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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

As asas móveis poderão ser vilãs das ultrapassagens



ANDERSON NASCIMENTO



A declaração do diretor técnico da Red Bull, Adrian Newey, diz muito sobre as polêmicas asas traseiras móveis. “Devemos tornar ultrapassagens possíveis, mas não fáceis!” O engenheiro vem alertando, assim como alguns de seus colegas, que as ultrapassagens poderão se tornar artificiais e bastante comuns.



Em busca de um meio para trazer a emoção das ultrapassagens novamente às corridas, a Fórmula 1 pode deixar elas ainda mais sem graças com esta nova engenhosidade. E mesmo que os carros não sejam os principais causadores da monotonia das etapas da categoria, parece que só eles que sofrerão as modificações.

A asa móvel deve funcionar de uma maneira bastante sutil, porém terá uma grande participação no desempenho dos carros no momento das ultrapassagens, acreditando-se que às vezes será mais vantajoso estar atrás do que na frente do adversário.

Os pilotos poderão ajustar a asa em até 50 mm através de um dos botões do volante. Assim, a asa menor deverá erguer permitindo que o ar passe com maior volume entre a asa menor e a asa maior da parte traseira do bólido.

Engenhosamente falando, a novidade parece simples, porém suas consequências até que os carros ganhem as pistas para a pré-temporada são incertas. Por isso, a pré-temporada será fundamental para a aceitação (ou não) da mais nova técnica de ultrapassagem, que não exige habilidade alguma dos pilotos.

domingo, 4 de julho de 2010

Como é pilotar no Festival de Goodwood



FELIPE MACIEL



Bruno Senna fez um belíssimo favor aos fãs do automobilismo neste fim de semana. Simplesmente sensacional a gravação de seu passeio em Goodwood direto do cockpit, revelando a emoção de um piloto ao desfilar em meio àquele público, mesmo que por poucos minutos.



A McLaren era o MP4/8, usada por Ayrton em 1993. Antes que perguntem: câmera na mão esquerda, volante na mão direita.

Confira mais fotos do tradicional evento, com direito a Emerson de McLaren, sem falar no Newey guiando sua Red Bull.









sábado, 19 de junho de 2010

As novidades das equipes para o GP de Valência



FELIPE MACIEL


O otimismo de Felipe Massa para a etapa de Valência contrai boa parte das atenções para a reação prometida pela Ferrari na casa de Alonso. O brasileiro, que tanto reclamou de um carro destoante de seu estilo ao longo da atual temporada, espera com ansiedade a nona corrida do ano com uma pontinha de esperança de manter os 100% de aproveitamento no tilkeway.

A pista se assemelha mais a Montreal que a Istambul, o que já conta a favor de Maranello, que suou na Turquia mas se reergueu no Canadá - ao menos com um dos carros, já que o outro bateu na largada e não pôde aproveitar o ritmo convincente do F10 no pelotão da frente.

Para o GP da Europa, reserva-se a estreia do escapamento copiado da Red Bull, que é um sistema quase tão chamativo quanto o duto F lançado pela McLaren. A escuderia italiana já plagiou o canal aerodinâmico dos rivais prateados. A diferença em relação à clonagem do escapamento do Newey, é que talvez esta funcione no carro vermelho.

Para dar um fim nas abanadas e ampliar o equilíbro, o escape mais baixo, integrado ao extrator de ar, reposiciona o centro gravitacional na parte traseira e melhora a pressão aerodinâmica direcionando o fluxo do exaustor para o difusor, além de tornar mais limpo o ar incidente sobre o aerofólio. Com este reforço no nível de aderência do F10, o time se dá ao direito de sonhar com pelo menos mais um pódio nesta próxima corrida.



Já o maior duelo do ano, protagonizado por Red Bull e McLaren, ganhará mais episódios interessantes nas etapas que seguem.

Durante o fim de semana do GP do Canadá, Adrian Newey ficou na fábrica do touro enérgico preparando os últimos ajustes para o sistema que estreará na tourada espanhola domingo que vem. Trata-se do tal duto F, que eles tanto postergaram, mas finalmente está no ponto. O efeito esperado é melhor que o do modelo implementado pela Ferrari, uma vez que os italianos aceleraram o processo de construção e acabaram se decepcionando com os resultados. Se em Maranello apressado come cru, na Red Bull "tudo ao seu tempo" é a medida de ordem da casa.

Por outro lado, o grupo de Woking providencia para o GP da Inglaterra o escapamento que aponta para o difusor. Bonito ver cada equipe se inspirando em sua rival para batê-la nas pistas...



