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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A troca do quase certo pelo muito duvidoso

Daniel Ricciardo foi confirmado como piloto titular da Hispania a partir da próxima etapa da Fórmula 1 que acontecerá no maravilhoso circuito de Silverstone na Inglaterra. Um acordo envolvendo Red Bull e a equipe espanhola selou a ida do jovem de 22 anos para o lugar do indiano Narain Karthikeyan, que deverá disputar somente o GP da Índia nesse restante de temporada.

Acontece que uma dúvida pairou na cabeça da maioria dos que acompanharam essa notícia, inclusive da minha. Será que vale a pena trocar uma vaga quase certa na Toro Rosso ou ainda até mesmo na Red Bull para o ano que vem com um lugar em uma equipe que ainda nem sequer pode ser levada à sério? O que Ricciardo poderá fazer por lá senão ficar à frente de seu companheiro de equipe e de dois carros tão ridículos quanto o dele?

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Daniel Ricciardo pode ter ficado mais distante de uma vaga na Red Bull"][/caption]

Seria uma chance de ganhar experiência, alguém diria. Mas sempre quando ouço ou leio reflexões como essa, lembro-me das afirmações de Lucas Di Grassi e Bruno Senna que no ano passado guiaram uma Virgin e uma Hispania respectivamente. Ambos, especialmente Bruno, saíram dizendo que aquilo não era nível de Fórmula 1 e que guiar um carro, mesmo que de uma escuderia média é algo bem diferente do que as carroças que andam no final do grid.

Creio que Ricciardo encontrará alguma dificuldade em pegar a mão do carro da Hispania e quando conseguir não fará muito melhor do que Karthikeyan estava fazendo. Ao menos que um GP seja decidido à base da loteria, ele passará longe dos pontos. Claro que não é somente o australiano que define o seu rumo dentro da categoria, já que é um pupilo da grande Red Bull, mas ter ficado na Toro Rosso poderia ter rendido uma vaga de titular em uma equipe média quem sabe nesse ano ainda.

Agora, posso estar redondamente enganado, mas acho difícil ele mirar a vaga de Mark Webber já para o ano que vem. As chances de alcançar uma vaga em um super carro parece que minguaram para Ricciardo.

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Um resultado histórico para a Hispania

A corrida deste último domingo nos atraiu a atenção por vários motivos. Uma vitória espetacular de Jenson Button, os erros um tanto absurdos de Lewis Hamilton, a forte chuva que interrompeu a prova, um deslize de Sebastian Vettel na última volta e uma Hispania que por pouco não alcançou a tabela de pontuação, mas conseguiu seu melhor resultado na sua história de um ano e meio na Fórmula 1.

Eu, por exemplo, me vi totalmente desatento às posições intermediárias e as do final da tabela, o que consequentemente me levou a passar batido pelo resultado histórico da Hispania no GP canadense. A vitória de Button, os erros de Lewis Hamilton e a precipitada de Sebastian Vettel na volta final detiveram minha atenção e creio que o da maioria, que não observaram como deveriam o feito da equipe espanhola.

Sem dúvida que as condições do tempo e os imprevistos que aconteceram no circuito de Montreal colaboraram e muito para a 13ª posição de Vitantonio Liuzzi e a 14ª colocação de Narain Karthikeyan, porém, todos, obviamente, pilotaram nas mesmas circunstâncias que o time de Jose Ramón Carabante. O indiano chegou a estar na zona de pontuação por uma volta, mas acabou sucumbindo à falta de experiência e a desatenção durante o restante da corrida.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Ambos os carros da Hispania conseguiram um bom resultado"][/caption]

Além das circunstâncias, o que parece ter ajudado a equipe foi o trabalho de engenheiros e mecânicos em conseguir um novo escapamento que aumentasse a velocidade ao F111, prova de que nem tudo foi fruto do acaso.

“Foi um grande resultado para nós, para a equipe, porque fizemos um grande trabalho durante todo o final de semana, demos os passos certos e a equipe trabalhou perfeitamente durante os pit-stops. Temos muito trabalho pela frente, mas é um bom ponto de partida para o futuro”, celebrou Liuzzi. Grande parte desse elogio também, se deve ao resultado de que ambos os carros superaram a dupla da Marussia Virgin, que chegaram logo atrás dos carros espanhóis. Pelo que parece, a equipe de Richard Branson já ganhou a posição de “lanterninha” no grid da F-1.

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