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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MP4/27: Questões Precipitadas

Sem o bico curvo que apressadamente foi tido como tendência após a apresentação do modelo da Caterham, a McLaren foi a primeira equipe grande a apresentar o brinquedinho com o qual irá disputar a temporada de 2012 na Fórmula-1. O MP4/27, que foi precedido de uma alguma expectativa depois de a cúpula da equipe afirmar que o modelo seria "revolucionário", foi exibido em um evento transmitido de Woking, sede da equipe, para o mundo, via internet.

















As fotos mostram que o carro da McLaren para 2012 é bem parecido com o bólido usado pela equipe inglesa no ano passado e, aparentemente, tem pouco de "revolucionário", como afirmaram membros da equipe. Resta saber qual a solução que os engenheiros de Woking encontraram para compensar a falta de pressão aerodinâmica causada pelo banimento do difusor soprado. O tal conceito revolucionário do MP4/27 pode estar onde ainda não é possível ver.

Como se trata do primeiro time grande a mostrar seu equipamento e pela falta de referências sobre como serão os projetos de outras favoritas como Red Bull ou Ferrari, cabe  ao momento uma pergunta precipitada: a falta de mudanças perceptíveis do MP4/26 para o MP4/27 indica que o regulamento atual - bastante restritivo para engenheiros conceberem experimentações - está próximo de um limite, ou apenas a McLaren foi muito conservadora em seu novo projeto?

Palpites são aceitos neste blog.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Um pouco deste 2011 da F-1

A temporada de 2011 da Fórmula 1 terminou. Terminou com uma corrida um tanto chata, que nos criou grande expectativa por conta da chuva anunciada que era dada como certa que viria, mas que não veio. Mas, o GP do Brasil só revelou o que estávamos cansados de ver neste ano: o domínio impressionante da Red Bull, ou melhor, como dito ontem pelo Fábio, de Sebastian Vettel.

O carro de fato foi formidável durante todo o ano. Equipe alguma chegou próxima de ameaçar em circunstâncias normais o imperialismo da Red Bull em 2011. A McLaren bem que tentou, mas ter chegado próxima dos taurinos em certas vezes no ano foi mais por conta do grande desempenho que Jenson Button, vice-campeão, teve, ao lado de alguns lampejos de ótima performance de Lewis Hamilton.

Button guiou com a fineza de sempre, conquistou vitórias expressivas como a sua primeira vitória em pista seca desde que chegou à McLaren e a épica conquista no GP do Canadá, que foi algo que não sairá tão cedo da cabeça do piloto inglês. Já Hamilton errou muito durante o ano. Apesar de ter conquistado algumas vitórias, ficou bem longe do esperado e analisando o ano no geral, preferiu insistir mais nos erros ao invés de tentar conserta-los. Quando se deu por conta que precisava arrumar o ano ruim que estava tendo, já era um pouco tarde para almejar alguma coisa no campeonato. Mas a vitória em Abu Dhabi fez-nos ter a esperança de que Hamilton estará como nos velhos tempos em 2012.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="O GP do Canadá mostrou bem a diferença entre Button e Hamilton na temporada"][/caption]

A Ferrari passou o ano tentando se encontrar em meio a um carro totalmente perdido. Se não fosse o talento indiscutível que Fernando Alonso demonstrou dentro da pista, a Ferrari poderia terminar 2011 sem uma vitória sequer, ou talvez, sendo mais dramático, sem sequer um pódio. O GP da Inglaterra foi o único em que a Ferrari saiu realmente contente com o resultado. A vitória ali havia dado o ânimo necessário para que a equipe pudesse trabalhar no desenvolvimento do carro. No entanto, o carro de nome comemorativo ao seu país fracassou novamente em tentar dar o tricampeonato a Alonso. Há quem já diga que a escuderia italiana está atrapalhando e muito a carreira do piloto espanhol, que tem todo o talento para conquistar ainda mais títulos.

Felipe Massa foi pior que Alonso e pior do que a Ferrari. O brasileiro passou o ano sem conquistar nenhum pódio e por algumas vezes foi superado por carros claramente mais fracos do que o seu. Os dirigentes da Ferrari já deram um ultimato a Felipe, já que seu contrato termina no final do próximo ano, e seu desempenho em 2012 será crucial para a renovação deste. 2011 foi um ano para Massa esquecer e prova de que ele também concorda com isso é que ele mesmo se sentiu aliviado em ver a temporada acabada. “2011 acabou e isso é muito legal.”

A Mercedes conseguiu o mesmo resultado de desempenho que 2010. Porém, neste ano contou com uma melhora significativa de Michael Schumacher em alguns GPs. Em Spa-Francorchamps e no Canadá, por exemplo, o multicampeão se destacou e chegou a ameaçar os líderes em alguns momentos. Na classificação do campeonato, terminou bem próximo de seu companheiro de equipe Nico Rosberg e a expectativa para 2012 caso a Mercedes consiga enfim criar um carro de ponta é que ele volte às vitórias. Algo que muita gente torce, inclusive o blogueiro aqui.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Schumacher teve bons desempenhos como no GP da Bélgica, que alcançou o 5º lugar"][/caption]

A Force India foi apontada como a equipe que melhor conseguiu trabalhar na evolução de seu carro neste campeonato. A equipe começou o ano postulante a disputar a 8ª posição no Mundial de Construtores, mas o desempenho de seus pilotos, especialmente de Adrian Sutil, e a melhora visível no desempenho do carro levaram a escuderia ao 6º lugar, somente 4 pontos atrás da Renault. No próximo ano, a melhora deve continuar, mesmo sem Adrian Sutil, que deve dar lugar a Nico Hulkenberg.

A Renault, por sinal, sentiu demais a falta de Robert Kubica. Nem Nick Heidfeld, nem Vitaly Petrov, nem Bruno Senna chegam perto do grande piloto que é o polonês. Olhando para trás agora, fica fácil definir que a possibilidade de fazer uma boa temporada para a equipe terminou junto com as chances de Kubica poder pilotar em 2011 após seu acidente em uma prova de rali na Itália. E sem um piloto de ponta – Kubica já anunciou que não volta em 2012 – o próximo ano pode ser tão ruim quanto este.

Amanhã, o blogueiro aqui continua a segunda parte do texto contando um pouco como foi a temporada que findou para pilotos e equipes na F-1.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

700 vezes McLaren

Como torcedor dessa equipe, não poderia deixar passar em branco uma marca comemorativa que claro, significa muito tratando-se de uma categoria suscetível a tantas mudanças nas últimas décadas. Mudanças no regulamento, mudanças nos carros, mudanças na maneira de se fazer Fórmula 1 e especialmente financeira. Não é qualquer equipe que sobrevive tanto tempo depois de revezes financeiros, principalmente hoje em dia com o tamanho medo de um novo caos na economia mundial.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Wallpaper comemorativo à marca de 700 GPs da McLaren"][/caption]

A McLaren completará na Coréia do Sul, no GP deste final de semana a incrível marca de 700 Grandes Prêmios disputados. Grandes nomes passaram por essa grande escuderia. Ela também passou por anos angustiantes, difíceis, no entanto, mais sorriu do que chorou. Foram várias conquistas, vários títulos e atualmente conta com dois campeões mundiais em seus cockpits.

