Mostrando postagens com marcador GP de Mônaco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GP de Mônaco. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Rádio OnBoard - Edição de Mônaco/Indianápolis

Está no ar a edição número 114 da Rádio OnBoard!

Na grata companhia de Ron Groo e Fábio Campos, pudemos falar sobre este fim de semana possivelmente histórico, de uma grande corrida realizada em Mônaco, além de uma digníssima 500 Milhas de Indianápolis completando seus 100 anos.

Também pintou um grande debate sobre campeonatos mundiais disputados vs campeonatos bem dominados, e a história escrita pelo piloto campeão. Isso e tudo o mais você confere neste programa, clicando logo abaixo:



Clique para ouvirClique para baixar

Estaremos de volta na semana que vem, véspera do GP do Canadá. Te aguardamos no próximo encontro...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Dupla de Equipe - GP de Mônaco

1. Falhas da Red Bull nos pits



A Red Bull se orgulha por ter uma equipe que trabalha tão bem nos boxes, mas no GP de Mônaco, a confusão dos mecânicos mostraram que eles também erram e atrapalham significativamente as pretensões de seus pilotos na pista. Sebastian Vettel perdeu pouco tempo, mas se fosse ele que estivesse vindo logo atrás no lugar de Mark Webber com certeza não teria vencido nas ruas de Monte Carlo. Webber não fez uma grande corrida, mas foi prejudicado pela cagada que a equipe fez na sua primeira parada nos boxes. Não deu muito pra entender, mas que o erro foi juvenil, isso foi.



Anderson Nascimento




Equipe que vence junta tem que perder junta. Mas os caras dão tanta sorte que mesmo assim o Vettel venceu. Santo safety car!


Erros bobos - se for mesmo como o Burti disse na transmissão, mais bobos ainda. Não se pode pôr em risco a corrida de seus dois pilotos pelo receio tolo de não ter a estratégia copiada pelos rivais. A Red Bull é a melhor equipe do ano. O fato de as adversárias colarem na estratégia deles deveria ser entendida quase como mérito. A Ferrari fez o que fez em Barcelona porque não tinha o mesmo ritmo.



Fábio Andrade



2. Hamilton



Lewis Hamilton esteve em um dia atípico, mesmo para um inglês que não costuma ser previsível. Faltou pouco para ele se enroscar com todo mundo. Seu arrojo incomodou e atrapalhou a corrida de seus adversários, porém, em alguns casos fez muito mais do que atrapalhar. Na disputa com Felipe Massa, na Loews, Hamilton exagerou e pouco mais a frente viu o reflexo de sua manobra quando Massa foi parar no muro abandonando a corrida. No duelo com Pastor Maldonado, claramente seu ímpeto de passar a qualquer custo acabou com a ótimo corrida do venezuelano.


No entanto, o pior não foi o que aconteceu dentro da pista. Se ao menos ele tivesse pedido algumas desculpas, respeitado as opiniões de seus adversários após a corrida e ficado definitivamente na sua, a minha opinião poderia até ser diferente. Mas não foi isso o que aconteceu, ao contrário, xingar os prejudicados por seus momentos de loucura na pista foi algo muito infeliz. E mais infeliz ainda foi a posição da FIA. Hamilton estragou a corrida de quase todo mundo, inclusive a sua e a se seu companheiro Jenson Button.



Anderson Nascimento




A intenção do Dupla de Equipe é fazer os dois editores sair de cima do muro e se comprometer, mas eu nem vou ficar preso ao comportamento do piloto na pista. O Hamilton é um cara que tem ímpeto, as vezes passa da conta, mas me recuso a reclamar de piloto assim.


Além da falta de jeito para negociar as ultrapassagens no principado,  o comportamento de menino mimado após a corrida depõe contra o britânico. Nas declarações de ontem, a autoconfiança virou presunção e isso, obviamente, não é bonito. Hamilton já não é um novato cujos erros serão minimizados - como em 2007 - é um campeão do mundo em seu quinto ano de Fórmula-1. Homem-Aranha ensinou que grandes poderes trazem consigo grande responsabilidades e o piloto da McLaren deveria medir um pouco melhor o que faz dentro da pista e o que fala fora dela.



Fábio Andrade



3. Acidente de Massa



Talvez eu seja o único, mas a batida não foi tanto assim culpa de Felipe Massa, ou talvez ele não tenha culpa alguma. A batida com Lewis Hamilton curvas atrás influenciou a postura do carro do ferrarista na saída do túnel.


O brasileiro fazia uma boa corrida, nada de genial, mas estava conseguindo manter um bom ritmo. Aí aparece um Hamilton endiabrado pelo caminho e o azar volta a fazer parte de suas corridas. Não é defesa, porque não gosto de Massa, mas dessa vez ele abandonou sem culpa aparente. Um grande revés para quem não tem vaga garantida na Ferrari no próximo ano.



Anderson Nascimento




É chato falar em fase difícil para Massa, porque a carreira dele se converteu numa fase difícil. O que dá pra dizer é que se ele não estava num fim de semana genial, fazia uma corrida relativamente boa, conseguiu ultrapassar Rosberg e podia lutar por um lugar perto do pódio.


Podia. Acho muito complicado dizer se a batida foi ou não consequência do lambe-lambe com Hamilton na Loews. É plausível, como também é crível pensar que ele bateu simplesmente porque posicionou o carro da mesma maneira que Hulkenberg na primeira volta da corrida do ano passado.



Fábio Andrade



4. Disputas na Loews



A curva mais lenta da Fórmula 1, senão me engano, foi palco de muitas brigas e disputas por posições. Michael Schumacher deixou Hamilton para trás e depois seu companheiro Nico Rosberg; nas duas oportunidades o alemão fez valer seu oportunismo e seu talento que estava bastante escondido. Porém, as disputas na Loews não foram todas limpas e bem realizadas. Uma Force India e uma Toro Rosso se enroscaram por ali, além de Hamilton acertar Massa. Creio que os pneus paçoca tenham parte no que aconteceu nesse "novo ponto de ultrapassagem" em Mônaco.



