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domingo, 9 de outubro de 2011

Vettel sagra-se o mais jovem bicampeão da F-1

Mais um bicampeão da Fórmula 1 foi apresentado ao mundo na pista onde muitos grandes pilotos costumam sagrar-se campeões. Mas desta vez, não foi um bicampeão qualquer que recebeu o título e entrou em um grupo ainda mais seleto de campeões consecutivamente.

Sebastian Vettel tornou-se neste domingo, no circuito de Suzuka, com quatro corridas de antecedência, o mais jovem bicampeão da categoria máxima do automobilismo, mesmo chegando na terceira posição, lugar que ele não anda muito acostumado a chegar. E muito além disso, essa temporada lhe deu o respeito de todos os que acompanham a F-1. Vettel pode sim pulverizar recordes e se tornar um dos melhores e maiores pilotos da história do automobilismo.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Mesmo caindo para a terceira colocação na largada, Button soube se recuperar e vencer a corrida"][/caption]

A corrida em Suzuka poderia ter feito ainda mais jus ao desempenho incrível que dois pilotos vem demonstrando nesse ano. Além do campeão Vettel, Jenson Button venceu uma corrida sem emoções, mas que o deixou em vantagem ainda maior na briga pelo vice-campeonato. Mais do que isso pode-se dizer, Button provou que também sabe vencer em condições de pista normais, já que só havia vencido pela McLaren com chuva e pista escorregadia.

Na largada, o piloto do carro número 4 sofreu com uma defesa um tanto agressiva de Vettel e com isso perdeu a segunda colocação para Lewis Hamilton. Aliás, Hamilton já pode ser considerado um piloto quase que completamente diferente daquele maduro campeão em 2008. Quanto a Button, era sabido que sua competência em conservar os pneus e sua paciência em realizar investidas no momento certo o colocariam em melhor situação. E foi exatamente isso o que aconteceu. Sua performance na pista fez com que seus pneus durassem mais do que os de Vettel e com isso o inglês conseguiu superar a quase imbatível Red Bull.

Fernando Alonso também demonstrou que quer muito tornar-se vice-campeão ou ao menos vencer alguma das corridas restantes como já declarou. A segunda colocação na prova e mais um pódio enaltece o ótimo trabalho que o espanhol vem realizando com um carro limitadíssimo que a Ferrari montou para esse ano. Se não fosse esse seu talento, dificilmente Alonso estaria sendo o mais temível adversário de Button na briga pelo segundo lugar no campeonato.

O companheiro de Alonso, Felipe Massa segue na mesma falta de sorte somada a baixo rendimento mais a falta de competência em guiar como um bom piloto que ele já foi. Envolvido em mais um “encontrão” com Hamilton, mais uma vem sem ter a culpa, Massa terminou apenas na sétima posição. Mais um resultado frustrante para o brasileiro. Michael Schumacher foi quem terminou a sua frente, com uma boa atuação que lhe rendeu até a liderança da corrida por algumas voltas.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Sebastian Vettel: o mais jovem bicampeão da história da F-1"][/caption]

Bruno Senna e Rubens Barrichello foram piores do que o esperado e as limitações dos carros dessa vez não servem como desculpas. Bruno sofreu com um toque em seu carro na largada e isso muito provavelmente prejudicou todo o restante da prova. O piloto da Renault terminou na 16ª posição. Já Rubens Barrichello que cruzou a linha de chagada atrás do compatriota, disse que a entrada do safety car por conta dos destroços que o toque entre Massa e Hamilton deixou na pista prejudicou sua estratégia. Com desculpas consideráveis ou não, o piloto da Wiliams vem devendo em desempenho, especialmente no segundo semestre, onde vê seu companheiro de equipe cada vez melhor. Pastor Maldonado terminou na 15ª colocação.

A próxima corrida acontecerá na Coréia do Sul com a disputa do vice-campeonato pegando fogo e pela primeira vez com o mais jovem bicampeão da F-1.

Confira a classificação final da prova:

1 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 53 voltas em 1h30m53s427
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 1s160
3 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 2s006
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 8s071
5 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 24s268
6 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 27s120
7 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 28s240
8 - Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 39s377
9 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 42s607
10 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 44s322
11 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 54s447
12 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m02s326
13 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1m03s705
14 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1m04s194
15 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 1m06s623
16 - Bruno Senna (BRA/Renault-Lotus) - a 1m12s628
17 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1m14s191
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 1m27s824
19 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 1m36s140
20 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
21 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
22 - Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas
23 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 2 voltas

Não completou:
Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 42 voltas/roda

Melhor volta: Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m36s568, na 52ª

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sábado, 8 de outubro de 2011

Obrigação Burocrática

Para se ter uma ideia de como os treinos classificatórios ficaram desinteressantes para o público, quatro dos dez carros credenciados para o Q3 do GP do Japão não foram para a pista na fase final da classificação: Michael Schumacher, Bruno Senna, Vitaly Petrov e Kamui Kobayashi. A regra dos pneus assassinou a classificação, que ganhou um ritmo morno e não tem um clímax bem delineado. É um enorme contracenso, sobretudo porque quando o fim do reabastecimento foi anunciado para a temporada de 2010, esperava-se que o treino classificatório voltasse a ser disputado com os pilotos dando o máximo com carros super leves. A expectativa era de que a classificação voltasse à sua essência de ser o momento de maior velocidade do fim de semana. Mas a limitação dos jogos de pneus está atuando como um enorme gol contra o próprio patrimônio nas sessões classificatórias.

