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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ross Brawn faz pouco caso do escapamento frontal



FELIPE MACIEL


Em todas as apresentações feitas até aqui, vimos muitos carros sem nada de novo a apresentar, com exceção do bólido da Lotus Renault. Quando olharam para sua traseira, veio a pergunta: onde foi parar o escapamento que deveria estar aqui?

Logo se descobriu que a equipe inseriu uma solução inovadora, apontando o exaustor para frente, nas proximidades do sidepod. A ideia é basicamente canalisar o fluxo de ar na direção do difusor, ainda que através de um longo caminho. Clique e entenda como funciona o escapamento da Lotus Renault.



Mas o que à primeira vista parece uma invenção a ser disseminada pelo grid, pode na verdade não ser tão essencial quanto se sugere. Ross Brawn, por exemplo, não se surpreendeu em nada com a novidade e deu de ombros para ela, arriscando-se a dizer que os times devem optar por diferentes soluções.

Eu vi a Ferrari, e eles tinham algumas opções diferentes. Eu acho que existem algumas soluções que você pode implementar para obter os benefícios provenientes da energia do escape. Então eu creio que veremos diversas soluções até o Bahrein.

Ross Brawn



Rumores indicam que a McLaren estaria preparando o novo MP4 para abrigar o exaustor de saída frontal; o dia do lançamento dirá se é apenas um boato.

A julgar pelas palavras de Brawn, o escapamento da Lotus Renault está longe de ser a grande inovação do ano. Alguns podem copiar mas há outras opções a se considerar. Também há que se considerar que certas estranhezas no conceito não fazem do escape frontal uma aposta tão segura. A Renault abraçou o risco e o lançou, e os times que resolverem incorporá-lo não deverão enfrentar grandes desafios técnicos.

Resumindo a ópera, passada a surpresa do primeiro momento, o exaustor revolucionário começa a não impressionar tanto assim. Mas somente com o tempo saberemos quais soluções irão se sobressair no final.

sábado, 20 de março de 2010

Novos difusores no GP da Austrália



FELIPE MACIEL



As desconfianças existiam desde a pré-temporada, mas como sempre a FIA deixou para julgar após a primeira corrida, dando aos espertinhos o direito de competir fora das regras ao menos por 1 GP.

"Fora das regras", vírgula... O regulamento sequer especifica o tamanho do orifício traseiro que permite o acesso do motor de arranque.

As regras da FIA apenas dizem que espaço deve ser suficiente para a entrada do dispositivo. Aproveitando-se da indefinição númerica, determinados times abusaram da abertura (indicada na imagem obtida do blog Guard Rail) e criaram um canal extra para gerar mais fluxo de ar através do difusor.



Estamos falando com certeza de McLaren e Mercedes, sendo que Force India e Renault também são apontadas pela imprensa como farinha do mesmo saco. Portanto, essas 4 equipes chegarão a Melbourne com o rabinho mais estreito.

A entidade se viu na obrigação de alegar que a postura de tais times infringiu o espírito da regras. Trata-se de uma descarada mudança de critério, porque no ano passado a essência do regulamento zelava pela redução da pressão aerodinâmica nos bólidos, mas a FIA não enxergou problemas para aprovar o difusor radical da Brawn GP.

Mas nós já estamos acostumados, não é verdade? Afinal, a Fórmula 1 é um esporte em que regras são redigidas claramente e aplicadas sempre, a todo rigor, sem interesses secundários nem julgamentos parciais referentes a situações específicas.

"Ou não", completaria o sábio Cléber Machado.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Difusor, pra que te quero?



FELIPE MACIEL



Tem difusor pra todos os gostos na Fórmula 1. Mais simples, mais complexos, inovadores, conservadores, difusores legais, difusores... Não, não, prefiro esperar a polêmica explodir antes de dizer isso.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Toro Rosso STR5"]Toro Rosso STR5[/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Ferrari F10"]Ferrari F10[/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Mercedes MGP W01"]Mercedes MGP W01[/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Williams FW32"]Williams FW32[/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="BMW Sauber C29"]BMW Sauber C29[/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="McLaren MP4-25"]McLaren MP4-25[/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Renault R30"]Renault R30[/caption]

Tudo começou assim, há 1 ano. Alguns burburinhos sugerem novo conflito quanto ao desenho de certos extratores. Quem irá atirar a primeira pedra? Qual será o primeiro alvo? Ou será que todas engolirão a obra alheia a seco e calarão em nome da paz no circo? Não há motivos para ser tão otimista, já que na Fórmula 1 raramente alguém esconde suas queixas; basta arrumar uma.

Todo início de ano é a mesma coisa. A diferença é que, em 2009, formou-se a baderna em virtude da acentuada importância do extrator no desempenho do carro e em suas trabalhosas implicações no projeto. Para completar, a FIA perdeu seu tempo tentando criar um regulamento tão duplo quanto o difusor, quase causando um racha na categoria, enquanto poderia estar reparando os danos ao conceito de redução da carga aerodinâmica, que seria o carro-chefe das novas regras.

O difusor será proibido em 2011, perdendo provavelmente 30% de sua altura. Ainda não sabemos se neste ano surgirão novas polêmicas, vai depende muito do que a Ferrari pensar sobre suas rivais, já que foi a própria que levantou a lebre durante o evento de lançamento. Mercedes e Williams já comentaram que não veem problemas em nada pro enquanto. Com sorte, chegaremos à abertura do Mundial mais sossegados.