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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

É ele quem manda

Bernie Ecclestone fez questão de mostrar em poucas palavras quem realmente manda na Fórmula 1. Após a rejeição das equipes ao calendário de 2012, que possui uma dificuldade quanto a logística imensa, o chefão da categoria máxima do automobilismo quase mandou que todo mundo calasse a boca e que as decisões quanto a isso seriam tomadas por si mesmo, gostando os outros ou não.

“A decisão é minha. Não são as equipes que fazem o calendário, sou eu. Eles não podem vir até mim agora com suas propostas, essa decisão é minha. Se alguém fizer alguma coisa, serei eu.”

[caption id="" align="aligncenter" width="499" caption="Bernie Ecclestone salientou: 'Aqui quem manda sou eu!'"][/caption]

Que isso soa como tirania e desagrada muito aquelas que fazem o espetáculo, isso não há dúvidas. Realizar sete corridas em um espaço de dez semanas percorrendo três continentes é algo bem complicado de se fazer. Um problema e uma equipe pode ter seu fim de semana comprometido. O calendário poderia sim ser repensado. Mas, como Ecclestone só vê a cor do dinheiro ele pouco se importa com as consequências de suas decisões mal tomadas.

Se Bernie foi bastante enfático em demonstrar que ele é quem toma as decisões pela F-1, muito provavelmente as equipes também engrossarão as reclamações caso alguma coisa não consiga acontecer como o previsto.

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O problema do primeiro GP do ano



ANDERSON NASCIMENTO


Como as notícias vem nos informando, a situação no Bahrein continua difícil e perigosa. Protestos e manifestações se intensificaram e as reinvindicações estão sendo cessadas à força e com violência pela polícia local, que tem apoio do exército saudita. Tudo isso levou os organizadores da GP2 Asia a cancelarem a rodada dupla que aconteceria neste fim de semana na categoria, por conta da insegurança que ronda o país.

A Fórmula 1 tem data para desembarcar em solo bahrenita. No próximo dia 3 de março está marcada as últimas sessões de testes antes do início da temporada que também será realizado no Bahrein. Só que do jeito que a coisa anda, será impossível realizar ambos os eventos sem que a categoria seja afetada pelos protestos.



Com toda essa dificuldade do país asiático em garantir a segurança de jornalistas, torcedores e pilotos para a realização da prova, foi-se cogitado nestes últimos dias o cancelamento dos testes e da etapa de abertura do mundial. Os testes teriam sua sede em Barcelona como continuação dos que já estão acontecendo no circuito espanhol. Quanto a corrida de estreia da temporada, muitos pensaram em transferi-la para uma outra data até que as coisas se acalmem ou simplesmente cancela-la.

No entanto, há, como em quase tudo o que envolve a F-1, um grande acordo financeiro. O governo do Bahrein pagou cerca de 60 milhões de euros para ter em seu país a etapa de abertura do campeonato de F-1. Como já conhecemos Bernie Ecclestone, dificilmente ele devolveria o dinheiro ao governo, visto que até mesmo este valor já esteja comprometido com alguma outra coisa. O cancelamento do evento ou seu adiamento com certeza não agradaria ao rei do Bahrein que pagou muito caro para tê-lo em seu país. Um acordo, enfim, seria desmanchado sem o acordo entre as duas partes.

A solução é bastante complicada para encontrar a cerca de três semanas para o começo do campeonato. O certo é que não existe condições da etapa bahrenita ser realizada em meio ao caos. Algum cidadão descontente pode acabar com a vida de uma meia dúzia de jornalistas americanos ou ingleses e desencadear um problema político ainda maior. Não creio que a família real irá se dar por vencida e declarar que não há ordem para que o evento aconteça, enquanto que Ecclestone irá até o último momento para evitar perder todo o dinheiro que conquistou.

Certamente é impossível prever o que vai acontecer nos próximos dias.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dois GPs na Itália?



ANDERSON NASCIMENTO


A possibilidade de um novo circuito em Roma voltou a fazer parte dos noticiários nestes últimos dias. Segundo alguns meios de comunicação da imprensa, Bernie Ecclestone, diretor comercial da Fórmula 1, vetou a realização do GP na capital italiana, visto a já existente prova no circuito de Monza no mesmo país. Porém, de acordo com o promotor do evento, Maurizio Flammini, Ecclestone não chegou a vetar a construção e a realização da prova, porém, sugeriu fazer um acordo com a etapa que acontece no veloz circuito de Monza, nas proximidades de Milão.

