa, sem interferências. De toda  forma seria um erro avaliar que Webber foi quem mais mereceu a vitória por ter errado menos. Numa temporada em que vem sendo batido com facilidade por Vettel, Webber teve um fim de semana apagado em Budapeste: enquanto Vettel fez a pole, o piloto do carro de número 2 ficou apenas com o sexto lugar. Na corrida, Webber vagou sem muito objetivo pela pista, para terminar num opaco quinto lugar.

A vitória em Hungaroring caiu no colo do piloto que mais se dá bem em condições adversas na atual F-1. Jenson Button é um caso a ser estudado pela leitura clara que faz em corrida complicadas - e também pela sorte que o acompanha nessas ocasiões. E note-se que na Hungria ele não foi bem apenas no domingo, também fez uma sessão classificatória satisfatória, ficando na segunda fila e a frente das Ferraris.

[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="No seu gp de número 200, Button comemora: é sua 2ª vitória em 2011 e sua 2ª vitória na Hungria"][/caption]

A vitória de Button não era bem o que o campeonato precisava, já que o britânico é apenas o quinto colocado na disputa pelo título e talvez o triunfo de um rival mais próximo de Vettel como Hamilton ou Alonso fosse mais interessante para a briga. Mas enquanto a chuva continuar a dar as caras com tamanha frequência sempre haverá um convite a Button, que já começa a criar fama de rei em condições como a de hoje. A julgar pelo local onde será disputada a próxima corrida - Spa, com sua famosa instabilidade climática - e o britânico mais gente boa da McLaren pode ter uma nova grande chance.
Grande Prêmio da Hungria, após 70 voltas:

1º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 70 voltas em 1h46min42s337
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 3s5
3º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 19s8
4º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 48s3
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 49s7
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 83s1
7º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1 volta
8º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
9º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1 volta
10º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
11º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1 volta
12º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 1 volta
13º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2 voltas
14º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 2 voltas
15º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 2 voltas
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 2 voltas
17º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 4 voltas
18º. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth), a 4 voltas
19º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 5 voltas
20º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 5 voltas

Não completaram:

Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault)
Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault)

Deixe seu comentário »

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quem é você, Button?

Cada um dos seis pilotos das três equipes de ponta da atualidade na Fórmula-1 convive com algum estigma, um gracejo, uma marca jocosa que acabou sendo incorporada à sua imagem com o passar do tempo. Mark Webber é o leão de treino, o cara que “está voltando ao normal” depois de correr como campeão em algumas prova de 2010 e disputar o título até a última corrida contra o queridinho da equipe. Felipe Massa é o “quase campeão”, mas o quase soa aqui quase (!) como uma ofensa, um quase agressivo, que faz questão de lembrar que o vice é o primeiro dos últimos. Os quatro pilotos restantes, mesmo sendo campeões, não escapam: Sebastian Vettel é o “menino”, o campeão verde, o garoto com pinta de gênio que foi campeão mesmo cometendo erros no atacado, e que por isso precisa amadurecer. Lewis Hamilton idem, com o agravante de ter uma personalidade meio pitoresca graças a seus ataques de estrelismo. Fernando Alonso pouco pode ser criticado pelo que faz na pista, é considerado o piloto mais completo de todos, mas a lendária antipatia à sua figura é célebre, sobretudo no Brasil, imagino. Resta Jenson Button. Quem é Button nesse baile de máscaras em que todo mundo veste uma fantasia que não lhe agrada?

[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="No meio do bloco durante boa parte da corrida, Button era um improvável candidato à vitória no Canadá"][/caption]

O Groo diria que ninguém liga pro Button. É, a brincadeira fez sentido até 2008, mas é impossível ignorar alguém que tem no bolso um título mundial. É justamente aí que está a pedra no sapato de Button. Enquanto os outros cinco vizinhos de posições no grid são criticados pela falta de combatividade ou pelos muitos erros que ainda cometem, Button é o zoado da turma por ter sido campeão com um carro de outro mundo em 2009 (enquanto a Brawn era esse carro de outro mundo). Isso faz sentido?

Não gosto de questionar campeões. Acredito que, com raras e pontuais exceções, todos que chegaram a conquistar um mundial, com qualquer um dos regulamentos que já existiu, o fizeram por merecer. De mais a mais, crivar de críticas um piloto por ganhar com melhor carro é atentar contra ícones da própria história da Fórmula-1. Não foi com o melhor carro que Senna ganhou seu primeiro título? Não foi assim que Mansell e Prost jantaram a concorrência em 1992/1993? E Schumacher em 2002 e 2004? E Vettel, que ganhará dessa forma o mundial desse ano? O melhor carro não pode ser demérito, não pode ser usado como arma contra o próprio piloto. Ter o melhor carro nas mãos faz parte do jogo.

[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Button abrindo caminho com a Brawn no GP da Austrália de 2009"][/caption]

Button é um campeão circunstancial?. Esse é um argumento que costuma pesar contra pilotos que conquistaram apenas um título. Mas se é assim, por que Hamilton, campeão com uma extensa lista de erros 2008, também não é questionado da mesma forma? E Raikkonen, que passou a primeira metade de 2007 tirando um longo cochilo? Há uma certa insistência em salientar que Button venceu seis das sete primeiras em 2009 enquanto seu carro era imbatível e depois não se destacou. Ok, mas não seria essa uma mera questão de distribuição de vitórias ao longo do campeonato?

Sobre as vitórias na chuva, parecia que até ontem Button não tinha uma grande exibição no molhado. Mas ele tinha a sua primeira vitória, com a Honda na Hungria em 2006, quando a corrida começou com chuva e foi secando, com todos os grandes pilotos da época na pista.

[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Vitória úmida: Hungria 2006"][/caption]

O que é definitivo nessa história toda é que depois desse GP do Canadá a imagem que muitos faziam de Button mudou. Não é mais só o companheiro do Hamilton. Button é o sujeito que venceu uma corrida depois de duas batidas, uma punição, um pneu furado, e um total de seis pit stops, numa pista que variou de encharcada a úmida. Combativo, mas sem ser atabalhoado como Hamilton, Button teve de recomeçar sua corrida a cada punição/batida/furo de pneu. Deu sorte pelas várias entradas do Safety Car, que garantiram que o pelotão ficasse compacto, mas quem disse que sorte não faz parte do jogo? Button, no finzinho, contrariou sua fama de “piloto que não ultrapassa” e ultrapassou como se não houvesse amanhã: Schumacher, Webber e, finalmente, Vettel. Este só capitulou de forma tão primária na última volta graças à pressão de Button, que induziu o atual campeão e líder do campeonato ao erro.

