O fator do novo regulamento que está gerando mais polêmicas até o momento diz respeito ao ECU, unidade de controle eletrônico, desenvolvido pela McLaren Electronics em parceria com a Microsoft.
A padronização do sistema ao longo do grid faz com que todas as escuderias tenham de fornecer dados a um engenheiro da McLaren, o que anda provocando protestos de vários dirigentes.
A começar, é claro, pelo língua afiada do Briatore, que não perdoa: "Como podemos confiar em gente que pratica espionagem?"
O diretor da BMW, Mario Theissen, também contribuiu com uma ironia: "Não tem graça ter um engenheiro da McLaren no boxe".
O ferrarista Jean Todt lamenta as dificuldades enfrentadas com a unidade.
"Acho que seria mais interessante se outra empresa desenvolvesse essa unidade para todas as equipes da F-1. O fato é que a McLaren apresentou, junto com a Microsoft, a proposta melhor e devemos aceitar. Mas é óbvio que a McLaren, pelo menos no início, tem uma vantagem no campeonato", declarou Todt.
"Falamos sobre os riscos disso, mas a FIA disse que todos os pedidos que fizemos foram atendidos. É claro que é uma situação que devemos monitorar, e vamos fazer isso sem muito sacrifício", completou.
Além das vantagens da McLaren, o próprio funcionamento da unidade foi alvo de críticas, uma vez que é muito mais simples que o sistema utilizado até então. Para se ter uma idéia, a nova central possui apenas 4 chips, enquanto que anteriormente usavam-se 12.
"A caixa tem muito menos memória e é mais lenta. O sistema tem um rendimento inferior ao que a gente utilizava. A adoção na nova central vai exigir muitas horas de trabalho para modificar as especificações técnicas e teremos que mudar completamente o nosso sistema de trabalho", reclama Bob Bell, diretor técnico da Renault.
Como se vê, protesto não falta, mas o importante é que as escuderias se adaptem à novidade, até porque o contrato da McLaren Electronics com a FIA se encerra apenas em 2010. E três anos é tempo...












