Acontece que uma dúvida pairou na cabeça da maioria dos que acompanharam essa notícia, inclusive da minha. Será que vale a pena trocar uma vaga quase certa na Toro Rosso ou ainda até mesmo na Red Bull para o ano que vem com um lugar em uma equipe que ainda nem sequer pode ser levada à sério? O que Ricciardo poderá fazer por lá senão ficar à frente de seu companheiro de equipe e de dois carros tão ridículos quanto o dele?
[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Daniel Ricciardo pode ter ficado mais distante de uma vaga na Red Bull"]
[/caption]Seria uma chance de ganhar experiência, alguém diria. Mas sempre quando ouço ou leio reflexões como essa, lembro-me das afirmações de Lucas Di Grassi e Bruno Senna que no ano passado guiaram uma Virgin e uma Hispania respectivamente. Ambos, especialmente Bruno, saíram dizendo que aquilo não era nível de Fórmula 1 e que guiar um carro, mesmo que de uma escuderia média é algo bem diferente do que as carroças que andam no final do grid.
Creio que Ricciardo encontrará alguma dificuldade em pegar a mão do carro da Hispania e quando conseguir não fará muito melhor do que Karthikeyan estava fazendo. Ao menos que um GP seja decidido à base da loteria, ele passará longe dos pontos. Claro que não é somente o australiano que define o seu rumo dentro da categoria, já que é um pupilo da grande Red Bull, mas ter ficado na Toro Rosso poderia ter rendido uma vaga de titular em uma equipe média quem sabe nesse ano ainda.
Agora, posso estar redondamente enganado, mas acho difícil ele mirar a vaga de Mark Webber já para o ano que vem. As chances de alcançar uma vaga em um super carro parece que minguaram para Ricciardo.
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