Tanto é assim, que pouca coisa é digna de nota no sábado em Suzuka. Sobretudo porque Nico Rosberg nem mesmo marcou uma volta rápida no Q1, dando a todos a certeza de que não havia pelo que brigar já que as sete últimas posições ficaram instantaneamente decididas. Sem a disputa para correr da degola na primeira fase, o treino ganhou ares ainda mais enfadonhos.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Rosberg não registrou volta rápida, e o tom da classificação caiu ainda mais (Foto: Getty Images)"][/caption]

Depois de liderar todos os treinos preliminares, a McLaren parecia uma candidata forte a tirar da Red Bull, pela primeira vez no ano, a supremacia da poles. Lewis Hamilton liderou o Q2 com três décimos de vantagem sobre Sebastian Vettel e Jenson Button, mesmo embalado desde a sexta-feira, quando liderou os treinos livres, era outro candidato à pole.

Só que Hamilton nem chegou a abrir sua última volta. Ultrapassado  e espremido por Schumacher e Webber na chicane pouco antes de começar sua última tentativa, o inglês, liberado muito em cima da hora pela McLaren, perdeu tempo. Quando passou pela reta para tentar a pole, o cronômetro já estava zerado e as luzes já estavam vermelhas. Enquanto Vettel e Button abriam seu último giro, a tv já indicava a bandeirinha quadriculada ao lado da abreviação do nome do campeão de 2008. Daí sua cara de poucos amigos na foto dos três primeiros na frente da garagem.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Vettel e Button interagem enquanto Hamilton faz cara de... #foreveralone (Foto: AP)"][/caption]

Restou esperar pela briga Button X Vettel. Pelo histórico, era de se esperar que o alemãozinho faturasse a pole com folga, mas Button esteve em um ritmo bem próximo. Vettel foi apenas nove milésimos de segundo mais veloz do que o inglês. Seria um prognóstico interessantíssimo se ambos estivessem disputando verdadeiramente um título. Ok, matematicamente é isso o que está ainda está acontecendo, mas na prática, o GP do Japão é apenas uma obrigação burocrática pela qual Vettel precisa passar para ser bicampeão. Tão burocrática como os treinos classificatórios da Temporada 2011.

Vettel precisa marcar apenas um ponto para ser campeão no Japão. Sua tarefa não é das mais difíceis, sobretudo porque não existe previsão de chuva para o domingo em Suzuka. A largada para a corrida acontece às 3 da manhã, no horário de Brasília, com transmissão ao vivo da Tv Globo.
Grid de largada para o Grande Prêmio do Japão:

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min30s466 ( 14 voltas )
2º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min30s475 ( 14 )
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min30s617 ( 14 )
4º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min30s804 ( 15 )
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min30s886 ( 13 )
6º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min31s516 ( 14 )
7º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), sem tempo ( 10 )
8º. Bruno Senna (BRA/Lotus Renault), sem tempo ( 12 )
9º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), sem tempo ( 17 )
10º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), sem tempo ( 15 )

11º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), 1min32s463 ( 14 )
12º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min32s746 ( 10 )
13º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1min33s079 ( 13 )
14º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), 1min33s224 ( 14 )
15º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), 1min33s227 ( 10 )
16º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), 1min33s427 ( 10 )
17º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), sem tempo ( 6 )

18º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), 1min35s454 ( 3 )
19º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), 1min35s514 ( 6 )
20º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), 1min36s439 ( 8 )
21º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), 1min36s507 ( 7 )
22º. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth), 1min3s846 ( 7 )
23º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), sem tempo ( 1 )
24º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), sem tempo ( 2 )

domingo, 2 de outubro de 2011

Memória Blog F-1: Campeões em Suzuka [3]

O GP do Japão de 1991 já foi esmiuçado e a história da corrida e do campeonato já é conhecida por quase todo mundo, provavelmente. Para os ruins de memória, a temporada chegava a Suzuka, penúltimo destino do ano, polarizada entre Ayrton Senna e Nigel Mansell. Senna tinha 16 pontos de vantagem sobre o leão e estava numa posição confortável para faturar o tri no Japão.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Senna, campeão pela terceira vez em Suzuka"][/caption]

Com tamanha desvantagem e restando apenas duas corridas para o fim do campeonato, o ideal para Mansell era vencer e torcer para que Senna chegassem em posições ruins tanto em Suzuka comoem Adelaide. Mas a tarefa do inglês, que já era inglória, tonrou-se mais difícil depois que Gerhard Berger cravou a pole, seguido por Senna. Atrás da primeira fila da McLaren estava Mansell, claramente o franco-atirador do GP do Japão de 1991.

Na largada, as posições dos três se mantiveram iguais. A McLaren trazia para o Japão a mesma tática usada na corrida anterior, na Espanha: deixar Berger fugir na frente e fazer com que Senna ficasse segurando Mansell, apostando que o leão, de cabeça quente ao ficar limitado no terceiro lugar quando precisava desesperadamente da vitória, fizesse uma burrada que o tirasse da corrida e desse o título a Senna.

