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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um pouco deste 2011 da F-1 - parte 2

Vamos então para a segunda parte do texto que saiu ontem sobre algumas análises de pilotos e equipe em 2011. Hoje é e vez de falar das equipes que menos se destacaram neste ano que incluem a Toro Rosso, a Sauber, a Williams, a Lotus (Caterham em 2012), a Virgin (Marussia em 2012) e a HRT.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar das pressões internas por resultados convincentes, Alguersuari fez uma boa temporada em 2011"][/caption]

A Toro Rosso iniciou o ano com o que poderíamos chamar de uma acirrada disputa interna entre seus dois pilotos para ver quem sobreviveria durante o ano como piloto titular da equipe. O começo da temporada mostrava sutilmente que Sebastien Buemi era o piloto a permanecer na escuderia caso a equipe quisesse colocar Daniel Ricciardo como titular em alguma corrida da temporada. Porém, a medida que carro foi evoluindo, quem cresceu também foi o espanhol Jaime Alguersuari. O jovem fez ótimas atuações e ofuscou muito seu companheiro de equipe, que fez provas bem desastrosas. No final das contas, Alguersuari terminou o campeonato em alta, com 11 pontos a mais que seu companheiro de equipe. Já a Toro Rosso que ensaiava ficar á frente da Sauber no Mundial de Construtores, terminou o ano na 8ª colocação.

Se a Toro Rosso teve um processo de evolução durante a temporada, o mesmo não pode-se dizer da Sauber. A equipe de Peter começou o ano bem, com performances convincentes de Kamui Kobayashi e com boas atuações de Sergio Pérez, que nem parecia um novato na categoria. Porém, a equipe se perdeu no desenvolvimento do bólido e Kobayashi, especialmente, deixou de render aquilo que todo mundo esperava dele. O resultado foi inevitável. A Force India tornou-se então a badalada equipe média da categoria e a Sauber lutou para não ser uma das piores do segundo pelotão da F-1 no ano.

Mas apesar de um segundo semestre ruim, a Sauber não passou perto do desempenho pífio que a Williams obteve neste ano. Desde que acompanho a F-1, ainda bem moleque, nunca vi a escuderia de Frank Williams tão frágil e desastrada em uma temporada. O início do ano não foi lá muito animador, mas alguns pontos apareciam, mais vezes trazidos por Rubens Barrichello do que por Pastor Maldonado, diga-se de passagem. Mas ao mesmo passo que a temporada ia se caminhando para o fim, a Williams também ia se encaminhando para uma das piores temporadas de sua história. Foram somente 5 pontos no ano, e performances que algumas vezes o colocaram abaixo da Lotus de Tony Fernandes.

[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar de um ano bem difícil, a Williams pode sonhar com um 2012 melhor. Ou não?"][/caption]

Para o ano que vem, é difícil de imaginar uma Williams forte e campeã de novo, até porque é impossível que se encontre os aparatos necessários para se criar um carro convincente em tão pouco tempo. No entanto, algumas pequenas somas, como a mudança do pessoal técnico, os motores Renault e a possível vinda de um piloto bom e motivado como Adrian Sutil podem deixar a escuderia em uma situação melhor do que a deste ano pelo menos.

Quanto às três últimas colocadas, que por mais uma temporada ficaram no zero na pontuação, um resumo breve é o suficiente para descrever o ano delas. A Lotus evoluiu sim comparando com o ano de 2010, mas muito abaixo do que se esperava. Pilotos e dirigentes que diziam que a equipe com certeza marcaria pontos e até brigaria no pelotão intermediário do grid, viram que as coisas são bem mais complicadas do que parecem. Heikki Kovalainen deu um banho em Jarno Trulli novamente, mas isso não quer dizer que ele deva ser notado com olhos mais atentos.

A Virgin e a Hispania amargaram as últimas colocações sem perspectiva alguma de sonhar com pontos. Na base da venda de cockpits, fica difícil analisar até mesmo o desempenho dos que passaram por lá, que correram sem saber se estariam alinhados no grid para a próxima etapa. A Virgin respeitou sim os contratos com seus pilotos, mas Jérome D’Ambrosio mal terminou sua primeira temporada na F-1 e já foi substituído por Charles Pic.

