Em quase 3 minutos, a FOM resumiu o GP da Hungria de Fórmula 1 que antecedeu as férias da categoria e a paralização que durará até o próximo GP que terá início nos trabalhos no dia 26, na Bélgica. A vitória foi de Jenson Button e a corrida realmente foi uma das melhores do ano até aqui. Para quem ainda não viu, vale dar uma olhada.
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domingo, 14 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Rádio OnBoard - Edição de Hungaroring
No ar a 121ª edição da Rádio OnBoard!
Contando com a presença dos ilustres amigos Ron Groo e Fábio Campos, comentamos de tudo que foi relevante neste GP da Hungria, uma corrida úmida e emocionante, encerrada com a surpreendente vitória de Jenson Button. Clique e confira!
Nossa rádio retorna dentro de algumas semanas falando do que tivermos de mais interessante para abordar sobre o universo da F-1. Até lá!
Contando com a presença dos ilustres amigos Ron Groo e Fábio Campos, comentamos de tudo que foi relevante neste GP da Hungria, uma corrida úmida e emocionante, encerrada com a surpreendente vitória de Jenson Button. Clique e confira!
Nossa rádio retorna dentro de algumas semanas falando do que tivermos de mais interessante para abordar sobre o universo da F-1. Até lá!
domingo, 31 de julho de 2011
Há um novo rei das condições adversas na F-1
Foi uma corrida de heróis? A julgar pelas condições da pista nas voltas iniciais, sim. O asfalto não estava seco, mas também não estava molhado. Ele estava melado, o que se configura numa das condições mais difíceis para guiar um carro de corrida. Nunca se sabe ao certo até onde a aderência vai te levar numa pista melecada de sujeira, óleo e uma quantidade de água suficiente apenas para misturar tudo isso. Na verdade, o GP da Hungria foi uma prova de que abandonar uma corrida hoje na Fórmula-1 é algo que só vai acontecer se eventos muito estranhos derem o ar de sua graça. Como no incidente ainda sem explicação que torrou a Renault de Nick Heidfeld. Salvo casos desse tipo, toda escapada de pista será perdoada.
[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Escapole e volta: Hamilton retornando à pista após visitar a área de escape"]
[/caption]
Se a corrida de hoje se desse há 20 ou 30 anos atrás, nenhum dos seis pilotos das equipes de ponta a teria completado. Todos rodaram ou passearam pela área de escape, hoje asfaltada. Se estivéssemos em 1986, quando Hungaroring estreou na Fórmula-1, possivelmente o vencedor da prova húngara seria Paul di Resta, que em ótima forma levou a Force India ao sétimo lugar, o primeiro depois dos seis postos reservados a Red Bull, McLaren e Ferrari.
Talvez a implicância com os seis primeiros colocados não faça justiça a Mark Webber. Não me lembro se vi o australiano rodar ou escapar da pista, mas confesso que não acompanhei a corrida com a atenção habitual, estou viajando e não pude ver o GP da Hungria solitariamente como faço em casa, sem interferências. De toda forma seria um erro avaliar que Webber foi quem mais mereceu a vitória por ter errado menos. Numa temporada em que vem sendo batido com facilidade por Vettel, Webber teve um fim de semana apagado em Budapeste: enquanto Vettel fez a pole, o piloto do carro de número 2 ficou apenas com o sexto lugar. Na corrida, Webber vagou sem muito objetivo pela pista, para terminar num opaco quinto lugar.
A vitória em Hungaroring caiu no colo do piloto que mais se dá bem em condições adversas na atual F-1. Jenson Button é um caso a ser estudado pela leitura clara que faz em corrida complicadas - e também pela sorte que o acompanha nessas ocasiões. E note-se que na Hungria ele não foi bem apenas no domingo, também fez uma sessão classificatória satisfatória, ficando na segunda fila e a frente das Ferraris.
[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="No seu gp de número 200, Button comemora: é sua 2ª vitória em 2011 e sua 2ª vitória na Hungria"]
[/caption]
A vitória de Button não era bem o que o campeonato precisava, já que o britânico é apenas o quinto colocado na disputa pelo título e talvez o triunfo de um rival mais próximo de Vettel como Hamilton ou Alonso fosse mais interessante para a briga. Mas enquanto a chuva continuar a dar as caras com tamanha frequência sempre haverá um convite a Button, que já começa a criar fama de rei em condições como a de hoje. A julgar pelo local onde será disputada a próxima corrida - Spa, com sua famosa instabilidade climática - e o britânico mais gente boa da McLaren pode ter uma nova grande chance.