Em Barcelona o joguinho da McLaren não havia dado certo. Mansell não apenas superou Senna e Berger como também venceu a corrida e deixou o brasileiro - que errou e saiu da pista ao tentar bloquear o piloto da Williams - apenas na quinta posição. Mas vantagem de Senna ainda era grande, como as chances de o plano do time de Woking dar certo também eram.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Na Espanha, a tática da McLaren pode não ter dado certo, mas gerou uma das imagens mais clássicas da história da Fórmula-1"][/caption]

Em pouco menos de 10 voltas Berger em Suzuka, já abrira quase 10 segundos de vantagem sobre Senna, que segurava Mansell. Na nona volta o leão embutiu na McLaren de número um, tentando a ultrapassagem, mas exagerou. Chegou forte demais na primeira curva do circuito, passou reto e ficou preso à caixa de brita. O campeonato estava acabado e Senna era tricampeão.

Daí em diante, o brasileiro pôde correr para se divertir. Logo alcançou e ultrapassou Berger. Senna seguia para vitória, quando, a metros do fim, retribuiu o trabalho de seu escudeiro e deu a Berger sua primeira vitória na McLaren. Mesmo em segundo, Senna comemorava tranquilo, seu terceiro título mundial de Fórmula-1, há 20 anos:



sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Memória Blog F-1: Campeões em Suzuka [2]

Depois de uma dura batalha contra a McLaren durante todo o ano de 1998, a Ferrari tentava emplacar Michael Schumacher como campeão a todo custo para tentar sair da fila de quase 20 anos sem fazer um campeão. Mas a tarefa dos vermelhos na última corrida do ano não era fácil. Com oito vitórias na temporada, Mika Hakkinen desembarcava em Suzuka com 90 pontos, contra 86 de Schumacher que vencera seis provas no ano. Ou seja, para ser campeão, o alemão precisava vencer e torcer para que Hakkinen chegasse em terceiro ou em posição pior.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Com oito vitórias no ano, a vantagem na briga pelo título de 1998 era de Hakkinen"][/caption]

Quando cravou a pole no sábado, Schumacher estava fazendo não mais do que a sua parte se quisesse continuar com chances de ser tricampeão, mas Hakkinen classificou-se ao seu lado na primeira fila. A Ferrari passava então a depender que problemas de ordem técnica dificultassem a vida do finlandês, já que em condições normais, o caminho estava aberto para o primeiro título de Hakkinen.

A surpresa desagradável para os italianos foi ver o próprio Schumacher tendo problemas no domingo. A corrida teve dois procedimentos de largada adiados. No primeiro, as bandeiras amarelas se agitaram por causa de um problema com o italiano Jarno Trulli. Como rezava o regulamento da época, Trulli passou a ocupar o último lugar do grid na segunda tentativa de largada, mas dessa vez a partida foi novamente cancelada por causa de um problema na embreagem do carro de Schumacher. O alemão passou então ao último lugar e a terceira largada foi, enfim, autorizada.

O que era difícil para a Ferrari ficou praticamente impossível. Schumacher até tentou reagir ultrapassando nove carros na primeira volta e seguindo num ritmo fortíssimo. Retardando sua parada de boxes, o então bicampeão estava no terceiro lugar na 31ª volta quando o pneu traseiro direito da F-300 sucumbiu às diversas fritadas as quais foi submetido. A borracha da Goodyear não resistiu à estratégia de recuperação bolada por Ross Brawn.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Festa de Hakkinen e da McLaren em Suzuka"][/caption]

Enquanto isso, Hakkinen seguia em sua rota para o título em céu de brigadeiro. Líder de todas as 51 voltas da corrida (duas voltas foram descontadas das 53 protocolares por causa do imbróglio inicial), o piloto da McLaren venceu o GP do Japão e se tornou o segundo finlandês campeão de Fórmula-1 na história, sucedendo Keke Rosberg, o vencedor de 1982. O time de Woking conquistava seus primeiros títulos de pilotos e de construtores desde 1991:



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Memória Blog F-1: Campeões em Suzuka [1]

O Suzuka Internacional Circuit estreou na Fórmula-1 em 1987. De lá para cá a pista sediou o GP do Japão em 23 oportunidades e em 10 delas o campeão foi coroado na Terra do Sol Nascente. Seis pilotos puderam soltar o grito de campeão enquanto contornavam a sinuosa pista japonesa na volta da vitória: Nelson Piquet (1987), Ayrton Senna (1988, 1990, 1991), Alain Prost (que nesse caso só pôde confirmar o título depois de se reunir com os comissários e conseguir a polêmica desclassificação de Senna em 1989), Damon Hill (1996), Mika Hakkinen (1998, 1999) e Michael Schumacher (2000, 2003). Se cruzar a linha de chegada em 10º ou em melhor posição no próximo dia nove de outubro, Sebastian Vettel se tornará o sétimo piloto coroado campeão no autódromo japonês.