E agora, quem é Button? É o gente boa, o lord, o piloto educado que desfila com sua bela Michibata por aí. No passado, quando muitos davam sua carreira como encerrada, já fora o playboy, o festeiro, o deslumbrado com esse mundo de aparências da F-1. Para quem já operou tamanha metamorfose, não é de estranhar que o GP do Canadá tenha sido o casulo desse Button agressivo e determinado que abriu as asas domingo em Montreal.

domingo, 12 de junho de 2011

Na melhor corrida do ano, Button vence de maneira épica

O GP do Canadá já prometia ser uma daquelas corridas incríveis e surpreendentes pelos ingredientes que já se aguardavam antes de seu início. Uma Ferrari mais forte, uma Red Bull nem tão superior e uma McLaren com acerto para chuva aliado a um histórico recente de boas conquistas no circuito de Montreal eram algumas das atrações. A chuva veio e a corrida reservou momentos bastante atípicos.

Jenson Button não era favorito, ao contrário de Sebastian Vettel. O inglês envolveu-se em uma batida com seu companheiro de equipe Lewis Hamilton, com Fernando Alonso e ainda foi punido por ter excedido o limite de velocidade quando o safety car estava na pista. No total, foram 6 passagens pelos boxes. Mas nada disso foi o suficiente para impedir que o campeão de 2009 vencesse de maneira incontestável, dramática e espetacular.

[caption id="" align="aligncenter" width="609" caption="Impressionante como em condições anormais Button consegue se destacar"][/caption]

Passando um por um, Button foi chegando mais próximo dos líderes com um carro que se mostrou muito veloz e consistente, consistência que foi ainda mais bem aproveitada nas mãos de um piloto preciso, de pouquíssimos erros e arrojado quando necessário. Quando a maioria tinha se dado conta, o piloto da Mclaren já estava na quarta posição, batalhando com Mark Webber e Michael Schumacher para ver quem iria definitivamente à caça de Sebastian Vettel, que tinha uma vantagem considerável na primeira colocação.

Aproveitando o gancho, foi muito bom ver Schumacher voltar a correr em alto nível. Se não fosse uma Mercedes visivelmente mais lenta do que os carros de Webber e Button, o alemão poderia ter conseguido facilmente um pódio, o que só viria a premiar merecidamente o desempenho dele durante toda a corrida. Webber também foi outro que teve uma bela atuação nas dificuldades e imprevistos de Montreal. Depois de ter levado a pior no toque com Hamilton nos primeiros metros depois da largada, o australiano fez uma corrida de recuperação que se pareceu muito com aquela que ele havia feito na China.

Já Vettel fez tudo o que deveria ter feito, só não fez duas coisas que acabaram por impedir mais uma vitória sua nessa temporada da Fórmula 1. A primeira, que ele mesmo assumiu após a corrida, foi não ter aberto uma vantagem maior para o segundo colocado quando Webber, Schumacher e Button disputavam posições, visto que ele tinha caminho livre ela frente. A outra foi ter errado na última volta por causa da pressão sofrida pelo desempenho avassalador de Button.

[caption id="" align="aligncenter" width="593" caption="Button festeja sua primeira vitória no ano que lhe deixa agora na vice-liderança do campeonato"][/caption]

Alonso e a Ferrari tiveram a chance de ter feito muito melhor, mas não conseguiram driblar os imprevista que o circuito Gilles Villenueve impôs aos pilotos e equipes neste domingo. Felipe Massa errou sozinho e perdeu a chance de selar bem um fim de semana de trabalho muito bem feito. A quinta colocação teve gosto amargo, mesmo sendo conquistada por preciosos centímetros em cima de Kamui Kobayashi.

Sem sombra de dúvidas, essa foi uma corrida para entrar para a história e uma atuação de gala de um sujeito que mereceu mais do que ninguém uma vitória neste domingo. Se existe alguém que possui condições de derrubar a ótima fase de Vettel durante o restante do ano, a tabela de classificação já mostra que esse é Jenson Button.



Deixe seu comentário »

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Enfim, um GP da China empolgante



ANDERSON NASCIMENTO


O GP da China reservou emoções que não esperávamos. Foi sim a melhor etapa da Fórmula 1 até aqui em 2011, onde vimos muitas ultrapassagens e muita estratégia. Aliás, esses dois foram os principais fatores que decidiram a corrida. Era como se a estratégia fosse utilizada para alcançar o carro a frente e a ultrapassagem, obviamente, para ganhar a posição.

Mark Webber foi o grande piloto da corrida, não que Lewis Hamilton também não tenha sido, mas é que se talvez o australiano tivesse avançado para o Q2 no treino classificatório de sábado, seria ele e não o inglês que acabaria com a hegemonia de Sebastian Vettel. Sair de 18º e terminar em 3º foi muito mais do que acertar na estratégia e triunfar nas brigas por posições. Houve muita motivação ali, e acredito que ela cresceu demais por conta da Red Bull tê-lo usado como cobaia nos treinos livres. Só ele e não Vettel.

Hamilton, depois de tanto criticar sua equipe, pode colher os frutos do trabalho competente e eficiente de seus mecânicos para consertar um carro que apresentou problema instantes antes de alinhar no grid. Um bom desempenho do piloto inglês, mas melhor ainda da equipe prateada, sempre profissional e sempre eficiente o bastante.

[caption id="" align="aligncenter" width="570" caption="Uma corrida animada e cheia de ultrapassagens"][/caption]

Foi bacana também notar que a Mercedes não está tão ruim como no ano passado e ver Nico Rosberg liderando várias voltas durante a corrida e duelando de igual para igual com Red Bull e McLaren me fez acreditar ainda mais na hipótese de que só falta um carro em melhores condições para que Rosberg seja um grande piloto. Michael Schumacher também começa a mostrar que está melhor do que antes, mas é inevitável não compara-lo com a sua época dourada e não sentir ao menos uma ponta de frustração quando ele termina numa oitava colocação.

Jenson Button apareceu como um forte candidato à vitória depois da largada. Ganhou a posição de Vettel sem muita dificuldade e também sustentou a ponta por um bom tempo. No entanto, seu favoritismo começou a se desfazer da mesma maneira como os pneus. Errou nos boxes e perdeu a posição para Vettel. Não foi rápido e nem poupou os compostos suficiente o bastante para conseguir arrancar alguma vantagem. Button esteve diferente ontem, em algumas situações irreconhecível.

Ali entre os brasileiros não há muito o que dizer. Felipe Massa fez uma boa corrida e terminou à frente de Fernando Alonso é verdade. Aliás, essa comparação é uma daquelas insistências em querer colocar Massa em um lugar onde ele não está: acima de Alonso. Sem parcialidade, mas é fato que em nenhum fator importante o brasileiro bate o bicampeão espanhol. Duas corridas significam pouco para começar a dizer que Massa está melhor do que seu companheiro, ou pior, de achar que ele é melhor que o asturiano.