Mas bonito de verdade é ver o clima amigável dentro da Lotus.

O time prepara novo chassis para a Grande Prêmio da Europa e a pretensão inicial era atribui-lo a Heikki Kovalainen, que vem se desempenhando melhor que o parceiro Jarno Trulli. Justamente devido às maiores dificuldades do italiano com o balanço do bólido atual, Mike Gascoyne anunciou a mudança de planos: Jarno receberá a atualização antes do finlandês. Eis que tem início a troca de gentilezas entre os dois; cada um repassando a preferência para o companheiro ao lado. Veja que gracinha:
Não, eu não quero que Heikki sinta que estou sendo favorecido. Por favor, sinta-se livre para dar o novo chassi a ele

Disse Jarno Trulli a Mike Gascoyne



Não, Jarno está tendo dificuldades. Dê a ele.

Disse Heikki Kovalainen a Mike Gascoyne



É uma situação que resume o grande sentimento dentro da equipe – em que ambos estão tentando ajudar uns aos outros. No final, nós vamos dar a Jarno, mas os dois pilotos estão abertos a trocá-lo mais tarde.

Disse Mike Gascoyne a nós

domingo, 28 de março de 2010

Desempenho arrasador, resultado desanimador



FELIPE MACIEL


O trabalho de Adrian Newey foi a inspiração dos próprios concorrentes para criar seus modelos. Por isso mesmo, ninguém conhecia tão bem o caminho quanto ele para gerar um carro vencedor na temporada corrente.

Faça chuva ou faça sol, no deserto ou na cidade, o RB6 se garante na pole position e dispara na frente quando as luzes vermelhas se apagam. Mas de novo o mago da engenharia foi traído pelo contraste "performance x confiabilidade" que o acompanhou nos últimos anos e lhe privou de conquistar títulos nesta década.

Dois incidentes muitos estranhos nas duas primeiras corridas tiraram a vitória certa de Sebastian Vettel. No Bahrein, o alemão tira o pé para levar até o final, o que a princípio foi considerado problema no escapamento e posteriormente reconhecido como problema na vela do motor. Mas os rivais não engoliram essa versão, uma vez que nas voltas finais o piloto conseguiu cravar o melhor 2° setor da corrida e ainda defender a posição de Nico Rosberg. Nesse caso não seria prejuízo causado por falha mecânica e sim correção da quantidade insuficiente de combustível despejada no tanque antes da largada, supostamente 10kg abaixo do normal.



Já na Austrália uma falha súbita de freio teria surpreendido Vettel na entrada da curva 13 e o mandado direto para a caixa de brita. Um fato lamentável e vergonhoso para quem tinha tanto a "mostrar a eles!" nesse GP que marcaria a justa recuperação do atual vice-campeão. Diante disso e de outras lambanças a Red Bull que em teoria é a maior força deste início de campeonato mal consegue se manter no G4 em termos estatísticos:

Ferrari - 70 pontos
McLaren - 54
Mercedes - 29
Renault - 18
Red Bull - 18



Se a Ferrari já escapa por 52 pontos neste princípio de temporada (quando a Red Bull tem o melhor carro) a situação só tende a piorar assim que as outras forem se aproximando, com mudanças que incluem a cópia do interessante sistema que age no RB6 mantendo a altura da suspensão entre treino e corrida mesmo após o abastecimento, configurando uma enorme vantagem no qualifying e no começo das provas, quando o time energético usufrui de melhor downforce devido ao assoalho mais próximo ao solo que o das rivais.

Vettel deveria possuir 100% de aproveitamento e merecidos 50 pontos no bolso, com sua tocada segura e irretocável nessas duas provas, mas neste momento ele se encontra apenas em 7° no campeonato com 12 pontos, atrás de Robert Kubica. Tudo o que o alemão quer é poder correr sem problemas no carro. O resto ele faz acontecer.

Mencionado por muitos - inclusive por mim - como aposta para o título, precisará fazer corridas e corridas de recuperação, sendo que a fase européia bate à porta, para todos os rivais começarem a ganhar confiança no campeonato. Desperdiçar vitórias quando se tem o melhor carro é perda de oportunidade! Qualquer um sabe o peso que isso representa; num esporte competitivo como F-1 nem se fala...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nova Williams é flagrada em furo da Autosport

Nico Hulkenberg fazia o shakedown da FW32 em Silverstone quando a revista Autosport registrou o design do modelo 2010.

Digamos que a Williams tenha tanta consideração pelos títulos conquistados com Adrian Newey, que resolveu homenageá-lo...



A propósito, podemos esperar muitos tributos ao projetista no grid de 2010.