Na última vez que um título de pilotos foi decidido em Suzuka, em 2003, Schumacher chegava ao Japão exatamente da mesma forma que Vettel chegará daqui a pouco mais de 10 dias: precisando de um ponto. O gp  japonês era o último daquela temporada e Schumacher contava 92 pontos contra 83 de Kimi Raikkonen. Mesmo que empatassem no número de pontos, Schumi levava vantagem no primeiro critério de desempate que é o número de vitórias: o alemão da Ferrari tinha seis trinufos no ano, contra apenas um do finlandês da McLaren. Ou seja, bastava para Schumacher terminar a corrida, pelo menos, no oitavo lugar para não depender de nenhum resultado.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Cristiano da Matta e os irmãos Schumacher disputando posição em Suzuka"][/caption]

O que parecia uma tarefa fácil para o então pentacampeão ganhou ares de drama no treino classificatório do sábado. Uma garoa intermitente testou a frieza dos pilotos e das equipes. Na época, o modelo de classificação determinava o momento exato que cada piloto deveria sair para sua volta rápida e cada um tinha apenas uma chance de tentar a pole. Schumacher e Raikkonen enfrentaram os 5807 metros da pista japonesa quando ela estava “melada” pelo chuvisco. O finlandês cravou 1min33s272 e ficou com o oitavo lugar. Schumacher esteve mais de um segundo mais lento com 1min34s302 e o 14º lugar. Rubens Barrichello, o pole, pegou o asfalto seco e massacrou a concorrência com uma volta em 1min31s713, deixando Juan Pablo Montoya, o segundo no grid, quase sete décimos atrás.

O desfecho do mundial daquele ano se deu no domingo, numa corrida tensa para a Ferrari. Com Raikkonen largando em oitavo e longe da vitória, a possibilidade de uma virada histórica do iceman era ínfima. De toda forma, Barrichello, na pole, tinha a missão de garantir que a posição número 1 não saísse de seu controle para dar mais tranquilidade ao time e a Schumacher. Ao alemão, cabia tentar fazer uma corrida de recuperação, garantir pelo menos um ponto, e não precisar depender de resultados alheios.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Raikkonen até tentou, mas não pôde impedir o hexacampeonato de Schumacher em 2003"][/caption]

O resto foi história, e a história não foi simples como Schumacher e a Ferrari esperavam. Pressionado, o alemão cometeu dois erros infantis (se fossem cometidos hoje, provavelmente, resultariam em duas punições ao alemão) e se complicou na corrida. Raikkonen passou a ser o segundo pouco depois da metade da prova, mas a condução sólida de Barrichello impediu a vitória do finlandês. E no final, mesmo que vencesse, Raikkonen não seria campeão porque Schumacher conseguiu o mínimo necessário para garantir seu título: o oitavo lugar e um ponto. Estava coroado o primeiro piloto seis vezes campeão mundial de Fórmula-1 e o recorde de cinco títulos do argentino Juan Manuel Fangio estava, finalmente, superado.

Nos vídeos, o GP do Japão de 2003 quase na íntegra. Falta o trecho entre as voltas 20 a 30. Mas pouca coisa de importante acontece nessa parte que falta, logo, vale muito a pena recordar:











segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Memória Blog F-1: Japão 1988



ANDERSON NASCIMENTO



O GP do Japão de 1988 marcou o primeiro título do tricampeão Ayrton Senna. Foi ali que o mundo começou a ver como genial um piloto arrojado, pretencioso e despretencioso ao mesmo tempo e muitíssimo talentoso acima de tudo.

Estive conversando com alguns amigos e me recordei dessa corrida. Etapa essa que mostrou o quanto um campeão deseja seu título. Não havia nascido naquela época em que a Mclaren vermelha e branca desfilava pelo circuito sensacional de Suzuka. Assim, não poderia deixar de compartilhar esta lembrança com vocês. Aperte play e assista do começo ao fim a brilhante corrida de Senna que terminou como o mais novo campeão mundial da Fórmula 1.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cinco vezes Kobayashi



FÁBIO ANDRADE



Kobayashi sobre Alguersuari (1ª)

 
Kobayashi sobre Sutil


Kobayashi sobre Alguersuari (2ª)


Kobayashi sobre Barrichello


Kobayashi sobre Heidfeld


Explicações para tamanho desempenho de um piloto de equipe média enquanto os das equipes grandes ficaram no feijão com arroz? Caixa de comentários livre.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dupla de equipe: GP do Japão

Lucas Di Grassi


Estranhíssimo. Se acontece na corrida num ponto com pouco escape, Di Grassi poderia ter sofrido um acidente mais sério. Mas esse já foi suficientemente esquisito.

Fábio Andrade



Tomara que tenha sido algum problema técnico, do contrário seria provavelmente a lambança mais estúpida da carreira. E sinceramente não estou convencido de que não foi erro próprio. Será que ainda não deu tempo para o time apurar e emitir um comunicado explicando o fato? Muito estranho mesmo...

Felipe Maciel



Vitaly Petrov


Faz muita força para não estar na F-1 em 2011. Não acho que seja necessariamente um mau piloto, apenas me parece muito afoito em determinados momentos. Isso precisa ser trabalhado.

Fábio Andrade



Tentou o impossível e conseguiu o óbvio: muro. Recebeu de troco uma queda de 5 posições no grid da Coreia. Há vários outros pilotos na F-1 que aproveitariam muito melhor esta vaga na Renault mas há poucos que são capazes de injetar o investimento que o russo proporciona à equipe. Di Grassi, Sutil, Kobayashi, Senna são exemplos de pilotos que poderiam fazer um trabalho melhor no cockpit amarelo.

Felipe Maciel



Felipe Massa


O acidente dele foi um pouco fora dos padrões também. Acho que o problema maior foi ele ter escolhido fazer a primeira curva por dentro. Não tinha espaço, e quando ele tentou voltar tava sem o carro na mão porque tinha pisado na grama. O pancão com o Liuzzi foi bem forte, mas, felizmente, ninguém se machucou.

