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sexta-feira, 4 de março de 2011

Toro Rosso deverá aparecer como grande surpresa em 2011



ANDERSON NASCIMENTO



A Toro Rosso pode pintar neste início de campeonato da Fórmula 1 como a grande surpresa de 2011. A equipe demonstrou nos testes coletivos, especialmente os últimos realizados em Barcelona, que possui um carro acertado, veloz e que dificilmente é apenas enganação, até porque os italianos não precisam disso.

Lewis Hamilton disse que o carro é “ridiculamente rápido” e vários outros pilotos engrossaram o coro rasgando elogios aos bólidos da irmã caçula da Red Bull. Jaime Alguersuari afirmou que a equipe tem condições de buscar os pontos em todas as corridas com ambos os carros, o que já seria uma evolução muito boa para quem terminou mal a temporada passada. Mas, será que este é o ano em que a equipe mantida pelas latinhas de energéticos também começará a despontar como uma grande força?



Aparentemente, assim que o STR6 foi lançado, o carro tinha um estilo muito conservador e era difícil imaginar que poderia render frutos tão significativos nesta pré-temporada onde vários times apostaram em mudanças até expressivas para tentarem sair à frente das rivais. Talvez os engenheiros da equipe priorizaram o casamento entre carro e pneus Pirelli mais do que mudanças aerodinâmicas mais expressivas no bólido. Este também está sendo o grande trunfo da Red Bull, já que Adrian Newey conseguiu descobrir até onde pode neste início de trabalho na temporada como funciona a performance dos compostos italianos.

Muitos jornais e periódicos esportivos já apontam a Toro Rosso como um time que deverá fazer muito mais do que apenas marcar alguns pontos durante a temporada. O suíço ‘Blick’ declarou que o STR6 “ é um carro maravilhoso”. Já outros jornais publicaram que a possibilidade da equipe ter colocado pouco combustível nos carros para os testes em Barcelona é pouco provável, visto o grande ânimo e satisfação que os resultados deixaram para a equipe.

Parece que a hora dos italianos seguirem o caminho que a Red Bull trilhou por todo este tempo que esteve na Fórmula 1 chegou. Com muitas informações técnicas vinda da irmã campeã já era de se esperar que um dia a equipe de Jaime Alguersuari e Sébastien Buemi poderia fazer mais do que andar entre as mais frágeis equipes medianas do grid. Os primeiros passos já foram dados.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Memória Blog F-1: Suzuka e os novatos



FÁBIO ANDRADE


Se alguma pista pôde ser considerada como uma prova de fogo para os pilotos em 2009, essa pista foi Suzuka. A pista japonesa foi um desafio e tanto, sobretudo para alguns dos pilotos que andaram no traçado nipônico pela primeira vez. Acostumados a cotovelos alternados com áreas de escape a perder de vista, os galãs de baile de debutante (talvez o termo não se aplique ao Buemi, mas eu disse talvez) que estrearam na pista japonesa no ano passado experimentaram um pouco do que é andar no limite em um dos traçados mais técnicos do mundo.


Claro, estou puxando a sardinha para o meu prato. Suzuka é minha pista favorita, ainda que o histórico recente não apresente grandes corrida por lá. Mas é um mal do qual a pista japonesa não padece sozinha, afinal, nem sempre se veem fatos históricos acontecendo a todo momento em Monza ou Spa. E nessas pistas, penso eu, já vale o prazer de simplesmente ver os carros rasgando retas e curvas de verdade, até que o próximo Tilkódromo se instale e acabe com a festa.


Voltando a 2009, Suzuka ofereceu aos pilotos novatos um sabor de anos 80. A pista japonesa desafiou os calouros a serpentear suas curvas velozes, mas não perdoou os que achavam que escapadas seriam permitidas sem dano algum aos bólidos. A maioria das áreas de escape do circuito desenhado por John Hugenholtz ainda é à moda antiga, com as quase extintas caixas de brita funcionando como freios de mão involuntários. Além disso, há guard-rails sempre não muito distantes da pista.


Talvez só Timo Glock possa ser inocentado pela sua batida no treino classificatório para o GP do Japão do ano passado. O piloto alemão saiu da pista de uma forma até hoje considerada estranha. Replays da transmissão da época mostraram claramente que Glock virou o volante para fazer a última curva do traçado e que, percebendo que o carro não obedecia ao comando, foi, progressivamente, aumentando o esterçamento do volante até o limite. Em vão. O carro seguiu reto, bateu contra a barreira de pneus, e tirou Glock do restante da temporada.