1º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 70 voltas em 1h46min42s337
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 3s5
3º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 19s8
4º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 48s3
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 49s7
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 83s1
7º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1 volta
8º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
9º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1 volta
10º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
11º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1 volta
12º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 1 volta
13º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2 voltas
14º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 2 voltas
15º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 2 voltas
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 2 voltas
17º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 4 voltas
18º. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth), a 4 voltas
19º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 5 voltas
20º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 5 voltas
Não completaram:
Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault)
Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault)
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[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Escapole e volta: Hamilton retornando à pista após visitar a área de escape"]
[/caption]Se a corrida de hoje se desse há 20 ou 30 anos atrás, nenhum dos seis pilotos das equipes de ponta a teria completado. Todos rodaram ou passearam pela área de escape, hoje asfaltada. Se estivéssemos em 1986, quando Hungaroring estreou na Fórmula-1, possivelmente o vencedor da prova húngara seria Paul di Resta, que em ótima forma levou a Force India ao sétimo lugar, o primeiro depois dos seis postos reservados a Red Bull, McLaren e Ferrari.
Talvez a implicância com os seis primeiros colocados não faça justiça a Mark Webber. Não me lembro se vi o australiano rodar ou escapar da pista, mas confesso que não acompanhei a corrida com a atenção habitual, estou viajando e não pude ver o GP da Hungria solitariamente como faço em casa, sem interferências. De toda forma seria um erro avaliar que Webber foi quem mais mereceu a vitória por ter errado menos. Numa temporada em que vem sendo batido com facilidade por Vettel, Webber teve um fim de semana apagado em Budapeste: enquanto Vettel fez a pole, o piloto do carro de número 2 ficou apenas com o sexto lugar. Na corrida, Webber vagou sem muito objetivo pela pista, para terminar num opaco quinto lugar.
A vitória em Hungaroring caiu no colo do piloto que mais se dá bem em condições adversas na atual F-1. Jenson Button é um caso a ser estudado pela leitura clara que faz em corrida complicadas - e também pela sorte que o acompanha nessas ocasiões. E note-se que na Hungria ele não foi bem apenas no domingo, também fez uma sessão classificatória satisfatória, ficando na segunda fila e a frente das Ferraris.
[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="No seu gp de número 200, Button comemora: é sua 2ª vitória em 2011 e sua 2ª vitória na Hungria"]
[/caption]A vitória de Button não era bem o que o campeonato precisava, já que o britânico é apenas o quinto colocado na disputa pelo título e talvez o triunfo de um rival mais próximo de Vettel como Hamilton ou Alonso fosse mais interessante para a briga. Mas enquanto a chuva continuar a dar as caras com tamanha frequência sempre haverá um convite a Button, que já começa a criar fama de rei em condições como a de hoje. A julgar pelo local onde será disputada a próxima corrida - Spa, com sua famosa instabilidade climática - e o britânico mais gente boa da McLaren pode ter uma nova grande chance.
Grande Prêmio da Hungria, após 70 voltas:
1º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 70 voltas em 1h46min42s337
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 3s5
3º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 19s8
4º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 48s3
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 49s7
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 83s1
7º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1 volta
8º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
9º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1 volta
10º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
11º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1 volta
12º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 1 volta
13º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2 voltas
14º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 2 voltas
15º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 2 voltas
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 2 voltas
17º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 4 voltas
18º. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth), a 4 voltas
19º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 5 voltas
20º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 5 voltas
Não completaram:
Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault)
Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault)
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sábado, 30 de julho de 2011
Vettel desbanca Hamilton e mantém supremacia da Red Bull em classificações
No treino classificatório para o GP da Hungria de 2010, Sebastian Vettel assombrou a concorrência. A pole do então aspirante a campeão foi de tal maneira dominante que o alemãozinho pôs quatro décimos sobre o companheiro Mark Webber, que dividia com ele a primeira fila. Sobre Fernando Alonso, o então terceiro colocado, Vettel registrou uma vantagem de um segundo e dois décimos. Esse tipo de vantagem na conquista de uma pole position por Vettel faria sentido também nas sessões classificatórias do início da atual temporada. Mas no treino do GP da Hungria de 2011, Vettel e a Red Bull não apareciam com o favoritismo pleno que existia na primeira metade do mundial. E mesmo assim, conquistaram a pole, uma das mais suadas para o líder do campeonato nesse ano.