A fase é péssima. A classificação foi muito ruim. Honestamente, acho que o tempo do Felipe na Ferrari já passou. Torço muito para que ele tenha um excelente 2011 e me faça queimar a língua, mas em 2010 não teve pra ninguém. Alonso jantou Massa como nenhum companheiro havia feito na Ferrari até aqui (prezado leitor, podemos debater mais sobre isso na caixa de comentários).

Fábio Andrade



Esta temporada se tornou uma obrigação meramente profissional. Não há mais qualquer prazer do Felipe em conduzir o F10. A sorte parece ter-lhe abandonado. Se pudesse, aposto que o Massa dormiria hoje e acordaria em março do ano que vem no primeiro treino livre do ano, onde todos partem da estaca zero.

Quanto ao acidente, acredito que foi de corrida. O Nico freou um pouco antes e o Felipe balançou mas só achou a grama como caminho de escape. O resto é história.

Felipe Maciel



Kamui Kobayashi


#Rei e #Mito. Não vou mais puxar muito o saco porque já fiz isso no meu post e o Koba às vezes faz umas cagadas também, mas hoje ele foi a graça da corrida. Quem disse que não se ultrapassa em Suzuka?

Precisamos de mais pilotos como esses. Agora, eu tenho uma pergunta (que os comissários não me vejam): por que milagre ele não foi punido? Os comissários detestam pilotos que ultrapassam os outros.

Fábio Andrade



Para mim, de longe o melhor japonês da Fórmula 1. É uma questão de tempo para os números comprovarem o que a trajetória do Kamui já é capaz de mostrar. Incrível sua capacidade de se arriscar e apostar em si em cada tentativa. Kobayashi simplesmente saiu fazendo fila nesta corrida. Nem o carro ligeiramente avariado com a estranha resistência de Alguersuari parou o nipônico. A cada GP, ele ultrapassa mais e erra menos. É o dono do show na F-1 atual.

Felipe Maciel



Schumacher x Rosberg


Melhor corrida do ano do Schumi? Junto com GP da Espanha, sim. Redenção depois do ano ruim que ele teve? Não.

Foi bonito, foi legal, acho que é assim que a gente quer ver o maior vencedor da história. Schumi não conseguiu a ultrapassagem, mas pelo menos foi combativo. E Rosberg foi vítima de um incidente tão estranho como o do Di Grassi e o do Kubica.

Fábio Andrade



Finalmente uma corrida que lembrou uma pontinha daquele velho Schumacher. Colocando uma respeitosa pressão sobre o companheiro Rosberg, Michael mostrou enfim um potencial superior ao seu companheiro de equipe; momento raro nesta temporada. Só ficou devendo a ultrapassagem...

Mas fica o registro de que a Mercedes errou. Se mantivesse o heptacampeão na pista por mais algumas voltas antes da parada, ele voltaria à frente de Nico. Porém, mesmo voltando atrás, uma ordem de equipe seria providencial para permitir ao Schumacher ganhar com facilidade a posição da fragilizada McLaren de Lewis Hamilton. De qualquer forma, ele não está brigando pelo título, então qualquer jogo de equipe serviria apenas para alterar pontos irrelevantes na tabela. Mas que melhoraria a posição final de corrida, melhoraria.

Felipe Maciel



Lewis Hamilton


Ficou mais longe da briga e, com o carro que tem, provavelmente vai ficar só assistindo. O que é uma pena, Hamilton fez um campeonato bonito.

Sem os abandonos de Monza e Cingapura, que foram por responsabilidade dele, as coisas não estariam tão ruins. E é bom alguém em Woking cuidar bem das caixas de câmbio.

Fábio Andrade



A fase está terrível, 2007 não para de mandar ecos. Quando não é erro dele, é problema técnico. Lewis ocupava a posição de líder há algumas provas, mas depois do GP da Itália tudo começou a dar errado. Ainda assim, Jenson Button está ainda pior no campeonato. As McLaren podem não resistir na briga até Abu Dhabi...

Felipe Maciel

domingo, 10 de outubro de 2010

Vettel lidera 1-2 da Red Bull; Kobayashi é destaque no Japão



FÁBIO ANDRADE


Suzuka é uma pista legal, pouca gente discorda. Mesmo assim as corridas por lá têm o problema de apresentarem baixo índice de ultrapassagens. As curvas de média/alta velocidade e com raio relativamente longo geram a tal turbulência e dificultam as tentativas de ultrapassagens. Isso para os pilotos normais. Para kamikazes de olhos puxados como Kamui Kobayashi, lugar de ultrapassar é no grampo, do jeito que der. Correndo em casa, o japonês da Sauber salvou o GP do Japão de ser um tédio total.


Na frente, assim como acontecera horas antes na classificação, deu a lógica. Sebastian Vettel venceu de forma tranquila, seguido por Mark Webber. Fernando Alonso terminou em terceiro, e as McLaren fecharam o Top 5 com Jenson Button em quatro e Lewis Hamilton em quinto.




[caption id="" align="aligncenter" width="485" caption="Vettel venceu com tranquilidade em Suzuka"]Vettel venceu com tranquilidade em Suzuka[/caption]
Salve-se quem puder, se puder

Antes de começar, o GP do Japão dava indícios de que algo no mínimo amalucado estava para acontecer. Na volta de saída dos boxes, Lucas di Grassi sofreu um acidente pra lá de estranho. Rodou sozinho e aparentemente sem motivo na 130-R. Pode-se dizer que o brasileiro teve sorte. Acontecesse durante a corrida e em um ponto errado da pista, e o incidente bizarro poderia ter consequências sérias para o piloto da Virgin.