A McLaren sonha mais alto e pretende em breve entrar de vez para competir no setor de automóveis com grandes forças como Ferrari, Mercedes, Porshe e outras. E que venham pela frente mais 700 GPs e uma equipe que vá muito além até mesmo do que a própria F-1, que a fez tão grande.

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desequilíbrio de Hamilton e a boa fase de Button

Acumuladas tantas demonstrações de desequilíbrio dentro das pistas de Lewis Hamilton, acho que está na hora desse assunto render um post por aqui, ou melhor, diferente de só falar de suas frustrações dentro das pistas neste ano, seria interessante comentar também sobre a superioridade que Jenson Button vem demonstrando com relação ao seu companheiro de equipe, até porque as duas coisas podem ter uma ligação entre si.

No último fim de semana, no GP de Cingapura, assim como em Monza, Hamilton não fez uma de suas melhores corridas, claro. Na corrida noturna deste domingo, o inglês protagonizou por culpa própria, inegavelmente, um acidente com Felipe Massa, logo nas primeiras voltas da corrida. A qualidade dos dois pilotos aqui não interfere no julgamento da questão. A punição da direção de prova foi mais do que justa e no calor da situação, aliada aos vários erros de Hamilton diante de Massa neste ano, a ironia do brasileiro no final da corrida fez o inglês sair no lucro. O que ficou claro é que mais uma vez o ímpeto de Hamilton, ultimamente agraciado por poucos, levou o inglês a mais uma vez desperdiçar chances de conseguir um resultado melhor e mais convincente.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="A boa fase de Button pode estar prejudicando o desempenho de Hamilton em 2011"][/caption]

Em Monza, no GP da Itália, as várias voltas que Hamilton passou atrás de Michael Schumacher não são tão justificáveis assim. Claro que o alemão dificultou demais a ultrapassagem do inglês, assim como a McLaren de Hamilton não demonstrava grandes condições para efetuar a ultrapassagem. Porém, o piloto da McLaren desperdiçou várias oportunidades de ganhar a posição de Schumacher, além de ter sido superado facilmente por Button e vê-lo realizar também com facilidade a ultrapassagem sobre o veterano piloto alemão.

O que essas duas situações recentes representam , além dos erros constante de Hamilton durante toda a temporada, é uma possível instabilidade emocional já que por pouquíssimas vezes, o campeão de 2008 foi superado pelo seu companheiro de equipe em toda a sua carreira. Na Fórmula 1, a única vez que isso aconteceu antes acabou com as chances da McLaren se tornar campeã em 2007, quando a dupla era formada por Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Além dessa possível pressão de ver Button coloca-lo no bolso neste ano, Hamilton sofre, com toda a certeza, com a administração que seu empresário faz de sua carreira. Dispensar os serviços de seu pai e contratar alguém que sequer entende de automobilismo, foi um dos principais erros do inglês em toda a sua carreira na categoria.

Jenson Button desde que chegou à McLaren nunca se importou com a presença de um grande piloto ao seu lado na equipe. Diferentemente de Hamilton, preferiu sempre agir com sensatez, dentro e fora das pistas do que agir de imposição no estilo de pilotagem especialmente.

Todos esses acontecimentos dentro das pistas, mostram que um piloto precisa bem mais do que o simples talento, necessita saber com a ajuda de pessoas mais maduras e equilibradas, a melhor maneira de usa-lo.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Buscando melhorar

O GP da Espanha será um palco onde as expectativas estarão em alta por parte de dirigentes, pilotos e equipes. Todas prometeram alguma espécie de evolução visando alcançar passos importantes à frente na disputa do campeonato. Porém, a verdade é que poucas realmente deverão mostrar alguma atualização significativa, que realmente reflitam em ganho de posições até porque todas farão alguma alteração e a coisa pode ficar no pé que está.

Difícil imaginar quem serão essas felizardas, mas em um exercício de adivinhação levando em conta as notícias sabidas até aqui, alguns palpites podem ser dados, os mais expressivos, digamos.

A McLaren dificilmente não apresentará algo que a deixe mais próxima da principal rival, a Red Bull. A escuderia inglesa tem sido a que mais andou próxima dos taurinos e até mesmo acabou com a hegemonia de Sebastian Vettel nesse início de temporada quando venceu com Lewis Hamilton na China. Por isso, alguma modificação acertada pode corresponder a outra vitória na temporada e a uma recuperação necessária para quem quer impedir mais um título da Red Bull no final do ano.

[caption id="attachment_7167" align="aligncenter" width="600" caption="McLaren e Ferrari buscam atualizações significativas para não deixar Red Bull escapar"][/caption]

A Ferrari pretende continuar a avançar com o desempenho mais ou menos que demonstrou no GP da Turquia que a grande maioria definiu como uma ótima evolução da equipe italiana. A verdade é que Fernando Alonso andou mais que o carro novamente e que o carro vermelho não melhorou tanto assim das primeiras corridas até o GP turco. Na Ferrari é difícil saber onde se encontra o real desempenho do carro, visto que Alonso tira leite de pedra e Felipe Massa anda menos do que o carro pode render. Mas é de se esperar mudanças que levem o time alguns passos à frente.

Ali no meio mais alto e no meio mais baixo, temos Renault e Lotus prometendo evoluções em segundos. A primeira pretende melhorar até 10 segundos em ritmo de corrida. Nick Heidfeld disse que por conhecerem bem o circuito catalão as equipes que possuem simulador acabam não tendo uma vantagem tão grande quanto nos demais GPs. Argumento que faz bastante sentido já que todos estão “calejados” de andar no circuito da Espanha, onde treinaram por duas vezes nos testes de pré-temporada. As melhoras deverão vir de partes novas, especialmente na traseira do carro.

Já a Lotus quer abaixar em 1 segundo o rendimento de seu bólido. Novidades baseadas no carro vitorioso da Red Bull serão utilizadas na etapa espanhola. O diretor-técnico do time mostrou o otimismo de sempre ao dizer que elas trarão o resultado esperado e que poderão render mais que 1 segundo ao carro depois que os engenheiros e mecânicos entenderem melhor seus resultados iniciais. É conhecido o quanto a Lotus evoluiu do ano de estreia até aqui na Fórmula 1, deixando as demais estreantes do ano passado bem para trás, porém muitas das constantes tentativas em alcançar o pelotão intermediário e conseguir os primeiros pontos tem frustrado aqueles que esperam uma evolução mais rápida do time de Tony Fernandes, inclusive a mim.

No restante do grid, as evoluções talvez não sejam algo que demonstre uma melhoria significativa, talvez estas comentadas acima também não signifiquem muito, mas serão importantes para que não se crie um abismo entre alguma que acertar a mão no crescimento de seu carro.