O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, ratificou a afirmação do promotor e disse que não houve uma "rejeição" à proposta. Segundo ele, Bernie revelou que a sede do GP da Itália poderia se alternar entre Monza e Roma.



Bom, é claro que o chefão da categoria não iria dispensar a proposta de um GP em Roma da maneira como muitos veículos da mídia divulgaram. Sem levar para o lado esportivo, por enquanto, o polpudo dinheiro que estaria envolvido em todo este projeto não é de se brincar, e como amante dele, mas pressionado pelo não desejo de Ferrari, da imprensa especializada e dos torcedores, Bernie parece ter encontrado um "jeitinho" para tentar agradar ambos os lados.

Esportivamente, o circuito de rua de Roma deve ser mais um marasmo para a temporada, caso seja realizado. Não estou muito informado sobre o traçado e suas características, mas como trata-se de um circuito de rua e pelo pouco que já soube, a proximidade com o que vemos em Valência, na Espanha, nos incomoda ainda mais.

Apesar de competitivamente ser ruim e para nós torcedores e fãs da categoria ainda mais sofrível, Ecclestone já provou que não se importa muito com o espetáculo se uma boa quantia em dinheiro estiver ao alcance. Mais um fator preocupante.

Pode ser que a posição contrária da Ferrari sobre a realização do evento influencie na dispensa do projeto. Assim, a política do time italiano servirá de algum proveito à categoria.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Com quem está a F-1?



ANDERSON NASCIMENTO



A polêmica começou com o homem que mostrou que voltou bem ativo ao cenário da Fórmula 1 depois de estar um pouco "sumido". A reclamação contra Bernie Ecclestone saiu primeiramente de Luca di Montezemolo, dono da Ferrari, que afirmou que a categoria deveria estar muito mais nas mãos das escuderias do que nas mãos de Ecclestone. Agora, foi a vez de Ron Dennis, da McLaren, engrossar o coro feito contra o chefão da principal categoria a motor do mundo.

"Efetivamente, Bernie roubou a F-1 de nós. Ele roubou usando a dissimulação com as equipes com relação aos significativos aumentos que chegavam a ele como resultado dos melhores contratos de televisão. Ele usou o benefício comercial para persuadir as equipes a aceitarem um contrato que as elimina dos direitos que existiam anteriormente."

Foram essas as palavras de Dennis contra Bernie. Agora, será que os dois dirigentes tem razão em dizer que Ecclestone foi um "vilão" dentro da categoria?



A opinião deste modesto blogueiro aqui é a seguinte: Bernie pode até ter eliminado muito do poder que as equipes possuíam em definir como seria a Fórmula 1 nos próximos anos, mas poucos (ou ninguém) conseguiriam transformar a categoria em um sucesso comercial tão grande como ela é.

No entanto, do ponto de vista esportivo, que é o mais importante, a Fórmula 1 vem aos poucos deixando de representar o real sinônimo de esporte. Mas, todo avanço financeiro leva consigo a perda de alguns fatores importantes ou não, isso já era sabido. Por esse lado, é uma pena que o peso das equipes tenha sido diminuído pelo dono dos direitos comerciais da F-1, pois elas poderiam sim ter mantido a essência esportiva que se perdeu ao passar dos anos. Ainda assim, creio que Bernie não deve ser o único culpado pelos problemas da categoria.

As equipes reclamam, mas quando possuem as cartas nas mãos abdicam do poder e não fazem valer o pouco de autoridade que ainda lhes restam. Digo pouco aqui, assim como os dirigentes, mas analisando mais profundamente, os times só não possuem mais força por culpa própria e não por causa de um senhor que se preocupa muito mais em encher seus bolsos de dinheiro com que qualquer outra coisa.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Feliz aniversário, Bernie Ecclestone!



FELIPE MACIEL


Presentinho para este jovem que completará 20 anos pela quarta vez...

Ecclestone, 80 anos


Via SpeedBlog

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A volta dos monstros diretores



FELIPE MACIEL


Cada vez menos silencioso, Flávio Briatore desenha seu retorno à F-1 e fala abertamente sobre este momento por ele aguardado em 2013. O carcamano, por outro lado, garante que não voltará a ocupar o cargo de chefe de equipe.