Os outros pilotos vítimas de Suzuka naquele fim de semana, porém, não gozam do mesmo benefício. Sebastian Buemi, Jaime Alguersuari e Heikki Kovalainen, todos correndo na sinuosa pista nipônica pela primeira vez, sucumbiram aos 5807 metros de “esses”, subidas, descidas e tomadas rápidas da pista que sedia o gp japonês.


Abaixo, em compacto, o (longo) treino classificatório do ano passado, interrompido três vezes pela bandeira vermelha. Em seguida, o replay da batida de Alguersuari na 130-R.






OBS: aos leitores uma explicação e um pedido de desculpas. Estive ausente na última semana graças a um problema de conexão com a internet felizmente já resolvido.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Day After



FÁBIO ANDRADE



O noticiário demorou para se livrar do gosto ruim deixado pelo GP da Alemanha. Com atraso, o mundo de atualidades da Fórmula-1 começou a girar novamente, deixando de viver apenas em função do ocorrido em Hockenheim. Já estava na hora.
FOTA deseja aumentar segurança

A facilidade com a qual as rodas se desprendem dos carros de Fórmula-1 fez soar o alerta na Associação de Equipes de F-1. A FOTA informou nessa quarta-feira que estuda medidas para aumentar a segurança e diminuir a incidência de problemas com o desprendimento das estruturas. A preocupação da entidade aumentou depois do acidente de Vitantônio Liuzzi durante o treino classificatório para o GP da Alemanha, no último sábado. Na ocasião, Liuzzi perdeu o controle e bateu no muro da reta principal do circuito de Hockenheim e uma das rodas de seu Force India se soltou, atravessando a pista enquanto o Virgin de Timo Glock cruzava o mesmo trecho.

 



 

O alerta ganha importância quando se lembra da morte do piloto de F-2 Henry Surtees, filho do campeão de F-1 John Surtees. O jovem piloto morreu em julho de 2009 ao ser atingido por uma roda solta na pista de Brands Hatch após a batida de um outro carro.

 



 

Já em 2010 um outro acidente chamou atenção e serviu de alerta. A suspensão do Toro Rosso de Sebastien Buemi se rompeu e libertou as duas rodas dianteiras no trecho de maior velocidade no circuito de Xangai, na China:

 



Para diminuir a probabilidade de acidentes desse tipo na F-1, a FOTA pretende reforçar os cabos que ligam os chassis às rodas. Hoje existe um cabo fazendo essa ligação em cada uma das quatro rodas de um bólido de F-1. A ideia de Paddy Lowe, engenheiro da McLaren, é reforçar a estrutura com mais um cabo por roda, visando aumentar a resistência do conjunto de segurança.

A intenção do Grupo de Trabalho Técnico é tornar a barra de segurança dupla uma exigência obrigatória no regulamento de 2011.
Ecclestone afirma que algumas equipes devem deixar grid

Bernie Ecclestone gosta das machetes. E conseguiu, mais uma vez, se pôr no topo das discussões, o que é não é a mais fácil das tarefas numa ocasião em que a F-1 respira escândalos. O velho dirigente comercial da categoria, depois de dizer que apoia o jogo de equipe tal como ele foi praticado pela Ferrari no último domingo, voltou a ser notícia ao afirmar que “uma ou duas” das atuais equipes não estarão no grid em 2011 ou até mesmo no fim de 2010.

Segundo Ecclestone, “dez equipes é tudo o que desejávamos”. Há de se concordar com o velho cartola no que diz respeito à competitividade das três equipes que estrearam nesse ano. De muito pouco valeu, até aqui, a participação de Lotus, Virgin e Hispania senão para abrir passagem para os carros de ponta. O que não quer dizer que um grid com magros 20 carros seja o desejável para uma categoria como a F-1.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Valendo um Buemi!



FELIPE MACIEL



Para quem vê de fora, chega a surpreender esta manifestação pró-Buemi, em que diretores de equipe exaltam o desempenho do piloto já pensando nas futuras movimentações contratuais.

Até o Helmut Mark, consultor da Red Bull que lhe havia disparado críticas há alguns meses, despejou elogios ao jovem de 21 anos, destacando sobretudo sua performance em Montreal.

Curioso que essa empolgação com Sebastien toma forma justamente agora, no momento em que esquenta a briga entre Webber e Vettel dentro da equipe A. Sendo que o contrato do australiano com a RBR se encerra junto com o de Buemi com a STR - final de 2011 -, tornando-o supostamente o substituto direto de Mark caso seu contrato não seja prolongado (ou caso seja rasgado antes do tempo).