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Uma volta na asa de um Fórmula 1



ANDERSON NASCIMENTO



Jenson Button experimentou correr em um carro de turismo utilizado na V8 Supercars em um evento realizado pela Vodafone na semana do GP da Austrália de Fórmula 1. O piloto da McLaren gostou da experiência e também andou com a máquina de sua categoria e nos permitiu belas imagens e bons sons de sua McLaren.

No vídeo abaixo, a camera está colocada na asa dianteira do carro de Button que nos permite uma volta repleta de adrenalina e de imagens atípicas da nossa rotina em ver corridas. Vale a pena assistir!

sábado, 2 de abril de 2011

McLaren: a mais próxima da Red Bull



ANDERSON NASCIMENTO



A Red Bull sem sombra de dúvidas sobrou com Sebastian Vettel na etapa de abertura da temporada 2011 da Fórmula 1 na Austrália. No treino classificatório e também na corrida, os austríacos provaram que possuem sim um carro que trará muita preocupação aos adversários. No entanto, era esperado que o principal rival dos taurinos, pelo menos neste início de campeonato, fosse a Ferrari do bicampeão Fernando Alonso e do motivado Felipe Massa. Mas Melbourne mostrou que é a McLaren quem mais se aproxima de ameaçar a soberania da Red Bull na categoria.

Jenson Button declarou nesta semana que acredita muito no potencial do MP4-26 depois do que ele rendeu no primeiro GP do ano. Disse ainda que o carro tem um grande potencial a ser extraído e que isso irá colaborar muito para que os ingleses possam fazer frente à equipe taurina.
Claramente, os Red Bulls são rápidos, a pole de Sebastian, mostrou isso a todos. Mas, em ritmo de corrida, nós já estamos muito mais perto deles nesta fase da temporada do que no ano passado. Eu sei que você pode dizer que a Red Bull não estava usando KERS, que coloca um casal de décimos em seu bolso, mas eu não acho que estejam tão melhores como você pôde ter visto no sábado. Eu acho que há uma enorme quantidade de potencial inexplorado em nosso carro.

Jenson Button



[caption id="" align="aligncenter" width="809" caption="Na Austrália, a McLaren rendeu bem mais do que o esperado"]Jenson Button McLaren Mp4-26[/caption]



O MP4-26 nasceu cheio de inovações e prometendo trazer tendências e quem sabe de repente triunfar logo de cara sobre a Red Bull. Mas os testes coletivos na Espanha revelaram outra coisa. O carro estava cheio de problemas, distante de apresentar uma boa performance e com sérias dificuldades em sua confiabilidade. Isso levou a McLaren a mexer, mexer e remexer no carro antes da estreia do campeonato. E as modificações, aliadas ao pulso firme de Martin Whitmarsh ao fazer cobranças em cima de toda a equipe técnica, surtiram o efeito desejado.

Lewis Hamilton conseguiu terminar a prova na 2ª colocação mesmo enfrentando o problema no assoalho do carro e obrigando assim o inglês a tirar o pé. Se não fosse isso, talvez Vettel conseguisse ver mais do que apenas retardatários em seu retrovisor. Já Button andou bem também e se não tivesse cometido a besteira de ultrapassar Felipe Massa onde não devia e depois acabar sendo punido poderia ter alcançado um resultado melhor do que uma 6ª posição.

A realidade é que a McLaren, apesar de todos os problemas expostos na pré-temporada, conseguiu dar a volta por cima em pouquíssimo tempo e agora tem um carro um tanto atraente nas mãos. A primeira vez que a equipe fez uma simulação de corrida com o novo carro foi exatamente na primeira etapa do Mundial. Prova essa de que há muito mesmo ainda para evoluir no MP4-26. Pode ser que o seu desempenho seja tão forte quanto o RB7 depois de algum tempo.

Pode-se dizer sem receio que o MP4-26 ainda é um carro cru. O difusor utilizado no carro na Austrália era feito de titânio, visto que não houve tempo para que ele fosse fabricado de fibra de carbono. Com um difusor mais leve e algumas outras modificações que não foram concluídas como deveria pela falta de tempo, a McLaren pode andar ainda mais próxima da Red Bull já na Malásia.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os lados bons e os lados ruins



ANDERSON NASCIMENTO


O GP da Austrália de Fórmula 1 marcou a estreia do campeonato de 2011 e deixou várias impressões sobre como será o restante da temporada. Impressões ruins e impressões boas, essas não foram muitas, infelizmente.

Para começar, vimos um Sebastian Vettel dominante no sábado e no domingo. Sem cometer erros e com um carro fenomenal nas mãos não poderia ter saído da Austrália com a sua terceira vitória consecutiva na categoria. Saber que Vettel pode ser um dos melhores pilotos da história da F-1 é uma ótima notícia, porém, não é nada animador ver que seu talento pode tirar a competitividade pelo título neste ano. Se a Webber não acordar, a Ferrari não arrumar seu carro e a McLaren não crescer ainda mais, Vettel levará o bi com uma mão nas costas e plantando bananeira.

A Ferrari foi uma das impressões ruins deste fim de semana. O carro é mediano, no mínimo. Fernando Alonso só conseguiu chegar em 4º lugar porque é Fernando Alonso. Ele não poderia ter feito melhor do que fez e mesmo que estivesse se aproximando de Vitaly Petrov nas voltas finais dificilmente ganharia a posição do piloto russo. O carro vermelho foi uma tremenda decepção.

[caption id="" align="aligncenter" width="530" caption="Vettel venceu com facilidade em Melbourne"]Sebastian Vettel vitória pódio[/caption]

E se o carro batizado em homenagem ao seu país teve desempenho deprimente, imagine tendo a bordo um piloto em fase ruim e de performance apagada. Foi assim no caso de Felipe Massa. Já adiantei, por opinião própria, que Massa não tem o talento nem a capacidade para bater o seu companheiro asturiano, ainda mais com Alonso tendo a equipe toda trabalhando a seu favor. Dizer que o brasileiro pode superar o espanhol é algo de quem é patriota demais. Ontem seu talento só apareceu quando lutou pela posição com Jenson Button, que tinha um carro visivelmente melhor que o seu. Do resto, lembrou muito o piloto que andou em 2010.

Mark Webber foi outra decepção. Terminou a prova, desceu do carro com a cabeça baixa e aparentemente carrancudo. Com o carro que tem nas mãos e pela motivação de correr em casa podia ter chegado no pódio com facilidade. Mas Webber é experiente e a etapa australiana pode ter sido apenas m deslize para alguém que promete brigar pelo título.

Pelo lado ruim ainda temos a asa traseira móvel. Ainda está cedo para dizer se realmente este aparato irá trazer os resultados esperados, mas a etapa australiana mostrou que ele serviu muito mais para deixar a corrida artificial do que mais emocionante. Ela não facilitou tanto as ultrapassagens e seria dispensável na corrida de ontem. Vamos ver se na Malásia, onde a reta em que ela poderá ser usada é mais longa.