Desde que a punição do Cingapuragate foi remodelada, apostei de bate-pronto que Briatore retornaria numa função administrativa fazendo companhia a Bernie Ecclestone. Ainda hoje, esse cenário é o mais provável.

Há ainda quem diga que ele possa se tornar representante da Pirelli na F-1. Mas importante de verdade é a garantia de seu não envolvimento nas questões esportivas, afinal este sujeito nunca foi um exemplo de desportividade.



O retorno de Flavio Briatore é uma questão de tempo, mas isso não é novidade alguma. O que assusta mesmo é a surpreendente notícia publicada pelo site 422race.com. Segundo consta, Max Mosley estaria articulando um meio de recuperar a posição máxima da FIA.

O atual senador da entidade apoiou com sucesso o Jean Todt, eleito ao cargo da presidência, mas que assumiu o comando agindo de maneira amistosa e democrática com as equipes. Já que Mosley é um chato de carteirinha e adora uma confusão, ele prepararia propostas de alteração do regulamento para apresentar na reunião do dia 5 de novembro, visando minimizar o poder de Todt, dando o ponta-pé inicial na reviravolta que o devolveria à cadeira principal na próxima eleição.

A história parece um tanto fantasiosa e não seria a primeira vez que um órgão de imprensa inventaria situações extravagantes para gerar notícias infelizes. Mas como não sabemos da veracidade da questão, há motivos para se manter o pé atrás, afinal Mosley é uma ameaça à estabilidade da Fórmula 1.

Mesmo não fazendo nada, Todt já é infinitamente melhor.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Day After



FÁBIO ANDRADE



O noticiário demorou para se livrar do gosto ruim deixado pelo GP da Alemanha. Com atraso, o mundo de atualidades da Fórmula-1 começou a girar novamente, deixando de viver apenas em função do ocorrido em Hockenheim. Já estava na hora.
FOTA deseja aumentar segurança

A facilidade com a qual as rodas se desprendem dos carros de Fórmula-1 fez soar o alerta na Associação de Equipes de F-1. A FOTA informou nessa quarta-feira que estuda medidas para aumentar a segurança e diminuir a incidência de problemas com o desprendimento das estruturas. A preocupação da entidade aumentou depois do acidente de Vitantônio Liuzzi durante o treino classificatório para o GP da Alemanha, no último sábado. Na ocasião, Liuzzi perdeu o controle e bateu no muro da reta principal do circuito de Hockenheim e uma das rodas de seu Force India se soltou, atravessando a pista enquanto o Virgin de Timo Glock cruzava o mesmo trecho.

 



 

O alerta ganha importância quando se lembra da morte do piloto de F-2 Henry Surtees, filho do campeão de F-1 John Surtees. O jovem piloto morreu em julho de 2009 ao ser atingido por uma roda solta na pista de Brands Hatch após a batida de um outro carro.

 



 

Já em 2010 um outro acidente chamou atenção e serviu de alerta. A suspensão do Toro Rosso de Sebastien Buemi se rompeu e libertou as duas rodas dianteiras no trecho de maior velocidade no circuito de Xangai, na China:

 



Para diminuir a probabilidade de acidentes desse tipo na F-1, a FOTA pretende reforçar os cabos que ligam os chassis às rodas. Hoje existe um cabo fazendo essa ligação em cada uma das quatro rodas de um bólido de F-1. A ideia de Paddy Lowe, engenheiro da McLaren, é reforçar a estrutura com mais um cabo por roda, visando aumentar a resistência do conjunto de segurança.

A intenção do Grupo de Trabalho Técnico é tornar a barra de segurança dupla uma exigência obrigatória no regulamento de 2011.
Ecclestone afirma que algumas equipes devem deixar grid

Bernie Ecclestone gosta das machetes. E conseguiu, mais uma vez, se pôr no topo das discussões, o que é não é a mais fácil das tarefas numa ocasião em que a F-1 respira escândalos. O velho dirigente comercial da categoria, depois de dizer que apoia o jogo de equipe tal como ele foi praticado pela Ferrari no último domingo, voltou a ser notícia ao afirmar que “uma ou duas” das atuais equipes não estarão no grid em 2011 ou até mesmo no fim de 2010.