[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Concentrado, Vettel se prepara para conquistar a 23ª pole de sua carreira"]
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A supremacia da Red Bull nos treinos classificatórios nunca pareceu tão ameaçada como em Hungaroring. Lewis Hamilton, que já estivera bem próximo de Vettel na classificação de Nurburgring há uma semana, registrou tempos bastante competitivos nos treinos de sexta na Hungria. Some-se a isso o fato de que Red Bull vem de duas derrotas nas últimas duas corridas e que o ritmo de corrida de Ferrari melhorou sensivelmente desde o GP da Grã-Bretanha para cá e o panorama para a disputa desse sábado já não parecia tão favorável a Vettel e a Webber.
Quando Hamilton terminou sua primeira volta rápida no Q3 com um tempo abaixo de 1min20s, a pole já parecia ter dono. Foi a primeira vez em todo o fim de semana que alguém virou na casa de 1min19s, mas Vettel tratou de pulverizar a marca do piloto da McLaren com uma volta perfeita em 1min19s815. Os números de Vettel seguem impressionando: é a 23ª pole position em 72 grande prêmios, o que resulta num aproveitamento de quase 32%. De cada três sessões classificatórias que disputou, Vettel foi o pole em uma.
A McLaren apareceu forte em Hungaroring, e dessa vez com os dois pilotos. Hamilton conquistou o segundo posto e Button larga em terceiro. A decepção ficou por conta da Ferrari, que novamente prometia uma classificação forte, já que para a Hungria foram selecionados os pneus macios e supermacios, combinação que mais agrada à equipe de Maranello. Depois de fazer os melhores tempos no Q1 e no Q2, Alonso ficou com a quinta posição no grid. Felipe Massa, pela primeira vez no ano, larga a frente do companheiro de equipe, na quarta posição.
[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Na tradicional paisagem húngara, onde viveu o pior acidente de sua carreira, Massa conquistou o 4º posto no grid"]
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A previsão do tempo para Budapeste nesse fim de semana é de tempo nublado a parcialmente nublado, com chances de chuva variando de 20 a 30 % até o fim da tarde de domingo. A largada para o GP da Hungria acontece às 9 da manhã desse domingo, com transmissão ao vivo da Tv Globo. A Rádio OnBoard transmite o programa Pré-Race nesse sábado, às 8 da noite.
1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min19s815 (14)
2º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s163 (12)
3º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s209 (15)
4º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 0s535 (15)
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 0s550 (15)
6º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 0s659 (16)
7º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1s283 (12)
8º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s630 (19)
9º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 2s092 (17)
10º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), (16)
11º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 2s342 (15)
12º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 2s469 (13)
13º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 2s620 (14)
14º. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault), a 2s655 (16)
15º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s869 (14)
16º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 3s164 (16)
17º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), (10)
18º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), a 4s547 (9)
19º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), a 4s719 (8)
20º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 6s479 (7)
21º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 6s508 (10)
22º. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth), a 6s664 (11)
23º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 4s255 (9)*
24º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 6s695 (8)
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[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Concentrado, Vettel se prepara para conquistar a 23ª pole de sua carreira"]
[/caption]A supremacia da Red Bull nos treinos classificatórios nunca pareceu tão ameaçada como em Hungaroring. Lewis Hamilton, que já estivera bem próximo de Vettel na classificação de Nurburgring há uma semana, registrou tempos bastante competitivos nos treinos de sexta na Hungria. Some-se a isso o fato de que Red Bull vem de duas derrotas nas últimas duas corridas e que o ritmo de corrida de Ferrari melhorou sensivelmente desde o GP da Grã-Bretanha para cá e o panorama para a disputa desse sábado já não parecia tão favorável a Vettel e a Webber.
Quando Hamilton terminou sua primeira volta rápida no Q3 com um tempo abaixo de 1min20s, a pole já parecia ter dono. Foi a primeira vez em todo o fim de semana que alguém virou na casa de 1min19s, mas Vettel tratou de pulverizar a marca do piloto da McLaren com uma volta perfeita em 1min19s815. Os números de Vettel seguem impressionando: é a 23ª pole position em 72 grande prêmios, o que resulta num aproveitamento de quase 32%. De cada três sessões classificatórias que disputou, Vettel foi o pole em uma.
