domingo, 8 de junho de 2008

BMW em grande estilo

De longe, foi a melhor corrida da atual temporada.
Tudo começou muito tranquilo, com uma largada segura, sem nenhuma batida. Nas primeiras filas, o único que se atrapalhou foi Fernando Alonso, que caiu para quinto.
Até a volta 13 parecia uma corrida normal, até que Sutil encostou com problemas, provocando a intervenção do safety car.
Assim que liberaram a entrada nos boxes, os pilotos que fariam duas paradas resolveram entrar. A Ferrari chamou os dois. Kimi Raikkonen e Robert Kubica disputavam posição após o reabastecimento e pararam um ao lado do outro na saída do pit lane, onde esperavam anciosamente pela luz verde. Distraído, Lewis Hamilton vinha logo atrás e não notou o sinal vermelho, o que culminou em uma das maiores lambanças da carreira do inglês. Ao tentar desviar do polonês, encheu a Ferrari do finlandês e encerrou o fim de semana dos líderes do campeonato.
Depois da prova, os comissários resolveram punir tanto Lewis quanto Rosberg - que bateu de leve na McLaren do inglês logo em sequência - com a perda de dez posições no grid do próximo GP.
O incidente consistiria num grande lucro para o Massa se ele não tivesse enfrentado um problema no reabastecimento. A equipe chamou o brasileiro novamente na volta seguinte, por isso acabou caindo para o fim do grid.
Os nove pilotos que partiriam para uma parada só se posicionaram à frente do Robert Kubica, que se manteve à frente de Fernando Alonso, seguido por Nelsinho Piquet, que havia feito boas ultrapassagens e fora beneficiado com o safety car.
Rubens Barrichello liderou algumas voltas depois que Nick Heidfeld parou. O alemão conseguiu retornar à frente do companheiro, mas lhe cedeu posição numa inteligente manobra da BMW para segurar o ritmo de Alonso.
Nelsinho Piquet, por sua vez, perdeu o controle do R28 e ficou atravessado na pista. Quando voltou, viu o Massa passar pertinho mas felizmente não houve o choque. Mais tarde, o Briatore levaria as mãos à cabeça com os abandonos de seus dois pilotos. Alonso bateu e culpou o câmbio, Piquet teve problema nos freios.
Fisichella raspou o muro voltas antes de girar e bater no mesmo ponto. Nakajima também não completaria a prova.
Enquanto isso, Robert Kubica e Nick Heidfeld batalhavam indiretamente pela vitória. Somente o polonês faria uma nova parada, mas a distância que abriu em relação ao alemão já era segura. Kubica voltou na ponta, de onde não saiu mais. Finalmente chegou a tão esperada primeira vitória dele e da equipe. De quebra, Robert sai do Canadá como líder do campeonato.
Quem também fez uma corrida excepcional foi Felipe Massa. Andando sempre no limite para se recuperar do falho pit stop, o brasileiro foi quem mais completou ultrapassagens na corrida. Na mais empolgante delas, Felipe aproveitou a investida de Heikki Kovalainen sobre Rubens Barrichello no hairpin para jogar por dentro e passar os dois de uma só vez.
Mais tarde, Felipe iria aos boxes para realizar o último pit, e retornar para passar novamente os mesmos adversários que havia superado anteriormente. Por fim, chegou em quinto, entre Timo Glock e Jarno Trulli. As Toyotas conquistaram um grande resultado apesar de todas as dificuldades que o carro enfentou para se adequar à pista canadense.
Outro que se superou foi o Rubens. Dentro de um bólido lento de retas, ele marcou pontos pelo segundo GP seguido, resistindo à forte pressão em muitos momentos da prova. Cruzou a linha de chegada em 7º, à frente de Sebastian Vettel, que também pontuou pela segunda etapa consecutiva.
Heikki Kovalainen tanto brigou, tanto ultrapassou, que terminou em 10º. Estranho o desempenho do finlandês. Ele ainda possui 15 pontos na tabela e sua equipe, a McLaren, tem 53, contra 70 da BMW e 73 da Ferrari. É hora de acordar, Heikki...
Atrás da dobradinha da BMW, David Coulthard recebeu a bandeirada para subir no 62º pódio de sua carreira, deixando o Rubinho para trás nas estatísticas. O escocês começou a disparar em direção ao terceiro lugar com a entrada do safety car e soube manter o bom ritmo até o final. Nada mal para quem vivia uma fase marcada por batidas em quase toda corrida.
A F-1 chegará em Magny-Cours tendo como líder Robert Kubica, que bate o vice-líder Lewis Hamilton por 42 a 38. Felipe Massa está empatado com o britânico, ambos com 3 pontos de vantagem sobre o Raikkonen.
Depois de Mônaco e Canadá, podemos esperar uma etapa mais normal na França. Por isso, a Ferrari, que não venceu nas últimas duas, pode voltar a se sentir favorita. Pelo menos em tese. São duas semanas de intervalo até o dia 22, quando a F-1 corre - possivelmente pela última vez - em Magny-Cours.