Na largada, várias colisões encerraram prematuramente a corrida de vários pilotos. Primeiro Vitaly Petrov e Nico Hulkenberg. O russo largou estranhamente melhor do que todos e calculou mal seus movimentos na pista cheia de carros. Se enroscou com a Williams de Hulk e decretou o fim de corrida para ambos. Mais a frente, na primeira curva, Felipe Massa escolheu o lado errado para fazer a tangência. Espremido por Nico Rosberg, tentou recolher e acabou batendo na Force India de Vitantônio Liuzzi. Outra colisão, outro duplo fim de corrida, e duas investigações que serão concluídas depois da prova, segundo informou o Race Control.




[caption id="" align="aligncenter" width="485" caption="O choque entre Liuzzi e Massa na primeira curva"] O choque entre Liuzzi e Massa na primeira curva[/caption]
Kobayashi, o antídoto do tédio

A confusão nos primeiros metros ofuscou o bom segundo lugar que Robert Kubica conquistou na largada. É óbvio que o strike inicial chamou o Safety Car para a pista. Ainda enquanto o carro-madrinha estava no circuito, Kubica abandonou após perder estranhamente a roda de seu Renault. O incidente com o polonês prolongou a permanência do carro de segurança por mais algumas voltas. Ao final de longos seis giros, o GP do Japão, enfim, começou.


Começou a dar sono. Na madrugada brasileira, Suzuka não se mostrou como um estimulante dos mais eficazes. Os Red Bull, dominando a corrida, conseguiram produzir o efeito inverso ao prometido pela bebida estampada na carenagem dos carros. Alonso, Button e Hamilton deram a impressão de que iriam se enfrentar, mas logo cada um se colocou no seu lugar. Hamilton tinha mais rendimento do que Button, mas não chegou a atacar. Algum foco de tensão aqui e ali, como quando Michael Schumacher ultrapassou Rubens Barrichello, mas nada de mais empolgante.


Desde o último GP do Brasil o japonês Kamui Kobayashi é mestre em chamar para si a atenção, sobretudo quando todo o resto do grid parece fazer questão de dar holofotes para ele. Ninguém arriscou nada em Suzuka. Kobayashi salvou seu gp local de ser um sonífero completo.




[caption id="" align="aligncenter" width="485" caption="Kobayashi, a alegria do povo no Japão"]Kobayashi, a alegria do povo no Japão[/caption]

Logo no início tentou uma ultrapassagem na marra sobre Jaime Alguersuari no grampo, e conseguiu. Pouco depois, voltou a atacar no hairpin, dessa sobre Adrian Sutil, e novamente teve êxito. Enquanto a transmissão televisiva ressaltava a dificuldade em ultrapassar por causa da turbulência, Kobayashi ignorava solenemente o stress aerodinâmico, e ultrapassava, com uma facilidade que gerou comoção entre os (tel) espectadores.


No pelotão da frente, Vettel seguia líder, acompanhado por Webber e, mais atrás, por Alonso, Button e Hamilton. Todos os ponteiros, exceto Button, começaram a parar depois de vinte e poucas voltas. Já o atual campeão, o único dos da frente a largar com pneus duros, permaneceu na pista, numa tática que voltas depois se revelou inócua. Button tinha o quarto lugar antes das paradas, mas voltou para a pista em quinto depois de fazer o seu pit stop. Contou com a sorte de ver o companheiro de equipe perder uma marcha e junto com ela seu rendimento para retornar ao quarto posto. Dificlmente, mesmo com pneus macios e novos, Button conseguiria se aproximar e ultrapassar Hamilton com tal facilidade se o o campeão de 2008 não estivesse com um problema no câmbio (que era novo, é bom lembrar).




[caption id="" align="aligncenter" width="485" caption="Button terminou em 4º e ficou mais distante dos líderes na classificação"]Button terminou em 4º e ficou mais distante dos líderes na classificação[/caption]

De qualquer forma, o GP do Japão não foi bom para os pilotos da McLaren. Respectivamente em quarto e quinto lugares, Button e Hamilton ficaram com mais de 25 pontos de desvantagem em relação ao líder Webber. No momento de definição do campeonato, a equipe de Woking sente falta de um rendimento melhor do MP4/25.


Nesse meio tempo, Rosberg e Schumacher disputaram ferozmente a oitava posição. O heptacampeão tentou a ultrapassagem em diversos pontos da pista mas, apesar de um carro claramente mais equilibrado, só conseguiu passar o alemão mais moço quando este, em outro incidente esquisito, perdeu a roda e bateu no complexo de “esses”.



Kobayashi, outra vez, o salvador da pátria

Os líderes pararam, ninguém das equipes de ponta vinha de trás para fazer grandes ultrapassagens sobre os carros das equipes menores, e a corrida em Suzuka, outra vez, ganhava ares de procissão. Até Kobayashi começar, de novo, a se destacar.