A McLaren apareceu forte em Hungaroring, e dessa vez com os dois pilotos. Hamilton conquistou o segundo posto e Button larga em terceiro. A decepção ficou por conta da Ferrari, que novamente prometia uma classificação forte, já que para a Hungria foram selecionados os pneus macios e supermacios, combinação que mais agrada à equipe de Maranello. Depois de fazer os melhores tempos no Q1 e no Q2, Alonso ficou com a quinta posição no grid. Felipe Massa, pela primeira vez no ano, larga a frente do companheiro de equipe, na quarta posição.
[caption id="" align="aligncenter" width="500" caption="Na tradicional paisagem húngara, onde viveu o pior acidente de sua carreira, Massa conquistou o 4º posto no grid"]
[/caption]A previsão do tempo para Budapeste nesse fim de semana é de tempo nublado a parcialmente nublado, com chances de chuva variando de 20 a 30 % até o fim da tarde de domingo. A largada para o GP da Hungria acontece às 9 da manhã desse domingo, com transmissão ao vivo da Tv Globo. A Rádio OnBoard transmite o programa Pré-Race nesse sábado, às 8 da noite.
Grid de largada para o GP da Hungria:
1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min19s815 (14)
2º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s163 (12)
3º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s209 (15)
4º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 0s535 (15)
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 0s550 (15)
6º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 0s659 (16)
7º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1s283 (12)
8º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s630 (19)
9º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 2s092 (17)
10º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), (16)
11º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 2s342 (15)
12º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 2s469 (13)
13º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 2s620 (14)
14º. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault), a 2s655 (16)
15º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s869 (14)
16º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 3s164 (16)
17º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), (10)
18º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), a 4s547 (9)
19º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), a 4s719 (8)
20º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 6s479 (7)
21º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 6s508 (10)
22º. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth), a 6s664 (11)
23º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 4s255 (9)*
24º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 6s695 (8)
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Memória Blog F-1: Alonso na Hungria
O campeonato de 2003 foi, certamente, o menos tranquilo dos anos dourados de Michael Schumacher na Ferrari. No GP da Hungria daquele ano, o time italiano foi batido facilmente pela concorrência. Rubens Barrichello não passou do quinto lugar na classificação, enquanto Schumacher ficou apenas com o oitavo posto no grid de largada. Na corrida, o brasileiro abandonou na 19ª volta com a quebra da suspensão traseira de sua F-2003GA e o alemão chegou na mesma oitava posição em que largou, a uma volta do vencedor da corrida.
O vencedor do GP da Hungria de 2003 experimentava pela primeira vez a sensação de estar no alto do pódio. Fernando Alonso, protegido do chefão Flávio Briatore, vencia sua primeira corrida e se tornava o mais jovem piloto a atingir a vitória numa corrida de Fórmula-1, aos 22 anos e 26 dias (marca derrubada por Sebastian Vettel no GP da Itália de 2008, conquistado pelo alemão aos 21 anos, 3 meses e 8 dias).
Mas no sábado, Alonso já havia impressionado pela facilidade com que conquistou a posição de honra no grid, sendo muito veloz no trecho mais sinuoso da pista húngara. O espanhol cravou a segunda pole de sua carreira (a primeira foi conquistada na Malásia, no mesmo ano, também batendo o recorde de precocidade para pole positions) com 256 milésimos de vantagem sobre o segundo colocado, o alemão Ralf Schumacher, então na Williams:
O curioso é que depois disso, mesmo nas temporadas em que foi campeão, Alonso jamais voltou a vencer em Hungaroring. Sua passagem mais conhecida no autódromo magiar depois de sua vitória data de 2007, também no treino classificatório para o GP da Hungria:
Foi o racha definitivo entre a dupla da McLaren. E a assinatura simbólica da carta de demissão de Alonso do time de Woking.
O vencedor do GP da Hungria de 2003 experimentava pela primeira vez a sensação de estar no alto do pódio. Fernando Alonso, protegido do chefão Flávio Briatore, vencia sua primeira corrida e se tornava o mais jovem piloto a atingir a vitória numa corrida de Fórmula-1, aos 22 anos e 26 dias (marca derrubada por Sebastian Vettel no GP da Itália de 2008, conquistado pelo alemão aos 21 anos, 3 meses e 8 dias).