Anderson Nascimento




Não é um ponto tradicional, mas até na Mirabeau teve neguinho ultrapassando. A diferença grande de rendimento dos pneus parece estar possibilitando isso e eu achei ótimo o que aconteceu em Mônaco. Movimentou a corrida, que sempre é sensacional, mesmo com as tão criticadas filas indianas do passado.



Fábio Andrade



5. Troca de pneus sob bandeira vermelha



Todo mundo achou estranho, até mesmo alguns pilotos como Jenson Button. Mas estava no regulamento que trocas de pneus como a que Fernando Alonso e Sebastian Vettel eram permitidas durante uma bandeira vermelha. Este fato prejudicou a bela disputa que existia entre Button, Alonso e Vettel antes que Vitaly Petrov fosse para o muro e paralisasse a corrida.


Além do espetáculo da disputa pelas primeiras posições, quem também foi prejudicado foi Rubens Barrichello que deixou de ganhar duas posições por não conhecer bem o regulamento. A regra é injusta, mas não é ilegal, então azar dos injustiçados.



Anderson Nascimento




Eu morreria sem saber que o regulamento permite esse tipo de ação. O que eu acho é que quando bolaram a ideia não pensaram em todas as implicações que ela traria. Antes da bandeira vermelha Vettel era quem tinha o pior desempenho por causa dos pneus. Depois que a corrida recomeçou ele teoricamente voltou a ter o melhor carro com pneus novos e tanque vazio. Matou a disputa.


Gostei não. Bandeira vermelha tradicionalmente é momento de ninguém tocar no carro. Se fosse assim o final provavelmente seria mais animado ontem.



Fábio Andrade



6. GP de Mônaco



Desde que assisto ao GP de Mônaco, nunca me arrependi de ficar em frente à TV acompanhando o desafio dos pilotos em percorrer trechos estreitos sob alta velocidade. E neste domingo a corrida foi ainda melhor. Os pneus Pirelli são o grande barato da atual Fórmula 1, pois foram eles que mais uma vez criaram várias alternativas durante a corrida, desde ultrapassagens raras a estratégias ousadas e inusitadas. Se fosse coroar o GP em Monte Carlo com uma nota, um 8 estaria de bom tamanho.



Anderson Nascimento




Esse foi simplesmente o melhor GP de Mônaco que já assisti. E olhe que eu sempre gostei da corrida do principado. Considero que só ver os carros naquele traçado mágico já é um grande barato. Com ultrapassagens e várias alternativas então, melhor ainda.



Fábio Andrade


Deixe seu comentário

domingo, 29 de maio de 2011

A bandeira vermelha agiu como anticlímax em Mônaco

Pra quem se auto intitula comentarista e assume a posição de falar sobre cada gp de Fórmula-1, a principal dúvida depois de uma corrida como a de Mônaco é: por onde começar? Boa memória numa hora dessas, acredite, até atrapalha. E logo eu, que tenho memória ruim para quase tudo, tenho o estranho costume de guardar a corrida inteira no HD biológico, com cada bloco de voltas ordenadamente organizado, um após o outro. E as horas posteriores a corridas como essa são de regozijo e daquela vontade de voltar as horas para trás, para retornar à sensação de prazer de assistir a uma boa corrida. Isso dificulta o distanciamento necessário para fazer uma “análise” fria da corrida. Sintomas de dependência psicológica, mas eu nunca neguei o vício, oras.




[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Largada limpa: Alonso pula para o 3º lugar"][/caption]

Que tal começar dizendo que foi uma corrida atípica? Lugar-comum, mas quem pode negar? A começar por Michael Schumacher inventando de ultrapassar Lewis Hamilton na Loews para ser ultrapassado pelo britânico voltas depois na Saint Devote. Schumacher ultrapassando alguém em 2011 é inusitado, mas Schumacher sendo ultrapassado até que não foge à regra.


Depois de tanto ser elogiada pelo trabalho de boxes, a Red Bull falhou nas paradas de Sebastian Vettel e de Mark Webber. Para o australiano o resultado foi inicialmente desastroso, mas o quarto lugar conquistado no finzinho saiu muito bem depois de perder mais de meio minuto nos boxes. Para Vettel o erro do time momentaneamente arruinava suas chances de vitória, porque Jenson Button pulou na frente e saía-se muito bem na estratégia de fazer três paradas.




[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Ao contrário de Hamilton, Button sobreviveu e conseguiu um pódio sem se envolver em polêmicas"][/caption]

Mas partir para três paradas é arriscar demais num lugar como Mônaco. O Safety Car é uma possibilidade sempre presente e ele entrou na pista, depois do enrosco entre Hamilton e Felipe Massa, que terminou com a batida do brasileiro no túnel. Button, que fizera sua segunda parada pouco antes do incidente, voltou em segundo, na frente de Fernando Alonso, que parou assim que o carro-madrinha entrou no circuito.


A então provável vitória de Button, que ainda tinha uma parada por fazer, tornou-se mais difícil. O favorito passou a ser Alonso, que já havia feito duas paradas e usado dois tipos de pneus. Com todos esses incidentes acontecendo na volta 35, imaginava-se que a Red Bull chamaria Vettel para uma última parada nas mais de 40 voltas restantes.




[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Primeiro o Safety Car, depois a bandeira vermelha: intervenções mudaram a história da corrida"][/caption]

Mas logo ficou claro que a equipe austríaca apostou na dificuldade de se ultrapassar em Mônaco. Depois que Button fez seu último pit stop passou a ser uma questão de tempo a aproximação dos três primeiros e a briga tensa que marcaria a parte final da corrida.


