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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A chance de Bruno Senna

Bruno Senna enfim, depois de muita conversa e falatório, não por parte dele, mas de quem acompanha a Fórmula 1, ganhou o lugar de Nick Heidfeld no cockpit do carro da Lotus Renault, a equipe preta e dourada. Claro que essa será a maior oportunidade do piloto brasileiro na Fórmula 1, já que sua posição de titular no ano passado como piloto da Hispania não serviu de nada para ajuda-lo a ingressar na categoria mais importante do automobilismo.

Segundo notícias que saíram semanas atrás, a entrada do grupo Genii no Brasil ajudou no processo de confirmação de Bruno na Renault. Talvez... talvez, se não fosse isso a vaga poderia ser de Romain Grosjean que vem fazendo um trabalho muito bom na GP2 nessa temporada e tem diante de si olhares bem atentos de dirigentes da Renault.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Bruno Senna terá sua grande chance de mostrar do que é capaz na Fórmula1"][/caption]

Vale lembrar que Bruno Senna só está realmente confirmado para duas etapas até o final da temporada. Além do GP da Bélgica, o brasileiro disputará o GP da Itália para que os dirigentes possam decidir se permanecerão com ele até o restante do ano ou se colocarão outro piloto para correr ao lado de Vitaly Petrov, que de longe não sofre a mínima ameaça de perder sua vaga pelo menos neste ano.

Bruno sabe que a tarefa de mostrar um bom trabalho nas duas provas que realizará é fundamental para que suas chances de continuar na Fórmula 1 sejam grandes. Mas ele sabe também que esse desafio não é nada fácil. A Renault, por exemplo, é um caminho que o brasileiro deverá traçar somente até o final do ano, visto que Robert Kubica deve voltar ao time em 2012. Desse modo, conseguir demonstrar um bom potencial e atrair patrocinadores para financiar sua permanência na F-1 são muito importantes para que algum dirigente de outra equipe queira contar com seu trabalho como piloto titular.

Nessa história toda, muita coisa contorna seus arredores. Uma delas é o fato de que Nick Heidfeld entrou com uma ação contra a Renault por quebra de contrato, já que o alemão tem o direito contratual de correr até o final da temporada. Mas isso não deve ameaçar em nada as intenções da equipe de dispensa-lo definitivamente neste ano como titular da equipe. Outro fato é que as mais ufanistas comparações estão sendo feitas com o fato de que Ayrton Senna teve grandes conquistas com a Lotus e que Bruno Senna também pode tê-las. Coisa de brasileiro que fecha o olho, abre a bandeira e grita “sou brasileiro”. E a pressão da imprensa brasileira, por mais que digam que não influenciará Bruno, estará presente nesses momentos em que o jovem disputará suas duas corridas.



Seja como for, essa é uma grande oportunidade para Bruno demonstrar seu verdadeiro potencial com um carro de F-1. Como piloto de testes, ele pôde aprender bem a rotina de uma equipe de F-1 de verdade nos finais de semana de GP. Claro que não se deve esperar um desempenho melhor do que o de Petrov, mas resultados convincentes podem vir por aí.

Pelo esforço, a chance dada a Bruno Senna é mais do que justa. Boa sorte a ele!

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Heidfeld com os dias contados e o retorno de Grosjean

A Lotus Renault não está satisfeita com o trabalho apresentado até aqui por Nick Heidfeld, que foi contratado para suprir a ausência de Robert Kubica e liderar a equipe em busca de bons resultados e até de vitórias. Porém, as etapas discorreram e, junto com Vitaly Petrov, Heidfeld não conseguiu colocar o R31 em uma posição que a diretoria da equipe esperava. Resultado: decepção.

Decepção essa que pode custar a cabeça de Heidfeld na equipe. Muito se fala de Romain Grosjean, que disputa a GP2 e que dois anos atrás foi piloto da equipe ao lado de Fernando Alonso, voltar a Fórmula 1 pela equipe de Eric Boullier, que fez elogios ao jovem.