A brincadeira inicial de Richard Branson ainda não surtiu efeito algum e as “confusões” espanholas menos ainda. Quem sabe as mudanças no alto escalão das equipes possam trazer espírito, motivação e principalmente resultados novos para essas escuderias.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Os lados bons e os lados ruins



ANDERSON NASCIMENTO


O GP da Austrália de Fórmula 1 marcou a estreia do campeonato de 2011 e deixou várias impressões sobre como será o restante da temporada. Impressões ruins e impressões boas, essas não foram muitas, infelizmente.

Para começar, vimos um Sebastian Vettel dominante no sábado e no domingo. Sem cometer erros e com um carro fenomenal nas mãos não poderia ter saído da Austrália com a sua terceira vitória consecutiva na categoria. Saber que Vettel pode ser um dos melhores pilotos da história da F-1 é uma ótima notícia, porém, não é nada animador ver que seu talento pode tirar a competitividade pelo título neste ano. Se a Webber não acordar, a Ferrari não arrumar seu carro e a McLaren não crescer ainda mais, Vettel levará o bi com uma mão nas costas e plantando bananeira.

A Ferrari foi uma das impressões ruins deste fim de semana. O carro é mediano, no mínimo. Fernando Alonso só conseguiu chegar em 4º lugar porque é Fernando Alonso. Ele não poderia ter feito melhor do que fez e mesmo que estivesse se aproximando de Vitaly Petrov nas voltas finais dificilmente ganharia a posição do piloto russo. O carro vermelho foi uma tremenda decepção.

[caption id="" align="aligncenter" width="530" caption="Vettel venceu com facilidade em Melbourne"]Sebastian Vettel vitória pódio[/caption]

E se o carro batizado em homenagem ao seu país teve desempenho deprimente, imagine tendo a bordo um piloto em fase ruim e de performance apagada. Foi assim no caso de Felipe Massa. Já adiantei, por opinião própria, que Massa não tem o talento nem a capacidade para bater o seu companheiro asturiano, ainda mais com Alonso tendo a equipe toda trabalhando a seu favor. Dizer que o brasileiro pode superar o espanhol é algo de quem é patriota demais. Ontem seu talento só apareceu quando lutou pela posição com Jenson Button, que tinha um carro visivelmente melhor que o seu. Do resto, lembrou muito o piloto que andou em 2010.

Mark Webber foi outra decepção. Terminou a prova, desceu do carro com a cabeça baixa e aparentemente carrancudo. Com o carro que tem nas mãos e pela motivação de correr em casa podia ter chegado no pódio com facilidade. Mas Webber é experiente e a etapa australiana pode ter sido apenas m deslize para alguém que promete brigar pelo título.

Pelo lado ruim ainda temos a asa traseira móvel. Ainda está cedo para dizer se realmente este aparato irá trazer os resultados esperados, mas a etapa australiana mostrou que ele serviu muito mais para deixar a corrida artificial do que mais emocionante. Ela não facilitou tanto as ultrapassagens e seria dispensável na corrida de ontem. Vamos ver se na Malásia, onde a reta em que ela poderá ser usada é mais longa.

Mas, o GP da Austrália reservou quatro boas surpresas. A maior dela, na minha opinião, foi o desempenho maravilhoso de Vitaly Petrov. Para quem acompanhou o primeiro ano dele na Fórmula 1 se espantou com o que o russo conseguiu fazer ontem. Conduziu sua Renault como se fosse um piloto veterano na categoria sem cometer erros que influenciassem seu desempenho e por diversas vezes correndo na mesma batida do campeão Lewis Hamilton. Um terceiro lugar muito especial para Petrov e seu país.