Mas no sábado, Alonso já havia impressionado pela facilidade com que conquistou a posição de honra no grid, sendo muito veloz no trecho mais sinuoso da pista húngara. O espanhol cravou a segunda pole de sua carreira (a primeira foi conquistada na Malásia, no mesmo ano, também batendo o recorde de precocidade para pole positions) com 256 milésimos de vantagem sobre o segundo colocado, o alemão Ralf Schumacher, então na Williams:
O curioso é que depois disso, mesmo nas temporadas em que foi campeão, Alonso jamais voltou a vencer em Hungaroring. Sua passagem mais conhecida no autódromo magiar depois de sua vitória data de 2007, também no treino classificatório para o GP da Hungria:
Foi o racha definitivo entre a dupla da McLaren. E a assinatura simbólica da carta de demissão de Alonso do time de Woking.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Revelada mais uma falcatrua de Alonso
ANDERSON NASCIMENTO
A biografia de Bernie Ecclestone escrita por Tom Bowers trouxe mais uma polêmica não conhecida envolvendo o piloto espanhol Fernando Alonso. Segundo o livro, o piloto da Ferrari que em 2007 era companheiro de Lewis Hamilton na McLaren pediu para que o carro do inglês fosse sabotado no GP da Hungria daquele ano.
Ron Dennis havia recebido o pedido de Alonso pessoalmente e creio que não deve ter se assustado, mas jamais faria isso com a equipe que defende tão bem. A ideia do bicampeão era que a equipe colocasse menos combustível no carro de Hamilton para que ele não conseguisse completar a corrida.
No mesmo fim de semana, Alonso já havia prejudicado seu companheiro, demorando nos boxes e impossibilitando que Hamilton fizesse mais uma volta rápida no treino classificatório e assim ficasse com a pole-position. O espanhol conseguiu o que queria, mas a FIA, atenta ao que acontecia, o puniu e Alonso foi obrigado a ceder o lugar de honra ao seu companheiro inglês. O vídeo abaixo mostra bem como aconteceu este ato desonesto do asturiano.
A crise na escuderia inglesa havia se instalado. Fernando Alonso e Lewis Hamilton brigavam pela preferência da equipe e também por quem levaria o campeonato. Acabou que Alonso perdeu a vaga no time e o seu tricampeonato. Kimi Raikkonen levou o título da temporada 2007.
Para mim, não me espanta ver mais uma atitude desse tipo vinda de Fernando Alonso. É inegável que ele possui pouco caráter esportivo, e há quem discorde disso, mesmo sabendo de todo seu histórico. Não é a toa, afinal, que ele possui uma grande quantidade de fãs pelo mundo todo, especialmente na Espanha, que não quer saber o que ele faz desde que ganhe títulos e continue levando a bandeira vermelha e amarela ao topo da Fórmula 1.
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Rádio OnBoard - Edição de Hungaroring
FELIPE MACIEL
No ar a edição número 90 da Rádio OnBoard!
Na mesa, Fábio Campos, Ron Groo e eu comentamos a corrida da Hungria, a última antes da abertura das férias, com todos os merecidos destaques proporcionados neste domingo.
A F-1 faz uma longa pausa, mas mantemos a pretensão de retornar no meio das férias com mais um edição. Até o próximo encontro.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Schumacher correu risco de ser desclassificado
FÁBIO ANDRADE
A manobra de defesa de posição agressiva usada por Michael Schumacher contra Rubens Barrichello quase rendeu uma bandeira preta ao alemão no GP da Hungria. Foi o que revelou Derek Warwick, ex-piloto de Fórmula-1 e comissário especial convidado pela FIA para a corrida húngara. Segundo Warwick, Schumacher só não foi desclassificado da prova em Hungaroring por falta de tempo para que os comissários chegassem a um consenso, já que a polêmica manobra aconteceu nas voltas finais da corrida.

O ex-piloto esclareceu que para punir um piloto com a bandeira preta “é necessária a prova em vídeo e a concordância dos quatro comissários”. Como no momento do incidente restavam apenas quatro voltas para o fim do GP da Hungria, não houve tempo hábil para que o alemão fosse punido antes da bandeirada final.
Punição foi justa?
Warwick disse ainda que “Schumacher poderia ter sido punido com um ou duas corridas de suspensão, mas pensamos que a perda de 10 posições em Spa já é o suficiente. Isso praticamente o retira da corrida e prova que os comissários não vão admitir esse tipo de manobra”.