Novamente no hairpin, o japonês jogou duro contra Alguersuari. Tocaram-se, mas foi pior para o espanhol, que teve o bico danificado. Pouco depois, Koba investiu sobre Rubens Barrichello e ganhou a parada. Ainda teve tempo de dar um risco no capacete do companheiro de equipe, Nick Heidfeld. Terminou o GP do Japão como redentor de todos os japas e como maior destaque da corrida em que os líderes do campeonato se esconderam uns dos outros. Tal como em Interlagos no ano passado, Kamui Kobayashi foi a alegria do povo. O japonês deu tons vivos a um gp que, a começar pelo horário, tinha tudo para ser sonolento.




[caption id="" align="aligncenter" width="485" caption="Kobayashi foi o maior destaque da corrida em Suzuka"]Kobayashi foi o maior destaque da corrida em Suzuka[/caption]
Grande Prêmio do Japão, resultado após 53 voltas:

sábado, 9 de outubro de 2010

Red Bull domina primeira fila em Suzuka



FÁBIO ANDRADE


Deu a lógica em Suzuka. A Red Bull dominou amplamente o treino classificatório para o GP do Japão. Depois do adiamento do treino em função da tempestade que caiu sobre a pista japonesa ontem, a sessão classificatória foi disputada sob um Sol que em nada lembrava o pré-tufão do sábado.


Sebastian Vettel não teve adversários e faturou a posição de honra. Mark Webber, o único que poderia incomodar o alemão, tentou chegar perto, mas ficou com o lugar restante na primeira fila.



O treino

O Q1 transcorreu sem grandes surpresas. Os seis carros das equipes menores ficaram pelo caminho, levando junto a Toro Rosso de Sebastien Buemi. No Q2 a surpresa negativa ficou por conta de Felipe Massa, que não conseguiu lugar na superpole e largará apenas na 12ª colocação.


Até esse momento, Vettel já havia liderado as duas fases da classificação. E o alemãozinho repetiu a dose na parte derradeira. Logo na primeira volta Vettel cravou o tempo de 1min30s792. Praticamente já havia garantido a pole. Webber chegou a ameaçar, mas ficou com o segundo tempo. E Vettel ainda teve como melhorar em sete milésimos seu tempo, se isolando um pouco mais como favorito para a corrida de logo mais.


Lewis Hamilton fez um grande treino e marcou o terceiro tempo, fundamental para sua recuperação no campeonato. O britânico, no entanto, perderá cinco posições no grid por ter trocado o câmbio (esse regulamento...) e largará em oitavo. Melhor para o sempre excelente Robert Kubica, da Renault, outro que estava em dia inspirado. O polonês será o terceiro no grid de daqui a pouco.


Fernando Alonso em quarto, fecha a segunda fila. Jenson Button larga em quinto. Completam o Top 10 as equipes Mercedes (Rosberg é o 6º e Schumacher o 10º) e Williams (Barrichello é 7º e Hulkenberg o 9º).


O GP do Japão acontece na madrugada de sábado para domingo, às 3 da manhã, com transmissão ao vivo pela TV Globo.



Grid de largada para o Grande Prêmio do Japão:

Assista ao treino do GP do Japão ao vivo pela internet



FELIPE MACIEL



A Rádio OnBoard transmite o treino de classificação do Grande Prêmio do Japão às 22h deste sábado.

Tenha você Sportv ou não, aconselho que corra agora mesmo e acesse a nossa rádio falando ao vivo pela primeira vez uma sessão oficial que define o grid de largada na Fórmula 1: http://robaovivo.listen2myradio.com/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Suzuka por quê?



FÁBIO ANDRADE




A volta da pole de Rubens Barrichello pela Ferrari em 2003 é um belo exemplo para entender o fascínio desse blogueiro por Suzuka. O piloto brasileiro fez uma volta extremamente precisa - e limpa, é bom frisar - e colocou nada menos do que sete décimos de segundo no rival mais próximo, o colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams. E o passeio que as câmeras dão acompanhando Barrichello pela pista revela um traçado altamente seletivo, com curvas para todos os gostos e todos os níveis de dificuldade.


Mas o que definitivamente me fez ficar hipnotizado por Suzuka foi um jogo de vídeo game que eu detesto, mas que para alguma coisa serviu. O F1-2006 para Play Station 2. O game como um todo não me agradou. As reações “físicas” dos carros são muito irreais e fizeram a marca “F-1” levar um pau do Gran Turismo, por exemplo, muito mais fiel à tentativa de ser um simulador de corrida dentro das possibilidades de um console doméstico.


Apesar disso, o F1-2006 me ofereceu a possibilidade de “conhecer” Suzuka. As aspas no “conhecer” são relativas porque jogar nas mesmas pistas em que a F-1 de verdade corre é um excelente exercício para memorizar as curvas dos autódromos que compõem o calendário. Foi pelo jogo que decorei em definitivo a sequência de curvas de cada pista. E foi no jogo que Suzuka se desenhou como o maior desafio de todos.


Mesmo que o F1-2006 não seja o melhor jogo de corridas já inventado, Suzuka é, de longe, a pista mais complicada do game. O acerto é difícil, o ponto ideal de cada curva é difícil e manter-se rápido sem sair da pista é mais difícil ainda. O traçado foge do óbvio que se vê na maioria das outras etapas do mundial.



Onboard: a pole de Sebastian Vettel em 2009


As duas primeiras curvas são extremamente exigentes. O carro vem embalado pela reta principal e mergulha com tudo na primeira perna. Mal se tem tempo de fazer um eventual ajuste enquanto se prepara para entrar na segunda tomada. O pescoço do piloto também será exigido: o gráfico de Força G irá alcançar o grau 5 no ponto mais crítico da curva!