[caption id="" align="aligncenter" width="535" caption="Petrov conseguiu o primeiro pódio seu e da Rússia na F-1"]Vitaly Petrov[/caption]

Uma boa outra surpresa foi a Williams. “Mas, perai?!”, talvez você se espante. “A Williams nem terminou a prova!”. Bem, é verdade. Mas o tempo que Rubens Barrichello permaneceu na pista sem errar nos deu uma bela perspectiva da Williams para o restante do ano. Depois que o piloto brasileiro se recuperou do incidente na primeira curva que o colocou na brita, o FW33 lhe deu a possibilidade de andar mais rápido do que todos os que estavam na sua frente. Ele poderia, quem sabe, com uma boa estratégia ter chegado na 5ª ou 6ª posição. Pastor Maldonado também estava indo bem até ser traído pelo carro. Se os ingleses conseguirem resolver o problema de confiabilidade do bólido, não tenho dúvida de que esse poderá ser a melhor temporada dos últimos anos da Williams.

As duas boas surpresas restantes foram a McLaren e a Sauber. A primeira conseguiu se recuperar de uma pré-temporada muito ruim, ainda que acredite que muitas críticas foram exageradas neste período. Lewis Hamilton terminou em segundo em uma corrida consistente. Jenson Button, mesmo punido, terminou na 6ª posição. Os ingleses são os mais próximos de bater a Red Bull de Sebastian Vettel. Já a Sauber colocou o estreante Sergio Perez e o japonês Kamui Kobayashi na zona de pontuação. Infelizmente os dois foram desclassificados, pois o carro infringiu o regulamento técnico da FIA. Mas, o que se deu para ver é que o C30 é um modelo acertadinho e que consome bem pouco pneu comparado aos demais carros do grid.

Corrida chata e a F-1 não promete ser muito diferente de 2010. As novidades pareceram ser furadas e todo o empenho em busca de mais competitividade pode ter efeito inverso com só um piloto, de azul e vermelho, correndo na frente.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Lotus, Renault e Sauber lançam seus carros



FÁBIO ANDRADE


O fim do mês janeiro tradicionalmente é marcado pelos lançamentos dos carros dos times da Fórmula-1. Para não fugir à regra, só hoje três equipes revelaram os carros que disputarão o mundial de 2011 na categoria: o Team Lotus, a Lotus Renault (é mole?) e a Sauber.



Team Lotus

O Team Lotus, o time que disputou a temporada passada sendo chamado apenas de Lotus, revelou seu T128 via web. Foram poucas e tímidas imagens em formato 3D. O real T128, o carro com a frente mais baixa entre os já lançados, poderá ser visto na terça-feira, quando o time participa dos testes em Valência.






Foi confirmada também a presença do piloto brasileiro Luiz Razia no Team Lotus. O baiano, de 22 anos, já foi campeão da F-3 Sulamericana e será o terceiro piloto da equipe malaia. Ao mesmo tempo, Razia continuará participando da GP2 Ásia, campeonato que terá a primeira etapa disputada nos próximos dias 11 e 12 em Abu Dhabi.



Lotus Renault

O insólito lançamento de dois carros diferentes de equipes com o mesmo nome no mesmo dia aconteceu hoje. Enquanto o Team Lotus apresentou seu monoposto pra 2011 pela internet, a Lotus Renault, que disputou o campeonato passado chamando-se apenas de Renault, desvendou as linhas do R31 em Valência. Além de lançar o carro, a Renault anunciou ainda a pequena multidão de pilotos-reserva que estarão ligados ao time em 2011.






O tcheco Jan Charouz, o chinês Ho-Ping Tung e o malaio Fairuz Fauzy serão pilotos-reserva da equipe. Já Bruno Senna e Romain Grosjean serão os chamados terceiros pilotos, os substitutos imediatos dos titulares Robert Kubica e Vitaly Petrov. Toda essa variedade de pilotos estará presente dentro de uma única equipe numa categoria que praticamente aboliu os testes durante a temporada.






A equipe havia anunciado a pretensa intenção se homenagear a clássica pintura preta e dourada da época da Lotus John Player Special. Se a intenção era realmente essa, faltou delicadeza na hora de planejar o layout do carro.



Sauber

Já a Sauber, que não está envolvida em nenhuma confusão a respeito de sua nomenclatura, também exibiu hoje o novo carro. O C30, como é tradicional na equipe suíça, será empurrado por motores - e agora também pelo KERS - da Ferrari.










