segunda-feira, 5 de maio de 2008

Panela velha

A nova Toro Rosso não sairá do forno em Istambul, como era previsto. A equipe planejou testar o modelo de 2008 durante os dois últimos dias de testes coletivos em Barcelona, mas Sebastien Bourdais inventou de realizar um baita crash-test logo na quarta, o que impediu também o shakedown na quinta.
Somente hoje veio a confirmação de que a cópia atualizada da Red Bull precisará de mais um tempinho antes de ganhar as pistas.
Para agravar o problema, Gerhard Berger confessou que a estréia pode ser adiada para depois do GP de Mônaco, ou seja, daqui a um mês: "Mônaco é uma dúvida: levamos o carro novo lá? Se não tivermos sorte, podemos ficar sem carro no fim da semana. Talvez possamos considerar o Canadá. Não haveria problemas em conseguir as peças para Montreal, mas este é o pior cenário imaginado".
Se ele não sabe, não sou eu que vou saber...

O resgate

O trabalho da equipe de resgate foi mais desastrosa do que se imaginava. A FOM fez questão de desviar as câmeras durante a transmissão enquanto Kovalainen se encontrava dentro do carro.
O vídeo postado, primeiramente, pelo Capelli mostra a demora da ambulância para chegar ao local. Levou tanto tempo que até desanima assistir ao youtube, mas na parte final, quando finalmente consegue cruzar o portão, ela ainda atola na brita. Depois que o carro é resgatado, segue de ré para resgatar o piloto, que naquele momento se encontrava fora do MP4-23.
Mesmo com tanto fatores contra, deu tudo certo para o Kovalainen, que deixou o hospital andando e agora aguarda a determinação da FIA para saber se disputa o GP da Turquia.

domingo, 4 de maio de 2008

Aguri out

A Super Aguri chegou na Turquia, mas na hora de entrar no autódromo foi barrada. Motivo? Nick Fry comunicou à FOM que a equipe não participará do GP.
Os caminhões e o motorhome estão do lado de fora do circuito aguardando Aguri Suzuki, que viajou hoje para Istambul.
Eles querem correr, a matriz não deixa. Independência ou morte...

Honda contra Aguri

O acordo da Super Aguri com o grupo Weigl depende ainda de uma aprovação da matriz. A parceria já estava sendo dada como certa, quando o CEO da Honda, Nick Fry, desconversou em tom de anti-clímax.
"Por termos procurado um parceiro por um ano, considero improvável que alguém apropriado aparecesse nas próximas 48 horas".
"Parece improvável que uma companhia do tamanho da Weigl possa dar apoio a uma equipe de F-1 competitiva, a não ser que tenha outros parceiros por trás disso, que não foram revelados para nós".
Já dá para começar a desconfiar de que a Honda deseja a extinção da Super Aguri o quanto antes. O próprio Ross Brawn, quando chegou na equipe, aconselhou a concentração de custos numa só escuderia; e a dica ficou ainda mais clara com as palavras do Fry.
E se alguém ainda tem dúvidas, basta reparar na entrevista de Franz Weigl concedida à Autosport: "Minha oferta está sobre a mesa, e a Honda pode dizer sim ou não. Não tenho influência sobre isso agora, mas espero que eles, e o Sr. Fry, concordem que a Super Aguri pode sobreviver".
"Não entendo porque ele está trabalhando tanto contra a sobrevivência da Super Aguri", disse em alto e bom som.
"Não arriscaria meu nome e meu negócio. Tenho parceiros de investimento. Caso contrário, não poderia fazer isso. Temos um parceiro que está interessado na F-1. É um grupo de investimento e o pacote é claro: queremos ter a Honda, os investidores e a minha força, incluindo tecnologia. Precisamos disso para fazer um novo carro para 2010. É uma oferta séria, e permitirá que a Super Aguri sobreviva por um longo período de tempo".
É um argumento bom a ponto de dificultar uma desculpinha para a Honda não fechar o acordo.

sábado, 3 de maio de 2008

Aguri resiste

Alguns boatos indicavam que a Super Aguri assinaria com o Grupo Weigl. Os rumores foram negados por pura politicagem, porque a equipe enfim anunciou a parceria que promete mantê-la no grid por mais um tempo.
Haverá uma reunião com matriz para que seja oficializado o acordo: "Estou feliz por ter conseguido conversar com o grupo Weigl na última hora. Agora, teremos a oportunidade de apresentar a proposta à Honda. A parceria proposta nos permitirá seguir correndo", declarou Aguri Suzuki.
O dono da companhia automotiva alemã, Franz Josef Weigl, também comentou o negócio: "O Grupo Weigl resolveu abertamente ajudar a Super Aguri neste momento decisivo. Gostaríamos de expressar nosso sincero apoio à equipe e garantir sua participação no campeonato da F-1, juntamente com seus patrocinadores e parceiros. Estamos com a séria intenção de proporcionar investimentos para assegurar o futuro da escuderia".
E assim, matando um leão por corrida, o time japonês se sustenta. É triste ver uma equipe com potencial técnico na F-1 que tem como único objetivo não ir à falência. Esta, portanto, é mais uma vitória da Super Aguri.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ninguém segura o Mallya