sábado, 7 de junho de 2008

Improviso no hairpin

Durante a sessão oficial foi necessária a intervenção dos fiscais para limpar o esfarelamento da pista na curva 10, mas o momento "varre, varre vassourinha" não foi suficiente. Vários pilotos dispararam duras críticas ao asfalto depois do qualifying e o efeito foi imediato: durante a noite haverá um novo recapamento no local.
Felipe Massa contou que a equipe tinha potencial para lutar pela pole, porém a quebra do asfalto foi o fator responsável pelo mau desempenho das Ferraris no terceiro setor.
O incidente reduziu drasticamente a aderência naquele trecho e obrigou muitos competidores a subirem na zebra, já que as pequenas pedras se espalharam tanto na parte da trajetória padrão quanto fora dela.
Agora eles terão poucas horas para fazer um trabalho de primeiro mundo que não foi realizado em meses. Na corrida a gente confere o resultado.

Montreal é com ele mesmo

Lewis Hamilton repetiu o desempenho no palco de sua primeira pole na F-1. Pelo segundo GP seguido em Montreal, o inglês larga na posição de honra.
Robert Kubica chegou a tirar a liderança de Lewis por algum tempo, mas logo foi superado novamente. Mais de 6 décimos separam os dois mais bem colocados do grid.
A Ferrari viveu um mau dia. Os pneus não funcionavam, o acerto não parecia o ideal, e os pilotos sofreram para buscar tempo. Kimi Raikkonen ainda conseguiu um razoável 3º posto, mas o Massa não passou de 6º. Entre eles, Fernando Alonso, que fecha a segunda fila e provavelmente pára cedo. A Williams, que costuma andar bem por lá, deu a Nico Rosberg o 5º lugar.
Heikki Kovalainen andou mal, sai de 7º amanhã. Nick Heidfeld vem logo atrás. Rubens Barrichello fez milagre com o RA108 para conquistar a 9ª posição. Ao contrário de Jenson Button, que já vinha reclamando do carro desde sexta-feira, não andava bem em treino algum e, quando começou a classificação, jogou a toalha depois de três voltas. Já o Rubens parte em busca de mais pontos amanhã.
Para fechar os dez primeiros, surge Mark Webber. O australiano rodou no final da fase 2 do treino e não participou da super pole. Ainda assim, continua superando David Coulthard, 13º colocado.
Entre as Red Bull, os ex-GP2 Timo Glock e Kazuki Nakajima. Somente em 14º largará Jarno Trulli, o italiano que está rodando em todas as sessões do fim de semana. O carro da Toyota não se adequou ao traçado e o Trulli quer inventar tempo no braço, mas esse desespero não deu muito certo até agora.
Nelsinho Piquet conseguiu se livrar do Q1 e só. 15º lugar no grid, torcendo pelo caos, pelas batidas, pelo safety car...
Seguindo na tabela, Adrian Sutil superou Giancarlo Fisichella, que por sua vez larga à frente do Button. A Toro Rosso foi um verdadeiro desastre. Vettel não participou da sessão classificatória porque espatifou o STR3 no treino livre da manhã e não foi possível consertar a tempo. O Bourdais, que havia ficado na primeira fase, conseguiu largar atrás do companheiro por conta da quebra de câmbio, que o fez perder cinco posições.
Só nos resta saber como anda a estratégia do Lewis, mas em princípio ele é o favorito. Kubica está forte, pode ser o segundo favorito, até porque a Ferrari não deve ter carro para acompanhar o ritmo do inglês, uma vez que não anda no terceiro setor. O conservador Kimi Raikkonen saberá se contentar com um pódio, mas o Felipe precisará brigar por posições numa pista de difíceis ultrapassagens. Quanto ao Nelsinho, seja o que Deus quiser.
Mais uma vez, estaremos na frente da telinha depois do almoço, às 14h. A corrida promete ser boa, e que ninguém fure o sinal vermelho desta vez.

