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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Memória Blog F-1: Campeões em Suzuka [2]

Depois de uma dura batalha contra a McLaren durante todo o ano de 1998, a Ferrari tentava emplacar Michael Schumacher como campeão a todo custo para tentar sair da fila de quase 20 anos sem fazer um campeão. Mas a tarefa dos vermelhos na última corrida do ano não era fácil. Com oito vitórias na temporada, Mika Hakkinen desembarcava em Suzuka com 90 pontos, contra 86 de Schumacher que vencera seis provas no ano. Ou seja, para ser campeão, o alemão precisava vencer e torcer para que Hakkinen chegasse em terceiro ou em posição pior.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Com oito vitórias no ano, a vantagem na briga pelo título de 1998 era de Hakkinen"][/caption]

Quando cravou a pole no sábado, Schumacher estava fazendo não mais do que a sua parte se quisesse continuar com chances de ser tricampeão, mas Hakkinen classificou-se ao seu lado na primeira fila. A Ferrari passava então a depender que problemas de ordem técnica dificultassem a vida do finlandês, já que em condições normais, o caminho estava aberto para o primeiro título de Hakkinen.

A surpresa desagradável para os italianos foi ver o próprio Schumacher tendo problemas no domingo. A corrida teve dois procedimentos de largada adiados. No primeiro, as bandeiras amarelas se agitaram por causa de um problema com o italiano Jarno Trulli. Como rezava o regulamento da época, Trulli passou a ocupar o último lugar do grid na segunda tentativa de largada, mas dessa vez a partida foi novamente cancelada por causa de um problema na embreagem do carro de Schumacher. O alemão passou então ao último lugar e a terceira largada foi, enfim, autorizada.

O que era difícil para a Ferrari ficou praticamente impossível. Schumacher até tentou reagir ultrapassando nove carros na primeira volta e seguindo num ritmo fortíssimo. Retardando sua parada de boxes, o então bicampeão estava no terceiro lugar na 31ª volta quando o pneu traseiro direito da F-300 sucumbiu às diversas fritadas as quais foi submetido. A borracha da Goodyear não resistiu à estratégia de recuperação bolada por Ross Brawn.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Festa de Hakkinen e da McLaren em Suzuka"][/caption]

Enquanto isso, Hakkinen seguia em sua rota para o título em céu de brigadeiro. Líder de todas as 51 voltas da corrida (duas voltas foram descontadas das 53 protocolares por causa do imbróglio inicial), o piloto da McLaren venceu o GP do Japão e se tornou o segundo finlandês campeão de Fórmula-1 na história, sucedendo Keke Rosberg, o vencedor de 1982. O time de Woking conquistava seus primeiros títulos de pilotos e de construtores desde 1991:



sábado, 16 de outubro de 2010

Memória Blog F-1: Três para o final - 2000



FÁBIO ANDRADE


Distante dos Estados Unidos desde 1991 e longe de Indianápolis desde a década de 60, a Fórmula-1 retornava aos olhos do público americano no principal templo da velocidade da América em 2000. O Grande Prêmio dos Estados Unidos era o antepenúltimo daquela temporada, polarizada, mais uma vez entre Ferrari e McLaren. Na equipe italiana Michael Schumacher tentava provar que havia feito um investimento seguro ao tentar ressucitar o cavalinho rampante. Em Woking, Mika Hakkinen lutava pelo tricampeonato consecutivo, feito somente atigindo (à época) pelo mítico argentino Juan Manuel Fangio.


De volta aos EUA, a F-1 chegava no domingo decisivo em Indianápolis em clima de novidade. O autódromo americano sofreu uma intervenção especial para receber a categoria num circuito misto. Mas parte do oval seria usada e era justamente isso o que chamava atenção. Carros de F-1 cruzando parte da pista de Indianápolis no sentido contrário ao usado nas 500 Milhas, naquele que era o trecho mais longo de aceleração plena do calendário da época.


O campeonato de pilotos chegava ao GP dos EUA pegando fogo. Hakkinen liderava com 80 pontos, seguido de muito perto por Schumacher, com 78. O alemão já havia vencido seis provas naquele ano, contra quatro de Hakkinen. No entanto, Schumi contava quatro abandonos, contra apenas dois do finlandês.


No sábado a chuva trouxe mais suspense para a classificação. Apesar do piso molhado, não deu zebra, pelo menos entre os ponteiros. Schumi ficou com a pole, David Coulthard com o segundo lugar e Hakkinen com terceiro. Barrichello fechava a segunda fila.


Na tarde de domingo o asfalto de Indianápolis ainda se encontrava úmido em diversos pontos e o autódromo recebia bom público no retorno da F-1 aos EUA. Os pilotos de ponta optaram por largar com os pneus intermediários. O começo da prova foi marcado pela infração cometida por Coulthard, que queimou a largada. O escocês pulou na ponta, mesmo tendo largado de forma irregular. Logo a manobra esteve sob investigação. Antes da punição, porém, houve tempo para Schumacher conseguir ultrapassar o último dos playboys da F-1.


Logo que foi ultrapassado por Schumi, Coulthard não hesitou em dar passagem também ao companheiro Hakkinen, e aqui não houve nenhum constrangimento em usar o jogo de equipe.


A corrida seguiu. A pista logo secou e começaram as paradas para troca de pneus. Hakkinen foi o primeiro a trocar os calçados. Em seguida, Couthard cumpriu o splash-and-go por ter queimado a largada e, na volta seguinte, colocou os pneus de pista seca. Schumacher, surpreendentemente, continuou na pista e se deu bem. Quando finalmente parou, voltou ainda líder e com ampla vantagem sobre Hakkinen.


Na volta 25, para desespero da McLaren, a sorte abandonou o piloto número um do time. O bicampeão nórdico abandonou a prova com o motor Mercedes em chamas. E Schumi seguia firme na ponta. Tão firme que não abandonou mais a ponta em nenhum momento da corrida e venceu. Barrichello, que parecia ter a corrida arruinada em certo ponto, recuperou-se e cruzou a linha de chegada em segundo. O abandono de Hakkinen deu a Schumacher uma vantagem de oito pontos e a possibilidade de o germânico ser tricampeão na corrida seguinte, em Suzuka.


Compacto do GP dos EUA de 2000, em duas partes:





sexta-feira, 30 de abril de 2010

Memória Blog F-1: Sorte de campeão



FELIPE MACIEL


Murray Walker narra a última volta do GP da Espanha, que não seria liderada por Mika Hakkinen, ao contrário da penúltima.



Essa era da época em que Schumacher ganhava de um jeito ou de outro. Neste dia ele ganhou de outro.