Da volta 58 até a 70 os três líderes cabiam num espaço de menos de um segundo. A briga foi composta mais de tensão do que de ataque efetivo, mas é Mônaco, afinal. Foram cerca de 12 adoráveis voltas de espectadores petrificados nas arquibancadas do principado e diante das TVs, até que o clima foi quebrado por uma carambola no S da Piscina: Jaime Alguersuari quase recriou o big bang ao atropelar a McLaren de Hamiton. Na confusão que se formou, Paul Di Resta e Vitaly Petrov se envolveram na batida, enquanto os líderes passavam milagrosamente incólumes pelos destroços.


O Safety Car retornou para uma intervenção que provavelmente se arrastaria até a bandeirada. Petrov informou via rádio que sentia dores nas pernas depois da batida, e a ambulância também foi acionada para socorrer o russo. Para evitar dar a bandeirada sob bandeira amarela, a direção de prova acionou a bandeira vermelha e interrompeu a corrida na 72ª volta.



A salvação de Vettel

Com os mesmos pneus desde o 16º giro, seria muito difícil para Vettel segurar Alonso, com pneus 20 voltas mais jovens, e Button, que trocara de calçados na volta 49. Era possível sim que alemãozinho mantivesse a ponta, porque Mônaco é Mônaco e ultrapassar no principado é complicado. Mas o que se esperava era um fim de corrida como o de 1992, quando Ayrton Senna venceu depois de uma feroz defesa de posição com Nigel Mansell na voltas finais. Mas a bandeira vermelha interrompeu a briga pela vitória.


Surpreendentemente, o regulamento atual permite que os carros sejam modificados enquanto a corrida está paralisada. Todos voltaram a trocar os pneus e, dessa forma, acabou a diferença de rendimento entre Vettel, Alonso e Button. O RB7, que já é o melhor carro, voltou a andar forte e o líder do campeonato conseguiu escapar da pressão de Alonso nas cinco voltas finais. Depois da sensacional corrida, as últimas voltas cortaram a extrema tensão que permeou os 70 primeiros giros.




[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Vettel, com o principado nas mãos, lidera o mundial com folga cada vez mais maior"][/caption]
Grande Prêmio de Mônaco, após 78 voltas:



Deixe seu comentário

sábado, 28 de maio de 2011

Acidente de Perez ofusca pole de Vettel em Mônaco

A classificação do GP de Mônaco foi a sexta do ano. Confirmou a sexta pole position da equipe Red Bull até aqui. Aproveitamento de 100%, com Mark Webber liderando o certame uma única vez contra cinco de Sebastian Vettel, que domina esse mundial como não se via desde os tempos de Michael Schumacher na Ferrari. Ok, Jenson Button e a Brawn mandaram na temporada de 2009, mas só enquanto as equipes rivais não descobriram o segredo do difusor traseiro de dois andares do BGP001. A supremacia da Red Bull não parece se basear numa única característica do carro, mas num projeto que é globalmente vencedor e que se sai bem tanto nas pistas fixas como no traçado de natureza única de Monte Carlo.




[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Em pistas rápidas ou travadas, Vettel e o RB7 dominam as sessões classificatórias"][/caption]

Mônaco era o trunfo dos desesperados, pelas características particulares da pista muito travada e também muito apertada, fisicamente falando. Em Mônaco, normalmente, é onde algo fora do padrão pode acontecer. Para ilustrar, basta ver que no período de ouro da Ferrari - de 2000 a 2004 - quando a equipe só venceu no principado uma vez (2001, última vitória da Ferrari em Mônaco, por sinal). Em 2002, por exemplo, quando o modelo da equipe italiana era disparado o melhor do grid, Juan Pablo Montoya fez a pole com a Williams e David Coulthard venceu a corrida pilotando uma McLaren. Trocando em miúdos, em Mônaco os favoritismos absolutos nem sempre são tão absolutos assim.


Mas não é o que acontece com a Red Bull. O RB7 segue tão forte em classificações que Vettel impôs quatro décimos de vantagem sobre Button. E aqui há espaço para uma pergunta curiosa: o carro ou o piloto está em grande forma? Porque Webber tomou os mesmos quatro décimos do companheiro de equipe pilotando o mesmo bólido. No caso de Vettel e do RB7 já dá para dizer que esse é o casamento perfeito.



Luz no fim do túnel?

Mais marcante do que a 20ª pole de Vettel, porém, foi o acidente com a Sauber de Sérgio Perez na parte final do Q3. Na saída do túnel, ponto de maior velocidade da pista monegasca, o piloto mexicano perdeu o controle depois de contornar a curva fora do traçado ideal, pisando na sujeira. Sem aderência, Perez rodou e bateu forte contra a barreira de softwall, permanecendo desacordado por alguns minutos. Apesar da aflição inicial, as primeiras notícias são positivas: Perez não sofreu fraturas e está consciente, apesar de sentir dores em uma das pernas.




