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domingo, 16 de outubro de 2011

Vettel, pelo prazer de vencer

Lewis Hamilton não lê este blog, mas respondeu às perguntas feitas ontem por essas bandas. Se a cabeça do piloto do carro de número 3 voltou ao lugar ou não, é cedo para dizer, mas foi um alívio vê-lo na dura, linda e marcante disputa de posição com Mark Webber pelo segundo lugar depois da segunda rodada de pit stops. Quase uma volta inteira dividindo curvas lado a lado com o australiano, sem toques, no grande momento de um GP da Coreia morno e sem muita história.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Vettel correu sozinho e Hamilton venceu a corrida disputada pelos outros 23 carros (Foto: Reuters)"][/caption]

Depois da largada e das primeiras voltas, foi difícil ver os líderes trocarem de posição na pista. As ultrapassagens se consumaram mais nos boxes do que nos 5615 sinuosos metros de Yeongam. Sebastian Vettel foi quem deu o bote ainda na primeira volta, deixou Hamilton para trás e não foi mais incomodado durante os outros 54 giros.

As histórias paralelas, quando existiram, não ascenderam do papel de coadjuvantes para o cartaz principal. Ainda assim, graças ao impressionante desempenho de Vettel, os holofotes estiveram voltados para os outros pilotos das três equipes grandes, talvez com exceção de Jenson Button, que sofreu com o desempenho do carro durante toda a corrida. Além de Webber e Hamilton, Fernando Alonso e Felipe Massa passaram a ser o foco da prova.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="A ordem de posições entre as Ferraris foi essa até o terço final da corrida (Foto: Getty Images)"][/caption]

A disputa entre os vermelhos mostrou Massa num lampejo, a frente de Alonso durante boa parte da corrida e defendendo-se do espanhol enquanto pôde. Foi uma rara prova em que o brasileiro não se envolveu em nenhum contratempo grave, a não ser os enrolos da própria Ferrari nos pit stops. Deixado para trás depois de voltar dos boxes no meio do tráfego, ficou distante de Alonso no terço final da corrida, quando o espanhol era o piloto mais rápido da pista.

Alonso remou e levou quase 20 voltas para se aproximar de Button. Quando finalmente estava a cerca de dois segundos do quarto colocado, o espanhol deu pinta de ter ficado sem pneu e avisou pelo rádio que desistia da briga. E Dom Alonso, que conquistou um segundo lugar na raça em Suzuka, capitulou em Yeongam, mostrando o quanto é duro ver um piloto querendo andar mais que o carro sem conseguir.

Vettel só voltou à ordem do dia na bandeirada. “Yes, Yes, Yes”, repetidas vezes, ao comemorar a vitória e o bicampeonato da Red Bull no mundial de equipes. Já campeão, Vettel teria todos os motivos para encarar as corridas restantes como um cumprimento formal de tabela. Mas Vettel aparenta ser um piloto de verdade, e pilotos desse gênero tentam a vitória de qualquer forma, para o bem do time ou pelo simples gozo pessoal de vencer.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Vettel e o alto clero da Red Bull comemoram o bicampeonato de construtores (Foto: AP)"][/caption]

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Treinos que não dizem nada

A chuva que caiu no segundo treino livre que teve Felipe Massa no primeiro lugar com a marca de 1min49s967 serviu mais para atrapalhar as coisas do que para ajudar. Sim, na Fórmula 1 a chuva é quase sempre bem-vinda, mas é melhor que ela apareça no domingo durante a corrida ou pelo menos manhã no treino classificatório.

Quando os carros começaram a ir para a pista, o asfalto estava bem encharcado, mas conforme a trilha mais seca no traçado utilizado pelos carros ia se secando e permitindo uma melhor estabilidade dos bólidos, os tempos começaram a cair. Quem esteve perto de fechar com a melhor marca foi Nico Rosberg. Por ser uma situação atípica, não dá pra dizer se foi realmente um ótimo desempenho do alemão conquistar a segunda melhor marca ou se houve um bocado de sorte. Mas vale ficar atento ao jovem, que parece dia após dia estar mais perto de sua primeira vitória na Fórmula 1.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="A chuva deu mais tempo a incógnita de quem sairá mais prejudicado diante das mudanças de regra"][/caption]

Kamui Kobayashi conseguiu um ótimo terceiro tempo, mas bem longe da marca de Felipe Massa. Como dito, a chuva não ajudou em nada na hora de olhar para a tabela de tempos e ver quem realmente poderá estar forte para a corrida no domingo. Não ajudou nem mesmo a analisar o quão bom ou ruim foram as mudanças no traçado do remodelado circuito inglês.

A Red Bull viu Mark Webber ser o14º e o campeão mundial Sebastian Vettel ficar somente com o 18º tempo. Prova de que o segundo treino foi mais loteria do que qualquer outra coisa. Por isso, não dá para dizer que Massa foi fenomenal, que colocou um “tempaço” em Fernando Alonso, que ficou quase três segundos do tempo do piloto brasileiro.

Corrida em Silverstone debaixo de chuva é sempre uma atração a parte. Seria ainda mais interessante que as previsões se confirmassem e a chuva caísse no domingo durante a corrida para ainda tentar manter as esperanças de uma briga pelo título do campeonato de pilotos.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

A frustração na Ferrari continua

Mais uma etapa do campeonato de Fórmula 1 já se foi e a Ferrari segue perdida e tentando encontrar explicações para seu fraco desempenho na temporada até aqui, ou melhor, mais do que procurar os problemas, a equipe italiana vem tendo mais dificuldade em arranjar soluções para um carro tão lento em relação aos seus principais adversários.

Muitos podem pensar que a boa largada de Fernando Alonso e a sua permanência por várias voltas na liderança andando na mesma balada de Sebastian Vettel no GP da Espanha deste último domingo mostra que a situação ferrarista não está tão ruim assim. Mas como o próprio piloto espanhol declarou, aquilo foi irreal e não reflete o atual momento da equipe, o verdadeiro potencial dos carros vermelhos.

[caption id="attachment_7230" align="aligncenter" width="600" caption="Tanto Alonso como Massa seguem decepcionados com o carro que possuem, mas o espanhol é o único que parece não ter jogado a toalha"][/caption]

Por falar em Alonso, uma coisa vem me chamando a atenção e isso com certeza é um dos graves problemas que a escuderia de Maranello precisa resolver caso queira se aproximar de McLaren e principalmente da Red Bull: Alonso parece ser o único a trabalhar com competência no time italiano. O espanhol consegue encobrir ainda mais defeitos que a Ferrari apresenta com sua performance além do que o carro pode render. Engenheiros e mecânicos fazem um trabalho que se reflete negativamente durante as corridas. Os primeiros não conseguiram criar um carro vencedor e ainda não conseguem fazê-lo evoluir pelo menos a ponto de assegurar a equipe de vez como a terceira força do grid. Já os mecânicos desperdiçam segundos precisos em cada pit stop realizado nas etapas desde o GP da Austrália. E olha que não foram poucas as paradas frustradas do time vermelho.