Mas a história não parou aí. Eis que surge Eric Boullier para se posicionar como concorrente na briga pelo suíço. Abre o olho, Petrov!
Sebastien está na nossa lista de potenciais pilotos para 2011. Ele tem um lugar especial na lista porque o conheço bem e gosto muito de sua pessoa.

Eric Boullier



Lembrando que Kubica já assinou até 2012, portanto o chefão da Renault declarou abertamente que a única vaga disponível tem chances de receber novo dono. Apesar de que seja um tanto difícil tirar algum piloto "nascido" na Red Bull que ela não queira ceder...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Surpreendente acidente de Buemi marca sexta-feira



FELIPE MACIEL


Quem assistiu ao 1° treino livre do GP da China deu um pulo da poltrona quando as duas rodas dianteiras de Sebastien Buemi simplesmente sumiram justo no final de uma das maiores retas da Fórmula 1.

A equipe explicou o inédito acidente alegando que testava uma atualização na suspensão mas uma falha na fabricação provocou a quebra deste suporte vertical do lado direito, que imediatamente transferiu toda a carga para o componente do lado esquerdo, causando também seu rompimento quase que simultaneamente.



O dispositivo responsável por evitar a soltura das rodas não funcionou por estar preso exatamente à tal peça que se desintegrou. Um dos pneus, inclusive, atravessou a cerca e parou num ponto de acesso aos espectadores.

Evidentemente, o time optou por manter o design antigo da suspensão para o GP. Devido aos reparos necessários, Buemi não pôde treinar na sessão 2 de Xangai.



A sexta-feira começou de maneira parecida com o fechamento do domingo em Sepang para Fernando Alonso. O espanhol sequer conseguiu cravar volta rápida no treino da manhã porque mais uma vez o motor Ferrari abriu o bico.

Jenson Button liderou pela manhã enquanto Lewis Hamilton fez o melhor tempo do dia à tarde. McLaren e Red Bull são as favoritas do fim de semana, mas a possibilidade de chuva no domingo pode tornar a disputa pelo primeiro lugar mais interessante.

A Ferrari, como de costume, não mostrou tudo o que tem (de bom, é necessário dizer) nas primeiras sessões. Já a Mercedes, cada vez mais assanhada, figurou sempre em 2° e em 4° com Rosberg e Schumacher, respectivamente.

O horário da 3° treino não é dos piores: entre meia-noite e 1h da manhã. Às 3h da madrugada, a classificação. Pois é, parece que de sexta pra sábado dá pra levar. Já a virada de sábado para domingo deve exigir algum descanso...



Treino livre 1

1. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min36s677 ( 15 voltas )
2. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s071 ( 17 )
3. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s098 ( 19 )
4. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 0s832 ( 14 )
5. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 0s924 ( 20 )
6. Robert Kubica (POL/Renault), a 1s039 ( 17 )
7. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1s068 ( 25 )
8. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 1s303 ( 17 )
9. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s331 ( 13 )
10. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1s421 ( 19 )
11. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 1s484 ( 19 )
12. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1s698 ( 21 )
13. Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari), a 1s744 ( 19 )
14. Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth), a 1s892 ( 20 )
15. Paul di Resta (ING/Force India-Mercedes), a 1s941 ( 26 )
16. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s001 ( 17 )
17. Sebastian Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 3s262 ( 5 )
18. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), a 4s854 ( 22 )
19. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), a 5s102 ( 23 )
20. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), a 5s153 ( 20 )
21. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin-Cosworth), a 5s504 ( 27 )
22. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), a 7s189 ( 23 )
23. Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth), a 7s272 ( 20 )
24. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), sem tempo ( 6 )

Treino livre 2

1. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min35s217 ( 26 voltas )
2. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s248 ( 22 )
3. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s376 ( 26 )
4. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 0s385 ( 28 )
5. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 0s574 ( 30 )
6. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 0s778 ( 29 )
7. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s203 ( 31 )
8. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 1s160 ( 43 )
9. Robert Kubica (POL/Renault), a 1s172 ( 29 )
10. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 1s387 ( 33 )
11. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1s727 ( 36 )
12. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1s769 ( 27 )
13. Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari), a 2s204 ( 32 )
14. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 2s214 ( 33 )
15. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s440 ( 30 )
16. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes), a 2s587 ( 31 )
17. Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth), a 2s650 ( 29 )
18. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), a 4s407 ( 35 )
19. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), a 4s730 ( 30 )
20. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), a 5s016 ( 27 )
21. Karun Chandhok (IND/Hispania-Cosworth), a 5s791 ( 32 )
22. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin-Coswortg), a 5s890 ( 28 )
23. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), a 6s128 ( 32 )