[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Apesar da preocupação inicial, equipe Sauber confirma que Perez não sofreu danos graves"][/caption]

Nico Rosberg também sofrera um forte acidente no treino da manhã na saída do túnel. Por ser o ponto mais veloz do traçado apertado de Mônaco, a saída do túnel é também, obviamente, o trecho mais tenso da pista de Monte Carlo. Os guard-rails estão dos dois lados, não há para onde escapar em caso de acidente, a não ser para frente. E depois da Chicane do Porto é o acaso quem vai levar um carro descontrolado para o softwall ou para a rua lateral livre que não faz parte do circuito da Fórmula-1, como aconteceu com Coulthard em 2008:



Outros tantos já sofreram acidentes sérios ali. Como Button que colidiu de forma semelhante a Perez contra uma então barreira de pneus próxima ao Porto em 2003:



Ou Karl Wendlinger, que produziu a mãe de todas as batidas na Chicane do Porto, apenas 15 dias após o fim de semana negro de Ímola em 1994. No momento do acidente do austríaco, no auge da comoção, houve quem imaginasse que a F1 tivesse gerado a terceira morte em menos de 15 dias. Wendlinger não morreu, mas permaneceu em coma por algumas semanas depois da pancada:



Logo depois do acidente de Perez, Webber foi o primeiro piloto a falar em reforço da segurança na saída do túnel. Pelas características de Mônaco, acredito que pouco pode ser feito além das medidas de segurança já adotadas nas ruas do principado e nos próprios carros de F-1. Porque corridas de automóveis, enfim, nunca serão 100% seguras.


Para as longas 78 voltas do GP de amanhã a promessa é de tempo ensolarado, com 0% de probabilidade de chuva, segundo o Weather Channel. O histórico de Mônaco mostra que corrida com tempo seco no principado são boas para quem larga na frente, dada a dificuldade de ultrapassar no circuito monegasco. As atenções nesse sentido se voltarão para os pneus, já que a asa móvel dificilmente será efetiva na pista mais travada do calendário.



Grid de largada para o Grande Prêmio de Mônaco:



Deixe seu comentário

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Poucas surpresas marcam a quinta-feira em Mônaco

Os trabalhos de hoje em Mônaco reservaram poucas surpresas, mas serviu para uma equipe em especial levantar um pouco a moral e esperar por um bom fim de semana no circuito de rua. Fernando Alonso andou bem nos dois treinos livres ficando na segunda posição na primeira sessão e liderando a sessão número dois, algo que pode significar a disposição incansável do piloto espanhol em buscar a melhora do carro o mais breve possível.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="De capacete dourado, Alonso foi o melhor piloto dos treinos de hoje em Mônaco"][/caption]

Novamente, Felipe Massa não fez muito diferente do que se esperava dele. No treino 1, terminou na quarta colocação a 0s697 do líder Sebastian Vettel. Aliás, falando na Red Bull, essa quinta-feira foi um pouco peculiar nos trabalhos da equipe. Vettel aproveitou para fazer uma breve simulação de corria no segundo treino livre afim de testar os pneus macios que se mostraram duráveis no clima mediterrâneo de Mônaco. Mark Webber sofreu com problemas de câmbio na primeira sessão e nem sequer marcou tempo. Mas tudo isso não significam problemas que ameacem a superioridade taurina até aqui na temporada.

Na Mercedes, Michael Schumacher segue levando surra de Nico Rosberg. No primeiro treino melhor para o jovem alemão; no segundo, também. Mas além de não superar o tempo de seu companheiro de equipe, Schumacher perdeu o carro e bateu na Saint Devote quando tinha a nona posição no primeiro treino, faltando sete minutos para o final da sessão. Parece que os reflexos do alemão voltaram a fazer falta de novo.

E como muitas surpresas não aconteceram vale começar a apostar em quem fará a pole position. Que ninguém se engane pelo fato da Red Bull não ter demonstrado um desempenho tão alucinante como nas outras corridas no dia de hoje. Simplesmente tratou-se de treinos livres e por mais peculiar que alguém acredite que foi os treinamentos para os taurinos, Vettel e Webber virão fortes no sábado e no domingo.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Os chefes das duas mais fortes equipes da temporada conversam"][/caption]

Fernando Alonso também já é um nome que podemos cogitar ao apostar em quem leva a pole. Difícil imaginar uma Ferrari superando a Red Bull ou a McLaren depois do GP da Espanha, mas a verdade é que o braço do espanhol pode fazer muita diferença.

A McLaren é a principal rival da equipe energética até aqui, mas mesmo torcendo para que Button faça alguma coisa a mais do que ficar atrás de Hamilton onde quer que ele ande, acredito que só o campeão de 2008 e que chegou bem próximo da vitória no último fim de semana poderá dar alguma canseira ao domínio da Red Bull nos sábados por parte da equipe inglesa. Tomara que esteja enganado.

Já no domingo é aquilo que tomo mundo costuma dizer. Não há como prever quem vencerá porque Mônaco é Mônaco.

Deixe seu comentário

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bernie Ecclestone ameaça GP de Mônaco



FELIPE MACIEL



Adora uma declaração polêmica, o tio Bernie. Agora ele entra em cena para mandar um recado aos países europeus, alertando para o formigueiro do calendário da Fórmula 1. É só uma questão de tempo até chegarmos ao ponto crítico de 20 GPs listados, sendo que outros países ainda clamam por espaço na categoria. E para mais circuitos entrarem, circuitos precisam sair.

Em 2010 estreia (espera-se) o GP da Coreia. India e EUA estão a caminho. Rússia e África do Sul batem à porta. E o mau velhinho vem dizer que Mônaco pode rodar porque não paga o bastante. As ruas de Monte Carlo foram tomadas como exemplo para golpear a mensagem sobre os organizadores do continente europeu em geral: Ecclestone quer sugar-lhes mais dinheiro do que já extrai.



E assim, num intervalo de mais ou menos 1 ano, ouvimos duas frases no mínimo estranhas. Primeiro foi Max Mosley alegando que a Fórmula 1 não precisa da Ferrari, já agora Bernie Ecclestone afirmando que a categoria poderia dispensar o GP de Mônaco. Sendo que Ferrari e Mônaco são os dois grandes ícones deste esporte.

O disparo tem nítida intenção de chocar e gerar polêmica. Afinal a F-1 seguiria caminhando bem sem GP de Mônaco? Ou até mesmo sem a equipe Ferrari?