Felipe Massa continua sem demonstrar algo a mais que alguns ainda teimam em acreditar que ele tem. Está mais do que nunca provado nesse início de temporada somado ao péssimo ano de 2010 que Massa é um piloto mediano e compará-lo a Alonso é somente um exercício de patriotismo exacerbado. E as desculpas pelo mau desempenho são diversas. Talvez uma mudança de equipe fosse a melhor saída para a carreira do piloto brasileiro.

Voltando a falar de Alonso, vale lembrar que o único que demonstra grande motivação em continuar a trabalhar em busca de uma melhoria significativa no carro é o espanhol. As declarações de confiança, apesar das várias frustrantes apresentações até aqui, seguem a mesma linha do início do campeonato de 2010, quando Alonso afirmou ter 50% de chances de título quando todos acreditavam que a Ferrari era carta fora do baralho. Acho muito difícil que isso se repita, mas tratando-se de um bicampeão mundial é bom ficar com um pé atrás.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Alonso Renovado

A divulgação foi feita ao modo Ferrari: sempre próxima de alguma corrida ou data importante para um dos lados envolvidos. No caso do anúncio da extensão do contrato de Fernando Alonso por mais cinco anos, faz todo o sentido que a divulgação ocorra as vésperas do GP da Espanha, na casa do asturiano. O bicampeão fica na Ferrari até 2016.




[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Alonso vestirá vermelho por pelo menos mais cinco anos"][/caption]

Depois do anúncio veio a rasgação de seda pública entre a cúpula da equipe italiana e o piloto. Alonso voltou a falar que pretende encerrar a carreira na equipe italiana e sobrou espaço até para Felipe Massa ser lembrado pelo bicampeão. Aparentemente todo mundo está muito feliz, mas até que ponto os sorrisos e as palavras doces nas entrevistas e nos releases fazem sentido?


Há algo que jamais foi dito - eu pelo menos não me lembro de ter lido - mas, desde Schumacher, a Ferrari deseja a “segurança” de ter em seus quadros o melhor piloto do grid. É compreensível, porque o histórico jejum de 20 anos sem títulos (de 1979 a 1999)  maculou a equipe de uma forma profunda. O grande campeão dá uma certa segurança, soma à Maranello uma grife, representa algo de notável mesmo quando a equipe não tem um carro de ponta. Como já ficou claro em Zeltweg-2002 e Hockenheim-2010, a Ferrari trabalha para otimizar resultados até o limite e ter o grande piloto no elenco já é uma preocupação a menos em períodos de crise. É uma forma indireta de otimizar talento, dinheiro e esforço.


Outra característica que já se tornou marca do time vermelho nos últimos dez anos é a existência de um elo forte e um elo fraco entre seus volantes. Na última década cinco pilotos passaram pela Ferrari (Badoer e Fisichella não estão contabilizados): Schumacher, Barrichello, Massa, Raikkonen e Alonso. Em todos os anos, cada dupla sempre foi caracterizada pela preponderância de um sobre o outro: Schumacher, além de ter a equipe nas mãos politicamente, frequentemente superava Barrichello, como também fez com um verde Felipe Massa em 2006; o brasileiro fez um campeonato irregular em 2007 e deu a Raikkonen a condição para, no fim do ano, se destacar e ser campeão; a situação se inverteu em 2008, mas Massa não faturou o título; em 2009 os dois faziam milagres com a F60, com ligeira vantagem para Massa até o acidente que o tirou de combate em Hungaroring; no ano passado aconteceu aquela que talvez seja a maior diferença de rendimento entre os dois pilotos rubros e  Alonso aplicou uma lavada no brasileiro.




[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Segura Massa! O contrato extenso de Alonso pode ser um indicativo do futuro do brasileiro"][/caption]

Com o histórico acima, quem deve ficar preocupado com a renovação de Alonso é Felipe Massa. O vice-campeão de 2008 é piloto da escuderia desde 2006, ou seja, está em sua sexta temporada no time. É nítido que a partir de determinado ponto há um desgaste natural na relação entre piloto e equipe e esse parece ser o momento que vivem Massa e Ferrari, sobretudo depois do GP da Alemanha do ano passado. A Ferrari espera lealdade máxima de seus comandados, como Massa fez, muito especialmente, no GP do Brasil de 2007, quando abriu mão da vitória em casa para permitir o título de Raikkonen. Esse e outros gestos certamente contaram muito a favor de Massa e devem ter sido lembrados nas renovações de contrato que trouxeram o brasileiro até aqui. Mas na última corrida em Hockenheim, grande parte do constrangimento vivido pela Ferrari teve origem na manobra de troca de posição em que o brasileiro não fez a menor questão de esconder que estava sendo obrigado a ceder lugar para Alonso. Não é para justificar esse tipo de pensamento, mas foi como se, no raciocínio da “família” Ferrari, Massa tivesse faltado com sua obrigação de obedecer sem contestar e não arranhar a imagem do time.


Para Alonso a renovação de contrato é um sucesso. Pelo menos é isso que a Ferrari quer transmitir. Mas a verdade é que a escuderia e a própria Fórmula-1 de hoje não são as mesmas de 10 anos atrás. O domínio do time de 2000 a 2004 tornou-se quase um ideal na equipe, mas é algo que muito dificilmente vai se repetir. Há algumas temporadas a Ferrari não aparece com um carro destacadamente melhor do que o da concorrência, no máximo consegue competir de igual para igual com as rivais. O corpo técnico da equipe não parece mais ser um ninho de excelência e inovação, tal como o comando no pit wall. Por mais que Alonso fale em paixão, a Ferrari de hoje não é a equipe perfeita que ele esperava encontrar para ganhar títulos e tornar-se definitivamente um dos nomes canônicos da F-1. Mas conhecendo o bicampeão, seu talento e sua autoconfiança, é possível que ele imagine ser o piloto certo para reconduzir a Ferrari ao posto de força máxima da categoria nos próximos cinco anos.


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sábado, 14 de maio de 2011

Massa fica ou não fica?

Luca di Montezemolo afirmou nesta última semana que Felipe Massa tem lugar garantido na Ferrari no próximo ano. Segue as palavras dele quando perguntado sobre a permanência de Massa em entrevista à rede de tv CNN:
“Sim, sim. Ele tem um contrato para este ano e para o ano que vem. Não há dúvida alguma.”

Com essa declaração, muitos veículos de comunicação, especialmente os voltados exclusivamente ao automobilismo, noticiaram corretamente o acontecido. Alguns publicaram textos em tom bastante comemorativo, como se Massa estivesse vencido a desconfiança que pairava sobre ele desde que Fernando Alonso começou seus trabalhos na escuderia italiana.

[caption id="" align="aligncenter" width="570" caption="Apesar de Montezemolo garantir Massa em 2012, o brasileiro ainda segue incerto"][/caption]

Bem, sinceramente eu não acredito nem um pouco que isso seja verdade. Montezemolo deve ter falado isso em circunstâncias e por motivos que estamos cansados de saber que existem nesse meio em que cada especulação vale muito, mesmo que seja a mais estúpida possível. Foram apenas quatro corridas para que o presidente da Ferrari mudasse de opinião com relação ao piloto brasileiro. Ele e Stéfano Domenicali soltaram várias indiretas tendo como alvo o fraco desempenho de Massa no último ano, ou melhor, nos últimos dois anos. Por isso, seria difícil de imaginar que os dirigentes da Ferrari tenham mudado de opinião tão rápido assim, até porque a performance do seu segundo piloto não vem lá sendo muito boa.