Mas, o GP da Austrália reservou quatro boas surpresas. A maior dela, na minha opinião, foi o desempenho maravilhoso de Vitaly Petrov. Para quem acompanhou o primeiro ano dele na Fórmula 1 se espantou com o que o russo conseguiu fazer ontem. Conduziu sua Renault como se fosse um piloto veterano na categoria sem cometer erros que influenciassem seu desempenho e por diversas vezes correndo na mesma batida do campeão Lewis Hamilton. Um terceiro lugar muito especial para Petrov e seu país.

[caption id="" align="aligncenter" width="535" caption="Petrov conseguiu o primeiro pódio seu e da Rússia na F-1"]Vitaly Petrov[/caption]

Uma boa outra surpresa foi a Williams. “Mas, perai?!”, talvez você se espante. “A Williams nem terminou a prova!”. Bem, é verdade. Mas o tempo que Rubens Barrichello permaneceu na pista sem errar nos deu uma bela perspectiva da Williams para o restante do ano. Depois que o piloto brasileiro se recuperou do incidente na primeira curva que o colocou na brita, o FW33 lhe deu a possibilidade de andar mais rápido do que todos os que estavam na sua frente. Ele poderia, quem sabe, com uma boa estratégia ter chegado na 5ª ou 6ª posição. Pastor Maldonado também estava indo bem até ser traído pelo carro. Se os ingleses conseguirem resolver o problema de confiabilidade do bólido, não tenho dúvida de que esse poderá ser a melhor temporada dos últimos anos da Williams.

As duas boas surpresas restantes foram a McLaren e a Sauber. A primeira conseguiu se recuperar de uma pré-temporada muito ruim, ainda que acredite que muitas críticas foram exageradas neste período. Lewis Hamilton terminou em segundo em uma corrida consistente. Jenson Button, mesmo punido, terminou na 6ª posição. Os ingleses são os mais próximos de bater a Red Bull de Sebastian Vettel. Já a Sauber colocou o estreante Sergio Perez e o japonês Kamui Kobayashi na zona de pontuação. Infelizmente os dois foram desclassificados, pois o carro infringiu o regulamento técnico da FIA. Mas, o que se deu para ver é que o C30 é um modelo acertadinho e que consome bem pouco pneu comparado aos demais carros do grid.

Corrida chata e a F-1 não promete ser muito diferente de 2010. As novidades pareceram ser furadas e todo o empenho em busca de mais competitividade pode ter efeito inverso com só um piloto, de azul e vermelho, correndo na frente.

terça-feira, 8 de março de 2011

Equipes voltam a testar em Barcelona



ANDERSON NASCIMENTO


No primeiro dia da última bateria de testes coletivos antes do início da temporada da Fórmula 1, a Red Bull voltou a dominar e a mostrar que as rivais terão que correr atrás novamente neste ano. Mark Webber cravou o melhor tempo – 1min22s544 - de todo o dia que não contou com o trabalho de algumas equipes no circuito catalão, como a Ferrari e a Williams. Mas, mesmo assim, o time dos energéticos andou no ‘calibre’ e deverá muito provavelmente começar à frente nas primeiras corridas da temporada.



A McLaren testou no período da manhã sem apresentar muitas novidades, visto que mostrava o mesmo desempenho abaixo do esperado que vinha tendo nos últimos testes. Porém, no período da tarde, a equipe conseguiu andar bem com Jenson Button que colocou o MP4-26 na segunda posição na tabela de tempos no final do dia. Além disso, o que também chamou atenção na equipe inglesa foi a nova invenção que os engenheiros adaptaram no carro. Trata-se de uma saliência um tanto ousada no bico do carro, algo esteticamente nada bonito.

A Toro Rosso que vinha surpreendendo com a velocidade dos últimos testes sofreu com problemas no STR6, especialmente na parte da manhã. No final das contas, fechou o dia com o oitavo melhor tempo tendo Sébastien Buemi no comando do carro.

Luiz Razia e Davide Valsecchi tiveram a oportunidade de hoje testarem o T128 da Lotus. Os pilotos reservas da equipe se revezaram entre as duas sessões de testes, Valsecchi pela manhã e Razia pela tarde. O italiano completou 50 passagens, mas não empolgou muito, apesar de ter feito um bom testes. Já o brasileiro correu no período da tarde e só ficou com a décima melhor marca de todo o dia, contabilizando 29 voltas.



Nico Hulkenberg e Paul di Resta pela Force India, Nick Heidfeld e Vitaly Petrov pela Lotus Renault, Jérôme D’Ambrosio pela Marussia Virgin e Sérgio Pérez pela Sauber foram os demais pilotos que foram para a pista no autódromo catalão. O mexicano, aliás, havia conseguido a impressionante marca de 1min21s176, que seria a melhor marca do dia, no entanto, a direção dos treinos confirmou que o piloto cortou a chicane e seu tempo foi assim anulado.

Amanhã (09), algumas equipes retomam seus trabalhos e outras irão testar seus bólidos pela primeira vez nesta última rodada de testes antes do GP da Austrália.

Confira a classificação da sessão desta terça-feira em Barcelona:
1º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min22s544 ( 97 )
2º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s366 ( 74 )
3º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 0s393 ( 27 )
4º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 1s573 ( 90 )
5º. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault), a 2s191 ( 20 )
6º Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 2s495 ( 38 )
7º. Davide Valsecchi (ITA/Team Lotus-Renault), a 2s862 ( 50 )
8º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 3s460 ( 48 )
9º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 3s486 ( 31 )
10º. Luiz Razia (BRA/Team Lotus-Renault), a 4s179 ( 29 )
11º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 9s516 ( 57 )

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Revelada mais uma falcatrua de Alonso



ANDERSON NASCIMENTO


A biografia de Bernie Ecclestone escrita por Tom Bowers trouxe mais uma polêmica não conhecida envolvendo o piloto espanhol Fernando Alonso. Segundo o livro, o piloto da Ferrari que em 2007 era companheiro de Lewis Hamilton na McLaren pediu para que o carro do inglês fosse sabotado no GP da Hungria daquele ano.

Ron Dennis havia recebido o pedido de Alonso pessoalmente e creio que não deve ter se assustado, mas jamais faria isso com a equipe que defende tão bem. A ideia do bicampeão era que a equipe colocasse menos combustível no carro de Hamilton para que ele não conseguisse completar a corrida.

No mesmo fim de semana, Alonso já havia prejudicado seu companheiro, demorando nos boxes e impossibilitando que Hamilton fizesse mais uma volta rápida no treino classificatório e assim ficasse com a pole-position. O espanhol conseguiu o que queria, mas a FIA, atenta ao que acontecia, o puniu e Alonso foi obrigado a ceder o lugar de honra ao seu companheiro inglês. O vídeo abaixo mostra bem como aconteceu este ato desonesto do asturiano.



A crise na escuderia inglesa havia se instalado. Fernando Alonso e Lewis Hamilton brigavam pela preferência da equipe e também por quem levaria o campeonato. Acabou que Alonso perdeu a vaga no time e o seu tricampeonato. Kimi Raikkonen levou o título da temporada 2007.