Creio até que a Ferrari seja ainda mais fundamental que o GP de Monte Carlo, mas definitivamente não vale a pena arriscar a remoção de nenhum deles, desde as razões mais românticas até as motivações monetárias. O senhor supremo da F-1 sabe disso; ele não cometeria tal ato de loucura.

Não é?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Rádio OnBoard - Edição de Monte Carlo



FELIPE MACIEL


No ar a edição número 79 da Rádio OnBoard!

Numa mesa dividida pelo grande Ron Groo, a amiga Ingryd Lamas e por mim, falamos do Grande Prêmio de Mônaco comentando todas as discussões válidas do fim de semana.


Clique para ouvirClique para baixar



Voltamos em breve, dentro de uma semana, na véspera do GP da Turquia. Até lá.

domingo, 16 de maio de 2010

Dupla de equipe: GP de Mônaco

Estratégia da Ferrari


Em 2008 a equipe perdeu a possibilidade de ganhar em Mônaco por causa de uma sucessão de erros, alguns deles de estratégia. E hoje foi um grande acerto que deu ao Alonso o 6º lugar.

Foi uma tacada bacana, ainda mais porque encerrou a ilusão de que acabaram-se as ultrapassagens nos boxes. Mas é bom lembrar que deu tão certo porque Mônaco tem características muito particulares e o Safety Car entrou na hora certa.

Fábio Andrade



Fazia tempo que eu não via a Ferrari executar uma estratégia tão bem feita. Mas não adianta acreditar que o time recuperou sua inteligência de tempos anteriores, uma vez que a acertada manobra feita com Alonso havia sido pensada de sábado para domingo - em outras palavras, eles tiveram tempo para pensar.

A Ferrari ainda precisa se provar quando surge a necessidade de adaptação de estratégia no desenrolar da corrida. Nisso o Ross Brawn era (ainda é) craque.

Felipe Maciel



Tampa do radiador da McLaren


Parece até que McLaren e Ferrari trocaram de lugar. Um erro desses é digno dos italianos.

O Button jurou que “provavelmente sairia se não tivéssemos um Safety Car”. Sei não... mas é raro ver o pessoal da McLaren dar um furo desses. E nem foi tão ruim pro Button porque ele continua bem perto do líderes na tabela.

Fábio Andrade



A equipe detém um orçamento invejável, desenvolve alta tecnologia, ajusta a logística para cuidar adequadamente de cada item do equipamento, pagas salários estrondosos a seus respeitosos funcionários, abriga os dois últimos campeões da F-1, discute opções de estratégia através de uma penca de dados estatísticos, estuda minuciosamente o acerto da carro a cada fim de semana de corrida... E daí um fulano mecânico esquece uma tampa no radiador, superaquece o motor e acaba com a corrida do Button depois de todo o esforço feito para deixá-lo correr. O automobilismo é mesmo um esporte irônico...

Felipe Maciel



4 entradas do Safety Car


Dentro da média pra Mônaco, não? Curioso notar que ficou a sensação de que a direção de prova quis adiar o último Safety Car pra não prejudicar a chegada dos pilotos. Eles demoraram mais do que o habitual para acionar o carro-madrinha.

E quem diria, uma tampa de bueiro interromper um gp de Fórmula-1? Em Mônaco tudo acontece!

Fábio Andrade



O Maylander deve adorar a oportunidade de poder liderar o GP de Mônaco, e dessa vez tudo colaborou para dar ao alemão esse gostinho. Pode agradecer a Hulkenberg, a Barrichello, a Trulli e à tampa do bueiro.

Tampa de bueiro, é cada uma viu...

Felipe Maciel



Chandhok x Trulli


O Trulli tentou fazer um carro caber num espaço que só comportava meio bólido. Simples assim. E gerou um acidente perigoso, mesmo num trecho lento como o da Rascasse.

Fábio Andrade



Depois de tanta preocupação com a hipótese de os times pequenos atrapalharem os grandes no treino, o que se viu foi piloto de ponta atrapalhando piloto de ponta no qualifying, e, na corrida, dois pilotos de fundo de grid se enroscando.

O Trulli achou que a lenta HRT de Chandhok estava cedendo passagem e projetou o carro sobre um espaço que não se abriria. Acontece, paciência.

Felipe Maciel



Schumacher x Alonso


Ah, amigo, o Schumi, se não está na velha forma, pelo menos já voltou a criar polêmica.

Em suma: nem eu, nem o Reginaldo, nem o Galvão e nem ninguém sabia que quando o Safety Car recolhe na última volta é proibido ultrapassar. Acho que é uma regra que todo mundo só veio a conhecer depois do que aconteceu hoje.

Mas estava lá escrito no regulamento, então não cabe choro. Não entendi aonde a Mercedes quer chegar recorrendo da punição.

Fábio Andrade



Quando abriram a última volta, já estava claro que a corrida estava encerrada. A volta serviria para cumprir tabela e ratificar as posições. Daí o alemão me apronta outra pra cima do Alonso na Rascasse?

Acabou se tornando apenas um fato engraçado. Não tem do que reclamar, dona Mercedes. Ao menos sabemos que a disposição de Schumacher continua tão elevada como sempre foi: o alemão quer ultrapassar até quando a corrida já acabou, minha gente!

Felipe Maciel



Dobradinha da Red Bull


Bem, Mônaco era o lugar em que alguém podia tentar uma surpresa, dada a natureza única da pista. Kubica ensaiou essa surpresa no sábado, mas o domingo foi da Red Bull.

E agora eles lideram os dois mundiais. Eu diria que demorou muito.

Webber está em fase inspirada, como nunca esteve na vida. Creio que o Vettel não esperava ter tanto trabalho e a Red Bull também não esperava por esse rendimento do australiano. É bom o alemãozinho se cuidar, porque de morto o Webber não tem nada.