Também vejo um outro motivo para que a declaração de Montezemolo não seja levada a sério. Mesmo que contratos impeçam teoricamente de alguns pilotos terem a chance de negociar com a equipe italiana sabemos que papéis podem ser facilmente ignorados se o interesse for forte. E nomes como Nico Rosberg, Kamui Kobayashi e outros são bem cotados para a posição do brasileiro, mesmo que isso não seja nada definitivo, somente especulação.

Para mim, Massa continua cambaleando em uma corda bamba na Ferrari. E você, o que acha?

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Já começaram as especulações para 2012

A temporada 2011 mal começou e as especulações para a temporada seguinte ganham força e notoriedade um tanto exagerada. Muito exagerada, aliás. Foram apenas três corridas e muita gente anda discutindo o próximo companheiro de Sebastian Vettel na Red Bull, que herdaria a vaga de Mark Webber, qual será o piloto que estará no lugar de Felipe Massa no ano que vem e se Paul Di Resta estaria mesmo com um pé na Mercedes de Ross Brawn.

[caption id="" align="aligncenter" width="540" caption="Nico Rosberg vem sendo um dos nomes mais cotados nas especulações para 2012"]Nico Rosberg Mercedes[/caption]

Antes de comentar sobre tais especulações é válido lembrar que será apenas um exercício de opinião e não de alguém que está lá dentro dos paddocks e que possui todos os conhecimentos sobre a vida profissional de cada piloto da Fórmula 1. Tudo só passa de especulação e nada mais.

Bem, começaremos pela saída de Mark Webber da Red Bull e a possível ida de Felipe Massa para lá. Parece que a cada dia que passa, as chances do piloto australiano continuar como companheiro de Sebastian Vettel na próxima temporada diminuem, por isso, não acredito que uma renovação de contrato entre ambas as partes irá acontecer. Do mesmo modo, desacredito na possibilidade de Massa chegar à melhor equipe da Fórmula 1 e por vários motivos. Primeiro, Massa não é mais aquele piloto bom, um tanto ousado e rápido como há tempos atrás. Hoje ele não passa de um companheiro de Fernando Alonso, que atrai toda a atenção necessária dentro da Ferrari para ele. Segundo, Helmut Marko, que tem bastante influência nas decisões da Red Bull dentro da principal categoria de automobilismo do mundo, não gosta muito de pilotos brasileiros como pude ler em algum blog nesta vasta internet.

Parece que um nome mais jovem e de potencial maior a ser explorado seja o piloto certo para assumir o lugar de Webber no ano que vem. Nico Rosberg é o meu preferido, mas não descartaria algum piloto da Toro Rosso, incluindo Daniel Ricciardo, como possível substituto do veterano australiano.

Na vaga que se abrirá na Ferrari caso Massa não termine bem o campeonato e assim tenha seu contrato rasgado pela diretoria da escuderia italiana, há grandes chances de Nico Rosberg subir na carreira e conquistar uma vaga tão cobiçada no automobilismo mundial. Talvez só ali mesmo para o jovem alemão desencantar e conquistar sua primeira vitória na categoria e deixar enfim de ser somente uma promessa de grande piloto.

[caption id="" align="aligncenter" width="540" caption="Já Mark Webber é o principal nome a perder o emprego em 2012"]Mark Webber Sebastian Vettel[/caption]

Pelo que vimos até então, as especulações apontam que a Mercedes deverá ficar com poucas opções de pilotos para correr em 2012. Nico Rosberg é cotado para cada vaga aberta em alguma equipe de ponta e Michael Schumacher dificilmente não pendurará de vez as luvas no término deste ano. Assim, Paul Di Resta, a grande promessa da Mercedes que hoje atua pela Force India e tem demonstrado um ótimo trabalho nas corridas de estreia na F-1, deverá fazer parte da equipe de Ross Brawn.

Seria muito bom ver o escocês em uma equipe de melhor calibre que se evoluir como se espera pode até fazer um carro que brigue por vitórias no ano que vem. Di Resta não é apenas um piloto novato, visto que já possui alguma experiência em guiar monopostos, mesmo que tenha se dado bem mesmo em uma categoria de turismo. Se não fosse a super proteção da Mercedes sobre o escocês eu apostaria que a Red Bull não mediria esforços para traze-lo ao seu lado, ou mesmo a Ferrari.

Especulações a parte, a verdade é que ainda há um longo caminho até a dança das cadeiras em 2012. Pilotos ainda podem decepcionar muito e também podem demonstram algum valor que ainda não vimos até aqui. Ainda está muito cedo para fazer prognósticos, mas não há dúvidas de que essa tarefa de colocar pilotos dentro de cockpits é bem divertida.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Enfim, um GP da China empolgante



ANDERSON NASCIMENTO


O GP da China reservou emoções que não esperávamos. Foi sim a melhor etapa da Fórmula 1 até aqui em 2011, onde vimos muitas ultrapassagens e muita estratégia. Aliás, esses dois foram os principais fatores que decidiram a corrida. Era como se a estratégia fosse utilizada para alcançar o carro a frente e a ultrapassagem, obviamente, para ganhar a posição.

Mark Webber foi o grande piloto da corrida, não que Lewis Hamilton também não tenha sido, mas é que se talvez o australiano tivesse avançado para o Q2 no treino classificatório de sábado, seria ele e não o inglês que acabaria com a hegemonia de Sebastian Vettel. Sair de 18º e terminar em 3º foi muito mais do que acertar na estratégia e triunfar nas brigas por posições. Houve muita motivação ali, e acredito que ela cresceu demais por conta da Red Bull tê-lo usado como cobaia nos treinos livres. Só ele e não Vettel.

Hamilton, depois de tanto criticar sua equipe, pode colher os frutos do trabalho competente e eficiente de seus mecânicos para consertar um carro que apresentou problema instantes antes de alinhar no grid. Um bom desempenho do piloto inglês, mas melhor ainda da equipe prateada, sempre profissional e sempre eficiente o bastante.

[caption id="" align="aligncenter" width="570" caption="Uma corrida animada e cheia de ultrapassagens"][/caption]

Foi bacana também notar que a Mercedes não está tão ruim como no ano passado e ver Nico Rosberg liderando várias voltas durante a corrida e duelando de igual para igual com Red Bull e McLaren me fez acreditar ainda mais na hipótese de que só falta um carro em melhores condições para que Rosberg seja um grande piloto. Michael Schumacher também começa a mostrar que está melhor do que antes, mas é inevitável não compara-lo com a sua época dourada e não sentir ao menos uma ponta de frustração quando ele termina numa oitava colocação.