[caption id="" align="aligncenter" width="570" caption="A Red Bull errou na estratégia e Vettel perdeu a chance de vencer novamente"][/caption]

Já Rubens Barrichello conseguiu terminar sua primeira corrida na temporada e enfim poder analisar qual é o real potencial do FW33 e onde é que ele se posiciona em relação aos demais modelos. Terminar em 13º não foi um resultado ruim, mas está muito aquém do que era esperado da Williams neste início de temporada. Muito trabalho precisará ser feito e muitas mudanças deverão acontecer nos carros de Frank Williams.

Para fechar, vale ressaltar o desempenho da Lotus. Não foi nada surpreendente, mas a equipe malaia continua evoluindo e conseguiu neste fim de semana colocar Heikki Kovalainen na 16ª colocação, a frente de Pastor Maldonado e Sergio Perez, por exemplo.

Agora é aguardar longos dias até o GP da Turquia, onde é esperado uma Ferrari mais forte por conta das mudanças que deverão ser implementadas no bólido e uma Red Bull que tenha enfim um KERS sem problemas para colocar a serviço de seus pilotos.

Deixe seu comentário

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Uma volta na asa de um Fórmula 1



ANDERSON NASCIMENTO



Jenson Button experimentou correr em um carro de turismo utilizado na V8 Supercars em um evento realizado pela Vodafone na semana do GP da Austrália de Fórmula 1. O piloto da McLaren gostou da experiência e também andou com a máquina de sua categoria e nos permitiu belas imagens e bons sons de sua McLaren.

No vídeo abaixo, a camera está colocada na asa dianteira do carro de Button que nos permite uma volta repleta de adrenalina e de imagens atípicas da nossa rotina em ver corridas. Vale a pena assistir!

sábado, 2 de abril de 2011

McLaren: a mais próxima da Red Bull



ANDERSON NASCIMENTO



A Red Bull sem sombra de dúvidas sobrou com Sebastian Vettel na etapa de abertura da temporada 2011 da Fórmula 1 na Austrália. No treino classificatório e também na corrida, os austríacos provaram que possuem sim um carro que trará muita preocupação aos adversários. No entanto, era esperado que o principal rival dos taurinos, pelo menos neste início de campeonato, fosse a Ferrari do bicampeão Fernando Alonso e do motivado Felipe Massa. Mas Melbourne mostrou que é a McLaren quem mais se aproxima de ameaçar a soberania da Red Bull na categoria.

Jenson Button declarou nesta semana que acredita muito no potencial do MP4-26 depois do que ele rendeu no primeiro GP do ano. Disse ainda que o carro tem um grande potencial a ser extraído e que isso irá colaborar muito para que os ingleses possam fazer frente à equipe taurina.
Claramente, os Red Bulls são rápidos, a pole de Sebastian, mostrou isso a todos. Mas, em ritmo de corrida, nós já estamos muito mais perto deles nesta fase da temporada do que no ano passado. Eu sei que você pode dizer que a Red Bull não estava usando KERS, que coloca um casal de décimos em seu bolso, mas eu não acho que estejam tão melhores como você pôde ter visto no sábado. Eu acho que há uma enorme quantidade de potencial inexplorado em nosso carro.

Jenson Button



[caption id="" align="aligncenter" width="809" caption="Na Austrália, a McLaren rendeu bem mais do que o esperado"]Jenson Button McLaren Mp4-26[/caption]



O MP4-26 nasceu cheio de inovações e prometendo trazer tendências e quem sabe de repente triunfar logo de cara sobre a Red Bull. Mas os testes coletivos na Espanha revelaram outra coisa. O carro estava cheio de problemas, distante de apresentar uma boa performance e com sérias dificuldades em sua confiabilidade. Isso levou a McLaren a mexer, mexer e remexer no carro antes da estreia do campeonato. E as modificações, aliadas ao pulso firme de Martin Whitmarsh ao fazer cobranças em cima de toda a equipe técnica, surtiram o efeito desejado.

Lewis Hamilton conseguiu terminar a prova na 2ª colocação mesmo enfrentando o problema no assoalho do carro e obrigando assim o inglês a tirar o pé. Se não fosse isso, talvez Vettel conseguisse ver mais do que apenas retardatários em seu retrovisor. Já Button andou bem também e se não tivesse cometido a besteira de ultrapassar Felipe Massa onde não devia e depois acabar sendo punido poderia ter alcançado um resultado melhor do que uma 6ª posição.

A realidade é que a McLaren, apesar de todos os problemas expostos na pré-temporada, conseguiu dar a volta por cima em pouquíssimo tempo e agora tem um carro um tanto atraente nas mãos. A primeira vez que a equipe fez uma simulação de corrida com o novo carro foi exatamente na primeira etapa do Mundial. Prova essa de que há muito mesmo ainda para evoluir no MP4-26. Pode ser que o seu desempenho seja tão forte quanto o RB7 depois de algum tempo.

Pode-se dizer sem receio que o MP4-26 ainda é um carro cru. O difusor utilizado no carro na Austrália era feito de titânio, visto que não houve tempo para que ele fosse fabricado de fibra de carbono. Com um difusor mais leve e algumas outras modificações que não foram concluídas como deveria pela falta de tempo, a McLaren pode andar ainda mais próxima da Red Bull já na Malásia.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Massa, chicane ambulante



FÁBIO ANDRADE


Ok, ok. Felipe Massa já começou 2011 do mesmo que terminou 2010: devendo na comparação entre o seu desempenho e do companheiro Fernando Alonso. O desempenho de Massa no Albert Park reacendeu a enxurrada de críticas e prognósticos de que esse é o último ano do brasileiro na Ferrari, mas, ao mesmo tempo, revelou um piloto que, se ainda não consegue render o mesmo que rendia em 2008 e 2009 - suas melhores temporadas - ao menos foi bastante aguerrido em sua luta com a poderosa McLaren de Jenson Button, pelo menos no primeiro round da batalha de 11 voltas entre os dois.



Button terminou a corrida dizendo que “Massa é o piloto mais difícil de ultrapassar” na Fórmula-1 atual. Não deixa de ser um elogio, mas quem não deve estar gostando dessa história é Jarno Trulli. O título de “chicane ambulante” era a única distinção do italiano no grid.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Nos primeiros treinos, Red Bull e McLaren lideram



ANDERSON NASCIMENTO


A Fórmula 1 enfim começou. Os treinos livres 1 e 2 já ocorreram no circuito de Albert Park em Melbourne, na Austrália. Surpresas aconteceram, mas ainda é cedo para dizer se continuarão a ser surpresas durante o ano. Vamos começar lá por baixo então, analisando os que não foram bem nos dois treinos.