Fábio Andrade



Dobradinha da Red Bull em Mônaco. Red Bull líder entre os contrutores. Webber e Vettel empatados na ponta do Mundial de Pilotos.

Tudo mais do que justo; é o melhor carro do ano. O Newey merece tirar o atraso e parece que desse ano não passa.

Felipe Maciel

Webber vence o conto de fadas de Mônaco



FÁBIO ANDRADE



"E Mark Webber venceu o Grande Prêmio de Mônaco, com Sebastian Vettel em segundo. E depois dessa dobradinha da Red Bull, todos viveram felizes para sempre".

E assim, começando pelo fim, conta-se toda a história da corrida em Monte Carlo. E a deixa para o restante do mundial é que a Red Bull agora é líder do campeonato de construtores e Mark Webber e Sebastian Vettel ponteiam a tabela de pilotos.



É em Mônaco, essa terra de reis, rainhas, príncipes e princesas que começa o conto de fadas taurino. Aquele que te dá asas.
Alonso, o herói

Largando dos boxes depois do infortúnio do sábado, Fernando Alonso ganhara um vale-show. A partida do final da fila era sua senha para brilhar, com um carro muito mais veloz do que os Hispania, Lotus e Virgin. E Alonso brilhou, ultrapassou, levantou a torcida da arquibancada da chicane do porto, mas antes de tudo isso deu um golpe de mestre depois de contar com um golpe de sorte.



Ainda na primeira volta, antes de Alonso poder começar sua epopeia, o Safety Car foi acionado. Mas não por causa de uma carambola na Saint Devote. Os pilotos da safra 2010 têm o costume de largar comportadamente. O carro-madrinha entrou na pista por causa do pancão solitário de Nico Hulkenberg na saída do túnel. Aí sim Alonso deu o bote, trocando pneus antes de todos. Na falta do reabastecimento, quem disse que não se consegue ultrapassar nos boxes?

E assim, o bicampeão viveu seu continho de fadas particular, montado em seu cavalo rampante. Depois de largar em último, o sexto lugar conquistado com parada precoce era um grandessíssimo resultado. Mas a história de Alonso ganhou bons ares de tragédia no fim, com uma bruxa velha e de queixo pronunciado aprontando uma das suas. Mas isso é história para o final.
E quem disse que touros não voam

Intrépidos como devem ser os mocinhos, Webber e Vettel gostam de emoção. Portanto, não desfilam sua competência montados em cavalos, mas sim em touros. Lá na frente, Webber justificava um famoso bordão e provava que touros podem sim ter asas e voar. Não fossem as várias inserções do Safety Car e o australiano chegaria muitos segundos a frente do restante do pelotão.

Vettel não esteve no mesmo ritmo de Webber e resolveu sua corrida na largada ao deixar Robert Kubica para trás. E é Kubica quem abre um novo capítulo na nossa história.
Os coadjuvantes de luxo

É quase uma injustiça chamar Kubica de coadjuvante. Pelo mérito de classificar a Renault na primeira fila, o polonês tem pinta de protagonista. Mas, não se sabe se por um capricho do roteiro, o polaco ficou ali, à sombra de Sebastian Vettel. E como Mônaco é Mônaco, o terceiro lugar foi o que restou ao piloto da Renault.

Felipe Massa também esteve ali, na dele. Largou em quarto, chegou em quarto e fez o feijão-com-arroz que lhe cabia no principado. Esse sim, um autêntico personagem secundário do princípio do fim da história.

Toda boa história tem uma pitada de dramalhão para segurar o público e às vezes acordá-lo quando a coisa se torna monótona. Button levou as mocinhas às lágrimas ao abandonar com o motor fervido. Barrichello fez a plateia prender a respiração com sua pancada na Massenet, mas nada assustou mais os espectadores do que o enrolo entre Jarno Trulli e Karun Chandhok na Rascasse, a instantes do fim. Há quem diga que essa manobra do roteiro foi a justificativa encontrada pelo autor da história para viabilizar o último grande ato.
A Bruxa de Kerpen

Há anos uma bruxa má assombrava a vida dos valentes pilotos. Com seu queixão apontado para frente e montada numa vassoura vermelha, ela amedrontava a todos quando aparecia em suas exibições endiabradas. Já havia feito algumas vigarices, até mesmo ali, naquela mesma curva Rascasse. Mas atualmente, a tal bruxa já não metia medo em ninguém. Alguns diziam que a magia por trás daquele capacete vermelho havia acabado.

Enquanto o herói do dia, montado em seu cavalo rampante, estava seguro de sua suada sexta posição, eis a surpresa. Ainda que o código de leis daquelas terras proibisse tal manobra na presença da fada-madrinha, digo, carro-madrinha, a bruxa, como quem tira o doce de uma criança, arrancou o sexto lugar de Dom Fernandito, da dinastia da Astúrias, ainda que essa não tenha sido uma de suas tradicionais vigarices com sinais de premeditação e má fé. E, num final de história de prender a respiração, o narrador da história para a televisão ficou sem acreditar que a Bruxa de Kerpen voltara à velha forma.

 

P. S.: rumores dão conta que a editora planeja uma continuação para a saga daqui a 15 dias na Turquia, também famoso império do passado. Trechos da história já vazaram, e corre à boca-miúda a versão de que os touros vermelhos continuariam imbatíveis como protagonistas da história.
Grande Prêmio de Mônaco, resultado após 78 voltas:

sábado, 15 de maio de 2010

Kubica bate na trave; Webber é pole em Mônaco



FÁBIO ANDRADE



Nem Felipe Massa, nem Fernando Alonso, nem mesmo Robert Kubica, que parecia predestinado à pole position na pista de Monte Carlo. Numa ocasião em que surpresas sempre são possíveis e até fazem parte da liturgia local, Mark Webber cravou o melhor tempo e vai largar na primeira posição do GP de Mônaco.