Jenson Button apareceu como um forte candidato à vitória depois da largada. Ganhou a posição de Vettel sem muita dificuldade e também sustentou a ponta por um bom tempo. No entanto, seu favoritismo começou a se desfazer da mesma maneira como os pneus. Errou nos boxes e perdeu a posição para Vettel. Não foi rápido e nem poupou os compostos suficiente o bastante para conseguir arrancar alguma vantagem. Button esteve diferente ontem, em algumas situações irreconhecível.

Ali entre os brasileiros não há muito o que dizer. Felipe Massa fez uma boa corrida e terminou à frente de Fernando Alonso é verdade. Aliás, essa comparação é uma daquelas insistências em querer colocar Massa em um lugar onde ele não está: acima de Alonso. Sem parcialidade, mas é fato que em nenhum fator importante o brasileiro bate o bicampeão espanhol. Duas corridas significam pouco para começar a dizer que Massa está melhor do que seu companheiro, ou pior, de achar que ele é melhor que o asturiano.

[caption id="" align="aligncenter" width="570" caption="A Red Bull errou na estratégia e Vettel perdeu a chance de vencer novamente"][/caption]

Já Rubens Barrichello conseguiu terminar sua primeira corrida na temporada e enfim poder analisar qual é o real potencial do FW33 e onde é que ele se posiciona em relação aos demais modelos. Terminar em 13º não foi um resultado ruim, mas está muito aquém do que era esperado da Williams neste início de temporada. Muito trabalho precisará ser feito e muitas mudanças deverão acontecer nos carros de Frank Williams.

Para fechar, vale ressaltar o desempenho da Lotus. Não foi nada surpreendente, mas a equipe malaia continua evoluindo e conseguiu neste fim de semana colocar Heikki Kovalainen na 16ª colocação, a frente de Pastor Maldonado e Sergio Perez, por exemplo.

Agora é aguardar longos dias até o GP da Turquia, onde é esperado uma Ferrari mais forte por conta das mudanças que deverão ser implementadas no bólido e uma Red Bull que tenha enfim um KERS sem problemas para colocar a serviço de seus pilotos.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Massa, chicane ambulante



FÁBIO ANDRADE


Ok, ok. Felipe Massa já começou 2011 do mesmo que terminou 2010: devendo na comparação entre o seu desempenho e do companheiro Fernando Alonso. O desempenho de Massa no Albert Park reacendeu a enxurrada de críticas e prognósticos de que esse é o último ano do brasileiro na Ferrari, mas, ao mesmo tempo, revelou um piloto que, se ainda não consegue render o mesmo que rendia em 2008 e 2009 - suas melhores temporadas - ao menos foi bastante aguerrido em sua luta com a poderosa McLaren de Jenson Button, pelo menos no primeiro round da batalha de 11 voltas entre os dois.



Button terminou a corrida dizendo que “Massa é o piloto mais difícil de ultrapassar” na Fórmula-1 atual. Não deixa de ser um elogio, mas quem não deve estar gostando dessa história é Jarno Trulli. O título de “chicane ambulante” era a única distinção do italiano no grid.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os lados bons e os lados ruins



ANDERSON NASCIMENTO


O GP da Austrália de Fórmula 1 marcou a estreia do campeonato de 2011 e deixou várias impressões sobre como será o restante da temporada. Impressões ruins e impressões boas, essas não foram muitas, infelizmente.

Para começar, vimos um Sebastian Vettel dominante no sábado e no domingo. Sem cometer erros e com um carro fenomenal nas mãos não poderia ter saído da Austrália com a sua terceira vitória consecutiva na categoria. Saber que Vettel pode ser um dos melhores pilotos da história da F-1 é uma ótima notícia, porém, não é nada animador ver que seu talento pode tirar a competitividade pelo título neste ano. Se a Webber não acordar, a Ferrari não arrumar seu carro e a McLaren não crescer ainda mais, Vettel levará o bi com uma mão nas costas e plantando bananeira.

A Ferrari foi uma das impressões ruins deste fim de semana. O carro é mediano, no mínimo. Fernando Alonso só conseguiu chegar em 4º lugar porque é Fernando Alonso. Ele não poderia ter feito melhor do que fez e mesmo que estivesse se aproximando de Vitaly Petrov nas voltas finais dificilmente ganharia a posição do piloto russo. O carro vermelho foi uma tremenda decepção.

[caption id="" align="aligncenter" width="530" caption="Vettel venceu com facilidade em Melbourne"]Sebastian Vettel vitória pódio[/caption]

E se o carro batizado em homenagem ao seu país teve desempenho deprimente, imagine tendo a bordo um piloto em fase ruim e de performance apagada. Foi assim no caso de Felipe Massa. Já adiantei, por opinião própria, que Massa não tem o talento nem a capacidade para bater o seu companheiro asturiano, ainda mais com Alonso tendo a equipe toda trabalhando a seu favor. Dizer que o brasileiro pode superar o espanhol é algo de quem é patriota demais. Ontem seu talento só apareceu quando lutou pela posição com Jenson Button, que tinha um carro visivelmente melhor que o seu. Do resto, lembrou muito o piloto que andou em 2010.

Mark Webber foi outra decepção. Terminou a prova, desceu do carro com a cabeça baixa e aparentemente carrancudo. Com o carro que tem nas mãos e pela motivação de correr em casa podia ter chegado no pódio com facilidade. Mas Webber é experiente e a etapa australiana pode ter sido apenas m deslize para alguém que promete brigar pelo título.

Pelo lado ruim ainda temos a asa traseira móvel. Ainda está cedo para dizer se realmente este aparato irá trazer os resultados esperados, mas a etapa australiana mostrou que ele serviu muito mais para deixar a corrida artificial do que mais emocionante. Ela não facilitou tanto as ultrapassagens e seria dispensável na corrida de ontem. Vamos ver se na Malásia, onde a reta em que ela poderá ser usada é mais longa.

Mas, o GP da Austrália reservou quatro boas surpresas. A maior dela, na minha opinião, foi o desempenho maravilhoso de Vitaly Petrov. Para quem acompanhou o primeiro ano dele na Fórmula 1 se espantou com o que o russo conseguiu fazer ontem. Conduziu sua Renault como se fosse um piloto veterano na categoria sem cometer erros que influenciassem seu desempenho e por diversas vezes correndo na mesma batida do campeão Lewis Hamilton. Um terceiro lugar muito especial para Petrov e seu país.

[caption id="" align="aligncenter" width="535" caption="Petrov conseguiu o primeiro pódio seu e da Rússia na F-1"]Vitaly Petrov[/caption]

Uma boa outra surpresa foi a Williams. “Mas, perai?!”, talvez você se espante. “A Williams nem terminou a prova!”. Bem, é verdade. Mas o tempo que Rubens Barrichello permaneceu na pista sem errar nos deu uma bela perspectiva da Williams para o restante do ano. Depois que o piloto brasileiro se recuperou do incidente na primeira curva que o colocou na brita, o FW33 lhe deu a possibilidade de andar mais rápido do que todos os que estavam na sua frente. Ele poderia, quem sabe, com uma boa estratégia ter chegado na 5ª ou 6ª posição. Pastor Maldonado também estava indo bem até ser traído pelo carro. Se os ingleses conseguirem resolver o problema de confiabilidade do bólido, não tenho dúvida de que esse poderá ser a melhor temporada dos últimos anos da Williams.