Segundo Ecclestone, “dez equipes é tudo o que desejávamos”. Há de se concordar com o velho cartola no que diz respeito à competitividade das três equipes que estrearam nesse ano. De muito pouco valeu, até aqui, a participação de Lotus, Virgin e Hispania senão para abrir passagem para os carros de ponta. O que não quer dizer que um grid com magros 20 carros seja o desejável para uma categoria como a F-1.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bernie Ecclestone ameaça GP de Mônaco



FELIPE MACIEL



Adora uma declaração polêmica, o tio Bernie. Agora ele entra em cena para mandar um recado aos países europeus, alertando para o formigueiro do calendário da Fórmula 1. É só uma questão de tempo até chegarmos ao ponto crítico de 20 GPs listados, sendo que outros países ainda clamam por espaço na categoria. E para mais circuitos entrarem, circuitos precisam sair.

Em 2010 estreia (espera-se) o GP da Coreia. India e EUA estão a caminho. Rússia e África do Sul batem à porta. E o mau velhinho vem dizer que Mônaco pode rodar porque não paga o bastante. As ruas de Monte Carlo foram tomadas como exemplo para golpear a mensagem sobre os organizadores do continente europeu em geral: Ecclestone quer sugar-lhes mais dinheiro do que já extrai.



E assim, num intervalo de mais ou menos 1 ano, ouvimos duas frases no mínimo estranhas. Primeiro foi Max Mosley alegando que a Fórmula 1 não precisa da Ferrari, já agora Bernie Ecclestone afirmando que a categoria poderia dispensar o GP de Mônaco. Sendo que Ferrari e Mônaco são os dois grandes ícones deste esporte.

O disparo tem nítida intenção de chocar e gerar polêmica. Afinal a F-1 seguiria caminhando bem sem GP de Mônaco? Ou até mesmo sem a equipe Ferrari?

Creio até que a Ferrari seja ainda mais fundamental que o GP de Monte Carlo, mas definitivamente não vale a pena arriscar a remoção de nenhum deles, desde as razões mais românticas até as motivações monetárias. O senhor supremo da F-1 sabe disso; ele não cometeria tal ato de loucura.

Não é?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Está chegando a hora de conhecer o novo Silverstone



FELIPE MACIEL


Véspera do fortalecido GP da Inglaterra, que restabeleceu a garantia de permanência no longo prazo, é hora de relembrar o primeiro vídeo on board sobre a nova Arena, que foi exibido há 2 meses.

Martin Brundle ao volante cruza o circuito de Silverstone registrando as primeiras impressões graças à câmera atrelada ao cockpit. A olho nu, o trecho anexado tem toda a cara de traçado moderno, dessas que cansamos de ver nascer nos últimos anos: terreno estupidamente plano, largura acima da média, curvas espaçosas de média e baixa velocidade, áreas de escape com dimensões apropriadas para estacionamento de empresa de viação.

A parte que foi removida, embora fosse muito mais curta, oferecia desafio ao piloto, havia sediado belas ultrapassagens, apresentava S de alta...

Resumindo o lenga-lenga, trocaram o certo pelo duvidoso. Esse tipo de aposta não faria mais sentido em circuitos mais desanimadores, como o quase intocável Hungaroring, por exemplo?



São acontecimentos que confundem nossa cabeça. Ora, será que esses velhinhos não estão engajados em deteriorar o espetáculo? Vejamos...

Ano sim, ano não, eles se metiam a alterar a Bus Stop de Spa. Encurta, espicha, vira para a esquerda, vira para a direita... Até que cansaram. Por mais que mexessem, a desgraçada continuava proporcionando ultrapassagens. Que coisa!

Em Monza, se meteram a elevar partes internas das zebras nas variantes para ver se os pilotos ultrapassam menos. Essa pelo visto acabou dando certo.

Agora é a vez de bagunçarem com a pobre Silverstone. Na expectativa do GP da Grã-Bretanha, ficamos nos perguntando se as mudanças trarão mais ultrapassagens. Bem, se serão mais, eu não sei. Mas sei que se mantiver a mesma média, já será lucro. Pelo simples risco assumido de piorar o que era bom.

Vamos logo fincar o pé na realidade: a renovação de Silverstone não foi pensada essencialmente para gerar ultrapassagens; foi pensada para gerar dinheiro. Por isso, enquanto os fãs encafifados se perguntam se a corrida vai melhorar; Sir Bernie Ecclestone, seguro de suas exigências, esbanja confiança na nova estrutura, no espaço excedente para patrocinadores, numa arena para realização de shows...