A Sauber também apostou no bico alto, tendência desse início de pré-temporada. Mas o que mais capturou a atenção no novo carro de Kamui Kobayashi e Sérgio Perez foi a multiplicação dos patrocínios na equipe. Enquanto o C29, carro do time na temporada passada, correu quase “pelado” o C30 já surge com mais marcas estampadas em sua carenagem logo na apresentação. Segundo Peter Sauber, a equipe já entra em 2011 com as finanças estabilizadas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Kamui Kobayashi renova com a Sauber para 2011



FELIPE MACIEL



O carismático japonês que, com pouco tempo de Fórmula 1 colecionou admiradores pelo mundo, já garantiu participação na temporada 2011. Kamui Kobayashi começou fazendo espetáculo desde a primeira corrida a bordo do Toyota TF109, conquistando a confiança de Peter Sauber para compor o time em 2010. O chefão acaba de fechar acordo para manter o japa por pela menos mais um ano a seu lado.

Confesso que me incluo neste grupo de torcedores do Kobayashi. Um piloto que agarrou com unhas e dentes a rara chance de competir na Fórmula 1, e se lançou com uma garra marcante que às vezes parece fazer falta a outros pilotos.



Kamui mergulha numa ultrapassagem sem enxergar adversários. Fazer o campeão Jenson Button de gato e sapatopassar Fernando Alonso no final do GP na casa do espanhol são só alguns de seus ricos Melhores Momentos nesta curta trajetória, que terá ainda muito chão pela frente.

Algumas vezes ocorrem certos erros de cálculos por parte do Kamui, é verdade, mas essa infelicidade está bem abaixo da média dos seus conterrâneos famosos por cometer bobagens. Os erros acabam se mostrando pequenos se comparados ao valor dos grandes acertos, o que nos motiva a esperar o dia em que ocupará um carro realmente veloz para despejar todo seu talento, e assim ele se provar, no mínimo, o melhor japonês da história da F-1.

Me arrisco a dizer que, com carro na mão, esse "título" para ele é fichinha. Mas por enquanto a expectativa tem que ser mais modesta; se a Sauber melhorar a arrecadação para investir na evolução que o bólido precisa, já será um bom próximo passo para o futuro da equipe e do Kamui.

domingo, 1 de agosto de 2010

Dupla de equipe: GP da Hungria

Vitaly Petrov


Deu pra imaginar que o russo ia dar um certo trabalho ao Hamilton, talvez com os dois fazendo uma versão remix daquele rebolation de Sepang, mas o Petrov abanou na volta dois e frustrou a todos nós.

Mas o cara fez uma corrida sólida, manteve-se próximo ao Rubinho e faturou esse 5º lugar que é fundamental para a auto-estima e motivação dele dentro da F-1. Só tenho uma pergunta: cadê aquela mulher que o Galvão dizia que era a mãe dele?

Fábio Andrade



Fora a parte em que Petrov chama Hamilton para dançar lambada e o inglês nem dá bola, a russo fez um fim de semana excepcional. 5° lugar para ele é um resultado que fala por si só. Deve ser um daqueles exemplos de piloto que casa com a pista.

Felipe Maciel



Sauber


Acho que a Sauber é a segunda equipe de todo mundo, o time que conta com a simpatia do povão. Então é legal ver os dois pontuando pela primeira vez no ano.

E palmas para o Kobayashi! De 23º para 9º, numa grande ascensão. Claro que as várias quebras que aconteceram hoje ajudaram, mas o ganho de posições do japa foi invejável.

Fábio Andrade



Apesar dos cofres vazios, a simpática equipe do tio Peter conseguiu pontuar com os dois. Já era hora, hein, de la Rosa! O Kobayashi, nem se fala. O sayajin fez um teletransporte de 23° para 9° e segue sendo o piloto que mais dá gosto de ver lá no meio do pelotão. Apesar de que, desta vez, quase não vimos. A transmissão da FOM não deu muita bola para ele. De repente, o japinha estava lá na zona de pontos.