A Hispania segue a ser a piada da categoria. Sequer mostrou um carro pronto e disponível para que Vitantonio Liuzzi ou Narain Karthikeyan pudessem ir para a pista e fazer algumas voltas de instalação. No segundo treino livre, o que consta na tabela é que Liuzzi andou apenas uma volta, o que é óbvio não ser nada suficiente para avaliar alguma coisa em relação ao desempenho do F111. Não tenho dúvidas de que a regra dos 107% será mais uma grande inimiga da escuderia espanhola neste ano. Estaria para apostar até mesmo que nenhum de seus carros consiga largar neste domingo.

Pit sto carros Fórmula 1 Albert Park

Um pouco acima, mas não tão convincente ficou a Marussia Virgin. Timo Glock e Jérôme D’Ambrosio conseguiram completar várias voltas, mas ficaram muito longe das marcas dos primeiros colocados. No treino 1, os dois ficaram a mais de 8 segundos de distância do melhor tempo marcado por Mark Webber. No treino 2, o desempenho melhorou um pouco, mas ainda foram 6 segundos mais lentos do que a melhor volta de Jenson Button. Se a equipe anglo-russa não correr contra o tempo para ajustar seus problemas correrá um sério risco de também ser engolido pela regra dos 107% neste início de temporada e para mim seria uma bela punição por teimarem em não utilizar o túnel de vento mesmo depois do fracasso do carro do último ano.

Confesso que a Lotus foi a minha grande decepção neste primeiro contato dos carros com a temporada 2011. A performance dos três pilotos que foram para a pista foi fraca e teve até Karun Chandhok acertando o muro e destruindo a frente do T128 logo na primeira volta. É cedo ainda para prognosticar alguma coisa, mas tive aquela sensação de que os veremos no fundo do grid de novo, mas tomara que seja só impressão.

Na parte intermediária da tabela, comparando os dois treinos livres, as surpresas ficaram por conta de Rubens Barrichello, Nico Rosberg e Sergio Perez. O piloto da Williams alcançou a 5ª colocação no primeiro treino superando as duas McLarens. No segundo teste, Barrichello foi o 9º com um tempo 1s426 acima da marca do líder. Nico Rosberg tratou de provar que a Mercedes pode ser uma força que lutará por vitórias neste ano. Logo de cara alcançou a 4ª posição, ficando atrás somente de Mark Webber, Sebastian Vettel e Fernando Alonso. No treino posterior, conquistou a 10ª melhor marca, mas viu seu companheiro Michael Schumacher ser o 6º. Já Sergio Perez foi surpresa no segundo treino com uma bela 8ª marca.

A Ferrari viu um bom desempenho somente com Fernando Alonso, que tentou de todas as maneiras andar no ritmo da Red Bull. Felipe Massa, saiu da pista, fritou pneu e não conseguiu um tempo expressivo em nenhum dos treinos.



Diante de tantas suspeitas, a McLaren foi para a pista nesta madrugada para mostrar que não está tão ruim assim como todos imaginam. É verdade que no treino 1 ambos os carros prateados ficaram a mais de um segundo e meio do tempo de Mark Webber. Porém, na segunda parte conseguiram o 1-2 liderado por Jenson Button. Os tempos foram muito próximos com uma diferença de apenas 0s935 do primeiro para o sétimo colocado.

A Red Bull liderou com folga o primeiro treino livre colocando quase um segundo no tempo da Ferrari de Alonso. Webber cravou a melhor marca em sua última volta e desbancou seu companheiro de equipe. O que deu pra perceber é que os taurinos podem estar mais rápidos do que no ano passado e ainda mais superiores aos seus adversários.

Na virada de hoje para sábado, acontece o último treino livre antes que o treino classificatório, marcado para às 3 horas no horário de Brasília mostre enfim o que realmente os bólidos estão rendendo neste início de ano.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A boa notícia para a McLaren



ANDERSON NASCIMENTO


A McLaren foi uma das equipes que mais comemorou a decisão do cancelamento da etapa bahrenita da Fórmula 1, que marcaria a abertura da temporada da categoria. O motivo é que a equipe pode usar as duas semanas a mais até o GP da Austrália (que se tornou o primeiro do ano) para evoluir o MP4-26 que apresentou problemas além do esperado nos testes coletivos realizados na Espanha.



O novo modelo da equipe de Woking possui problemas em ter uma boa performance em ‘stints’ longos, ou em configurações de corrida. Os engenheiros e mecânicos da equipe ainda procuram entender como os pneus, o carro e os sistemas (especialmente o KERS) funcionam juntos. Será necessário compreender mais durante os próximos testes o quanto as mudanças mais radicais do carro influenciam em seu desempenho.

Mesmo com muitos pontos negativos jogando contra o time de Martin Whitmarsh, o fato de ter Jenson Button a bordo de um de seus cockpits é uma grande chance de obter um bom resultado nas corridas iniciais onde se conhece pouco sobre o comportamento dos pneus durante uma corrida de verdade. O cerebral e ótimo piloto inglês quando o assunto é estratégia pode compensar os “defeitos” que a equipe talvez ainda traga para as primeiras etapas do campeonato.

Lewis Hamilton já chegou a reclamar, mas a equipe afirma que tudo está saindo como o esperado e que poderão chegar na Austrália em condições iguais aos carros da Red Bull e Ferrari. Apesar de parecer pequeno o tempo de duas semanas a mais para trabalhar no crescimento de um carro tão complexo quanto o MP4-26, quem conhece bem o potencial dos mecânicos e engenheiros da Fórmula 1 sabe que muita coisa pode ser modificada e muito trabalho pode ser feito em quinze dias. Além disso, a McLaren, por zelar de um profissionalismo a altura de sua tradição, está ainda mais otimista quanto a melhoria de seu carro.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A matemática do título a 3 provas do fim



FELIPE MACIEL


Restando apenas Coreia, Brasil e Abu Dhabi para finalizar o Mundial 2010, já está na hora de fazer um balanço dos cenários que dariam título a cada um dos postulantes vivos na disputa. Assim diz a tabela:

Mark Webber - 220 pontos
Fernando Alonso - 206
Sebastian Vettel - 206
Lewis Hamilton - 192
Jenson Button - 189



Líder isolado, Mark Webber pode se dar ao luxo de abandonar uma corrida, sendo que se vencer as outras duas o campeonato será seu.

O caso de Alonso e Vettel é o mesmo: ambos sonham em vencer pelo menos duas corridas das três que ainda faltam. Na terceira, bastará chegar à frente do Webber para ficar com o caneco.

A partir daí vem as McLarens, que não poderão economizar santo se pretendem dar a volta por cima na temporada praticamente perdida. A Lewis Hamilton, basta vencer todas as 3 etapas, desde que o australiano nunca consiga um resultado melhor que a terceira colocação.