Quanto ao que é do interesse dos espectadores da F-1... Bem, se o novo trecho não ajudar na emoção, existe ainda todo o restante do circuito de Silverstone para fazer sua parte.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Estados Unidos de volta à F-1 em 2012



FELIPE MACIEL



Espera, espera, deixe-me reformular: Fórmula 1 de volta aos EUA em 2012. Agora sim.

Os EUA já possuem suas próprias categorias que dão um show na pista, bem aos moldes do público ianque. Em linhas gerais, eles não precisam tanto da F-1, é a F-1 que precisa deles (do seu mercado, leia-se). Já era mesmo hora de suprir esses anseios...

Estados Unidos parece ser um dos poucos lugares em que o anúncio de contrato leva os fãs da Fórmula 1 a apoiar incondicionalmente a FOM, em vez de abominar sua ganância. Pensa-se: depois de inventar corrida nos cantos mais estranhos possíveis, como China, Abu Dhabi, Cingapura, dentre outros, finalmente Ecclestone concretizou uma boa parceria, repondo a categoria em território americano.



A passagem da F-1 pelos States é toda picotada. De 1959 para cá, há uma pesada troca-troca de sedes, com largas lacunas nas últimas duas décadas. A ordem das pistas que receberam o circo até aqui é a seguinte: Sebring, Riverside, Watkins Glen, Long Beach, Las Vegas, Dallas, Detroit, Phoenix e Indianapolis. A partir de 2012, uma nova cidade entra para o mesmo rol. Austin, no Texas, assinou contrato para nada menos que 10 temporadas! "Agora é pra valer", diria o narrador...

A abertura de portas tende a gerar um excelente efeito nos negócios. A começar pelo co-fundador do YouTube, Chad Hurley, que andou sinalizando intenção de investir na categoria através de um imponente acordo com alguma escuderia. A Ferrari, que de boba não tem nada, já tratou de aliar os propósitos do empresário norte-americano a seu incansável interesse em dispor de um carro extra nas competições. A ideia do tio Luca está tomando um escopo mais bizarro a cada dia.
Sonho com uma terceira Ferrari administrada por uma equipe americana, com as estrelas e listras da bandeira [estadunidense].

Luca di Montezemolo

terça-feira, 20 de abril de 2010

Fórmula 1 rumo a 25 GPs por ano



FELIPE MACIEL



A Fórmula 1 igualará em 2010 o recorde de GPs por ano ocorrido em 2005. Caso nenhuma corrida seja cancelada, claro. Destacam-se as informações do atraso nas obras na Coreia e a suposta ameça do Eyjafjallajokull ao GP da Espanha, mas com um pouco de sorte teremos as digníssimas 19 corridas agendadas para esta temporada, preparando-nos para bater recorde atrás de recorde nos anos seguintes.

Em 2011 serão 20 etapas, e em breve chegaremos a 25. Palavra de Bernie Ecclestone.



O próximo Mundial incluirá uma etapa na Índia. Depois disso, ainda há muito a se decidir... Tudo leva a crer que o poderoso chefão trará o circo à bela paisagem de Manhattan, consolidando o tão desejado retorno da F-1 aos Estados Unidos. A Rússia também está na alça de mira do Bernie, que possivelmente tornará Sochi a sede do Grande Prêmio da terra do Petrov.

Roma ganharia sua corrida em 2013, para o entusiasmo dos tifosi. Ainda há a esperança de o tradicional GP da França retomar seu espaço, resta saber qual circuito faria as honras - provavelmente um rabisco do Tilke resolveria o assunto.

Mesmo somando todas as conjecturas, ainda faltaria GP para completar os 25 mencionados por Sir Ecclestone. Mas se as previsões se confirmarem, a F-1 estará trilhando um sonolento caminho de aumento do número de provas de rua, que servem sobretudo ao interesses de marketing, mas não aos anseios por boas corridas.

Para quem realmente gosta da coisa, a volta do reformado circuito de Ímola seria muito mais interessante do que a criação de um traçado urbano na capital italiana. Particularmente, porém, considero mais atraente uma devolução de espaço a Portugal no calendário, com o belo e sinuoso autódromo de Algarve e seu distinto potencial para promover boas exibições de quaisquer categorias que tiverem o privilégio de correr por lá.