Felipe Maciel



Pit da Mercedes


Hoho, vou deixar as piadinhas sobre o Nico roda solta pro Groo e pro Marcão. Mas que vacilo que a equipe deu.

Vi depois que a roda atingiu um mecânico da Williams, mas sem ferimentos. Acho que a Nica tá com saudade de soltar a rodinha pra alguém nos boxes azuis. Tá, parei.

Enfim, o curioso é ano passado aconteceu algo semelhante com Alonso na Renault em Hungaroring.

Fábio Andrade



Normalmente não gosto quando alguém é punido por uma falha desse tipo, que não qualifico como displicência ou negligência. Foi um erro infeliz de quem está sob aquela pressão provocada pela muvuca nos pits. Mas como o autor não foi o único afetado, e o vacilo atingiu pessoas de outra equipe que não tinham nada com a história, a punição acaba sendo mais que inevitável. O piloto, nessas ocasiões, fica rendido. Azar do Nico.

Felipe Maciel



Kubica x Sutil


Eu sempre acho gozado quando acontece algo desse tipo no mundinho high tech da F-1. Bastava o cara do pirulito ter segurado a onda e nada disso teria acontecido. Mas, são coisas de corrida.

Só não achei razoável punir o Kubica. Ele já teve o prejuízo inerente à confusão que aconteceu. E incidentes desse tipo vão existir enquanto existirem pit stops, é coisa normal a meu modo de ver.

Fábio Andrade



Esse sim é um deslize crasso. Mandar o piloto sair quando está passando carro no pit lane é uma bobeira clássica. Mas o mecânico chefe da Renault caprichou, liberando o Kubica quando o piloto que vinha era justo o da garagem da frente. Que bela patacoada!

Nesse caso, a punição esportiva não significa absolutamente nada, já que a corrida do polonês foi pelo ralo de imediato. A multa de bolso se fez necessária: então que tratem de transferir US$ 50 mil para o paypal da FIA amanhã.

Felipe Maciel



Punição a Vettel


Tá certo, desrespeitou o regulamento, tem que sofrer as sanções cabíveis. Não luto contra isso, é o certo. O negócio é que se é para punir, que todo mundo seja punido com o mesmo senso de justiça.

Afinal, certa equipe e seus pilotos derespeitaram frontalmente, e de forma muito mais acintosa e agressiva, as regras no domingo passado e nem surgiu a possibilidade de uma punição esportiva.

Fábio Andrade



Na Fórmula 1 é assim, não pode fazer jogo de equipe. Se seu carro for vermelho talvez possa. Mas não pode.

Bem, falando sério, o tempo do safety car na pista foi tão rápido que eu sequer notei que haveria relargada naquela volta. Engraçado que Vettel deu a mesma justificativa! Mas como é improvável que a Red Bull estivesse dormindo e não tenha avisado seu piloto, não é difícil concluir que Sebastian jogou fora uma vitória certa enquanto executava a ordem de Christian Horner. Escorregada boba do Vettel que custou a dobradinha energética.

Fale o que quiser da Ferrari, mas quando ela faz jogo de equipe, ela sempre tira bom proveito disso. Já a Red Bull parece bastante atrapalhada no assunto. Quando não faz, dá problema; quando faz, também. É inadmissível que o time saia da Hungria sem os 100% de aproveitamento com aquele carro de outro mundo. Quanto desperdício de pontos numa só temporada...

Felipe Maciel



Schumacher x Barrichello


Schumacher foi um verdadeiro kamikaze em Hungaroring. Conduta irresponsável e incompatível para um multicampeão como ele.

É lógico que ninguém esperava que o alemão desse a posição de presente ao Barrichello. O próprio Schumi sabe que é conhecido justamente pelo contrário, por disputar cada centímetro como se fosse o último. Mas nas circunstâncias em que a corrida estava, com Barrichello muito mais forte que ele, o Schumacher não devia agir de forma tão inconsequente. Felizmente o muro acabou na hora certa e não houve maiores problemas com Rubinho além de duas rodas na grama.

Fábio Andrade



Surpresa zero com a atitude do Schumacher. Surpresa mesmo foi finalmente sair punição. O alemão está defendendo posição com essa agressividade há bastante tempo, independente do adversário; só hoje que a FIA achou de punir. Também, se passasse de hoje, é porque não puniria mais nada nem por decreto.

