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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Um resultado histórico para a Hispania

A corrida deste último domingo nos atraiu a atenção por vários motivos. Uma vitória espetacular de Jenson Button, os erros um tanto absurdos de Lewis Hamilton, a forte chuva que interrompeu a prova, um deslize de Sebastian Vettel na última volta e uma Hispania que por pouco não alcançou a tabela de pontuação, mas conseguiu seu melhor resultado na sua história de um ano e meio na Fórmula 1.

Eu, por exemplo, me vi totalmente desatento às posições intermediárias e as do final da tabela, o que consequentemente me levou a passar batido pelo resultado histórico da Hispania no GP canadense. A vitória de Button, os erros de Lewis Hamilton e a precipitada de Sebastian Vettel na volta final detiveram minha atenção e creio que o da maioria, que não observaram como deveriam o feito da equipe espanhola.

Sem dúvida que as condições do tempo e os imprevistos que aconteceram no circuito de Montreal colaboraram e muito para a 13ª posição de Vitantonio Liuzzi e a 14ª colocação de Narain Karthikeyan, porém, todos, obviamente, pilotaram nas mesmas circunstâncias que o time de Jose Ramón Carabante. O indiano chegou a estar na zona de pontuação por uma volta, mas acabou sucumbindo à falta de experiência e a desatenção durante o restante da corrida.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Ambos os carros da Hispania conseguiram um bom resultado"][/caption]

Além das circunstâncias, o que parece ter ajudado a equipe foi o trabalho de engenheiros e mecânicos em conseguir um novo escapamento que aumentasse a velocidade ao F111, prova de que nem tudo foi fruto do acaso.

“Foi um grande resultado para nós, para a equipe, porque fizemos um grande trabalho durante todo o final de semana, demos os passos certos e a equipe trabalhou perfeitamente durante os pit-stops. Temos muito trabalho pela frente, mas é um bom ponto de partida para o futuro”, celebrou Liuzzi. Grande parte desse elogio também, se deve ao resultado de que ambos os carros superaram a dupla da Marussia Virgin, que chegaram logo atrás dos carros espanhóis. Pelo que parece, a equipe de Richard Branson já ganhou a posição de “lanterninha” no grid da F-1.

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Acabam-se as vagas: Liuzzi fecha com a Hispania



FELIPE MACIEL


Uma vaga pouco disputada foi finalmente fechada a 2 semanas da abertura do campeonato. A disputa era discreta, tímida, fraca. Parece que quase ninguém estava disposto a gastar os tubos para pegar um carro da HRT, ao mesmo tempo em que a equipe precisava de um competidor experiente para amenizar o efeito de um indiano de talento limitado que pagou pela outra vaga.

Vitantonio Liuzzi era o favorito e assegurou a posição. O seu desespero para se manter na F-1 lhe rendeu o posto de piloto titular na pouco promissora escuderia espanhola, que sequer pôs o carro novo na pista. O italiano se queimou no ano passado, quando decepcionou após ganhar a grande oportunidade na ascendente Force India. Suprimido pelo desempenho abaixo da crítica, o bom kartista optou por se submeter a uma posição desprivilegiada no grid. Mas o que ele acha que ganha com isso?



Ao fraquejar numa boa equipe, um piloto praticamente assina seu atestado de afastamento da Fórmula 1. Relegado no grid, a cobiça pelo primeiro bólido que aparecer em sua frente serve apenas para adiar o momento do fim de sua participação na categoria. As chances de Liuzzi voltar a um bom time são mínimas.


O talento de Tonio já instigou há alguns anos, mas hoje não resta dúvida de que se trata de apenas mais um campeão da F3000 que ficou na promessa. Liuzzi não tem mais nada a oferecer na Fórmula 1, mas seus serviços ajudarão de alguma forma uma equipe pequena que precisa de um condutor rodado para se desenvolver. A parceria é interessante para a Hispania; ao Liuzzi restou apenas o status de piloto de F-1 como figurante inexpressivo do fundão.

A menos, é claro, que o F111 surpreenda as expectativas e lhe garanta boas diversões ao longo da temporada. E é bom que ele se divirta bastante, porque sua passagem pela categoria não tem muito a se prolongar.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Day After



FÁBIO ANDRADE



O noticiário demorou para se livrar do gosto ruim deixado pelo GP da Alemanha. Com atraso, o mundo de atualidades da Fórmula-1 começou a girar novamente, deixando de viver apenas em função do ocorrido em Hockenheim. Já estava na hora.
FOTA deseja aumentar segurança

A facilidade com a qual as rodas se desprendem dos carros de Fórmula-1 fez soar o alerta na Associação de Equipes de F-1. A FOTA informou nessa quarta-feira que estuda medidas para aumentar a segurança e diminuir a incidência de problemas com o desprendimento das estruturas. A preocupação da entidade aumentou depois do acidente de Vitantônio Liuzzi durante o treino classificatório para o GP da Alemanha, no último sábado. Na ocasião, Liuzzi perdeu o controle e bateu no muro da reta principal do circuito de Hockenheim e uma das rodas de seu Force India se soltou, atravessando a pista enquanto o Virgin de Timo Glock cruzava o mesmo trecho.

 



 

O alerta ganha importância quando se lembra da morte do piloto de F-2 Henry Surtees, filho do campeão de F-1 John Surtees. O jovem piloto morreu em julho de 2009 ao ser atingido por uma roda solta na pista de Brands Hatch após a batida de um outro carro.

 



 

Já em 2010 um outro acidente chamou atenção e serviu de alerta. A suspensão do Toro Rosso de Sebastien Buemi se rompeu e libertou as duas rodas dianteiras no trecho de maior velocidade no circuito de Xangai, na China:

 



Para diminuir a probabilidade de acidentes desse tipo na F-1, a FOTA pretende reforçar os cabos que ligam os chassis às rodas. Hoje existe um cabo fazendo essa ligação em cada uma das quatro rodas de um bólido de F-1. A ideia de Paddy Lowe, engenheiro da McLaren, é reforçar a estrutura com mais um cabo por roda, visando aumentar a resistência do conjunto de segurança.

A intenção do Grupo de Trabalho Técnico é tornar a barra de segurança dupla uma exigência obrigatória no regulamento de 2011.
Ecclestone afirma que algumas equipes devem deixar grid

Bernie Ecclestone gosta das machetes. E conseguiu, mais uma vez, se pôr no topo das discussões, o que é não é a mais fácil das tarefas numa ocasião em que a F-1 respira escândalos. O velho dirigente comercial da categoria, depois de dizer que apoia o jogo de equipe tal como ele foi praticado pela Ferrari no último domingo, voltou a ser notícia ao afirmar que “uma ou duas” das atuais equipes não estarão no grid em 2011 ou até mesmo no fim de 2010.

Segundo Ecclestone, “dez equipes é tudo o que desejávamos”. Há de se concordar com o velho cartola no que diz respeito à competitividade das três equipes que estrearam nesse ano. De muito pouco valeu, até aqui, a participação de Lotus, Virgin e Hispania senão para abrir passagem para os carros de ponta. O que não quer dizer que um grid com magros 20 carros seja o desejável para uma categoria como a F-1.