As duas boas surpresas restantes foram a McLaren e a Sauber. A primeira conseguiu se recuperar de uma pré-temporada muito ruim, ainda que acredite que muitas críticas foram exageradas neste período. Lewis Hamilton terminou em segundo em uma corrida consistente. Jenson Button, mesmo punido, terminou na 6ª posição. Os ingleses são os mais próximos de bater a Red Bull de Sebastian Vettel. Já a Sauber colocou o estreante Sergio Perez e o japonês Kamui Kobayashi na zona de pontuação. Infelizmente os dois foram desclassificados, pois o carro infringiu o regulamento técnico da FIA. Mas, o que se deu para ver é que o C30 é um modelo acertadinho e que consome bem pouco pneu comparado aos demais carros do grid.

Corrida chata e a F-1 não promete ser muito diferente de 2010. As novidades pareceram ser furadas e todo o empenho em busca de mais competitividade pode ter efeito inverso com só um piloto, de azul e vermelho, correndo na frente.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ferrari quer Vettel, Vettel quer Ferrari



FELIPE MACIEL


O xará vai ter que dormir com um barulho desses. Luca di Montezemolo falou para quem quiser ouvir que uma das metas da equipe nos próximos anos é trazer Sebastian Vettel para Maranello: "Sebastian é rápido, inteligente e jovem. Ele irá pilotar um carro vermelho cedo ou tarde".

Alie isso ao fato de Dietrich Mateschitz já ter reconhecido anteriormente que seu pupilo tem o mesmo interesse em passar pela escuderia italiana, e teremos um quadro onde tanto Red Bull quanto Ferrari estão cientes do que vem por aí; a pergunta é: quando?



Não tem como negar o quão especial é para um piloto guiar uma Ferrari. Quase todo piloto deve sonhar com este dia. Sebastian dispõe do melhor carro do grid, e talvez não pense em se mudar para nenhum outro time, exceto uma única equipe.

Quando a Ferrari diz que quer um piloto, ela o tem. Quiseram o Massa, o Raikkonen, o Alonso. Agora querem o Vettel. A recíproca também é verdadeira, todos eles queriam a Ferrari. Resta saber quem irá sair para Vettel entrar.

Enquanto o mundo não dá voltas, o contexto atual sugere que Massa é o desfavorecido. O ano de 2011 pode ser determinante na carreira do brasileiro, como sabemos. Já o controverso Alonso, por sua vez, tem que continuar vestindo a camisa. Afinal, vai que a Ferrari cisme em trazer o Kubica junto...

Nunca se sabe. Jamais sabemos... mas depois dessa, não é exagero dizer que as chances de Sebastian domar o cavalinho rampante um dia é da ordem de 95%.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Desafio das Estrelas: Bia show-woman



FELIPE MACIEL



Por motivos de viagem maior não pude acompanhar a primeira bateria (noturna) do Desafio das Estrelas, vencida por Lucas di Grassi, seguido por Felipe Massa. Os dois seriam absolutamente ofuscados na segunda corrida, essa sim transmitida pela TV aberta.

Lucas abandonou com problemas técnicos e ficou assistindo à etapa para ver o que sairia dali. Na ponta, Rubens Barrichello e Jaime Alguersuari duelavam brilhantemente, mas a corrida tomou ares épicos com a jornada de Bia Figueiredo, que não parava de ganhar posições.

Ela achava com facilidade o caminho das ultrapassagens. Incrivelmente alcançaria o grupo principal e logo partiria para o ataque. A única mulher na pista foi desbancando um a um, Tony Kanaan nem fez força para resistir, mas Rubens Barrichello precisava vencer para ficar com o troféu de campeão de 2010.


A Bia também não tomou conhecimento de Rubinho algum e assumiu a ponta, para o delírio da torcida presente, que se manifestava a cada ultrapassagem da piloto.

O Massa, que poderia terminar o ano dizendo que ganhou alguma coisa, acabou perdendo a posição que não poderia perder. Nada menos do que 4 competidores empataram nos 25 pontos, mas levou a melhor no critério de desempate o descansado Lucas di Grassi.

Ele ficou com o título e a Bia com a glória. Mais do que uma corrida empolgante, ela correu pra galera e caprichou na festa com os mecânicos e com a torcida. Nada como uma bela corrida de kart para encerrar o ano.

sábado, 20 de novembro de 2010

Massa e Alonso são líderes com os novos pneus



ANDERSON NASCIMENTO



Terminaram os dois dias de testes com os novos compostos que serão utilizados a partir da próxima temporada da Fórmula 1. A troca de Bridgestone para Pirelli agradou a maioria, mas caiu no desgosto de alguns, mas nada que o tempo não resolva.



No primeiro dia, Felipe Massa foi quem fez a volta mais rápida com os novos calçados, melhorando até mesmo o tempo que conseguira no treino classificatório na semana passada. Somados os dois dias, o brasileiro também foi o líder com a marca de 1min40s170. Sinal de ótima adaptação? Talvez sim, talvez não.

A verdade é que estes testes são importantes muito mais para coletar dados para basear algumas das adaptações para o projeto do carro das equipes em 2011. Esses dois dias são muito mais visando este aspecto do que realmente a adaptação dos pilotos aos novos pneus.

Hoje, quem ficou com a melhor marca foi o vice-campeão de 2010, Fernando Alonso. 1:40.529 foi o seu tempo, conseguindo bater a performance do alemão Michael Schumacher, que no fundo, no fundo foi o que ficou mais otimista para 2011. Talvez essa seja a 'ajudinha' que Schumacher tanto precisa para voltar aos tempos de glória. Mas, como já dito, é muito cedo para avaliar alguma evolução em caráter concreto.

É necessário aguardar a pré-temporada de 2011 para saber enfim como os pilotos, os carros e as equipes se ajustarão a nova e importante mudança da categoria.

sábado, 30 de outubro de 2010

Apenas um brasileiro em 2011?



ANDERSON NASCIMENTO



As coisas não andam muito bem para os pilotos brasileiros no final dessa temporada. Nenhum deles fazem um campeonato brilhante, talvez seja Rubens Barrichello o que mais tem trazido resultados que satisfazem as expectativas da equipe e de muitos torcedores. Por conta disso, três dos quatro pilotos nascidos aqui que disputam a Fórmula 1 correm riscos de não participarem da temporada 2011.



Felipe Massa é o único com lugar garantido em 2011. O brasileiro permanecerá na Ferrari e quer dar a volta por cima, já que neste ano fez um campeonato cheio de dramas e dificuldades. No entanto, será complicado esperar algo como um título para Massa caso Fernando Alonso se torne o campeão da atual temporada.