Sexta em Montreal

Antes de soltar o resultado dos treinos, registremos a informação para aqueles que não ouviram na edição Pré-Canadá da Rádio OnBoard.
Durante o Grande Prêmio da Turquia, a FIA finalmente notou que a asa-ponte se move nas retas. O que todo mundo viu em um GP (Espanha de 2007 para ser mais exato, quando a McLaren lançou o aparato), a Federação só conseguiu enxergar depois de um ano.
A medida é simples: todas as equipes que utilizam a asinha precisam prendê-la ao bico. A Renault foi a única que lançou o carro já dentro do regulamento, com uma haste no meio. O exemplo do time francês agora é seguido por Toyota, Williams, Red Bull, Toro Rosso e - claro - McLaren a partir do Canadá.
Agora sim, o treino. Pela manhã, tudo começou com pista molhada, que foi secando e secando, e o Trulli foi rodando, rodando...
Os principais pilotos deixaram para frequentar a pista nos minutos finais da sessão. O mais rápido acabou sendo Felipe Massa, seguido por Kubica, Kovalainen, Heidfeld, Raikkonen, Hamilton...
1º treino livre:
À tarde, os testes foram mais movimentados, uma vez que a pista já estava seca. Não tardou para que o tempo do Massa pela manhã fosse superado.
Na segunda sessão livre, os pilotos rabiscaram mais os muros e o melhor tempo veio com a McLaren de Lewis Hamilton, com Kubica novamente em segundo, Kimi em terceiro e Kovalainen em quarto.
Felipe enfrentou uma pane e teve de encostar. Os fiscais se atrapalhavam tanto para retirar o carro do local, que provocaram um leve toque do F2008 no guard-rail, obrigando o brasileiro a retornar para chamar a atenção do pessoal, coordenar a manobra e até mesmo ajudar a puxar o bólido. Se a qualidade dos serviços continuar assim, daqui a pouco vai ter piloto guiando guincho por aí...
2º treino livre:
Com carro lento de retas, a Honda não espera fazer muita coisa neste fim de semana. A Renault é outra que está andando mal, pior para o Nelsinho que precisa provar que tem nível para se manter.
Felipe Massa e Kimi Raikkonen disputam a 200ª pole position da história da Ferrari, mas terão de brigar com McLaren e BMW, que também estão fortes. O treino oficial tem início logo depois do almoço, às 14h deste sábado.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Wall of champions

Uma pequena homenagem ao muro dos campeões seguida de uma perguntinha:
Quem será a próxima vítima?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Infeliz ironia

A viúva de Gilles Villeneuve, Joanne Villeneuve, quase foi expulsa do circuito Gilles Villeneuve, enquanto circulava pelo paddock divulgando o livro de memórias do piloto ferrarista.
O bate-boca com um fiscal se encerrou assim que a Ferrari apareceu com uma credencial de convidada para ela.
Que coisa...

Êêêêê Hamilton...

Uma barbeiragem sem tamanho, num local onde o limite de velocidade é de 50km/h.
O responsável pelo acidente com este Porsche Carrera GT - R$ 976 mil - foi ninguém menos que Anthony Hamilton, pai de Lewis Hamilton.
Ele não percebeu que estava bem grandinho para brincar de carrinho no play, e acabou acertando um parque infantil localizado a 200m de sua casa. Não havia crianças no local e ninguém se feriu, nem mesmo o autor da façanha.
Uma testemunha contou que Anthony "começou a acelerar muito o carro e as rodas patinaram. O teto estava abaixado e ele me olhou antes de pisar fundo. Saiu a toda velocidade até perder o controle na curva".
Querendo tirar onda com o carro do amigo, Mr. Hamilton? "Este é meu primeiro acidente em quase 30 anos e tinha que acontecer justo com o carro de outra pessoa", lamentou. "Felizmente, as únicas coisas danificadas foram o carro e uma cerca, pelos quais peço minhas sinceras desculpas".
Pensando bem, poderia ter sido pior. Poderia acontecer com uma Mercedes...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Um leve desabafo

Entrevista de Rubens Barrichello ao site Gazeta Esportiva:
"GE.Net: Você recebeu muitas homenagens e elogios com o seu recorde de GP, mas algumas pessoas continuaram te achincalhando, como o Nelson Piquet. O que você tem a dizer para estas pessoas?
RB: Não tenho nada a dizer. Acho que a vida está aí para mostrar e o próprio filho está comendo tudo aquilo o que ele plantou. Essas coisas são ruins, não fazem parte do dia-a-dia. O ser humano deveria tomar conta da própria vida e não ficar comentando".