Em seguida vêm os “esses”. Técnica, amigo, técnica e arrojo puros. Reze para não “embarrigar” nenhum deles. Em caso de erro, por menor que seja, o tempo perdido será grande. O pescoço também sofrerá um bocado nesse trecho.


A Dunlop é a curva de maior raio do traçado. Feita de pé embaixo, no caso de um Fórmula-1, e em aclive. Depois dela, a Degner é a próxima. Veloz, exige perícia, sendo contornada a quase 200 km/h. Buemi, Alguersuari e Kovalainen sabem como é passar do ponto nesse local.


As curvas 9 e 10 levam ao hairpin japonês. Menos pronunciado que o famoso grampo de Montreal, é a curva de menor velocidade de Suzuka. É preciso retomar velocidade com a maior eficiência possível, pois vem aí um novo trecho de aceleração plena, só que dessa vez em curva. É a 12ª da pista.


No final desse trecho rápido, está a Spoon. Uma das mais clássicas da pista japonesa. A saída dela é um suave, mas traiçoeiro declive. No vídeo acima, Vettel dá o pé pouco antes da hora ideal e precisa corrigir a trajetória na saída da Spoon.


Mais uma vez, é preciso tracionar bem, pois lá vem mais um trecho de pé embaixo, dessa vez o mais longo da pista. A grande reta desemboca na 130-R, simplesmente a curva mais rápida do autódromo. Guarda algumas semelhanças com a Blanchimont de Spa-Francorchamps. Hoje é contornada também de pé cravado, em sétima marcha, acima dos 300 km/h.


Agora falta pouco para acabar. Uma forte freada marca a chegada à chicane que antecede a reta principal. É importante perder o menor tempo possível e acelerar de novo, pela última vez. A última curva é a direita, em suave descida.


Depois desse giro, está explicado o porquê de essa pista ser considerada uma das melhores do calendário. E depois de 53 voltas, estará completo o Grande Prêmio do Japão em Suzuka, a Spa do oriente.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Rádio OnBoard - Edição Pré-Japão



FELIPE MACIEL



No ar a edição número 96 da Rádio OnBoard!

Na companhia dos amigos Fábio Campos e Ron Groo, levantamos uma boa discussão sobre a subida da Ferrari com todas as suas controvérsias neste campeonato. Também falamos das notícias recentes e traçamos a expectativa de mais um GP em Suzuka.



Clique para ouvirClique para baixar



Retornaremos na próxima semana abordando os fatos da corrida da madruga. Até lá.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Memória Blog F-1: Suzuka e os novatos



FÁBIO ANDRADE


Se alguma pista pôde ser considerada como uma prova de fogo para os pilotos em 2009, essa pista foi Suzuka. A pista japonesa foi um desafio e tanto, sobretudo para alguns dos pilotos que andaram no traçado nipônico pela primeira vez. Acostumados a cotovelos alternados com áreas de escape a perder de vista, os galãs de baile de debutante (talvez o termo não se aplique ao Buemi, mas eu disse talvez) que estrearam na pista japonesa no ano passado experimentaram um pouco do que é andar no limite em um dos traçados mais técnicos do mundo.


Claro, estou puxando a sardinha para o meu prato. Suzuka é minha pista favorita, ainda que o histórico recente não apresente grandes corrida por lá. Mas é um mal do qual a pista japonesa não padece sozinha, afinal, nem sempre se veem fatos históricos acontecendo a todo momento em Monza ou Spa. E nessas pistas, penso eu, já vale o prazer de simplesmente ver os carros rasgando retas e curvas de verdade, até que o próximo Tilkódromo se instale e acabe com a festa.


Voltando a 2009, Suzuka ofereceu aos pilotos novatos um sabor de anos 80. A pista japonesa desafiou os calouros a serpentear suas curvas velozes, mas não perdoou os que achavam que escapadas seriam permitidas sem dano algum aos bólidos. A maioria das áreas de escape do circuito desenhado por John Hugenholtz ainda é à moda antiga, com as quase extintas caixas de brita funcionando como freios de mão involuntários. Além disso, há guard-rails sempre não muito distantes da pista.


Talvez só Timo Glock possa ser inocentado pela sua batida no treino classificatório para o GP do Japão do ano passado. O piloto alemão saiu da pista de uma forma até hoje considerada estranha. Replays da transmissão da época mostraram claramente que Glock virou o volante para fazer a última curva do traçado e que, percebendo que o carro não obedecia ao comando, foi, progressivamente, aumentando o esterçamento do volante até o limite. Em vão. O carro seguiu reto, bateu contra a barreira de pneus, e tirou Glock do restante da temporada.


Os outros pilotos vítimas de Suzuka naquele fim de semana, porém, não gozam do mesmo benefício. Sebastian Buemi, Jaime Alguersuari e Heikki Kovalainen, todos correndo na sinuosa pista nipônica pela primeira vez, sucumbiram aos 5807 metros de “esses”, subidas, descidas e tomadas rápidas da pista que sedia o gp japonês.


Abaixo, em compacto, o (longo) treino classificatório do ano passado, interrompido três vezes pela bandeira vermelha. Em seguida, o replay da batida de Alguersuari na 130-R.






OBS: aos leitores uma explicação e um pedido de desculpas. Estive ausente na última semana graças a um problema de conexão com a internet felizmente já resolvido.