A matemática do Button é ligeiramente mais desafiadora. O atual campeão tem de ganhar todas, torcer para que Webber não faça nada melhor que 2 terceiros e 1 quarto lugar, independente do resultado dos demais.

E aí? Em quem você mais acredita nessa reta final? Quanto pilotos chegarão com chances ao último GP do ano? São os momentos finais para se fazer qualquer aposta em 2010 (que, diga-se, passou rápido como de costume).

sábado, 4 de setembro de 2010

Inocentando Vettel da batida com Button em Spa



FELIPE MACIEL


Às vezes é preferível deixar que falem mal do piloto a revelar a verdade e colocar a inovação técnica do carro sob risco. É o que ocorre com a Red Bull.

A câmera on board de Sebastian Vettel revela um detalhe imprescindível na compreensão do descontrole do bólido na chegada à Bus Stop, que culminou com o choque sobre a McLaren de Jenson Button.

Ao se aproximar da traseira do inglês, a tão falada asa flexível confirmou sua característica mais negra: ela é feita para ganhar tempo com pista livre pela frente, porém pode se tornar perigosa em casos de perseguição.



Nas imagens do cockpit, o aerofólio já contorcido pelo efeito proposto por Adrian Newey, simplesmente tomba e torna Vettel um passageiro. No vídeo é claro o momento em que ela fica bamba, provocando aquele o fatídico descontrole.

Parece que finalmente temos uma explicação cientificamente compreensível para um acidente tão esquisito.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Os Donos do Carro



FÁBIO ANDRADE



Segundo informações dos sites de notícias, Jenson Button encerrou na semana passada uma ação legal contra a equipe pela qual conquistou o título mundial de F-1 em 2009, a Brawn GP. A ação dizia respeito a uma cláusula contratual que garantia a entrega de um dos carros modelo BGP001 a Button em caso de conquista de título. Como a Mercedes inicialmente se negou a presentear o piloto com um dos chassis usados no ano passado, Button apelou para a Corte de Londres.



O impasse se resolveu na semana passada quando as partes entraram num acordo e Button pôde, finalmente, levar para casa um dos exemplares do modelo com o qual foi campeão.

É raro ver um piloto ganhar um carro de competição, mas acontece. Há 20 anos atrás, sem brigas na justiça, um outro piloto, recém chegado ao hall dos bicampeões também ganhou um presente. A reportagem é da Quatro Rodas de novembro de 1990:
Este carro é seu, bicampeão!

Por Sérgio Quintanilha

A magnífica atuação de Ayrton Senna ao volante do McLaren-Honda número 27 na temporada 1990 foi duplamente consagradora – colocou-o na companhia de Alberto Ascari, Graham Hill, Jim Clark e Emerson Fittipaldi como integrante do clube dos bicampeões de Fórmula-1 e dobrou até seu patrão, Ron Dennis. Quem venceu foi o homem, não a máquina. E o piloto também ganhou o carro...



Mas Ayrton precisou convencer o exigente Ron Dennis de que merecia o presente. Quando ainda negociava a renovação de seu contrato, o bicampeão revelou seu desejo ao patrão.

- Acho que a equipe poderia me dar o meu carro de corrida deste ano... – arriscou Ayrton.

- É muito difícil – cortou Ron Dennis – A McLaren nunca deu, nem vendeu, um carro até hoje.

As corridas de Spa-Francorchamps e Monza, porém, mudaram a cabeça do boss da McLaren. Senna pilotou maravilhosamente nessas duas provas e acabou ganhando 18 pontos que teoricamente deveriam ser de Alain Prost. Mesmo com um carro superior, o francês se viu impotente diante do brasileiro naqueles dois Grandes Prêmios. Dennis não resistiu:

- Faço questão de reconhecer que as vitórias nessas duas provas foram suas e não da equipe – disse ele a Senna – O carro é seu.

“Foi um dos momentos mais espontâneos de Ron”, recordava Senna. “Sua atitude realmente me deixou bastante emocionado”.

(...)

O grande mérito de Ayrton no seu bicampeonato foi ter conseguido aliar suas virtudes anteriores – como o arrojo e a velocidade – a um grande amadurecimento na estratégia de corrida. Aos 30 anos, Ayrton possuía uma condição física e emocional afinadíssima, era idolatrado como maior ídolo popular no Brasil e já podia exibir em sua casa uma joia como o McLaren número 27 que o conduziu ao bicampeonato mundial. Ele mereceu.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Whitmarsh desmente suposta ordem de equipe



FELIPE MACIEL



Os ecos da Turquia seguem tilintando na cabeça de muita gente na Fórmula 1. No caso da Red Bull, o chefe Christian Horner falou pelos cotovelos a respeito da batida. Já no caso da McLaren, demorou mas chegou a vez de Martin Whitmarsh dar sua versão do conflito.

O vídeo da FOM denunciou o momento em que Phil Prew garantia a Hamilton que Button não tentaria lhe roubar a vitória. A conversa de rádio ocorreu imediatamente antes de Jenson iniciar o ataque, que terminou com a manutenção de Lewis na ponta.



Antes mesmo do duelo, a equipe já alertava seus pilotos sobre a necessidade de se economizar combustível. Após o pega, o pit wall reenviou a mensagem para frear o ritmo dos dois. Hamilton se distanciou e cruzou em primeiro com Button completando a dobradinha. A explicação de Whitmarsh é a seguinte: Phil Prew enganou-se; apenas isso, nada mais.

Comentários registrados na íntegra...
Pouco depois que ele foi informado de que Jenson não o ultrapassaria, Jenson o fez. Phil deu sua opinião a Lewis e depois isso mudou. Ambos são pilotos e tinham um desafio na pista, eles sabem disso.

A corrida se desenvolveu um pouco mais rápida que o esperado. Então nós estávamos consumindo mais combustível do que tínhamos imaginado. Por isso tivemos que encontrar maneiras de economizar.

Inevitavelmente, surge um dilema à medida em que você se aproxima do fim da corrida sobre o quão duro você pode correr. Acho que ficou amplamente demonstrado que uma equipe e seus pilotos podem cometer esse erro, mas não há dúvida de que nossos dois pilotos querem ganhar corridas, em contrapartida eles estavam sendo orientados a cuidar do combustível. Como conseqüência disso, Phil Prew tinha a opinião de que Jenson não ultrapassaria, o que provavelmente foi um erro de julgamento.

Mas eu não acredito que fosse esperado que o Lewis levantaria tanto o pé na curva 8. Jenson, que é um piloto de corridas, quando o viu aliviar tanto na curva 8, pensou que aquela seria sua oportunidade, e então partiu para o ataque.