Com Rubens Barrichello e a Williams parecia estar tudo acertado. Bastaria um pouco mais de tempo, como ambos os lados afirmavam, para que o contrato fosse renovado. Porém, apareceu Pastor Maldonado com sua carteira cheia e disposta a ficar vazia para conseguir correr no time de Frank Williams. Com isso, ficou difícil afirmar se os dirigentes da equipe de Grove preferirão contar para o próximo ano com a experiência de Barrichello ou com o talento crescente de Nico Hulkenberg.

Do lado de Lucas di Grassi, as coisas estão bem piores. Dificilmente o piloto permanecerá na Virgin, equipe do poderoso Richard Branson, visto que Jérôme D'Ambrosio está praticamente confirmado como companheiro de Timo Glock. A única oportunidade restante para di Grassi, devido às poucas vagas a serem fechadas nas demais equipes, é a de trazer muito patrocínio e dinheiro para competir com o piloto belga comandado por Eric Boullier.



Já Bruno Senna diz ter conversas com algumas equipes, dentre elas a Lotus e a sua atual escuderia, a Hispania. Não será fácil para Senna ganhar o lugar pertencente a Jarno Trulli na equipe malaia. Talvez se a possibilidade do italiano guiar nos Estados Unidos se concretize, o brasileiro possa ter chances mais reais, mas do contrário essa conquista será difícil de ser alcançada. O que torna a situação de Senna ainda mais difícil, a exemplo de Lucas e Rubens, é a concorrência. Seu lugar na Hispania é visto por alguns pilotos como a oportunidade de ingressar na Fórmula 1 e poder começar uma carreira na categoria.

É claro e notável que as dificuldades dos brasileiros de permanecerem na Fórmula 1 é reflexo do pouco incentivo e da pouca seriedade que se dá aqui mesmo no Brasil ao esporte a motor. Se no ano que vem tivermos apenas um piloto nos representando na principal categoria mundial não se assuste, nós colhemos o que plantamos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Reajustando o resultado oficial do GP de Cingapura



FELIPE MACIEL


Viram as duas incríveis ultrapassagens de Felipe Massa em Cingapura? O brasileiro executou uma passada dupla sobre Sutil e Hulkenberg, colocando 20s de vantagem em cada um deles.

Pena que a corrida já havia acabado quando tal feito aconteceu.



Tenho de destacar este intrigante comportamento da FIA, distribuindo canetada como se pouco importasse o resultado final. No desenrolar da corrida nós vimos alguns lances pendentes de investigação, porém nenhum terminou em penalty. Justo uns incidentes em que eles não sentiram a menor vontade de investigar, acabaram sendo motivo de alteração de resultado, e o pior, após a bandeirada.

O mundo inteiro viu Adrian Sutil cortando a curva por fora na primeira volta, o que significa que os comissários tiveram uma eternidade para tomar uma atitude mas preferiram tratar como uma disputa normal que sequer merecia ser analisada no decorrer da prova. Ao final da corrida, porém, trataram de puxar o tapete do alemão inexplicavelmente.

Num ato cagueta da Force India, a equipe ameaça apelar da decisão caso a FIA não puna Nico Hulkenberg por um suposto corte de curva num dado instante deste GP. E a federação se livra do inconveniente jogando o piloto da Williams na lama do mesmo jeito.

Para início de conversa, ninguém deveria ser punido; muito menos no tapetão. Para completar, eu fico aqui imaginando uma situação hipotética parecida, apesar de risível, em que a Force India iria até a FIA pedir para que a Ferrari fosse punida porque Felipe Massa havia cortado uma curvinha em um momento qualquer...

Se não for só impressão minha, esse pós-GP de Cingapura foi um espetáculo de futilidade. Parece que tem criancinhas tomando decisões desnecessárias pela FIA. Essa entidade definitivamente não parece ser séria.

Na configuração final, Massa foi 8°, Sutil 9° e Hulkenberg 10°. É tudo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Conhecendo o motorhome da Ferrari com Alonso



FELIPE MACIEL



Muito boa a espontânea matéria do canal La Sexta, com Fernando Alonso conduzindo os espectadores em um tour dentro do motorhome da Ferrari. As emissoras inglesas e espanholas sempre tem algo a mais para apresentar na F-1; pena que aqui no Brasil nunca se sai da mesmice, o que nos obriga a ficar de olho no que tem de diferente sendo feito lá fora.

Com vocês, o repórter Fernando Alonso e o cozinheiro Felipe Massa.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Memória Blog F-1: Carteira de Craque



FÁBIO ANDRADE




Sem dúvidas que o GP da Itália foi uma das melhores corridas do ano de 2008. Lewis Hamilton deu um show à parte. Largando da 15ª posição após um pesadelo diante do temporal da classificação, recuperou-se de forma fantástica no domingo. Ultrapassou mais do que qualquer um na pista e chegaria no pódio se não tivesse que fazer uma parada extra em função de um erro na previsão de tempo da McLaren. O britânico terminou a prova pressionando Felipe Massa, seu rival na briga pelo título. A corrida foi quase uma síntese do histórico do comportamentos dos dois sob chuva: enquanto o piloto da McLaren, oito colocações melhor do que sua posição de largada, deu show, Massa, cruzando a meta no mesmo sexto lugar em que largou, não chegou a ser um burocrata, mas ficou pálido diante do brilhantismo de Hamilton.


O lado mais prazeroso de assitir à pilotagem de Hamilton naquele dia, porém, foi ver que mesmo depois da punição aplicada ao inglês em Spa uma semana antes, o garoto não perdeu o característico arrojo na hora de brigar por ultrapassagens. Hamilton brigou por cada posição com o afinco de sempre, para desespero do Race Control, que parece preferir que os pilotos rápidos peçam licença educadamente aos lentos para ultrapassá-los.


Mas o nome que ficou marcado naquele domingo chuvoso foi o de Sebastian Vettel. Protagonista de uma das vitórias mais incríveis de todos os tempos, o moleque navegou o Toro Rosso pela ensopada pista de Monza como um campeão, depois de fazer a pole no sábado sob chuva ainda mais severa. Pilotar "como um campeão" é tudo o que Vettel precisa fazer novamente em Monza no próximo GP da Itália, e é o que ele deixou de fazer em algumas oportunidades em 2010.




[caption id="" align="aligncenter" width="480" caption="A histórica vitória de Vettel em Monza"]A histórica vitória de Vettel em Monza[/caption]

Curioso é o paradoxo que a imagem de Vettel encontrará na próxima vez que chegar ao Autódromo Nazionale di Monza. Se há dois anos o menino alemão saía de lá aclamado como a maior revelação da Fórmula-1 em muito tempo, hoje ele é uma estrela contestada que ocupa apenas o terceiro lugar num campeonato em que tinha tudo para ser o líder.


Eis a diferença entre ganhar quando ninguém leva fé em você e perder quando todos esperam que você ganhe. No vídeo que abre esse post, Galvão Bueno (em que pese o fato de as palavras a seguir terem sido emitidas por tamanho frasista)  chega a dizer que Vettel é "um menino que tá querendo tirar carteria de craque". Em recente transmissão, no entanto, o mesmo Galvão afirmou que o alemãozinho "não entra naquela turma que cabe nos dedos de uma mão". Sintoma do desgaste da imagem de Vettel, que ainda tem tempo, exatamente seis corridas, para tirar, ainda em 2010, a tal carteira de craque e ser proprietário definitivo do termo "como um campeão".