Saindo do campo ideal e recolocando os pés na realidade, o fato é que Bernie terá de usar suas habilidades apelativas para convencer as equipes a lidarem com a intensidade de trabalho e o disparo dos gastos consequentes de um calendário tão obeso. E não será surpresa alguma caso a parte principal de sua performance eloquente derivar dos estonteantes lucros esperados com os novos GPs estrategicamente selecionados.

Se a expectativa de temporadas cada vez mais longas se confirmarem, os fãs em geral não terão do que reclamar. Afinal, ninguém precisa de 4 meses de pré-temporada. Provavelmente, um tempo em torno de 70 dias se tornaria o intervalo disponível para as equipes programarem as transições de um campeonato para outro, o que ganha sentido numa fase de crescentes restrições nos testes da F-1.

No que depender do presidente da FOM, podemos ir nos preparando para as megatemporadas. Não é algo simples de se fazer, mas impossível não é.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Briatore vem aí, olê olê olá...



FELIPE MACIEL



Finalmente acabou o arranca-rabo entre a FIA e Flavio Briatore. Depois de 'julga pra lá', 'julga pra cá'; julgamento que anula julgamento, o ex-chefão e a federação decidiram em conjunto a pena a ser paga pelo carcamano sem que precisassem voltar a se desgastar nos tribunais.

Tanto Flavio quanto Symonds seguirão suspensos de qualquer competição da FIA até 2011. No caso específico da Fórmula 1, só estarão liberados para retornar a partir de 2013. Esse é o momento em que os brasileiros costumam gritar: Pizza!

Briatore no pódio em Cingapura

Calma lá. Pizza completa propriamente dita seria se a dupla de dirigentes estivesse livre para competir novamente desde já, como se o veredito da FIA fosse completamente anulado, ignorando a participação de ambos na manipulação do resultado do GP de Cingapura. O que ocorre, na verdade, é que a punição a Briatore e a Symonds não será vitalícia. Apenas isso.

Somente para efeito de comparação com o desejo da FIA de Max Mosley, a determinação inicial era de que Pat Symonds pegaria 5 anos, enquanto o italiano seria suspenso por tempo indeterminado. A sanção dos dois foi reduzida para 3 anos. Ao menos me alivia saber que os conflitos se encerraram e o Cingapuragate chegou ao fim. Com um desfecho que pouco me surpreende, diga-se.

Quanto ao Pat, não sei se alguém se interessará por ele em 2013 nem estou preocupado em descobrir. Quanto ao Flavio, seu velho amigo de negócios Bernie Ecclestone deve abrir as portas da FOM para que o talentoso carcamano comece a despejar seu tino comercial sobre os interesses comerciais da Fórmula 1 nos próximos anos.



Caso alguma equipe lance uma oferta de trabalho ao Briatore, ele estará decidido a recusar. Porque mesmo antes de todo esse rebuliço ele já sinalizava interesse em abandonar o pit wall e seguir um caminho de gerenciamento mais amplo na categoria. E não foram poucas as vezes que Ecclestone contou com os pitacos de Flavio sobre suas decisões.

Creio que as relações Bernie-Briatore serão retomadas de forma mais estreita do que nunca dentro de poucos anos. Tio Bernie fará 80 anos em 2010. Tio Bria comemorou 60 ontem e talvez já tenha sido notificado de que o presidente da FOM deseje tê-lo como braço direito.

Goste ou não, basta Flavio Briatore dizer 'sim' que poderá assumir um dos cargos mais rentáveis da F-1 daqui a 3 anos. Observando pelo lado positivo, se este cenário se confirmar não precisaremos nos preocupar com uma infinitésima reincidência de tática suja aplicada por este sujeito no esporte. Mas se a Fórmula 1 de hoje já age por impulsos meramente monetários, o que dizer desta provável união entre Milionário e José Rico? Prefiro nem imaginar...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Chuva no GP da Malásia: bom ou ruim?



FELIPE MACIEL



A chuva não é um personagem muito comum nos GPs da Malásia. Mas no ano passado Bernie Ecclestone resolveu correr o risco de dar a largada mais tardiamente, numa displicente provocação a São Pedro, que sempre ataca no final da tarde nessa época do ano.

Nós tivemos em 2009 uma meia corrida em pista seca que foi de tirar o fôlego. Sim, no seco a Fórmula 1 fez um show, que ironicamente teve de ser interrompido pela chuva.

