O ilustre Fábio Campos e o doutor Ron Groo estiveram ao meu lado neste programa em que falamos, sobretudo, do acidente do Kubica em Andorra e sua longa recuperação durante esse ano de 2011.
Dentro de uma semana estaremos de volta, será a hora de avaliar as regras do novo Mundial. Até a próxima!
Para você que está iniciando no kart e pretende colecionar vitórias, aí está uma boa aula de como comemorar seus triunfos de forma sadia, segura e vibrante após cruzar a linha de chegada à frente de seu adversário. Não se esqueça de inclui-lo em sua celebração.
O GP do Canadá, que acontecerá no próximo fim-de-semana, marca um conceito na Fórmula-1. Junto com Melbourne, que sedia o GP da Austrália, Montreal leva a Fórmula-1 de volta ao diálogo com um item cada vez mais raro na categoria: o muro. Mas em Montreal o colóquio entre os carros e as paredes de concreto parece ser mais agudo.
Como consequência, o GP do Canadá costuma apresentar inúmeras entradas do Safety Car e corridas com resultado potencialmente não-convencionais. E, claro, acidentes.
Robert Kubica
As imagens do acidente do piloto polonês Robert Kubica durante o GP do Canadá de 2007 ainda estão frescas na memória. A batida de Kubica no muro do hairpin do autórdromo Gilles Villeneuve foi, provavelmente, o maior teste “prático” pelo qual a chamada “célula de sobrevivência” já passou. Apesar do violentíssimo choque (estima-se que o carro da BMW tenha atingido o muro a cerca de 230km/h) o habitáculo no qual o piloto fica inserido resistiu e Kubica se safou da batida apenas com uma pequena lesão em um dos pés.
Riccardo Paletti
Em 1982, 25 anos antes do forte acidente de Robert Kubica, o piloto italiano Riccardo Paletti, que disputava sua segunda corrida de F-1, não teve a mesma sorte do polonês, e nem precisou de muros para se acidentar com gravidade. Numa época em que a segurança ainda não era uma obsessão da F-1, Paletti foi vítima de um acidente que muito dificilmente faria vítimas em 2010. Na largada do GP do Canadá, o novato Paletti chocou-se com a Ferrari de Didier Pironi, que ficara parada na pista. Segundos depois, o Osella incediou-se.
Apesar das perturbadoras imagens das chamas envolvendo o carro e o piloto, diz-se que Paletti não sofreu com o ocorrido. A batida contra a Ferrari de Pironi deslocou a coluna de direção do carro contra o tórax de Paletti, deixando-o inconsciente. A morte do piloto foi anunciada poucas horas depois.
Tem época que nada funciona muito bem. Está sendo assim com Il Dottore Valentino Rossi, que há até poucos dias estava recebendo ameaças de morte de um maluco que acabou preso pela polícia italiana antes que fizesse a besteira que andava prometendo.
Já na vida profissional o piloto inventou de falar mais do que a boca deveria permitir. Dando uma de enxerido para o lado de Maranello, sugeriu Vettel no lugar do Massa para o ano que vem, sem esquecer de cobiçar um cockpit para si.
Para ter um time forte como a Yamaha, a Ferrari deveria contratar Vettel para correr ao lado de Alonso.
Não vou negar que eu gostaria de explorar essa possibilidade [ir para a F-1]. Mas somente com a chance de ter um terceiro carro para mim.
Valentino Rossi
Por uma daqueles infortúnios do destino, Valentino teve seu dia de Felipe Massa, acidentando-se nos treinos da etapa de Mugello, sendo obrigado a se retirar da competição.
Já operado, Rossi passa bem mas precisará ficar uns meses de molho. O bom humor, porém, não sofreu qualquer sequela. Perguntado sobre quem deveria vencer a corrida, ele sorriu e disse: "espero que ninguém".
Falando sério, Valentino comentou o susto em se deparar com a fratura exposta na perna direita mas respira aliviado por saber que o acidente não prejudicará a continuidade de sua carreira, que é o mais importante de tudo.
Ver meu tornozelo daquele jeito não foi um bom sentimento. Foram alguns momentos de medo, mas agora está tudo bem. Vai demorar um tempo, mas o importante é eu voltar 100%.