Com base em tudo isso, incluindo o fato do R31 não ser um carro competitivo e que dê condições para que seus pilotos possam brigar por posições a frente, uma pergunta intrigante paira na cabeça de muita gente. Será que vale a pena arrancar dali um piloto experiente como Heidfeld e colocar um Grosjean que foi muito mal em sua única passagem pela F-1?

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Romain Grosjean chegou à F-1 em 2009, mas não mostrou um bom desempenho"][/caption]

Para analisar melhor a condição que Heidfeld se encontra na equipe é bom levarmos em conta que a diretoria da equipe esperava dele a mesma habilidade e capacidade de corrigir erros que Kubica sempre mostrou ter. Mas aí se encontra um primeiro erro, pois os chefões da Renault deveriam saber que Heidfeld não chegaria na equipe com o mesmo potencial de Kubica. O polonês é muito superior ao alemão e provou isso quando os dois eram companheiros de equipe na BMW Sauber. Assim, o que podia se esperar de Heidfeld era que ele apenas daria continuidade a um trabalho iniciado no ano passado, nada mais do que isso. Heidfeld sequer venceu uma corrida na F-1. É cobrar de alguém algo que ele nunca prometeu.

Quanto a Romain Grosjean muito temos que se basear no desempenho dele dois anos atrás quando substituiu Nelsinho Piquet e correu ao lado de Fernando Alonso. A experiência foi muito aquém do que se esperava. Portanto, mesmo apesar de Grosjean estar realizando uma boa e consistente temporada na GP2, correr na F-1 é um desafio bem diferente, um desafio que ele não correspondeu a altura.

Desse modo, trocar Heidfeld por Grosjean pode não ser uma boa ideia se a intenção da Renault for melhorar o desempenho obtido até aqui. E mesmo que se o objetivo for dar experiência ao francês, ainda acredito que não será uma boa decisão, visto que existem outros pilotos mais interessantes para se ‘premiar’, como Bruno Senna, por exemplo. Esse sim nunca teve uma oportunidade de verdade na categoria.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nick Heidfeld pré-contratado pelo Lotus Renault



FELIPE MACIEL


As palavras de Eric Boullier são categóricas. Nick Heidfeld só perde para ele mesmo. Ok, o Boullier não usou essas palavras; mas foi por pouco...

O alemão está para ser avaliado por um dia neste fim de semana em Jerez. Se o time se convencer, Nick tá dentro. Bruno estará presente no autódromo apenas para ganhar quilometragem; o chefe da equipe afirmou que só seria possível abrir chance a um novato se o acidente do Kubica acontecesse no meio do campeonato, quando o carro já tivesse sido desenvolvido.

A verdade é que para substituir Kubica é preciso alguém experiente. Estivesse o Petrov fora de combate, Senna seria o herdeiro da vaga. Mas a vaga de o piloto principal da equipe não pode ser oferecida a um dos inexperientes test drivers.



Com isso, Heidfeld tem a faca e o queijo na mão. Ele chega lá, dá umas voltinhas em ritmo razoável, faz o favor de não quebrar o carro e sai de contrato assinado. Só depende dele. Numa remota chance de Nick não agradar à Renault, Liuzzi e de la Rosa ganham a oportunidade de mostrar serviço na semana seguinte.

É inegável que a situação está mole para Heidfeld. Em princípio não possui concorrência, e caso não ganhe a simpatia da Lotus Renault de imediato, surgem fracos concorrentes para tentar lhe tirar a vaga. Não tem para ninguém: Nick provou na BMW ser equiparável a Robert Kubica e é o nome certo a assumir seu lugar. A Renault sabe disso, do contrário não teria lhe arrumado um teste exclusivo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A volta dos que deveriam ter ficado



FÁBIO ANDRADE


A informação é da Autosport, então todo mundo leva a sério: Kimi Raikkonen estaria interessado em voltar para a Fórmula-1 pela equipe Renault em 2011. A menção de um campeão em voltar para seu esporte (ou nesse caso, categoria) sempre é positiva, vide o rebuliço que Michael Schumacher causou ao tornar público seu retorno, no final de 2009. Nessa temporada cheia de pretensões, de "melhor piloto da atualidade" vencendo com ordem de equipe, de queridinho do time lamentando por estar sendo jantado pelo companheiro e de idem acontecendo com o maior mito recente da F-1, este blogueiro tem saudade de Kimi e de seu ar blasé de quem pouco está ligando pra toda essa fogueira de vaidades.




[caption id="" align="aligncenter" width="450" caption="Raikkonen em bocejo oficial pela Ferrari em 2009"]Raikkonen em bocejo oficial pela Ferrari em 2009[/caption]

Porém, tal como aconteceu com Schumacher, cabem perguntas ao hipoteticamente repatriado Kimi Raikkonen: depois de um ano fora, o finlandês ainda tem a "mão" da F-1? Nessa realidade de poucos ou nenhum teste durante o ano a rápida adaptação na pré-temporada seria primordial em caso de retorno.


E outra: se for para voltar, que Raikkonen retorne como em sua melhor forma e que a Renault faça bem ao campeão de 2007 como a Ferrari não fez.


Outro que volta, mas esse já de forma oficial e confirmada ontem, é Nick Heidfeld. Volta pra casa, para a mesma Sauber onde quase criou raízes durante a maior parte de sua carreira. É outro retorno que me agrada muito e penso que poderia ter sido assim desde o início do ano: Heidfeld e Kobayashi formando a dupla de Peter Sauber nas pistas.




[caption id="" align="aligncenter" width="466" caption="Heidfeld no cockpit da BMW Sauber em 2008"]Heidfeld no cockpit da BMW Sauber em 2008[/caption]

Gosto enormemente do piloto que é o Heidfeld. Acho que é um dos talentos mais injustiçados da década que passou, algo como Rubens Barrichello nos anos 90. Mas não gosto da comparação. Entre o Barrichello de ontem e o Heidfeld de hoje e entre os mitos que eclipsaram a trajetória de ambos há enormes diferenças.


Com a notícia da volta de Heidfeld e os rumores sobre o retorno de Raikkonen, as manchetes ganham um ar de 2001, quando os dois pilotos dividiam os boxes da Sauber. Eram então dois jovens talentosos que tinham pela frente, diziam os especialistas da época, um sucesso retumbante os agurardando. A setença até deu certo para Raikkonen, mas jamais se concretizou para Heidfeld. Talvez seja interessante para Sebastian Vettel saber que o confete e a serpentina jogados hoje, não garantem o carnaval de amanhã.

domingo, 15 de agosto de 2010

Nick Heidfeld estreia pneus Pirelli em Mugello



FELIPE MACIEL



Chegou o dia de colocar o borracha da fornecedora italiana para testar. Nick Heidfeld deixa suas incumbências de terceiro piloto da Mercedes e empresta sua experiência em nome do desenvolvimento dos pneus Pirelli para o ano que vem.

Nesta terça-feira, 17, o alemão acelera o Toyota TF109 em Mugello, onde avaliará os compostos por 2 dias consecutivos. Posteriormente, se instalarão em Jerez. Voltarão à Itália para testar em Monza, antes de se dirigirem à Paul Ricard, retornando ao ponto inicial de Mugello para concluir o pequeno tour pela Europa.



Perguntinha: será que a quilometragem adquirida com a Pirelli não valoriam Heidfeld no "mercado de pilotos" para o ano que vem?

Independente da resposta, considero justa seu retorno às competições o quanto antes. A transformação de Heidfeld em piloto de testes lembrou muito aquela velha a brincadeira infantil da dança das cadeiras - alguém tem que ficar de fora; aconteceu justo com ele. Mas acontecer com ele não foi nada justo...

sábado, 23 de janeiro de 2010

A Heidfeld sobra o cargo de test driver

Se você acredita no poder do cosmo, a influência das constelações, a força do cometa, a zica do buraco negro e nos cavaleiros do zodíaco, então você deve ter uma boa explicação para tudo conspirar contra a carreira deste homem na Fórmula 1.

Por duas vezes na categoria, teve a chance de fechar com uma grande equipe. Seria na McLaren em 2002, mas seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen havia brilhado mais no ano anterior, e herdou a vaga de Mika Hakkinen.