A perda de luz natural causou o encerramento do GP, mas o fator gerador da paralisação da corrida na verdade foi a própria chuva. Uma tempestade desceu com toda força, tornando as condições inguiáveis para qualquer piloto.




Ou seja, chuva na Malásia tem potencial de sobra para congelar a prova, ao invés de colaborar com o espetáculo. Se vai haver relargada depois ou não, é outra história.

E nessa história entra a pequena minimização do risco tomado pelos dirigentes, que determinaram o começo da prova 1h antes em relação à última temporada, quando a etapa iniciada às 15h locais foi interrompida na 31ª das 56 voltas.

Em 2010, as luzes vermelhas se apagam às 16h em Sepang. E a meteorologia já espera água. Resta-nos torcer para que não seja outro dilúvio. A F-1 se submete ao risco de repetir o vexame graças à atuação financeira da FOM, que visa um lucro forçado abrindo mão do horário ideal e pondo em jogo o andamento da prova.



A pista de Kuala Lumpur não é tida como um local especial para ultrapassagens, mas tem a brilhante capacidade de alternar corridas monótonas com grandes lances, como esse ocorrido em 2008, numa disputa de 3.

O velho circuito do Tilke apresenta largura até exagerada para colaborar com as disputas. Retas principal e oposta bem longas, trajetória de curvas suavemente arredondadas, desenhadas numa época em que não lhe exigiam tantos cotovelos. Eu diria que o irmão mais novo de Sepang é Xangai; são traçados que possuem certas semelhanças mas você nunca sabe se deve esperar um belo GP ou uma madrugada sonolenta.

Algo me faz estar otimista para a 12ª edição do Grande Prêmio da Malásia. Não sei se motivado pela corrida da Austrália ou por esta previsão de chuva - afinal, um possível banho bem dosado na pista não nos deixaria motivos para reclamar...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O que diz o Pacto de Concórdia?



FELIPE MACIEL



Ninguém sabe, ninguém viu. O Pacto de Concórdia é assunto para a FIA e as equipes, quem está de fora só ouve falar dele. Mas como seria bom conhecer as minúcias do acordo que sustenta a F-1, não?

A Campos e a US F1 vivem um drama para estrear no Bahrein. Do nada, me aparece o Bernie Ecclestone dizendo que o Pacto dá direito à ausência de 3 corridas do calendário para cada equipe, sem qualquer tipo de sanção. Os espectadores em coro: Ufa!

O presidente da FIA em pessoa, Jean Todt, confirma tudo. Que maravilha, eles têm até abril para fincar o pé...

Mas aí a federação vira casaca e ameaça geral:
Após as recentes discussões com relação à interpretação das cláusulas do Pacto da Concórdia sobre o conceito de participação do Mundial de F1, a FIA pretende esclarecer que:

Do ponto de vista esportivo e regulamentar, cada equipe que se inscreveu no campeonato é obrigada a participar de todas as etapas da temporada. Qualquer falta em participar, mesmo que seja em uma corrida, constituirá em uma quebra do Pacto da Concórdia e do regulamento da FIA

Comunicado da FIA



Ok, voltamos à estaca zero; se virem para alinhar em Sakhir antes que alguém lhe meta uma bela multa ou coisa pior.

Dos três, um. Ou a imprensa não soube escrever a notícia, ou as pessoas não sabem interpretar a regra, ou eles não souberam escrever a própria regra. E se não souberam escrever, a FIA resolveu interpretar do modo mais conveniente.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Bernie louco propõe atalhos nos circuitos

As medalhas não vingavam, então o poderoso chefão se sentiu na obrigação de gerar uma ideia ainda mais absurda. E não é que ele conseguiu?



Acredito que seria muito fácil ter uma área em cada circuito onde você poderia ganhar um pouco de tempo para que você possa ultrapassar – um atalho, caso prefira –, em que o piloto poderia utilizar por cinco vezes durante a corrida. Isso impediria que eles ficassem presos atrás de alguém.

É bom para a televisão, bom para os comentaristas de TV, que poderiam falar sobre alguém que tem três [atalhos] restando e outra pessoa que tem mais dois, o que vai acontecer, e assim por diante.

Bernie Ecclestone



Minha Nossa Senhora do Automobilismo, pare a Fórmula 1 que eu quero descer... Quem foi esse Zé Ruela que deu um PlayStation de Natal ao Bernie Ecclestone?