Num treino classificatório interessante, o australiano surpreendeu. Robert Kubica, que vinha emendando sucessivas voltas rápidas, foi detido pela Red Bull no último minuto da classificação.
Acidentado pela manhã, Alonso não participa da classificação

A classificação para a corrida monegasca começou antes mesmo de começar. Explica-se: Fernando Alonso, figura chave na formação do grid, bateu no treino livre da manhã em Mônaco e danificou sua Ferrari. Sem tempo hábil para reconstruir o carro, a equipe italiana anunciou, minutos antes do início do treino oficial, que o bicampeão não participaria do qualifying. Ou seja, dessa vez Michael Schumacher não precisaria estacionar na Rascasse para impedir uma volta rápida do espanhol...


Red Bull 100%

Pelo desempenho exibido nos treinos livres, a Red Bull não aparecia como favorita para o Grande Prêmio de Mônaco. Muita gente, como a dupla da Ferrari e o polonês Robert Kubica, andou mais forte do que Sebastian Vettel e Mark Webber. Mas, para comprovar que as performances dos treinos não-oficiais não são conclusivas, a equipe austríaca cravou a pole, até com um certo conforto, de praticamente três décimos em relação ao segundo colocado, e continua com 100% de aproveitamento em sessões classificatórias em 2010.

As duas primeiras partes do treino, no entanto, davam a impressão de que outros times brigariam pela posição de honra. A Ferrari com Felipe Massa, a Mercedes com Nico Rosberg e a Renault com Robert Kubica movimentaram o Q1 e o Q2. O grande destaque foi Kubica, que é destaque, aliás, desde a quinta-feira. O polaco, com a competência de sempre, continuamente colocou seu carro entre os grandes e larga em 2º.



O outro piloto da Renault foi responsável pela única bandeira amarela do qualifying desse sábado, no Q2. Vitaly Petrov bateu na curva Saint Devote, mas sem gravidade, não chegando a interromper o treino.

E entre as grandes quem parecia mais credenciada ao melhor tempo desse sábado era a Ferrari. Fernando Alonso dominara a quinta-feira no principado e Felipe Massa, que finalmente parece ter se encontrado com os pneus macios, ficou com um bom segundo melhor tempo no treino da manhã de sábado. Mas Alonso não pôde treinar e Massa sequer conseguiu uma vaga na primeira fila. Daí a sensação de que o 4º lugar do brasileiro tenha sido um tanto quanto decepcionante para o time italiano.



Na Red Bull, as cartas parecem estar invertidas. Se até pouco tempo atrás Sebastian Vettel parecia a escolha óbvia do time para a disputa do título, Mark Webber vive agora um momento mais feliz. Sua segunda pole consecutiva e terceira no ano é importantíssima, sobretudo num circuito de rua como o de Monte Carlo em que as ultrapassagens são difíceis e a natureza da pista é complexa. A chuva poderia atrapalhar a vida do australiano, mas a previsão do tempo indica apenas 10% de chance de chover entre duas e quatro da tarde de amanhã em Mônaco. Era essa a melhor notícia que os céus poderiam mandar para Webber.
Grid de largada para o Grande Prêmio de Mônaco:

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Memória Blog F-1: Mônaco? Chuva?



FELIPE MACIEL


Não foi exatamente uma corrida maluca mas sem dúvida um final de GP simplesmente "unbelievable"! A etapa de Mônaco de 1982 tinha tudo para ser uma prova morna, até o momento em que a chuva resolveu atuar. As primeiras vítimas começaram a aparecer a dez voltas do fim, mas foi na antepenúltima volta que o show de lambanças transformou os instantes finais do GP numa verdadeira epopeia.

Daly errou na Tabacaria mas fez de todo o possível para manter-se na pista até o final, mesmo que isso incluísse derramar óleo sobre o asfalto. Na 74ª passagem de um total de 76, Alain Prost escapou e bateu, cedendo a liderança a Riccardo Patrese. O gostinho da primeira vitória seria esfriado na volta seguinte, quando rodou no hairpin, perdendo algumas posições.

Em seguida, o então líder Pironi encosta num local perigoso, dentro do túnel, por conta de uma pane seca. De Cesaris herdaria a vitória, se não sofresse do mesmo mal. Para completar o festival de abandonos, Daly também desistiu na volta final.

Em meio à confusão, chegou-se a imaginar que Nigel Mansell assumiria a ponta. Ao que ressurge diante das câmeras a Brabham de Riccardo Patrese, absoluto na ponta, e cruza a linha de chegada pondo uma volta em cima de todos os demais, sem tomar consciência de que havia se tornado, de alguma forma, o vencedor do Grande Prêmio de Mônaco.

Confira o show, com Murray Walker nos vocais:



A movimentada etapa de Monte Carlo de 1996 também pediu a colaboração dos céus para gerar uma corrida surpreendente.

O GP, agitado desde o princípio, cruzou as 2h de duração, sendo concluído pela vitória do francês Olivier Panis, que triunfaria pela primeira e única vez na Fórmula 1. A Ligier subiria ao topo do pódio pela última vez, já que seria vendida para Alain Prost em 1997.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ferrari com boas chances de vitória em Mônaco



FELIPE MACIEL



Em Mônaco tudo é diferente, não tem jeito. Até a Ferrari, que tira os primeiros treinos livres para testar configuração de corrida e andar pesado, resolveu dar o show nesta quinta-feira em Monte Carlo com Fernando Alonso sendo o único a baixar de 1:15.

O bom desempenho da equipe italiana nos treinamentos do Principado conferem certa confiança ao time para encerrar a década da mesma forma que começou: com uma vitória no GP de Mônaco. Desde 2001, a Ferrari só assiste Wiliams, Renault, Brawn GP, e principalmente McLaren triunfando nas ruas mais charmosas da F-1.