Engraçado é que, por mais violenta que seja sua repulsão por tomar ultrapassagens, ele segue tomando...

Felipe Maciel

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sauber aquém no Bahrein



FELIPE MACIEL



Se fosse para apontar a equipe que decepcionou na abertura do campeonato, na certa eu indicaria a BMW Sauber.

Ela que parecia estar entre a primeira ou a segunda força do sub-G4 - também conhecido como "grupo do resto" -, se revelou o grande fiasco da pré-temporada, período em que o time mostrava confiança cravando bons tempos sem sofrer fragilidades.

No GP do Bahrein, tudo ocorreu às avessas. Pedro de la Rosa e Kamui Kobayashi se classificaram em 14° e 16°, respectivamente, enquanto na corrida o japonês abandonou com problemas hidráulicos no 11° giro, dezessete voltas antes de o espanhol seguir o mesmo caminho.



Os pilotos comentam que esperam melhor desempenho na Austrália, mas não citam nenhum dado técnico que possa refletir o suposto otimismo. O único sinal de mudança sinalizado até agora diz respeito somente ao nome da equipe, que novamente ganhou espaço nos portais de notícias, sendo que desta vez a própria equipe admitiu a intenção de se livrar do 'BMW', mas sem mencionar um prazo certo para a tentativa. Convenhamos, a Sauber está fazendo doce demais com essa história que já deveria ter se resolvido faz tempo.

Quanto ao desempenho em si, pensando friamente e ignorando a encenação de pré-temporada, é compreensível que um time sem patrocínios que já deixava a desejar no último ano (quando havia uma forte montadora por trás) não demonstre alto potencial logo de cara. Pena, porque o retorno da Sauber independente é algo a se comemorar.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Memória Blog F-1: Pequenas Notáveis II



FÁBIO ANDRADE



A continuação da trajetória das mais marcantes equipes pequenas da década termina hoje com a 2ª parte do memorial, com a Sauber/BMW Sauber e a Minardi/Toro Rosso:

Sauber/BMW Sauber


A trajetória do empresário suíço Peter Sauber no automobilismo começa bem antes da fundação da equipe Sauber de Fórmula-1.

Desde a década de 70, a Sauber já existia como fabricante de carros de corrida.

O crescimento dos negócios do suíço Peter culminou então numa proposta de parceria entre a Sauber e a gigante Mercedes Benz no Mundial de Esportes Protótipos. Em 1985, Sauber apresentava à multinacional alemã o projeto de um motor V8 supostamente revolucionário e que, segundo suas expectativas, faria a Mercedes brigar entre os grandes.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Ídolo em Casa



FÁBIO ANDRADE


Cada aparição de Alonso perante a torcida de seu país ganha contornos folclóricos. O maior ídolo esportivo da Espanha fez o autódromo Ricardo Tormo lembrar o Circuito da Catalunha em dia de grande prêmio



A quarta-feira de testes no autódromo Ricardo Tormo, em Valência, converteu-se num ensaio sobre a popularidade de Fernando Alonso diante de seu público. Não é a primeira vez que a “AlonsoMania” dá amostras de sua grande capacidade de contagio em solo espanhol. É comum ver e ouvir o que os torcedores do bicampeão são capazes de fazer para demonstrar seu apoio ao asturiano a cada Grande Prêmio da Espanha ou, mais recentemente, também durante o Grande Prêmio da Europa, realizado nas ruas de Valência, a poucos quilômetros do próprio autódromo onde foram realizados os testes essa semana.

alonso ricardo tormo 2010

Quem hoje chegasse às imediações da pista do Ricardo Tormo pensaria ter pego o caminho errado e chegado a Barcelona, no Circuito da Catalunha, em dia de grande prêmio. Fila de carros na entrada, arquibancadas com respeitável índice de ocupação, torcedores gritando em coro “Alonso! Alonso!” e tudo isso para assistir a um simples teste. Mas, no fundo, não se trata apenas de um teste. É, para o torcedor entusiasta de Alonso, a primeira vez que o bicampeão pilota o carro que todos imaginam que trará o tricampeonato. Depois do namoro de muitos anos, Alonso finalmente pilotou para valer uma Ferrari.