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Chances matemáticas definem direito a jogo de equipe?



FELIPE MACIEL



Está longe de haver consenso quando o tema é o jogo de equipe. Mas ao que tudo leva a crer, a maioria demonstra clara predisposição a aceitar a interferência do chefão na conduta de seus pilotos apenas quando o chamado segundo piloto não possir chances matemáticas de brigar pelo título.

Sejamos francos quanto a seu real significado... Chance matemática é uma avaliação estupidamente simples, que qualquer criança poderia fazer, consistindo num cálculo de cenário futuro que faz de todo o possível para provar que um dado piloto pode conquistar o título mundial, nem que para isso seja necessário ignorar todo o senso lógico do mundo real e provocar verdadeiras catástrofes com os adversários do piloto em questão.

Exemplo. Neste momento, Mark Webber lidera a tabela com 161 pontos, tendo quatro respeitáveis rivais ameaçando sua façanha de levar o caneco ao fim do ano. As chances matemáticas entram indicando que ainda restam 175 pontos em jogo. Portanto, se o Webber sofrer um grave acidente na Tasmânia durante as férias, o carro do Vettel quebrar em todas as corridas, Jenson Button cair em profunda depressão por ter perdido a Michibata, o Alonso operar a sobrancelha e tirar 5 meses para recuperação, Hamilton resolver voltar para a GP2, e mais uma série de fenômenos inexplicáveis que incluem o Sakon Yamamoto vencer todos os GPs... Pronto, Yamamoto campeão do mundo!

Conclusão: sim, existe chance matemática de Yamamoto conquistar o título em 2010. E daí?



Com a mega polêmica do GP da Alemanha, é possível que a FIA cogite transpor sobre o regulamento o conceito das possibilidades matemáticas de um piloto para afirmar se a equipe pode tratá-lo como escudeiro de seu companheiro ou não.

Essa suposta preocupação da FIA com o pensamento dos espectadores tem, naturalmente, seus pontos positivos e negativos. Mas já que o povão se posiciona favorável ao jogo equipe apenas quando as chances matemáticas são nulas, é de se lamentar que não disponham de recursos mais apurados para análise, nem possuam os conhecimentos do matemático Oswald de Souza, ou ainda desconheçam técnicas de previsões econômicas que podem ser perfeitamente aplicadas em campeonatos esportivos para gerar uma noção mais próxima sobre o futuro provável.

Por conta disso, só resta ao público considerar a amadora ferramenta das chances matemáticas como meio de afirmar "booleanamente" se o sujeito pode ou não pode continuar sonhando com o título da temporada.



Na etapa de Hockenheim Felipe cedeu a vitória a Fernando, mas segundo a matemática básica dos torcedores, a ordem de equipe ocorreu cedo demais. Mesmo sem verificar modelos matemáticos mais aprimorados, podemos identificar uma razão lógica que levasse a Ferrari a cumprir sua política de definir o piloto privilegiado após meia temporada de igualdade interna.

Felipe Massa, simplesmente, está sendo massacrado pelo desempenho de Fernando Alonso. A diferença fica variando entre 0,3s e 0,7s (por volta!). Ora, se para um piloto ser campeão faz-se necessário superar absolutamente todos os adversários que disputam o tal esporte naquela temporada, basta ele se provar incapaz de bater um deles que automaticamente temos uma clara evidência de que não há chance alguma de se tornar campeão. Catástrofes mirabolantes à parte.

Quem torce para Massa tem motivos para fica desapontado com o GP da Alemanha. Afinal, numa temporada tão ruim para o Felipe, a conquista de uma vitória seria um raro e merecido momento de satisfação. Mas em termos de campeonato, não é nada difícil compreender o que aconteceu.

Massa perde de lavada para o Alonso em posições de largada, posições de chegada, pontos na classificação, pódios, voltas rápidas, voltas na liderança, salário, altura, peso, torcida e o escambau. Se o Felipe estiver acima do Fernando em alguma estatística, por favor me conte qual é.



Daí as pessoas exigem que Stefano Domenicali espere as chances matemáticas do Felipe terminar antes de pensar em promover Alonso a primeiro piloto. Pois bem, coloque-se na posição de chefe de equipe. Você esperaria o Mundial se aproximar da penúltima corrida do ano para finalmente ter um surto de inteligência e descobrir que o Massa não brigará pelo título de 2010?

Se a Ferrari estivesse bem encaminhada na tabela, talvez pudesse se dar ao luxo de adiar a decisão - seria o caso em 2002, aquela sim uma manipulação absurda. Mas com Fernando em 5°, ou você investe todas as forças nele agora para emplacar uma desafiadora recuperação, ou trate de depositar esforços no carro do ano que vem e desistir de 2010. Maranello escolheu a primeira.



De todo modo, caso a federação insira o mecanismo das chances matemáticas nas regras de 2011 para julgar se a inversão de posições é legal ou ilegal, haverá um benefício interessante para a Fórmula 1, que não é acabar com o jogo de equipe em meio de temporada, mas sim fazer com que equipes como a Ferrari tenham mais respeito pelas considerações do público.

O ajuste de posições poderá seguir ocorrendo, porém de maneira sempre discreta, de preferência nos boxes. A inversão escancarada é o que provoca repulsa dos espectadores, por isso a falha verdadeira do time em Hockenheim foi ter movimentado as peças na pista, ao invés de decidir trocar Massa com Alonso nos pits, manobra que poderia ter sido executada de forma relativamente fácil, dificultando bastante o reconhecimento da manipulação orquestrada, bem como sua comprovação.

No final das contas, a adaptação da regra só serviria para fazê-la ser levada mais a sério do que é, mas não tão a sério quanto sugere o que está escrito. Seria uma mudança de efeito reduzido, com intuito de valorizar um exercício de disfarce. No confronto entre verdade estampada e hipocrisia, está sendo combinado que a última é mais saudável ao esporte.

E de fato só existem essa duas opções. Não se decretará o fim do jogo de equipe até o dia em que cada time possuir somente um piloto guiando por ela. O que inclusive explica parcialmente a ânsia da Ferrari ao pedir três carros para sua equipe. Se tem algo bom que podemos tirar do episódio da Alemanha é a perda de moral da escuderia para propor uma ideia estapafúrdia como essa.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Senna fala sobre Massa e a cruel torcida brasileira



FELIPE MACIEL



Já cogitei fazer um post reunindo algumas declarações de pilotos sobre a polêmica, mas perdi o interesse. Não eram comentários tão interessantes assim. Tem piloto que é declaradamente a favor da ordem de equipe, como Schumacher e Webber. Tem quem se posicione contra, como Button. Tem quem use o episódio da Alemanha para mostrar ao público por que Áustria-2002 aconteceu. Mas nenhuma entrevista acrescentou tanto quanto à de Bruno Senna, e por isso só o bate-papo dele com os jornalistas brasileiros mereceu destaque aqui.