O chefe da A1GP, Tony Teixeira, cutucou Vijay Mallya com vara curta e acabou ouvindo umas boas.
Para Tony, "a A1 passa a mensagem certa aos indianos, pois, embora a Índia não possua tradição no automobilismo, é capaz de batalhar na Copa do Mundo e superar o resto do mundo", afirmou, em alusão à vitória de Narain Karthikeyan em Zhuhai-2007.
"A Force India vai na direção oposta. A nossa mensagem é a seguinte: 'Índia, você pode vencer'. Já a Force India tem um longo caminho a percorrer para tentar chegar ao pódio. Por isso, acho que estão passando uma imagem errada aos indianos, uma vez que jamais chegarão a uma vitória".
O magnata proprietário do time indiano na F-1 não poupou esforços para responder duramente tais críticas:
"Fiquei surpreso pelos comentários do Sr. Teixeira, principalmente em relação à nossa participação na F-1. Ele deveria limitar seus comentários à África do Sul, que é o país dele, e a essa categoria que ele chama de 'Copa do Mundo do Automobilismo', que não passa de uma simples categoria de monopostos". Uau...
"Tentar atrair os jovens indianos por meio do incentivo e da participação em uma categoria que sequer pode ser comparada com a GP2 ou mesmo a F-1 é um sinal de mediocridade". Oooh...
"Isso sim é uma mensagem errada, que mais parece um ato de desespero dado o enorme e crescente apoio que a F-1 e a Force India vêm recebendo. Estou certo de que os indianos podem vencer em qualquer modalidade e até mesmo na A1 GP com facilidade, mas competir em uma categoria internacional e competitiva como a F-1 não é somente uma questão de orgulho, mas revela a capacidade de um país em conseguir isso".
E prosseguiu: "Não acho que o Senhor Teixeira tenha competência para falar da situação dos nossos jovens na Índia no contexto do esporte a motor. Talvez, eu deveria lembrá-lo também que as minhas empresas empregam centenas de milhões de indianos todos os dias e não somos apenas mais bem informados, mas também equipados para satisfazer as aspirações de nossa juventude. Além disso, posso mostrar ao mundo que a Índia é capaz de participar de competições de ponta no mundo do esporte a motor, e não somente numa categoria medíocre de monopostos".
"Como membro principal da Federação Nacional do Esporte a Motor da Índia, estou perfeitamente ciente não somente do interesse como também da participação no esporte a motor nos últimos 25 anos. Por isso julgo improcedente os comentários do Sr. Teixeira quando afirmou que a Índia não é uma nação do automobilismo".
Até a Ferrari entrou na dança, enquanto o Vijay argumentava contra a idéia de nacionalidade que move a A1GP: "A Force India é a primeira equipe indiana a competir na F-1 e tem mobilizado inúmeros recursos internacionais para tal. Isso não pode ser apontado como um aspecto negativo. Por exemplo, a Ferrari, que tem um brasileiro e um finlandês guiando seus carros, não se tornou menos italiana por conta disso".
Teixeira havia dito em uma outra oportunidade que os chassis Ferrari darão mais credibilidade à sua categoria. E dá-lhe Mallya: "Talvez eu devesse lembrá-lo de que a Force India também é movido por motores Ferrari".
Nos aproximamos das alfinetadas finais: "Talvez o número de entusiastas do esporte a motor indiano seja maior que a população dos países com os quais o Sr. Teixeira se relaciona".
Vijay revelou que sua equipe desenvolverá um programa para talentos indianos e colocará pilotos no kart, na GP2 e até mesmo na Fórmula 1 dentro de um prazo de 5 anos. Também fez questão de destacar o GP da Índia de F-1 em Nova Delhi, com contrato a partir de 2010.
Fechando, enfim, a sessão de desaforos, o Mallya aponta na reta e sai rasgando, como diria o Galvão: "Nenhum doente irresponsável poderá mudar a onda de apoio para o entusiasmo crescente da Force India e da Índia na Fórmula 1".

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Triste memória

Em memória da perda que completa hoje 14 anos: os últimos momentos do Ayrton em vida.
O fim de semana já havia sido marcado pela morte de Roland Ratzenberger nos treinos, e a inquieatação do Senna no grid era nítida. Não era uma largada comum, ele sabia disso, só não poderia imaginar que seria tão incomum assim.
Por fim, uma gravação do Galvão Bueno se despedindo do amigo.

Um pouco de humor

Quem postou essa primeiro foi o Fábio Seixas. No vídeo, Nick Heidfeld dá uma aula de como não fazer zerinhos diante do pessoal da montadora.
O segundo youtube é um achado do amigo Gustavo Coelho, do BlogF1GP. Los quemagomas se destacam nas charges de automobilismo, e a cada corrida tem uma nova. Esta antecedeu o GP da Espanha.