Para mim, não me espanta ver mais uma atitude desse tipo vinda de Fernando Alonso. É inegável que ele possui pouco caráter esportivo, e há quem discorde disso, mesmo sabendo de todo seu histórico. Não é a toa, afinal, que ele possui uma grande quantidade de fãs pelo mundo todo, especialmente na Espanha, que não quer saber o que ele faz desde que ganhe títulos e continue levando a bandeira vermelha e amarela ao topo da Fórmula 1.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A boa notícia para a McLaren



ANDERSON NASCIMENTO


A McLaren foi uma das equipes que mais comemorou a decisão do cancelamento da etapa bahrenita da Fórmula 1, que marcaria a abertura da temporada da categoria. O motivo é que a equipe pode usar as duas semanas a mais até o GP da Austrália (que se tornou o primeiro do ano) para evoluir o MP4-26 que apresentou problemas além do esperado nos testes coletivos realizados na Espanha.



O novo modelo da equipe de Woking possui problemas em ter uma boa performance em ‘stints’ longos, ou em configurações de corrida. Os engenheiros e mecânicos da equipe ainda procuram entender como os pneus, o carro e os sistemas (especialmente o KERS) funcionam juntos. Será necessário compreender mais durante os próximos testes o quanto as mudanças mais radicais do carro influenciam em seu desempenho.

Mesmo com muitos pontos negativos jogando contra o time de Martin Whitmarsh, o fato de ter Jenson Button a bordo de um de seus cockpits é uma grande chance de obter um bom resultado nas corridas iniciais onde se conhece pouco sobre o comportamento dos pneus durante uma corrida de verdade. O cerebral e ótimo piloto inglês quando o assunto é estratégia pode compensar os “defeitos” que a equipe talvez ainda traga para as primeiras etapas do campeonato.

Lewis Hamilton já chegou a reclamar, mas a equipe afirma que tudo está saindo como o esperado e que poderão chegar na Austrália em condições iguais aos carros da Red Bull e Ferrari. Apesar de parecer pequeno o tempo de duas semanas a mais para trabalhar no crescimento de um carro tão complexo quanto o MP4-26, quem conhece bem o potencial dos mecânicos e engenheiros da Fórmula 1 sabe que muita coisa pode ser modificada e muito trabalho pode ser feito em quinze dias. Além disso, a McLaren, por zelar de um profissionalismo a altura de sua tradição, está ainda mais otimista quanto a melhoria de seu carro.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A nova arma da McLaren



ANDERSON NASCIMENTO



A McLaren apresentou seu novo carro para a disputa da temporada 2011 em público na cidade de Berlim. E além de revelar inovações no carro, como já era esperado, o time inglês também inovou na hora de apresentar sua mais nova arma para voltar a conquistar o título.



Diante de uma grande multidão, o novo McLaren MP4-26 foi sendo montado com alguns mecânicos trazendo as peças que restavam ao bólido. Uma maneira bem criativa e interessante de sair da mesmice de tirar um pano sob o carro já pronto.

Quanto as alterações no carro que será usado por Lewis Hamilton e Jenson Button, a equipe seguiu algumas tendências para a temporada, mas foi mais além. O nariz continua a ser bem alto e a asas dianteira apresenta detalhes interessantes que com certeza atuarão na performance do carro.



Outras duas alterações, com certeza as mais importantes, justificam o fato do time ser um dos últimos a revelar seu novo carro. Nas laterais da entrada superior de ar acima da cabeça dos pilotos, um duto foi implantados. As entradas de ar laterais do carro são a outra novidade apresentada. Elas são mais altas do que as das rivais e possuem uma forma de L.

A pintura permaneceu a mesma, o que já era de se esperar. No entanto, muitos esperavam que os novos macacões dos pilotos fossem apresentados, mas isso não aconteceu.



Parece que com o MP4-26 a McLaren veio para fazer frente às principais candidatas ao título. Com as inovações e com dois pilotos que saberão muito bem o que estarão guiando, o bólido dos ingleses pode se tornar o temor de Red Bull e cia. É claro que ainda é muito cedo para se fazer comparações, apontar favoritos e até mesmo dizer que o MP4-26 andará na frente. Mas tudo parece conspirar a favor de uma grande luta pelo campeonato.

domingo, 28 de novembro de 2010

O GP conturbado



ANDERSON NASCIMENTO



Depois de uma temporada tão agitada e movimentada na Fórmula 1, achei ideal relembrar uma corrida que refletiu muito toda a disputa e competitividade que a temporada reservou.
Quem não se lembra do GP da Turquia? Trágico para a Red Bull e bonito e esportivo para a Mclaren. Vale a pena acompanhar os melhores momentos da corrida abaixo, que teve como vencedor Lewis Hamilton.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Jogo de Equipe, Bélgica, 2005



FÁBIO ANDRADE



Se em 2010 o jogo de equipe voltou a ser o tema da vez, voltemos a uma ocasião em que a troca de posições foi feita sem alarde: Spa, GP da Bélgica de 2005.

Raikkonen disputava com Alonso o título. O finlandês contava com um carro que não era ruim, mas que teimava em não concluir as corridas. Raikkonen abandonara por problemas em seu bólido diversas vezes em 2005, e de praticamente todas as formas imagináveis.

No GP da Bélgica daquele ano Alonso chegou a Spa com chances de conquistar em definitivo o título, mas teve seu triunfo adiado para o gp seguinte (que por acaso era o do Brasil). No sábado, Juan Pablo Montoya cravou a pole. O colombiano dominou toda a corrida com Raikkonen em segundo, até que no fim, Ron Dennis mexeu seus pauzinhos. Montoya foi diminuindo o ritmo gradativamente, enquanto Raikkonen fazia seguidas voltas mais rápidas. No último pit stop, as posições foram invertidas e Raikkonen pôde vencer e adiar o primeiro título de Alonso por mais 15 dias.


F1 - Best of Belgian GP 2005 - MyVideo

Foi o clássico jogo de equipe, jogado sem pudores, e tratado com naturalidade por imprensa e torcida. Confirmando o que foi dito em muitos sites e blogs internet a fora, uma tática aceitável quando a equipe tenta, no fim do mundial, garantir a presença de seu piloto na briga pelo maior tempo possível.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Asa flexível é o aparato do momento



FELIPE MACIEL



A Fórmula 1 vê florescer o terceiro intrigante arranjo técnico deste ano. O duto F inventado pela McLaren foi o primeiro, gerando uma pequena polêmica de início, que ganhou proporções ainda maiores quando a Ferrari instalou seu sistema de forma a exigir a tirada de mão do volante de seus pilotos. Outras equipes vieram no rastro depois.

O escapamento associado ao difusor foi o segundo grande ícone técnico da temporada, inaugurado pela Red Bull e já devidamente copiado pelas rivais. Quanto ao terceiro, em voga neste momento, é nada mais nada menos que a asa viva formulada pela mesma escuderia energética.