E com a F10 na pista, o novo piloto da Ferrari cravou, ainda de manhã, o melhor tempo da semana de testes, único hoje a andar na cada de 1min11s. Alonso marcou 1min11s470, mais de 2 décimos mais rápido do que o melhor tempo de Felipe Massa, mais rápido da semana até então. Como se tornou costume durante os testes, a Sauber fechou o dia em 2º, com Pedro de la Rosa marcando seu melhor giro em 1min12s094.

Melhores tempos do dia em Valência:

1 - Fernando Alonso (Ferrari) - 1:11.470 - 127 voltas

 2 - Pedro de la Rosa (Sauber) - 1:12.094 (+0,624s) - 79 voltas

3 - Michael Schumacher (Mercedes) - 1:12.438 (+0,968s) - 82 voltas

4 - Jaime Alguersuari (Toro Rosso) - 1:12.576 (+1,106s) - 96 voltas

5 - Jenson Button (McLaren) - 1:12.951 (+1,481s) - 82 voltas

6 - Vitaly Petrov (Renault) - 1:13.097 (+1,627s) - 75 voltas

7 - Nico Hulkenberg (Williams) - 1:13.669 (+2,199s) - 126 voltas

As equipes voltam aos testes na próxima semana, entre os dias 10 e 13, também na Espanha, mas no tradicional circuito de Jerez de La Frontera.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pré-Temporada Quente



FÁBIO ANDRADE


Esse é apenas o segundo dia de atividades, mas a pré-temporada desse ano da Fórmula-1 em nada vai se parecer com o modorrento período de testes do ano passado. O autódromo em Valência está movimentado, e os acontecimentos extra-pista temperam com cores vivas os testes de 2010



Depois de viver um campeonato divertido e com uma corrida de encerramento inesquecível em 2008, a Fórmula-1 alcançava a pré-temporada em 2009 de forma radicalmente diferente. O novo regulamento que passou a vigorar transformou os testes de pré-temporada do ano passado em eventos mais rodeados de dúvidas do que de elucidações (algo não totalmente fora de lugar em 2010, já que para a F-1 vale a máxima: “treino é treino, jogo é jogo”). Em meio a testes que não diziam propriamente algo sólido sobre o posicionamento de forças para a temporada que estava para começar, as poucas contratações e demissões fizeram escassear o já escasso noticiário da categoria durante os testes.

Quem chega aos portais automobilísticos hoje se depara com manchetes fartas, letras garrafais, enviados especiais e muito conteúdo. É fácil dizer: essa é a pré-temporada mais movimentada em anos. A volta de Schumacher, o incerto futuro de equipes como a Campos e a USF1, os lançamentos de carros em sequência, a ameaça de retorno da polêmica dos difusores, tudo isso rende uma semana de testes excepcionalmente intensa.

Na pista, mais uma vez, Felipe Massa (testando um novo modelo de capacete) liderou a tabela de tempos, fazendo, assim como ontem, o maior número de voltas na pista do autódromo Ricardo Tormo, em Valência. Massa fez 124 giros com a F10, o melhor deles em 1m11s722.

massa testa novo capacete ricardo tormo 2010

Atrás da Ferrari de Massa, a Sauber voltou a impressionar, assim como ontem. Com o japonês Kamui Kobayashi pilotando, o carro do time suíço fechou o dia novamente com o 2º melhor tempo, tal como ontem.