O fator tido como vilão do carro vermelho nas últimas etapas por Felipe Massa recebeu uma série de elogios por parte de Fernando Alonso. Os pneus mais macios da Bridgestone agradaram ao espanhol, em oposição às especificações mais duras que foram usadas desde a Austrália, reduzindo drasticamente o grip de um carro que ainda não é o ideal.



Mas com a McLaren sendo tratada como potência nas retas e a Red Bull reconhecida por sua eficiência aerodinâmica, a Ferrari ganha ânimo para competir num circuito que minimiza tais qualidades para valorizar a aderência mecânica dos bólidos.

De qualquer forma, não é o caso de desprezar a velocidade da RBR - até então imbatível em treinos classificatórios e de problemas nas curvas de baixa supostamente superados - nem de desconsiderar a presença de Lewis Hamilton - um daqueles pilotos metidos a Mr. Mônaco -, muito embora a McLaren não inspire tanta confiança quanto a Red Bull.

Para completar, o belo céu azul de Monte Carlo pode ser preterido por uma banho de chuva tanto no sábado quanto no domingo, ao menos é o que garante a previsão meteorológica.

E chuva na F-1 já é sinônimo de espetáculo. Mas chuva em Mônaco é certeza de um espetáculo de outro planeta. Tomara que seja mesmo o caso.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rádio OnBoard - Edição de Barcelona



FELIPE MACIEL



No ar, a edição número 78 da Rádio OnBoard!

Na companhia de Ron Groo e Fábio Campos, fizemos dois programas em um, ressaltando os pontos de destaque do GP da Espanha aliando às discussões referentes à chegada da Fórmula 1 em Mônaco logo na semana seguinte.


Clique para ouvirClique para baixar



No sábado, temos um encontro marcado para o programa ao vivo Pre Race, a partir das 20h, no endereço de sempre. Até a próxima!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mônaco, um Clássico



FÁBIO ANDRADE



É impossível negar: Mônaco é o desafio do ano na Fórmula-1. O circuito de cerca de 3300 metros, além de ser a mãe de todas as corridas de rua, é o mais desafiador do ano (opinião muito particular do blogueiro, aberta a discussões) por um motivo muito simples: errou, bateu, companheiro. Simples assim. Mas não tão simples para uma geração de pilotos que se acostumou a enormes áreas de escape.



Além da natural dificuldade da pista, a corrida do próximo domingo está envolta em outro problema: os 6 carros das equipes estreantes, muito mais lentos do que os do restante do grid, se tornaram uma grande dor de cabeça que ninguém sabe como resolver.

- O GP de Mônaco foi disputado pela primeira vez em 1929. Logo nesse primeiro gp, uma nota de uma revista dizia o seguinte: “não é preciso dizer que a pista é cheia de curvas, subidas íngremes e descidas rápidas. Qualquer controle de tráfego respeitável cobriria a pista com placas de ‘perigo’ à esquerda, à direita e ao centro”;

- Mesmo que para a Fórmula-1 de hoje Mônaco não seja uma pista de alta de velocidade, o traçado de Monte Carlo não é propriamente o mais seguro do calendário. A pista é estreita, cercada por guard-rails e há alguns trechos críticos, como a saída do túnel, onde se atinge a marca dos 290km/h;

- Se fosse submetida às mesmas regras de segurança dos outros circuitos, Mônaco já não estaria no calendário. Mas, felizmente, a corrida do principado permanece por tradição, e também porque há dinheiro e poder envolvidos;

- Junto de Interlagos, Spa e Monza, Mônaco é uma das poucas pistas do atual calendário onde as curvas tem nome e é possível “recitar” a sequência delas formando uma volta imaginária. Muito mais interessante do que ir enumerando as curvas por números em ordem cardinal;



- A pista passou por poucas mudanças desde sua inauguração. As mais significativas foram a adição da parte da piscina, um “s”, e as transformações sucessivas que fizeram desaparecer o grampo do gasômetro e deram lugar à curva que hoje é a Rascasse. Da Saint Devote até o túnel, o traçado é bem parecido com o original;

- O comprimento das corridas na F-1 é padrão: 305  km, no mínimo, e a partir desse valor chega-se ao número de voltas necessárias para atingí-lo em cada pista. Mônaco é a exceção: lá a corrida percorre cerca de 260 km. Se tivesse a obrigação de completar os 305 km convencionais, o GP de Mônaco teria 92 voltas e extrapolaria a duração de duas horas;

- Ayrton Senna é o maior vencedor da corrida: trinfou seis vezes no principado e é impossível falar da corrida monegasca sem falar do brasileiro. Lá, Senna assombrou a F-1 pela primeira vez, em 1984, sob chuva, com a modesta Toleman. E quase venceu em 1988, já na McLaren, quando liderava com larga vantagem sob Prost, mas bateu a entregou a vitória ao francês;



- Antes de Senna, o Mister Mônaco era britânico: Graham Hill venceu cinco vezes no anos 60. O alemão Michael Schumacher também venceu cinco vezes no principado;

- Na última década a McLaren foi a maior vencedora do GP de Mônaco. De 2000 a 2009, em 10 oportunidades, a equipe britânica venceu cinco vezes (2000, 2002, 2005, 2007 e 2008). A Ferrari não consegue uma vitória em Monte Carlo desde 2001;

- Dos pilotos em atividade, cinco já venceram a prova em edições anteriores: Fernando Alonso, Jarno Trulli, Jenson Button, Lewis Hamilton e Michael Schumacher.

- O GP de Mônaco pode ser emocionante ou pode ser um belo desfile tão monótono como foi o GP da Espanha. Só que Monte Carlo conta com o bônus de ser uma das corridas de automóvel mais significativas do mundo.