O vídeo mostra bem seu funcionamento. Tome o pneu como referencial e observe o movimento do aerofólio.

De alguma forma, a asa dianteira se enverga de maneira a baixar a altura dos endplates, esboçando um U de cabeça para baixo se visto de frente. À medida em que o carro acelera na reta, as laterais do aerofólio descem cerca de 25 milímetros, rendendo alguns décimos de vantagem. Na freada, evidentemente, a asa retoma sua horizontalidade.

O mecanismo é extremamente curioso, a ponto de o engenheiro da McLaren, Paddy Lowe, reconhecer que precisará trabalhar bastante para criar sua versão, visto que ele não faz ideia de como o bicho funciona.

A Ferrari foi rápida no gatilho e estreou o seu no GP da Alemanha, colocando ainda mais pressão sobre a McLaren com relação às suas duas grandes adversárias. As análises da FIA não constataram qualquer irregularidade, portanto se ela deseja impedir a continuidade da asa flexível, uma boa solução será tapar a brecha no regulamento do ano que vem.

E por mais que existam regras restringindo a liberdade dos projetistas, a criatividade dos engenheiros segue pegando todos de surpresa. Assim que é bom.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ferrari mais forte para o GP da Alemanha



FELIPE MACIEL



A Fórmula 1 chegou a Hockenheim de maneira bem movimentada nas pistas. Se os treinos livres são um aperitivo para a corrida, é sinal de que podemos esperar um ótimo fim de semana.

As ameaças verbais da Ferrari durante os últimos dias talvez não fossem meros blefes. O time italiano, que raramente mostra tudo o que tem logo de cara, já exibiu o cartão de visitas nesta sexta-feira. Com a confiança revigorada, busca tomar o lugar da McLaren no posto de adversário principal da Red Bull neste GP.

As características do traçado tendem a reduzir a vantagem dos energéticos, o que não deve implicar na mudança de favoritismo, mas apenas em sua intensidade.



Aliás, favoritismo se torna um termo mais perigoso do que de costume especialmente nesta etapa. Primeiro porque a Bridgestone levou para a Alemanha as especificações 1 e 4 - supermacios e duros - com intuito de dificultar a vida das equipes.

E segundo, porque o risco de queda d'água traz chances a muitas surpresas para a Alemanha. Além de boas variáveis colaborando para uma excelente corrida independente de asfalto seco ou molhado, nós ansiamos por uma briga dura pela vitória, uma vez que a McLaren optou por instalar as atualizações do difusor-exaustor que foram adiadas de Silverstone para cá.

Uma Ferrari recuperando ritmo, uma McLaren ousada e uma Red Bull que é sempre uma Red Bull... Otimismo em alta para o GP alemão.

Segue a classificação da sessão livre desta sexta:

1°. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min16s265 ( 35 voltas )
2°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 0s029 ( 26 )
3°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 0s173 ( 37 )
4°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 0s320 ( 40 )
5°. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s562 ( 32 )
6°. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 0s706 20 )
7°. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s739 ( 10 )
8°. Robert Kubica (POL/Renault), a 0s744 ( 37 )
9°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 0s791 ( 37 )
10°. Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth), a 0s939 ( 44 )
11°. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1s071 ( 44 )
12°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1s282 ( 35 )
13°. Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari), a 1s308 ( 39 )
14°. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s436 ( 38 )
15°. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 1s474 ( 36 )
16°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes), a 1s606 ( 33 )
17°. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 1s882 ( 45 )
18°. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 3s062 ( 48 )
19°. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), a 3s288 ( 30 )
20°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth), a 3s743 ( 34 )
21°. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin-Cosworth), a 3s841 ( 31 )
22°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth), a 4s112 ( 37 )
23°. Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth), a 5s723 ( 37 )
24°. Sakon Yamamoto (JAP/Hispania-Cosworth), a 6s801 ( 37 )

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Os Donos do Carro



FÁBIO ANDRADE



Segundo informações dos sites de notícias, Jenson Button encerrou na semana passada uma ação legal contra a equipe pela qual conquistou o título mundial de F-1 em 2009, a Brawn GP. A ação dizia respeito a uma cláusula contratual que garantia a entrega de um dos carros modelo BGP001 a Button em caso de conquista de título. Como a Mercedes inicialmente se negou a presentear o piloto com um dos chassis usados no ano passado, Button apelou para a Corte de Londres.



O impasse se resolveu na semana passada quando as partes entraram num acordo e Button pôde, finalmente, levar para casa um dos exemplares do modelo com o qual foi campeão.

É raro ver um piloto ganhar um carro de competição, mas acontece. Há 20 anos atrás, sem brigas na justiça, um outro piloto, recém chegado ao hall dos bicampeões também ganhou um presente. A reportagem é da Quatro Rodas de novembro de 1990:
Este carro é seu, bicampeão!

Por Sérgio Quintanilha

A magnífica atuação de Ayrton Senna ao volante do McLaren-Honda número 27 na temporada 1990 foi duplamente consagradora – colocou-o na companhia de Alberto Ascari, Graham Hill, Jim Clark e Emerson Fittipaldi como integrante do clube dos bicampeões de Fórmula-1 e dobrou até seu patrão, Ron Dennis. Quem venceu foi o homem, não a máquina. E o piloto também ganhou o carro...



Mas Ayrton precisou convencer o exigente Ron Dennis de que merecia o presente. Quando ainda negociava a renovação de seu contrato, o bicampeão revelou seu desejo ao patrão.

- Acho que a equipe poderia me dar o meu carro de corrida deste ano... – arriscou Ayrton.

- É muito difícil – cortou Ron Dennis – A McLaren nunca deu, nem vendeu, um carro até hoje.

As corridas de Spa-Francorchamps e Monza, porém, mudaram a cabeça do boss da McLaren. Senna pilotou maravilhosamente nessas duas provas e acabou ganhando 18 pontos que teoricamente deveriam ser de Alain Prost. Mesmo com um carro superior, o francês se viu impotente diante do brasileiro naqueles dois Grandes Prêmios. Dennis não resistiu:

- Faço questão de reconhecer que as vitórias nessas duas provas foram suas e não da equipe – disse ele a Senna – O carro é seu.

“Foi um dos momentos mais espontâneos de Ron”, recordava Senna. “Sua atitude realmente me deixou bastante emocionado”.

(...)

O grande mérito de Ayrton no seu bicampeonato foi ter conseguido aliar suas virtudes anteriores – como o arrojo e a velocidade – a um grande amadurecimento na estratégia de corrida. Aos 30 anos, Ayrton possuía uma condição física e emocional afinadíssima, era idolatrado como maior ídolo popular no Brasil e já podia exibir em sua casa uma joia como o McLaren número 27 que o conduziu ao bicampeonato mundial. Ele mereceu.

sábado, 19 de junho de 2010

As novidades das equipes para o GP de Valência



FELIPE MACIEL


O otimismo de Felipe Massa para a etapa de Valência contrai boa parte das atenções para a reação prometida pela Ferrari na casa de Alonso. O brasileiro, que tanto reclamou de um carro destoante de seu estilo ao longo da atual temporada, espera com ansiedade a nona corrida do ano com uma pontinha de esperança de manter os 100% de aproveitamento no tilkeway.