A sinceridade e a compreensão macroscópica do piloto da Hispania é a mais pura verdade que quem está de fora às vezes não percebe.
Fórmula 1 é um negócio antes de ser um esporte. O esporte são os pilotos, o negócio são todas as outras pessoas que estão ali dentro.

Bruno Senna



Sim, a Fórmula 1 é antes de mais nada um negócio. Ela nasceu do negócio. Quando se praticou F-1 pela primeira vez, como foi? Alguém pegou um par de chuteiras e uma bola e saiu jogando? Pegou uma raquete e um par de tênis e começou a passar a bolinha por cima da rede? Não. Antes de existir competição de Fórmula 1 era necessário existir dinheiro, engenharia, fornecedor, carro... os pilotos são a última peça do quebra-cabeça para que se concretizem as corridas.

Um negócio que vira esporte; um esporte que, quanto mais cresce, mais próximo do negócio fica. O raciocínio básico do jogo de equipe da Ferrari - de ganhar a qualquer custo - é o mesmo que leva o Ecclestone a virar as costas para a França e inventar GP em Abu Dhabi. Essa é só uma constatação da dura realidade deste esporte. Não significa que devemos aceitar nada, apenas uma constatação de sua natureza, repito. Mas a parte mais interessante da entrevista vem a seguir, com o repórter Felipe Motta dialogando com Senna a respeito do comportamento da torcida brasileira diante da manipulação em Hockenheim.



O piloto brasileiro se encontra numa situação muito difícil. Eu conversei com jornalistas do mundo inteiro e eles me disseram que quando há ordem de equipe no país deles, a torcida fica incomodada mas direciona muito de sua revolta para a equipe porque ela tem esses valores de autoridade e de expectativa. Não que o brasileiro não tenha isso de respeitar autoridades. Tem, mas eles vinculam a F-1 ao piloto e ao país como se fosse uma Olimpíada. F-1 é uma Olimpíada?

Felipe Motta




Esporte é esporte. Pelo que eu sinto da torcida brasileira, o esportista brasileiro tem obrigação de vencer, como na Copa. A seleção brasileiro chega na Copa com a obrigação de vencer. Não é justo para ninguém lidar com esse tipo de pressão. Todo mundo que disputa um esporte de alto nível como é a F-1, como é a Copa... a competição é forte, ninguém tem a obrigação de ganhar nada. Não existe alguém que seja tão extraordinário que não exista competição. As pessoas têm de entender que o esporte é competição. Ninguém é invencível.

É uma coisa que todo mundo tem de se educar, aprender a torcer pelo sucesso do esportista, e não só pela vitória. Ele pode ser bem sucedido, mesmo não sendo o campeão, o melhor de todos os tempos. É uma profissão: você faz porque gosta e não porque você só pode ser campeão. (...) O esportista quer o torcedor que torce pelo sucesso dele, não que o odeie quando ele não obtém o sucesso que foi projetado. Acho que é uma questão de educação.

Bruno Senna



A conversa prosseguiu com o jornalista avaliando que o público se sentiu lesado pela manobra da Ferrari, já que na óptica do torcedor, o esportista pode ter sucesso ou insucesso desde que tenha perdido na pista, algo que qualifica o episódio como indigno. Bruno comenta ser difícil argumentar que se entregue um GP de mão beijada ainda no meio da temporada, mas contrapõe que às vezes se sacrifica uma corrida para ganhar coisas mais à frente.

Enfim, não cabe aqui reproduzir todos os melhores momentos da conversa, por isso deixo o link com áudio da entrevista completa.



Tenho a sensação de que o Brasil é o pior país para se nascer caso se pretenda ser um piloto de Fórmula 1. Vejo comentários dizendo que Massa virou o novo Rubinho. Pois bem, quando foi que Rubinho virou Rubinho? Foi na Áustria há 8 anos? E bastou o Massa executar ato semelhante agora na Alemanha para ele "entrar para o clube"?

Aí é que está. O público brasileiro tem a incrível capacidade de se deparar com uma cena revoltante e apagar todas as demais passagens da carreira de um piloto, deletar todas as qualidades que reconhecia no esportista e dizer que se recusa a torcer por ele novamente.

Se no lugar do Felipe, o Kubica fosse o companheiro do Alonso a abrir para o espanhol, ninguém aqui passaria a ignorar o potencial do polonês e tudo o que ele já mostrou na Fórmula 1. Nem aqui nem na Polônia, nem em canto algum.

O povo brasileiro leva casos como este para o lado pessoal. O que me remete inevitavelmente àquela velha frase: "triste do país que precisa de heróis". Não vou argumentar que não se deve condenar o Felipe e depositar sobre ele a carga de responsabilidade pelo caso; seria inútil. Neste país, busca-se um novo Senna e nada menos que isso. Nunca vão encontrar e nunca desistirão de procurar. E o caráter implosivo da torcida brasileira seguirá destruindo ídolos de respeito.

Não que isso me afete. Não sou eu quem precisa de piloto brasileiro para assistir Fórmula 1.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Contra as evidências, Massa nega ser 2º piloto da Ferrari



FÁBIO ANDRADE



Aos olhos de grande parte da opinião pública brasileira, Felipe Massa se “barrichellou” ao aceitar a troca de posições com o companheiro Fernando Alonso no último GP da Alemanha. Se a impressão de que o piloto brasileiro aceitou a posição de segundão dentro da Ferrari foi imediata, o impacto das palavras ditas hoje pelo vice de 2008 reforça ainda mais a impressão de que uma síndrome de Barrichello talvez esteja recaindo sobre Massa.



Em entrevista concedida hoje, Massa foi categórico. No caso de repetição da situação ocorrida em Hockenheim, o brasileiro afirmou que ganhará a corrida. E completou: “no dia em que eu me sentir segundo piloto eu vou parar de correr”.

Como torcedor da Fórmula-1 como um todo, gostaria muito que tudo o que Felipe Massa disse fosse crível, mas conhecendo a Ferrari, as palavras do brasileiro são difíceis de serem levadas a sério. Se em Hockenheim a equipe o obrigou a ceder a liderança para Fernando Alonso, o que haveria mudado agora, cinco dias depois do turbilhão, em Hungaroring?

A imagem da Ferrari, de parte dos patrocinadores e do próprio Felipe Massa sofreu uma imensa mancha (reitero que Fernando Alonso já tem em seu currículo diversas chagas, sendo a do último domingo apenas mais uma. O espanhol caminha a passos largos para ser um novo Schumacher) depois do ocorrido do último fim de semana na Alemanha justamente pela encenação montada aos olhos do mundo. Para um piloto cuja imagem jaz a céu aberto em seu país, um novo teatro retiraria definitivamente de Felipe Massa o direito a um velório digno.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Titônio fala por Felipe Massa



FELIPE MACIEL


Já que ninguém na Ferrari tem a permissão da equipe para falar o mínimo de verdade, só mesmo alguém sem contrato com ela mas com conhecimento suficiente a respeito das relações com Maranello para comentar honestamente o caso. Veja essa história do ponto de vista do pai de Felipe, Titônio Massa: