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segunda-feira, 1 de março de 2010

A volta de quem não veio: adeus, US F1!



FELIPE MACIEL


Como escuderia de Fórmula 1, a US F1 revelou-se uma grande produtora de vídeos para o YouTube. E não passou disso. Ken Anderson e Peter Windsor barraram a tentativa de fusão com a Campos e com a Stefan. Como última alternativa, apostaram as fichas na bondade da FIA, dispondo-se a depositar alguns milhões como forma de comprometimento com a categoria a partir de 2011. Sei...

Santa inocência. Pelo visto, eles não conhecem a novela da Prodrive. Há um ano, a US tinha as garantias de Bernie Ecclestone de que a equipe marcaria presença em 2010, e até agora não construiu absolutamente nada, para o desespero de [com a autorização do Galvão] Papa Lopez: "Uma grande desilusão para nós graças a quem nos vendeu um carro que não existia!", reclamou com razão.



Virgin e Lotus se resolveram em 5 meses, quantos anos serão necessários para a US F1? Por que a FIA daria, no total, dois anos aos ianques? O único fator que conta a favor é a conquista do cobiçado mercado americano. Porém, dar crédito a quem não merece e correr o risco de cometer o mesmo erro duas vezes não parece uma opção agradável. Sobretudo se a Stefan abocanhar a vaga juntamente com a Campos, preenchendo todas as 26 vagas disponíveis no grid.

Por isso imagino que a US fique no US, e a F1 siga sendo a F1 sem americano algum. O conto de fadas acabou, como diria o Zoran.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CampUS F1



FELIPE MACIEL


O que sairia do cruzamento de Campos com US F1? A união de meia equipe com meia equipe daria numa equipe inteira? A bagunça da Campos com a bagunça da US daria menos bagunça, mais bagunça ou bagunça ao quadrado?

O desfecho inusitado foi exposto pela mídia há alguns dias e parece haver um grande fundo de verdade nessa questão. Ambas as equipes podem unir forças para transformar dois problemas em uma solução. Do jeitinho que diz a charge.

As últimas informações sobre o caos dentro da escuderia americana revela o fracasso em todos os termos, a começar pelo planejamento. Há problemas de fluxo de caixa, já houve atraso de pagamento, 10 funcionários abandonaram a equipe e não existe carro algum. Tudo o que a US F1 produziu até agora foi uma série de videozinhos para exibir no You Tube.



Falando em YT, o investidor Chad Hurley parece ser a salvação. Ele esteve em reunião com o dono da Campos, José Ramón Carabante, discutindo a possibilidade de fusão. Esse seria o final feliz da história. Bruno da Campos e Pechito Lopez da US F1 formariam a dupla da "CampUS F1", abrindo a vaga tão sonhada pela Stefan GP.

Outro cenário colocaria Lopez na Meta ao lado de Bruno Senna, enquanto a US F1 provavelmente não passaria de um sonho americano, distante de tornar-se real. Em ambos os casos, é Brasil e Argentina na cabeça.

Aguardemos o desenrolar dos fatos. Novos capítulos são esperados nas próximas 24 horas.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

As últimas das novatas histéricas



FELIPE MACIEL


Nem sei por onde começo. Por quem tem carro e não tem vaga? Por quem tem vaga e não tem carro? Lá vou eu apelar para a ordem alfabética...
Campos Meta

De Campos só tem o nome. Seu grande fundador Adrian Campos está fora do negócio, mas a equipe mantém a identidade espanhola, uma vez que José Ramón Carabante passou de sócio a controlador da escuderia.

Colin Kolles foi definido não apenas como o chefão da coisa como também o diretor geral, que irá pôr ordem na bagunça e encarar o distinto desafio de organizar a ida da Campos para o Bahrein. Considerando o depoimento de Kolles, há tanto trabalho a ser feito quanto você pode imaginar.
Por duas semanas, tenho dormido duas horas por noite. É um momento inacreditável. Eu estou me esforçando cada vez mais e não sossegarei enquanto não estiver lá. Quero ter sucesso em levar a equipe ao grid, sobreviver à temporada e estabilizar o time.

Minha meta é resolver esse caos. Eles tinham basicamente nada, só caos. O único departamento que existia era o de software, em que oito garotos que nunca viram um carro de F-1 em suas vidas faziam programas de simuladores.

Há dois ou três engenheiros com experiência em F-1, e só isso. A história real é maluca. Teremos dois carros no Bahrein. Não sei como, não me importo, mas teremos dois carros no grid.

Colin Kolles



Em outras palavras, a equipe está nua. Mesmo que consiga colocar carro no grid, Bruno Senna e mais um infeliz passará o ano penando com o triste objetivo de terminar as corridas.
Stefan GP

Os sérvios sem garagem nos boxes buscam de todo jeito estrear. Se só existem 13 vagas, eles sonham com a 14ª. Mas o carro está pronto e eles não podem usar compostos Bridgestone.

O SF01 já colocou o motor para roncar, porém a primeira aventura em pista acontecerá para o final deste mês, no ilustríssimo circuito de Portimão, nem que seja com pneus de GP2. O time tem contrato com a Toyota, recebe equipamentos da Toyota, traz funcionários da Toyota. Dizem que até a grana da Panasonic vai ser herdada da Toyota. A confiança na estreia é tamanha, que sua presença física no Bahrein já é garantida. E não estão indo a turismo, suponho.

Kazuki Nakajima é dono de um dos cockpits. Jacques Villeneuve está prestes a assinar contrato também. A relativa tranquilidade lhes permite pensar em quem será o piloto reserva. Mera questão de tempo.
US F1

Os americanos viraram piada. Se os sérvios perturbam a FIA para ganhar o direito de competir, Ken e Peter imploram para disputar o Mundial a partir do GP da Espanha. Pois é, 4 corridas de ausência. Já que todo mundo sai impune do Pacto de Concórdia, não é de se admirar caso Todt abra essa concessão.
Em um mundo ideal, nós podemos perder as quatro primeiras corridas e aparecer em Barcelona. Acredito que tudo é possível. Mas qual seria o ponto disso? Por que eles nos dariam uma franquia e, na primeira vez que houvesse um buraco na estrada, simplesmente arrancá-la e colocá-la fora dos negócios? Definitivamente essa não é a mensagem que eu estou tendo deles. Eles querem nos ajudar, não acabar com a gente.

Ken Anderson



Duvido que o Anderson esteja tão tranquilo quanto sugere neste comentário. Seria bastante pragmático da parte da FIA eliminar a US F1 e alocar a Stefan. Resolveria o problema.

Mesmo que a FIA seja boazinha, os estadunidenses precisam se preparar para tirar dinheiro de outro piloto, porque há bons indícios anunciando a mudança de Pechito Lopez para a Campos. O argentino quer se garantir nas corridas; tá certo ele.

A verdade é que a equipe não tem carro. Estão pedindo tempo para construir um. É o drama virando comédia, simplesmente não dá para acreditar. Há um ano, a dupla ianque fazia graça e dava as caras em programas de TV para comemorar o projeto que ganharia as pistas na temporada seguinte. Pelo visto não vai.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pague e leve: últimas semanas

Pechito Lopez é um piloto de apelido engraçado com um talento extraordinário estimado em US$ 8 milhões de dólares, 2 dos quais partem dos cofres argentinos, que deve ser um país maravilhoso, onde o governo não tem problema algum para resolver. Daí nada melhor que ajudar a pôr fim aos 9 anos de ausência da Fórmula 1.

A categoria se tornou tão exigente com a entrada de patrocínio que pode virar moda a participação de governos nacionais na brincadeira. Pastor Maldonado é outro exemplo. Contava com o apoio da Venezuela para despejar dinheiro na Campos e estrear na F-1. Mas a situação do Adrian ficou um pouquinho complicada; antes de um piloto pagante ele precisa mesmo é de um bom investidor que ajude a segurar o pepino.



Das vagas restantes, podemos destacar também o vice-campeão da GP2, Vitaly Petrov, que detém uma mala estupidamente recheada por dois poderosos patrocinadores russos. O que a Renault está esperando para anunciar a troca do talento do Grosjean pelo potencial do Petrov?

É chato olhar para o calendário e observar que há 3 vagas em aberto considerando que falta apenas 1 mês e meio para a abertura do campeonato. Essa lerdeza não víamos faz tempo na F-1. O tal do Pechito, por exemplo, só deve fazer contato com o bólido no final de fevereiro, a duas ou três semanas do Bahrein. Os pilotos da Campos provavelmente irão conhecer o carro nos treinos livres. Isso se formos otimistas. Num cenário pessimista, a Stefan GP pegaria o carro do Toyota e entraria atropelando o time espanhol.