Eles sabem que eles são pilotos de corrida. Lewis até ficou surpreso com a informação passada pelo rádio. Ele perguntou, e Phil Prew, que é o engenheiro-chefe, deu uma resposta instintiva e imediata, já que ele não achava que Jenson iria tentar passar.

Mas Lewis não estava disposto a ceder o primeiro lugar de forma fácil; acho que ele fez uma belíssima ultrapassagem para garantir sua permanência na liderança.

Martin Whitmarsh



Por mais que o histórico da equipe conte a favor, fico com a pulga atrás da orelha com essa versão explanada pelo Martin. Ele pode estar mesmo reportando a verdade, mas sinceramente, neste caso específico, não o condenaria caso de fato houvesse uma intenção da equipe em evitar a briga no final. Depois que as duas Red Bull's se enroscaram daquela forma, não adianta dizer que os prateados assistiriam a um combate interno sem tremer nas bases. O medo é, antes de mais nada, um instinto de sobrevivência. E ver a RBR morrer na praia foi uma lambança exemplar que não poderia ser repetida de modo algum logo em seguida. Mérito dos campeões, que deram uma aula de como se digladiar na pista explorando o máximo da adrenalina sem desrespeitar o parceiro nem trazer danos ao time. A elegância britânica é notável tanto sobre o asfalto quanto diante da mídia. A rivalidade entre Hamilton e Button é a mais nobre, limpa e bonita de se ver nesta temporada.

Para o GP do Canadá, porém, a expectativa é de um embate entre equipes. A McLaren, cada vez mais próxima da Red Bull, traz mais atualizações aerodinâmicas buscando ameaçar de vez o poderio dos energéticos no campeonato. Ritmo de corrida eles já provaram que possuem. Alcançar Webber e Vettel no qualifying deve ser a chave do próximo fim de semana.

domingo, 30 de maio de 2010

Dupla de equipe: GP da Turquia

Kamui Kobayashi


Ele foi pra Superpole e não é a primeira vez que ele consegue isso esse ano. Em Barcelona o Koba também conseguiu ir pra fase final da classificação. De quebra marcou o pontinho da Sauber, apesar de sofrer com algumas ultrapassagens durante a corrida.

Fábio Andrade



Arrastando, arrastando, o japonês conseguiu finalmente marcar o primeiro pontinho dessa Sauber-quase-ex-BMW. Engoliu muita ultrapassagem na corrida mas o esforço rendeu o tão buscado 10° lugar. O carro é ruim, no entanto mostra algum potencial em pistas velozes. E o japa voador dessa vez desencantou. Well done!

Felipe Maciel



Bruno Senna


Acho que foi a melhor corrida dele desde o começo do ano. Parece que ele teve que parar para não quebrar o motor e isso é uma tremenda pena. Os Cosworth, decididamente, estão deixando a desejar. O Bruno era o mais bem colocado das equipes estreantes quando teve que abandonar.

Fábio Andrade



Ainda não entendi como ele colocou o carro da Hispania à frente das pequenas rivais. Talvez o problema aerodinâmico se torne solução num circuito que demande pé embaixo por tanto tempo. Fato é que Bruno fazia uma grande corrida, até ser obrigado a se retirar. Lamentável. Justo quando consegue fazer aquele algo a mais, a confiabilidade (ou falta de) entra em cena. Essa é a vida de piloto de fundo de grid.

Felipe Maciel



Ferrari x Renault


É um duelo que vem se repetindo em 2010. Em Melbourne o Kubica não cedeu às investidas do Massa. Em Mônaco, idem e hoje em Istambul de novo. Mas hoje com um grau de dramaticidade maior para os italianos porque o Felipe não esboçou ataque em nenhum momento.

O Alonso conseguiu deixar o Petrov para trás, mas com algum esforço. Se não reagir logo, a Ferrari corre sério risco de abandonar a briga e isso seria um vexame histórico depois de reservar tanto tempo ao desenvolvimento do F-10.

Fábio Andrade



Essa corrida foi um verdadeiro terror para a Ferrari. Tudo indica que ela perdeu vaga no G4 transformando-se na quinta força. Na classificação isso ficou bastante claro, já na corrida pode-se argumentar que o ritmo da Ferrari foi minimamente superior ao da Renault. Mas, sinceramente, minha leitura diz que a diferença que contou a favor dos italianos foi a discrepância de nível entre o bicampeão Alonso e o inexperiente Petrov. O espanhol soube trazer os pneus para o momento decisivo da prova e assim aplicou-lhe a ultrapassagem.

Acho que já podemos cravar que a Ferrari posiciona-se atrás de RBR, McLaren, Mercedes e Renault. Não teve duto F que desse jeito. E agora, José?

Felipe Maciel



Hamilton x Button


Muito legal de ver. A briga mais recheada de competência em toda a corrida. Duros um com o outro, como deve ser, mas leais e "cuidadosos" na medida do possível, afinal, fazem parte do mesmo time. Legal.

Fábio Andrade



Belíssima briga. No melhor estilo "aqui se faz, aqui de paga", os dois trocaram e destrocaram de posições em poucas curvas, no limite dos espaços, calculando cada centímetro para a realização de um duelo limpo e de alto nível. Lance para marcar a temporada e ser devidamente lembrado no final do ano. Um show!

Felipe Maciel



Webber x Vettel


É um pouco chato dizer que alguém foi culpado e que o outro foi inocente. Antes de tudo me pareceu ser um acidente normal de corrida e, como em todo acidente, pode acontecer com qualquer um. Ponto.

Nenhum dos dois assumiu publicamente responsabilidade pelo ocorrido. Mas, mesmo depois de ver o replay algumas dezenas de vezes, ninguém me tira da cabeça que o Vettel, no mínimo, se precipitou ao tentar mudar a linha. Mas é uma discussão que rende, tipo aquela entre o Hamilton e o Raikkonen em Spa-2008.

Fábio Andrade



O confronto teve cara de duelo de categoria de base, onde um acidente como aquele chega a ser relativamente comum. Mark espremeu Sebastian para a esquerda. Quando este meteu de lado, quis empurrar para a direita. A intenção do Vettel era até natural, o problema é que Webber manteve-se em linha reta e daí houve o choque.

A briga entre Hamilton e Button foi uma verdadeira aula para esses dois. Quando Lewis revidou a ultrapassagem na curva 1, Jenson puxou para fora para ampliar a velocidade de contorno na curva, já que a preferência era do Mr. Pussycat. Por acaso Hamilton concluiu a ultrapassagem, mas ao menos eles não trombaram. Já Webber manteve o traçado reto mesmo sem qualquer preferência na curva. A resistência do australiano pegou o alemão de surpresa. Bastou uma mexida lateral para promover a lambança.