Brigas por posição são, por natureza, duras. E é certo que em determinaos momentos a disputa pode descambar para eventos perigosos, e isso é, afinal, inerente ao automobilismo. No rescaldo do duelo entre Schumacher e Barrichello, muitos lembraram do caso Senna X Prost em 1988 no GP de Portugal, reproduzido no post abaixo por Felipe Maciel.
A diferença básica entre o caso de domingo e o de 22 anos atrás? É que há duas décadas não havia race control.
A estruturação da figura da “direção de prova” como a concebemos hoje viabilizou a existência de uma entidade que atua como guarda, uma espécie de xerife invisível que tem como função, além de impedir trapaças ou qualquer irregularidade na lisura esportiva da F-1 (?), zelar pela integridade física dos pilotos. É um fenômeno próprio dos nossos tempos, da era do politicamente correto e da progressiva mudança de status do automobilismo: de esporte de risco a entretenimento nas manhãs de domingo. Nós esperamos que essa guarda entre em cena quando algo muito perigoso acontece. Daí o brado de Reginaldo Leme exigindo punição a Schumacher imediatamente após a disputa.
O alemão foi punido com a perda de 10 posições no grid de largada da próxima corrida, o GP da Bélgica. Para quem esteve sob risco de ser banido do GP da Hungria ou suspenso por uma ou duas corridas, o heptacampeão, como foi característico durante sua carreira, teve sorte. No entanto, é curioso que punições tão pesadas tenham sido cogitadas para que a pena efetivamente aplicada tenha sido relativamente branda.
Peso político do capacete vermelho? Afinal, a penalidade imposta a Schumacher foi adequada?
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Polêmica
domingo, 1 de agosto de 2010
Webber vence na Hungria e lidera o mundial
FÁBIO ANDRADE
No domingo passado, no GP da Alemanha, a Ferrari atentou violentamente contra a esportividade e não foi punida. Nem esportivamente, nem financeiramente, já que a multa de 100 mil dólares não configura exatamente um problema irremediável para o time italiano. Hoje, no GP da Hungria, a direção de prova andou com a caneta na mão, muito rigorosa, e as sucessivas tentativas de fazer justiça só não foram completamente injustas porque a Red Bull voltou a sobrar como já fizera em outras ocasiões na Fórmula-1.

A equipe austríaca venceu em Hungaroring. Sim, a equipe, porque por mais que Mark Webber tenha sido brilhante em sua condução após a entrada do Safety Car, o RB6 foi a grande estrela do dia, como já havia sido ontem na classificação. Mas o real motivo de a Red Bull ser a grande vencedora do fim de semana na Hungria é a capacidade que a equipe teve de fazer dar certo o que tinha tudo para dar errado, mesmo com as invenções da direção de prova.
O regulamento ou a vida
Via de regra, a largada foi como se previa. Carros do lado ímpar largaram melhor do que os do lado par. Fernando Alonso deixou Webber para trás e cresceu para cima de Sebastian Vettel. O bicampeão não conseguiu a ultrapassagem e logo começou a assistir o grande rendimento de Vettel, que abria distância num ritmo próximo de um segundo por volta.

As posições estavam fixas, dadas as dificuldades de se ultrapassar na pista de Hungaroring. Mas pouco antes da rodada de pit stops um pedaço de Force India perdido na pista mudou a história da prova.
Na volta 15 uma parte do bico do carro de Vitantônio Liuzzi se desprendeu e ficou atravessada na pista. A direção de prova acionou imediatamente o Safety Car. Todos os líderes, exceto Webber, entraram nos boxes em comboio, seguidos por praticamente todo o restante do grid. E a Fórmula-1 honrou o apelido de “circo”.
O congestionamento nos boxes de Hungaroring transformou um simples pit stop numa operação de guerra. E em meio ao tumulto instalado no pit lane, Robert Kubica chocou-se com Adrian Sutil. Simultaneamente, um pouco mais atrás, a Mercedes também fazia uma tremenda presepada deixando frouxa a roda de Nico Rosberg. E a cena que a tv mostrou era digna de picadeiro: dois carros batendo de forma esdrúxula enquanto uma roda perdida quicava sem rumo nos boxes húngaros.
Mas não foi a confusão nos pit stops o principal efeito da entrada da Safety Car. Depois de tudo o que aconteceu nos boxes, Mark Webber pulou na ponta, optando pelo adiamento de sua troca de pneus. Vettel era o segundo, seguido por Alonso. No momento da relargada, o alemão permitiu que o companheiro de equipe escapasse na frente, extrapolando um espaço virtual de dez carros que é convencionado pelo regulamento e que é o máximo que pode existir de diferença entre os bólidos na fila indiana atrás da Safety Car.