A pista se assemelha mais a Montreal que a Istambul, o que já conta a favor de Maranello, que suou na Turquia mas se reergueu no Canadá - ao menos com um dos carros, já que o outro bateu na largada e não pôde aproveitar o ritmo convincente do F10 no pelotão da frente.

Para o GP da Europa, reserva-se a estreia do escapamento copiado da Red Bull, que é um sistema quase tão chamativo quanto o duto F lançado pela McLaren. A escuderia italiana já plagiou o canal aerodinâmico dos rivais prateados. A diferença em relação à clonagem do escapamento do Newey, é que talvez esta funcione no carro vermelho.

Para dar um fim nas abanadas e ampliar o equilíbro, o escape mais baixo, integrado ao extrator de ar, reposiciona o centro gravitacional na parte traseira e melhora a pressão aerodinâmica direcionando o fluxo do exaustor para o difusor, além de tornar mais limpo o ar incidente sobre o aerofólio. Com este reforço no nível de aderência do F10, o time se dá ao direito de sonhar com pelo menos mais um pódio nesta próxima corrida.



Já o maior duelo do ano, protagonizado por Red Bull e McLaren, ganhará mais episódios interessantes nas etapas que seguem.

Durante o fim de semana do GP do Canadá, Adrian Newey ficou na fábrica do touro enérgico preparando os últimos ajustes para o sistema que estreará na tourada espanhola domingo que vem. Trata-se do tal duto F, que eles tanto postergaram, mas finalmente está no ponto. O efeito esperado é melhor que o do modelo implementado pela Ferrari, uma vez que os italianos aceleraram o processo de construção e acabaram se decepcionando com os resultados. Se em Maranello apressado come cru, na Red Bull "tudo ao seu tempo" é a medida de ordem da casa.

Por outro lado, o grupo de Woking providencia para o GP da Inglaterra o escapamento que aponta para o difusor. Bonito ver cada equipe se inspirando em sua rival para batê-la nas pistas...



Mas bonito de verdade é ver o clima amigável dentro da Lotus.

O time prepara novo chassis para a Grande Prêmio da Europa e a pretensão inicial era atribui-lo a Heikki Kovalainen, que vem se desempenhando melhor que o parceiro Jarno Trulli. Justamente devido às maiores dificuldades do italiano com o balanço do bólido atual, Mike Gascoyne anunciou a mudança de planos: Jarno receberá a atualização antes do finlandês. Eis que tem início a troca de gentilezas entre os dois; cada um repassando a preferência para o companheiro ao lado. Veja que gracinha:
Não, eu não quero que Heikki sinta que estou sendo favorecido. Por favor, sinta-se livre para dar o novo chassi a ele

Disse Jarno Trulli a Mike Gascoyne



Não, Jarno está tendo dificuldades. Dê a ele.

Disse Heikki Kovalainen a Mike Gascoyne



É uma situação que resume o grande sentimento dentro da equipe – em que ambos estão tentando ajudar uns aos outros. No final, nós vamos dar a Jarno, mas os dois pilotos estão abertos a trocá-lo mais tarde.

Disse Mike Gascoyne a nós

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Whitmarsh desmente suposta ordem de equipe



FELIPE MACIEL



Os ecos da Turquia seguem tilintando na cabeça de muita gente na Fórmula 1. No caso da Red Bull, o chefe Christian Horner falou pelos cotovelos a respeito da batida. Já no caso da McLaren, demorou mas chegou a vez de Martin Whitmarsh dar sua versão do conflito.

O vídeo da FOM denunciou o momento em que Phil Prew garantia a Hamilton que Button não tentaria lhe roubar a vitória. A conversa de rádio ocorreu imediatamente antes de Jenson iniciar o ataque, que terminou com a manutenção de Lewis na ponta.



Antes mesmo do duelo, a equipe já alertava seus pilotos sobre a necessidade de se economizar combustível. Após o pega, o pit wall reenviou a mensagem para frear o ritmo dos dois. Hamilton se distanciou e cruzou em primeiro com Button completando a dobradinha. A explicação de Whitmarsh é a seguinte: Phil Prew enganou-se; apenas isso, nada mais.

Comentários registrados na íntegra...
Pouco depois que ele foi informado de que Jenson não o ultrapassaria, Jenson o fez. Phil deu sua opinião a Lewis e depois isso mudou. Ambos são pilotos e tinham um desafio na pista, eles sabem disso.

A corrida se desenvolveu um pouco mais rápida que o esperado. Então nós estávamos consumindo mais combustível do que tínhamos imaginado. Por isso tivemos que encontrar maneiras de economizar.

Inevitavelmente, surge um dilema à medida em que você se aproxima do fim da corrida sobre o quão duro você pode correr. Acho que ficou amplamente demonstrado que uma equipe e seus pilotos podem cometer esse erro, mas não há dúvida de que nossos dois pilotos querem ganhar corridas, em contrapartida eles estavam sendo orientados a cuidar do combustível. Como conseqüência disso, Phil Prew tinha a opinião de que Jenson não ultrapassaria, o que provavelmente foi um erro de julgamento.

Mas eu não acredito que fosse esperado que o Lewis levantaria tanto o pé na curva 8. Jenson, que é um piloto de corridas, quando o viu aliviar tanto na curva 8, pensou que aquela seria sua oportunidade, e então partiu para o ataque.

Eles sabem que eles são pilotos de corrida. Lewis até ficou surpreso com a informação passada pelo rádio. Ele perguntou, e Phil Prew, que é o engenheiro-chefe, deu uma resposta instintiva e imediata, já que ele não achava que Jenson iria tentar passar.

Mas Lewis não estava disposto a ceder o primeiro lugar de forma fácil; acho que ele fez uma belíssima ultrapassagem para garantir sua permanência na liderança.

Martin Whitmarsh



Por mais que o histórico da equipe conte a favor, fico com a pulga atrás da orelha com essa versão explanada pelo Martin. Ele pode estar mesmo reportando a verdade, mas sinceramente, neste caso específico, não o condenaria caso de fato houvesse uma intenção da equipe em evitar a briga no final. Depois que as duas Red Bull's se enroscaram daquela forma, não adianta dizer que os prateados assistiriam a um combate interno sem tremer nas bases. O medo é, antes de mais nada, um instinto de sobrevivência. E ver a RBR morrer na praia foi uma lambança exemplar que não poderia ser repetida de modo algum logo em seguida. Mérito dos campeões, que deram uma aula de como se digladiar na pista explorando o máximo da adrenalina sem desrespeitar o parceiro nem trazer danos ao time. A elegância britânica é notável tanto sobre o asfalto quanto diante da mídia. A rivalidade entre Hamilton e Button é a mais nobre, limpa e bonita de se ver nesta temporada.