Acidente de corrida. Dois cabeças duras dando o sangue pela vitória e pela ponta da tabela às vezes pode acabar nisso.

Felipe Maciel



GP da Turquia


Eu fiquei um pouco irritado com a puxação de saco do trio da Globo em relação à pista, mas até concordo, vai. O Istambul Park não é uma pista ruim. E chega, não esperem declarações mais passionais.

Ouvi dizer que esse foi o último ano da F-1 lá. Pela quantidade de gente nas arquibancadas, até durou muito. Mas eu sempre fico sentido, porque os países investem uma bolada para receber a F-1. Ver a categoria indo embora assim não deve ser agradável.

Fábio Andrade



Corridaça! Para uma prova em pista seca, o GP da Turquia foi uma grata surpresa. Não me lembro qual foi a última vez que vi tanto piloto brigando pela vitória no braço, ali na pista, no mano a mano mesmo.

Sabemos que o traçado é de alto nível, e a F-1 faria um favor a si mesma se o mantivesse no calendário. Com tanto circuito chechelento por aí, parece que só os decentes vem a correr risco. Vale até lançar a campanha "Fica Istambul!".

Felipe Maciel

domingo, 18 de abril de 2010

Dupla de equipe: GP da China



McLaren


É gozado porque depois de classificação considerei que a McLaren estava definitivamente fora da briga e que os tais dutos estavam sendo superestimados. Na verdade ainda acho que os dutos estão recebendo um tratamento um pouco exagerado pela imprensa e pelos próprios personagens do circo, afinal, velocidade máxima final não é o único fator determinante para fazer um carro competitivo.

Mas fora da briga a McLaren não esteve e a equipe é a única que venceu duas até aqui em 2010. Foram vitórias circunstanciais? Prefiro não entrar nesse mérito. O que acontece é que a McLaren (Button, sobretudo) soube aproveitar melhor as chances que apareceram.

Fábio Andrade



Desde a sexta-feira até o Q2 no sábado, a ameaça da McLaren era perceptível. Mas o fracasso na super pole foi inacreditável. Enquanto a Red Bull respirava aliviada com a pole, soltou uma ironia para cima dos ingleses. Acabaríamos descobrindo que era cedo para isso...

Mais uma vez, sob chuva, Hamilton e Button partiram para estratégias diferentes. E Button de novo levou a melhor. Mas o show do Lewis não pode ser menosprezado, pena que seu estilo empolgante de guiar esteja sendo prejudicado pelo reabastecimento proibido. Se vencesse, seria merecido. Assim como a vitória do Button também foi. Dobradinha merecida, pois.

Felipe Maciel



Vitaly Petrov


A F-1 não parece muito carente de homens-show, mas o Petrov veio pra engordar as fileiras desse tipo de piloto. Ultrapassou, rodou, ultrapassou de novo. Eu ainda vou esperar um pouco mais pra dizer se gosto ou não dele, do estilo dele, mas por ora não tá fazendo feio.

Tô gostando mesmo é da Renault. As corridas têm sido um pouco estranhas, talvez por isso o desempenho do carro esteja sendo avaliado precipitadamente, mas parece que a equipe foi muito subestimada durante a pré-temporada.

Fábio Andrade



O russo está evoluindo bem... Com um final de corrida em grande estilo, marcou os primeiros pontos na Fórmula 1. Foi um dos bons destaque da China, sem dúvida. O presidente da Rússia já pode comunicar ao seu povo: "Nunca na história desse país um russo ultrapassou o Schumacher!".

Felipe Maciel



Massa x Alonso


Na China o Alonso engoliu o Felipe. Ponto.

Felipe vai ser segundão na Ferrari? Vai ser substituído no fim do ano? Vai passar o ano sem ganhar uma? Bem, não sou nem quero ser profeta de nada, e acho que ainda é muito cedo para responder a todas essas perguntas.

O incidente na entrada dos boxes: não é usual ver na Ferrari, mas também não vejo o drama que tentaram construir. Se o piloto da frente está mais lento o normal é ultrapassá-lo, certo?

Fábio Andrade



Antes de mais nada, o Massa errou. Não se conserta o erro batendo no companheiro, sobrou-lhe portanto aceitar a perda de posição. Mas será que não tinha um momento pior para ele dar uma balançada do que na exata hora de entrar nos boxes?!

Bem, lucro para a Ferrari que o Alonso tenha passado o Massa. Porque o espanhol tinha muito mais ritmo para galgar posições e o fez. Quanto ao incidente, não vejo por que discutir: O Fernando já tinha passado! Se não fossem para os boxes, ele superava o Felipe na curva da vitória. Parceiro de equipe é antes de mais nada piloto, isto é, ele não está lá para tirar o pé e dar apoio moral quando o outro erra, e sim para ultrapassar e ir embora.

Felipe Maciel



Michael Schumacher


Está enfrentando grandes apuros. É complicado falar porque o Schumi desperta muitas paixões. O que é seguro dizer é que ele concordou em se expor dessa forma. Depois de 4 corridas os fatos são: Schumacher foi sistematicamente mais lento do que o companheiro e ainda não se adaptou a essa F-1 tão diferente de quando ele parou há 3 anos. Idade influencia? Pode ser. Mas é óbvio que todos vamos avaliá-lo não só pelo que ele fez até 2006, mas também por agora em 2010, e com uma cobrança até maior, já que se trata do maior recordista da história. E o que Schumacher conta até aqui em 2010 não faz justiça a um homem com o currículo dele.

Se Schumi não se adaptou ao carro, aos pneus ou ao novo estilo que a F-1 adquiriu é um problema que ele terá de resolver. Estava tudo no pacote.

Fábio Andrade



Já não entendi o que o Schumacher pretendia quando anunciou que retornaria, e a cada dia entendo menos. Voltou para quê? Para ser octa? Ser octa pra quê? Ninguém até hoje foi nem hexa. Ah, sim, ele voltou para se divertir. Sei, mas vale a pena o risco?

O retorno do alemão pode se transformar na pior decisão já tomada em sua carreira. Justo ele, que nunca enfrentou um período de decadência, já que se afastou em grande forma... É triste ver cenas como essas exibidas durante o GP da China.

A diferença em relação ao Rosberg, ao invés de diminuir, parece que está crescendo. A única coisa que deve está se reduzindo é sua motivação. Possui um dos 4 melhores carros do grid mas é apenas o 10° da tabela. Já duvido que volte a ser reconhecível, pelo menos nesta temporada.

Felipe Maciel



Tabela classificatória


Cabem poucas observações, a meu ver. A tabela reflete com boa margem de acerto, se é que o termo existe e é justo usá-lo, o que a temporada está apresentando até aqui.

Fábio Andrade



É estranho dizer isso, mas poucos acreditavam que o atual campeão fosse liderar a tabela do campeonato com relativo conforto. O Nico Rosberg em segundo nem se fala!

Ferrari e Red Bull, supostamente os melhores carros do princípio da temporada, estão fora da ponta. A Ferrari já foi alcançada por McLaren e Mercedes. A RBR ainda tem uma pequena folga e apresenta maior potencial de recuperação. De qualquer forma, as quebras nas 2 primeiras corridas, e este GP da China - uma das piores exibições sob chuva da equipe - lhe privaram de conquistar os pontos correspondentes ao que o carro tem para dar.

Felipe Maciel



Troféu Santander


Huuuummm. Pra mim ficou bonito. Eu sempre acho troféus bonitos. Sei lá, entendo pouco sobre desenhos, tradição, e essas coisas. Se é ou não o logo de uma marca acho que pouco importa.

Fábio Andrade



Deram uma bela melhorada no desenho, não? O chamado cocozinho do Santander evoluiu para um troféu de verdade. Se divulgam a marca sem estragar o símbolo de um trabalho bem feito, está ótimo.

Felipe Maciel

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Surpreendente acidente de Buemi marca sexta-feira



FELIPE MACIEL


Quem assistiu ao 1° treino livre do GP da China deu um pulo da poltrona quando as duas rodas dianteiras de Sebastien Buemi simplesmente sumiram justo no final de uma das maiores retas da Fórmula 1.

A equipe explicou o inédito acidente alegando que testava uma atualização na suspensão mas uma falha na fabricação provocou a quebra deste suporte vertical do lado direito, que imediatamente transferiu toda a carga para o componente do lado esquerdo, causando também seu rompimento quase que simultaneamente.



O dispositivo responsável por evitar a soltura das rodas não funcionou por estar preso exatamente à tal peça que se desintegrou. Um dos pneus, inclusive, atravessou a cerca e parou num ponto de acesso aos espectadores.

Evidentemente, o time optou por manter o design antigo da suspensão para o GP. Devido aos reparos necessários, Buemi não pôde treinar na sessão 2 de Xangai.



A sexta-feira começou de maneira parecida com o fechamento do domingo em Sepang para Fernando Alonso. O espanhol sequer conseguiu cravar volta rápida no treino da manhã porque mais uma vez o motor Ferrari abriu o bico.

Jenson Button liderou pela manhã enquanto Lewis Hamilton fez o melhor tempo do dia à tarde. McLaren e Red Bull são as favoritas do fim de semana, mas a possibilidade de chuva no domingo pode tornar a disputa pelo primeiro lugar mais interessante.

A Ferrari, como de costume, não mostrou tudo o que tem (de bom, é necessário dizer) nas primeiras sessões. Já a Mercedes, cada vez mais assanhada, figurou sempre em 2° e em 4° com Rosberg e Schumacher, respectivamente.

O horário da 3° treino não é dos piores: entre meia-noite e 1h da manhã. Às 3h da madrugada, a classificação. Pois é, parece que de sexta pra sábado dá pra levar. Já a virada de sábado para domingo deve exigir algum descanso...



Treino livre 1

1. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min36s677 ( 15 voltas )
2. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s071 ( 17 )
3. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s098 ( 19 )
4. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 0s832 ( 14 )
5. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 0s924 ( 20 )
6. Robert Kubica (POL/Renault), a 1s039 ( 17 )
7. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1s068 ( 25 )
8. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 1s303 ( 17 )
9. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s331 ( 13 )
10. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1s421 ( 19 )
11. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 1s484 ( 19 )
12. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1s698 ( 21 )
13. Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari), a 1s744 ( 19 )
14. Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth), a 1s892 ( 20 )
15. Paul di Resta (ING/Force India-Mercedes), a 1s941 ( 26 )
16. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s001 ( 17 )
17. Sebastian Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 3s262 ( 5 )
18. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), a 4s854 ( 22 )
19. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), a 5s102 ( 23 )
20. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), a 5s153 ( 20 )
21. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin-Cosworth), a 5s504 ( 27 )
22. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), a 7s189 ( 23 )
23. Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth), a 7s272 ( 20 )
24. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), sem tempo ( 6 )

Treino livre 2

1. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min35s217 ( 26 voltas )
2. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s248 ( 22 )
3. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s376 ( 26 )
4. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 0s385 ( 28 )
5. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 0s574 ( 30 )
6. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 0s778 ( 29 )
7. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s203 ( 31 )
8. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 1s160 ( 43 )
9. Robert Kubica (POL/Renault), a 1s172 ( 29 )
10. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 1s387 ( 33 )
11. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1s727 ( 36 )
12. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1s769 ( 27 )
13. Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari), a 2s204 ( 32 )
14. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 2s214 ( 33 )
15. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s440 ( 30 )
16. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes), a 2s587 ( 31 )
17. Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth), a 2s650 ( 29 )
18. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), a 4s407 ( 35 )
19. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), a 4s730 ( 30 )
20. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), a 5s016 ( 27 )
21. Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth), a 5s791 ( 32 )
22. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin-Coswortg), a 5s890 ( 28 )
23. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), a 6s128 ( 32 )

O novíssimo McLaren MP4-12C e a polêmica com o Veyron



FELIPE MACIEL


O seção de carros de rua da McLaren foi um dos fatores que provocou o fim do casamento com a Mercedes.

A belezinha aí do vídeo é o recém lançado McLaren MP4-12C. Lewis Hamilton e Jenson Button participaram da gravação promocional ressaltando pontos positivos do modelo, como a pronta resposta aos comandos do motorista e belo som do motor.



O patrão Ron Dennis deu uma de Barrichello e usou o termo "porcaria", que aparentemente se tornou a palavra da moda. A diferença é que o britânico se referiu à concorrência...

Dennis desceu o sarrafo no Bugatti Veyron, o qual chamou de 'porco feio', de péssima dirigibilidade, e que para retirar seu motor deve ser necessário partir o carro ao meio, já que com todo aquele peso mal se consegue contornar uma curva.

Ron ainda denunciou a montagem do famoso programa Top Gear no episódio do pega entre o Veyron e o McLaren F1, superesportivo predecessor do MP4-12C. Segundo ele, foi necessário repetir a corrida mais de dez vezes porque o que se espera é a vitória daquele conhecido como "o mais rápido do mundo", no entanto o Bugatti fracassava logo na arrancada, quando a embreagem deixava o piloto na mão, e o McLaren já sumia lá na frente.

O MP4-12C, por sua vez, não pode sonhar com o top speed apresentado por nenhum daqueles dois. Consta que este McLaren alcance os 320km/h, sendo avaliado em $ 250,000. De certo a McLaren visa projetar carros ainda mais potentes no futuro.