A segunda oportunidade acabou de ocorrer: o cockpit germânico da flecha prateada estaria ao seu dispor, até que num belo dia a lenda viva alemã resolve acordar e retomar as atividades. Justo onde?



Nick iniciou na Prost, em 2000. No ano seguinte, conquistou o primeiro pódio da história da Sauber e marcou mais pontos que Kimi Raikkonen. Em 2002, bateu o novato Felipe Massa. Dividiu a garagem com o experiente Frentzen na temporada subsequente. Para seguir na categoria, restou-lhe a vaga da fraca equipe Jordan em 2004. Entrou para a Williams no primeiro ano de vagas magras da equipe, que dura até hoje. Depois foi só BMW, contracenando incansavelmente com Robert Kubica. Em número de pontos, superou o polonês voador nas quatro temporadas de existência da dupla.

Mas ninguém dá a mínima para o Heidfeld.



Regularidade é sua maior virtude. Junto com ela, destaca-se sua discrição, seja dentro ou fora das pistas. Conforme comentei com o amigo blogueiro Daniel Gomes, "o Button é um exemplo de que ser discreto demais faz as pessoas esquecerem de você, mesmo que tenha talento pra vencer".

Nick não merece se sujeitar à atividade de piloto de testes. Infelizmente, tornou-se a única opção para manter-se na Fórmula 1, mesmo com o grid escancarado de 26 postos. O problema de Heidfeld não é falta de talento, falta de currículo ou falta de experiência. Ele possui tudo que um piloto precisa para estar numa boa escuderia. Pena ter nascido com o lado errado apontando para o astro que nos rodeia em trajetória elíptica sob o efeito da gravidade, que empurra a carreira de Heidfeld para o buraco.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eric Boullier estreia na Fórmula 1

O substituto de Flavio Briatore não lembra em absolutamente nada o velho chefe. Aos 36 anos, Eric Boullier fará sua primeira participação na Fórmula 1. Esse não é do tipo que faz careta para a câmera, pelo contrário, o francês é profundo conhecedor de engenharia aeronáutica e aterrissa na categoria máxima após inserir linhas e mais linhas em seu currículo automobilístico.

Sua experiência inclui Le Mans, Formula BMW, A1GP e GP2. Ultimamente, trabalhava na Gravity Sport Management, empresa que gerencia carreira de pilotos e que é associada à Genii Group (ahá, ligou os pontinhos, hein).



Mas isso não significa que Boullier necessariamente escalará um dos jovens daquela empresa, dentre os quais podemos destacar Ho-Pin Tung, Adrien Tambay (filho daquele), Jerome D'Ambrosio e Christian Vietoris. Na verdade, sua dica dá conta de que não será desta vez que Robert Kubica terá um novo companheiro de equipe. Deve ser o mesmo de sempre.
O segundo piloto terá que ser capaz de marcar pontos e desafiar Robert Kubica. Portanto, pode ser um piloto da Gravity ou não, mas garanto que será ainda mais difícil para os pilotos da Gravity, porque eles terão de provar seu valor para serem escolhidos como segundo piloto da Renault.

Eric Boullier



Já Nick Heidfeld vive um drama no melhor estilo Rubens Barrichello, na virada do último ano. Veja um trecho da coluna do alemão publicada em seu site:
Agora temos de olhar em frente e nos concentrar na melhor opção a longo prazo para o meu futuro na Fórmula 1. Vou continuar treinando duro, e seguirei conduzindo conversas com as pessoas adequadas para conquistar uma oportunidade com todas as minhas forças.

(…) Espero que nas próximas semanas eu tenha algo para anunciar sobre meus planos futuros.

Nick Heidfeld



Desde a época da Benetton-Renault a equipe mal sabe o que é ser comandada por um chefe que não o Flavio Briatore. De alguma forma, Eric Boullier naturalmente inspira confiança e deve vir para ficar. E não lhe pergunte se é novo demais para o cargo. Essa ele já respondeu: "O Christian Horner é da minha idade!".