Melhores tempos do dia em Valência

1 - Felipe Massa (Ferrari) - 1:11.722 - 124 voltas

2 - Kamui Kobayashi (Sauber) - 1:12.056 (+0,334s) - 96 voltas

3 - Lewis Hamilton (McLaren) - 1:12.256 (+0,534s) - 108 voltas

4 - Robert Kubica (Renault) - 1:12.426 (+0,704s) - 119 voltas

5 - Nico Rosberg (Mercedes) - 1:12.899 (+1,177s) - 119 voltas

6 - Rubens Barrichello (Williams) - 1:13.377 (+1,655s) - 102 voltas

7 - Sebastien Buemi (Toro Rosso) - 1:13.823 (+2,101s) - 107 voltas

Pontuação e Qualifying

Indefinido desde que a primeira proposta de mudança ganhou força na FIA, a tabela de pontuação foi finalmente ratificada hoje. O sistema aprovado (um inferno para fazer as contas após cada corrida, diga-se)  aumentou a diferença no valor da pontuação entre o 1º e o 2º colocados e distribuirá pontos para os 10 primeiros colocados de cada corrida na seguinte ordem: 25 para o vencedor, 18 para o segundo, 15 para o terceiro, 12 para o quarto, 10 para o quinto, 8 para o sexto, 6 para o sétimo, 4 para o oitavo, 2 para o nôno e 1 para o décimo.

A comissão da FIA para a Fórmula-1 também definiu a regra para o uso dos pneus durante as sessões classificatórias. Os 10 primeiros colocados na classificação irão largar com os mesmos pneus com que terminaram a sessão. A justificativa da FIA, como de costume, é motivar o aumento de ultrapassagens em pista durante as corridas, dadas as diferenças de performance entre os 10 melhores classificados (que começarão a corrida com pneus já utilizados por, pelo menos, 3 voltas) e o restante do grid (que largará que pneus novos).

pneus

Stefan GP, doce leviandade?

Porém, o que mais chamou atenção hoje não foram o resultado dos testes em Valência nem as definições da FIA. A escuderia sérvia Stefan GP anunciou repentinamente que levará equipamentos (carros?) para o Bahrein, sede da primeira etapa do mundial, sem ao menos ter a vaga no grid garantida.

O anúncio aparentemente insólito da Stefan num ambiente de relações políticas atabalhoadas como a Fórmula-1 indica que ou os eslavos realmente estão apenas atirando no escuro (o que parece, apenas parece, ser muito improvável), a espera da retirada de algum dos times mais frágeis como Campos e USF1, ou realmente ouviram o canto do passarinho verde e já sabem de algo ainda não revelado. No terreno movediço sobre o qual acontecem os arranjos dos bastidores da Fórmula-1 nenhuma das duas hipóteses é plenamente impossível.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Sauber lança C29, o carro da temporada 2010



FELIPE MACIEL


O C está de volta à F-1! A lacuna deixada após o C24 chegou ao fim, porque Peter Sauber recuperou o poderio sobre o time e colocou na pista o primeiro modelo da nova velha Sauber: o C29.

Apesar de que o nome BMW continua. Com motor Ferrari para completar a confusão.


O uniforme é traço; mais pelado que o da Brawn. O carro foi apresentado sem patrocínios na carroceria, apenas os nomes dos pilotos estão estampados.

Devidamente vestido com a barbatana de tubarão, também é curioso observar a curva em forma de vão na parte traseira do modelo, assim como o escapamento quase escondido de tão empurrado para a popa.





O layout infelizmente não mudou. A pintura da antiga Sauber deixava a BMW no chinelinho, porém a única mudança recaiu sobre o tom de azul, agora ligeiramente escuderecido, enquanto o branco segue predominando.

Vista de frente, tem-se o bico largo e alto, juntamente com a asa bem trabalhada nas laterais. As entradas de ar apresentam um belo desenho, semelhante ao usado pela McLaren quando Adrian Newey era o responsável pela prancheta.





A Sauber mantém o nome e a pintura da BMW. O bólido apresenta um desing bonito, sugerindo um visual arrojado. Mas seu estilo agressivo estará mesmo presente na figura de Kamui Kobayashi, o japonês voador contratado. Pedro de la Rosa, com toda intimidade ao exercício de desenvolvedor, estará também ao volante para conduzir a evolução do carro da Sauber.

Ao Peter, a quem tenho simpatia pelo trabalho e integridade, desejo sorte no retorno ao comando da equipe. A retirada da Petronas dificultou um pouco a nova empreitada, mas tudo faz parte do desafio proporcionado pela Fórmula 1.