Essas coisas que ninguém entende
Ok, foi uma modalidade menos convencional, menos agressiva também, mas ainda assim uma espécie de jogo de equipe o que aconteceu em Budapeste. E o resultado foi uma punição esportiva, um drive-through que Vettel cumpriu voltas depois, muito contrariado por não entender o que se passava. A contradição da história é que por muito mais, a Ferrari saiu ilesa de Hockenheim no domingo passado.
De coisas que ninguém entende, o GP da Hungria ainda não estava completo. Em razão do bate-rebate nos boxes, Kubica, já uma volta atrás e com a corrida totalmente comprometida, ainda foi punido com um splash-and-go. Vale lembrar que é convencionado na F-1 que em situação de saída de boxes a responsabilidade pela liberação do piloto é do mecânico responsável pelo chamado “pirulito”. Ainda assim, o episódio entre Sutil e Kubica é um daqueles em que não há premeditação, afinal, mecânico e piloto nenhum estragaria a própria corrida de propósito. Apesar de todo o fator inusitado da batida, ela foi, por que não, um acidente de corrida. Mas alguém na FIA acha justo punir o que é próprio do automobilsimo.
Este blog adverte: de coisas que ninguém entende, o GP da Hungria ainda pode reservar surpresas. Resta que Nico Rosberg seja punido pela roda solta de seu Mercedes, como se ele tivesse esquecido de parafusá-la.
Papa-Léguas

A Austrália é a terra do canguru, mas Mark Webber está tratando de mudar o animal-símbolo de seu país. Era difícil de acreditar que o piloto australiano conseguiria subir ao pódio depois do adiamento do pit stop do agora líder do campeonato. Com Vettel punido, em terceiro, o GP da Hungria era a corrida em que 100% das apostas podiam dar errado para a Red Bull. Mas 50% deram certo.
Incrivelmente, os pneus super-macios de Webber resistiram mais de 40 voltas e possibilitaram ao papa-léguas australiano um rendimento forte o suficiente para abrir vantagem de mais de 20 segundos sobre Alonso. Assim, Webber pôde fazer sua troca de pneus e voltar com folga, não sendo mais incomodado por ninguém no resto da corrida. Uma vitória do piloto Webber, é certo, mas ainda mais da equipe que, finalmente, venceu quando tinha tudo para perder. Um belo contraponto ao início de campeonato da Red Bull, que perdia quando tinha tudo para ganhar.
Para trás, alemães
A expectativa para as últimas 20 voltas do GP da Hungria ficavam por conta de uma suposta briga entre Alonso e Vettel pela segunda posição. Só que Vettel não conseguiu em nenhum momento aproximar-se de forma efetiva do espanhol, e o pódio ficou decidido desde a volta 50. Era o último lugar da zona de pontuação que seria alvo da disputa mais quente da corrida.
Rubens Barrichello largou de pneus duros. Pretendia fazer uma primeira perna de corrida bem longa e fez, dando mais de 50 voltas. Quando finalmente parou, calçou os pneus macios, e seu rendimento era fortíssimo. Em 11º, logo se aproximou de Michael Schumacher, muito mais lento, e iniciou a perseguição ao antigo companheiro e atual desafeto.

Foram voltas estudando o comportamento do alemão, que vendeu caro a ultrapassagem. Na manobra decisiva, Schumacher espremeu violentamente Barrichello contra o muro, quase ocasionando um choque com capacidade para gerar um acidente sério. A briga, que jamais pôde ser contemplada em tempos de Ferrari, dessa vez terminou com Barrichello na frente, e a expectativa de punição ao heptacampeão pela agressividade com que disputou a posição na reta principal de Hungaroring.
Grande Prêmio da Hungria, resultado após 70 voltas:
sábado, 31 de julho de 2010
Vettel marca a pole e bate recorde de Hungaroring
FÁBIO ANDRADE
O treino classificatório para o GP da Hungria aconteceu como um livro de memórias aberto. A Fórmula-1 ainda sente os efeitos da crise de imagem que se abateu sobre a Ferrari depois da troca de posições no GP da Alemanha. E ainda se lembra da última vez em que uma sessão classificatória foi realizada no circuito de Hungaroring, em 2009, quando o mundo viu o quão perigoso ainda pode ser o automobilismo.