Para o GP do Canadá, porém, a expectativa é de um embate entre equipes. A McLaren, cada vez mais próxima da Red Bull, traz mais atualizações aerodinâmicas buscando ameaçar de vez o poderio dos energéticos no campeonato. Ritmo de corrida eles já provaram que possuem. Alcançar Webber e Vettel no qualifying deve ser a chave do próximo fim de semana.

domingo, 18 de abril de 2010

Dupla de equipe: GP da China



McLaren


É gozado porque depois de classificação considerei que a McLaren estava definitivamente fora da briga e que os tais dutos estavam sendo superestimados. Na verdade ainda acho que os dutos estão recebendo um tratamento um pouco exagerado pela imprensa e pelos próprios personagens do circo, afinal, velocidade máxima final não é o único fator determinante para fazer um carro competitivo.

Mas fora da briga a McLaren não esteve e a equipe é a única que venceu duas até aqui em 2010. Foram vitórias circunstanciais? Prefiro não entrar nesse mérito. O que acontece é que a McLaren (Button, sobretudo) soube aproveitar melhor as chances que apareceram.

Fábio Andrade



Desde a sexta-feira até o Q2 no sábado, a ameaça da McLaren era perceptível. Mas o fracasso na super pole foi inacreditável. Enquanto a Red Bull respirava aliviada com a pole, soltou uma ironia para cima dos ingleses. Acabaríamos descobrindo que era cedo para isso...

Mais uma vez, sob chuva, Hamilton e Button partiram para estratégias diferentes. E Button de novo levou a melhor. Mas o show do Lewis não pode ser menosprezado, pena que seu estilo empolgante de guiar esteja sendo prejudicado pelo reabastecimento proibido. Se vencesse, seria merecido. Assim como a vitória do Button também foi. Dobradinha merecida, pois.

Felipe Maciel



Vitaly Petrov


A F-1 não parece muito carente de homens-show, mas o Petrov veio pra engordar as fileiras desse tipo de piloto. Ultrapassou, rodou, ultrapassou de novo. Eu ainda vou esperar um pouco mais pra dizer se gosto ou não dele, do estilo dele, mas por ora não tá fazendo feio.

Tô gostando mesmo é da Renault. As corridas têm sido um pouco estranhas, talvez por isso o desempenho do carro esteja sendo avaliado precipitadamente, mas parece que a equipe foi muito subestimada durante a pré-temporada.

Fábio Andrade



O russo está evoluindo bem... Com um final de corrida em grande estilo, marcou os primeiros pontos na Fórmula 1. Foi um dos bons destaque da China, sem dúvida. O presidente da Rússia já pode comunicar ao seu povo: "Nunca na história desse país um russo ultrapassou o Schumacher!".

Felipe Maciel



Massa x Alonso


Na China o Alonso engoliu o Felipe. Ponto.

Felipe vai ser segundão na Ferrari? Vai ser substituído no fim do ano? Vai passar o ano sem ganhar uma? Bem, não sou nem quero ser profeta de nada, e acho que ainda é muito cedo para responder a todas essas perguntas.

O incidente na entrada dos boxes: não é usual ver na Ferrari, mas também não vejo o drama que tentaram construir. Se o piloto da frente está mais lento o normal é ultrapassá-lo, certo?

Fábio Andrade



Antes de mais nada, o Massa errou. Não se conserta o erro batendo no companheiro, sobrou-lhe portanto aceitar a perda de posição. Mas será que não tinha um momento pior para ele dar uma balançada do que na exata hora de entrar nos boxes?!

Bem, lucro para a Ferrari que o Alonso tenha passado o Massa. Porque o espanhol tinha muito mais ritmo para galgar posições e o fez. Quanto ao incidente, não vejo por que discutir: O Fernando já tinha passado! Se não fossem para os boxes, ele superava o Felipe na curva da vitória. Parceiro de equipe é antes de mais nada piloto, isto é, ele não está lá para tirar o pé e dar apoio moral quando o outro erra, e sim para ultrapassar e ir embora.

Felipe Maciel



Michael Schumacher


Está enfrentando grandes apuros. É complicado falar porque o Schumi desperta muitas paixões. O que é seguro dizer é que ele concordou em se expor dessa forma. Depois de 4 corridas os fatos são: Schumacher foi sistematicamente mais lento do que o companheiro e ainda não se adaptou a essa F-1 tão diferente de quando ele parou há 3 anos. Idade influencia? Pode ser. Mas é óbvio que todos vamos avaliá-lo não só pelo que ele fez até 2006, mas também por agora em 2010, e com uma cobrança até maior, já que se trata do maior recordista da história. E o que Schumacher conta até aqui em 2010 não faz justiça a um homem com o currículo dele.

Se Schumi não se adaptou ao carro, aos pneus ou ao novo estilo que a F-1 adquiriu é um problema que ele terá de resolver. Estava tudo no pacote.

Fábio Andrade



Já não entendi o que o Schumacher pretendia quando anunciou que retornaria, e a cada dia entendo menos. Voltou para quê? Para ser octa? Ser octa pra quê? Ninguém até hoje foi nem hexa. Ah, sim, ele voltou para se divertir. Sei, mas vale a pena o risco?

O retorno do alemão pode se transformar na pior decisão já tomada em sua carreira. Justo ele, que nunca enfrentou um período de decadência, já que se afastou em grande forma... É triste ver cenas como essas exibidas durante o GP da China.

A diferença em relação ao Rosberg, ao invés de diminuir, parece que está crescendo. A única coisa que deve está se reduzindo é sua motivação. Possui um dos 4 melhores carros do grid mas é apenas o 10° da tabela. Já duvido que volte a ser reconhecível, pelo menos nesta temporada.

Felipe Maciel



Tabela classificatória


Cabem poucas observações, a meu ver. A tabela reflete com boa margem de acerto, se é que o termo existe e é justo usá-lo, o que a temporada está apresentando até aqui.

Fábio Andrade



É estranho dizer isso, mas poucos acreditavam que o atual campeão fosse liderar a tabela do campeonato com relativo conforto. O Nico Rosberg em segundo nem se fala!

Ferrari e Red Bull, supostamente os melhores carros do princípio da temporada, estão fora da ponta. A Ferrari já foi alcançada por McLaren e Mercedes. A RBR ainda tem uma pequena folga e apresenta maior potencial de recuperação. De qualquer forma, as quebras nas 2 primeiras corridas, e este GP da China - uma das piores exibições sob chuva da equipe - lhe privaram de conquistar os pontos correspondentes ao que o carro tem para dar.

Felipe Maciel



Troféu Santander


Huuuummm. Pra mim ficou bonito. Eu sempre acho troféus bonitos. Sei lá, entendo pouco sobre desenhos, tradição, e essas coisas. Se é ou não o logo de uma marca acho que pouco importa.

Fábio Andrade



Deram uma bela melhorada no desenho, não? O chamado cocozinho do Santander evoluiu para um troféu de verdade. Se divulgam a marca sem estragar o símbolo de um trabalho bem feito, está ótimo.

Felipe Maciel