E no treino de hoje, a F-1 voltou a se assombrar. Não com um grave acidente nem com ordens de equipe sem sentido. Foi o desempenho da Red Bull e de Sebastian Vettel que surpreendeu, não pela pole em si, que já era esperada, mas pela facilidade com que o piloto alemão cravou o novo recorde da pista de Hungaroring. Até mesmo Mark Webber ficou a consideráveis quatro décimos do jovem alemão.

Button fica fora do Q3 e larga em 11º
No bloco intermediário a principal surpresa ficou por conta de Jenson Button. O atual campeão não conseguiu avançar para a última parte da classificação e largará do 11º lugar amanhã. Em Silverstone o piloto britânico viveu situação parecida, largando em 14º, mas se recuperou bem durante a corrida e terminou na quarta colocação.
Mas houve mais no asfalto do travado circuito húngaro. Kamui Kobayashi foi o azarado da vez e foi eliminado da classificação logo no Q1. Após sua última volta rápida, enquanto voltava para os boxes, o japonês ignorou a luz vermelha na entrada do pit lane e seguiu em frente, fato que foi repetido pela transmissão televisiva da FOM. Segundo a liturgia da F-1, espera-se uma punição para o japonês nas próximas horas.
A Force India vive um período de dificuldades nesse início de segunda metade da temporada. A equipe que costumava ir para o Q3 com frequência nas primeiras corridas do ano perdeu terreno. Não parece ser coincidência que isso ocorra justamente no mesmo período em que sua parceira, a McLaren, também enfrenta uma queda de rendimento na linha de frente do grid.
Na briga entre pilotos da mesma equipe, Michael Schumacher, mais uma vez, anotou dados negativos no almanaque. Larga em 14º, oito posições atrás do companheiro, Nico Rosberg. Vitaly Petrov, no entanto, conseguiu pela primeira vez no ano andar a frente do parceiro de Renault, Robert Kubica. Rubens Barrichello, que anotou bons tempos no Q1, curiosamente não obteve bom desempenho no Q2. O brasileiro larga em 12º enquanto seu companheiro de Williams, Nico Hulkenberg, larga na 10ª posição.

Red Bull briga sozinha pela ponta e Vettel detona recorde da pista
Lá na frente a Red Bull correu uma categoria isolada. A equipe austríaca afastou de vez qualquer dúvida sobre a superioridade do equipamento, depois de andar atrás da Ferrari no GP da Alemanha. Sebastian Vettel e Mark Webber não tiveram concorrentes, e dominaram o Q3 com ampla vantagem sobre os demais pilotos.
Tamanho foi o domínio da Red Bull que Vettel pulverizou o recorde da pista húngara, que era de 1min19s071 e pertencia a Michael Schumacher. A marca datava de 2004, quando os carros corriam com motores V10, sem congelamento de potência e sem as restrições aerodinâmicas do atual regulamento. Vettel andou 298 milésimos abaixo do antigo recorde de Hungaroring.
Tudo certo na Ferrari
Depois do papelão da semana passada em Hockenheim, o resultado do treino classificatório deve ter deixado satisfeita a cúpula da Ferrari, afinal, Alonso posicionou-se a frente de Massa, diminuindo a probabilidade do uso das ordens via rádio para determinar na pista a vontade da equipe.
Na largada de amanhã é pouco provável, com pista seca, que se repita o que aconteceu em Hockenheim, quando Massa teve uma grande partida. O brasileiro dessa vez larga no lado sujo da pista, e em Hungaroring a diferença entre a parte “ímpar” e a parte “par” do traçado é significativa já que a pista é pouco usada por outras categorias durante o resto do ano.

No caso de Massa conseguir se posicionar a frente de Alonso como na Alemanha, a Fórmula-1 viverá novo suspense. Massa afirmou durante a semana que não fará novamente o que fez uma semana atrás, e uma reportagem da revista alemã Auto Motor und Sport alega que o brasileiro resistiu às ordens da equipe em Hockenheim, atendendo a solicitação do time apenas na terceira comunicação. Mas tudo isso é assunto para amanhã durante as 70 voltas do GP da Hungria.
A previsão climática para a região de Budapeste aponta tempo instável para a tarde de amanhã, com aumento de nebulosidade. Porém, segundo o site Weather Channel, não há chances de chuva.
Grid de largada para o Grande Prêmio da Hungria
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