sábado, 20 de outubro de 2007

Dobradinha do Brasil

O GP Brasil de 1975 foi marcado pela dobradinha brasileira, com José Carlos Pace em primeiro e Emerson Fittipaldi em segundo.
Segue o excelente vídeo da primeira e única vitória de Pace, narrado por Luciano do Valle, e com direito à entrevista do vencedor no final da histórica corrida em Interlagos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Tensão pré-GP

Coisas estranhas andam acontecendo antes da corrida de domingo. Uma delas envolve o líder da temporada, e a outra diz respeito ao estado de saúde de Galvão Bueno.
Para começar, Lewis Hamilton escapou de uma punição nesta sexta-feira depois de fazer uso de dois jogos de pneus de chuva em um só dia. O regulamento permite apenas um.
A McLaren se responsabilizou pelo engano e recebeu uma multa de 15 mil euros. O mesmo ocorreu com a Honda e a Super Aguri, que cometeram a mesma pataquada nos carros de Jenson Buton e Takuma Sato, respectivamente.
Para este caso, não existe nenhuma punição especificada no regulamento. Os comissários julgaram cada caso e seguiram seu bom senso. Eles entenderam que, de fato, houve infração por parte da equipes, mas não reconhecem qualquer tipo de benefício em decorrência dessa transgressão, por isso se limitaram a tirar uns trocados do bolso das escuderias, além de impedir que os três pilotos usem pneus de chuva neste sábado.
Agora Lewis respira aliviado, porque sabe que não irá cair mais água neste fim de semana, os serviços meteorológicos garatem. Terminou em pizza, como se diz. Mas o que esperavam? Que punissem um forte candidato ao título na última prova do ano? Nem nos sonhos mais otimistas do Alonso isso chegaria a acontecer.
De quebra, Lewis ainda superou o espanhol na sessão mais importante do dia, o 2º treino livre. Pela manhã, a pista molhada atrasou a saída dos pilotos dos boxes e os tempos foram bastante altos, com a dobradinha da Ferrari na frente, Hamilton em quinto e Alonso sem marcar tempo. Mas à tarde, com a pista em melhores condições, o inglês da McLaren cravou 1:27.767 , batendo o companheiro de equipe por 122 milésimos. As Ferraris vieram atrás, na ordem invertida do treino anterior, isto é, Massa à frente de Raikkonen.
Enquanto isso, faz-se suspense quanto à presença do locutor Galvão Bueno na transmissão do GP do Brasil. Galvão passou mal na tarde de hoje e foi levado às pressas para o hospital. Depois de alguns exames, o narrador foi liberado.
A assessoria da Globo não deu detalhes, apenas justificou o susto como sendo uma "pequena indisposição", sem saber explicar a real razão que teria causado o misterioso problema médico.
Fica aqui a nossa torcida para que dê tudo certo e que ele possa comparecer a Interlagos normalmente para transmitir a etapa brasileira, a partir das 14h deste sábado, quando terá início o treino classificatório que definirá o grid de largada da última prova do ano.
Melhoras...

Nos braços do povo

O GP Brasil de 1993 foi marcado pela épica consagração de Ayrton Senna, erguido pelos braços do povo e acenando para o público na volta de retorno aos boxes, numa das mais belas imagens da história.

Mais um episódio eterno na carreira do tricampeão...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Calendário adentro

Durante anos, a sede do GP da Inglaterra esteve sob a ameça de Bernie Ecclestone, o manda-chuva da F-1, que sempre exigiu modenizações no circuito mas nunca era atendido.
Por diversas vezes Silverstone foi alvo de boatos que indicavam sua retirada do calendário, o que acabou irritando alguns pilotos britânicos, a exemplo de David Coulthard e Anthony Davidson. No meado do ano, os dois inconformados resolveram descontar a raiva sobre Interlagos, esculhambando a etapa brasileira.
"Nós vamos a lugares como o Canadá e o Brasil, que são umas m... No entanto, corremos nesses lugares", reclamou Coulthard.
"Existem muitos circuitos piores. O do Brasil é terrível. O traçado não é bom, cheio de ondulações, o asfalto é uma porcaria. Os banheiros são uma porcaria, o paddock também é uma porcaria. E quando você deixa o autódromo, sente medo de perder sua vida. Tenho medo daquele lugar ", disparou Davidson.
Mas parece que a chegada de Lewis Hamilton na categoria fez muito bem à Silverstone, os pilotos ingleses não precisarão mais se exaltar dessa maneira. Finalmente os responsáveis pela tradicional pista britânica se empolgaram com idéia e anunciaram que estão engajados na tão reivindicada modernização para atender as exigências de Bernie Ecclestone.
As medidas a serem adotadas não devem modificar o traçado. Estuda-se alterar o complexo do paddock, além de mover a área dos boxes. Dois hotéis serão construídos, bem como uma sala de conferência, um centro de exibição, dentre outras inovações.
Pois fizeram muito bem. Sabemos que não se pode brincar com o presidente da FOM, sobretudo numa época em que ele expande sua onda imperialista rumo à Ásia, conquistando novos territórios e virando suas costas para a tradição da Fórmula 1. Ao menos Silverstone vai consolidando sua permanência no calendário dos próximos anos, assim como o Brasil, que já se garantiu também.
Falando nos novos horizontes asiáticos, o GP de Cingapura - ou Singapura, para os portugueses que nos lêem - se prepara para receber o circo no dia 28 de setembro de 2008, contratando uma companhia italiana que implantará o sistema de iluminação em todo o circuito. A primeira prova noturna da F-1 deve contar com 1500 refletores, mais 24 poderosos geradores para evitar um apagão no meio da corrida.
"Cada gerador pode gerar potência para a prova inteira no caso de termos problemas", explicou o especialista Valerio Maioli, chefe da empresa.
Devo confessar que a mim não agrada nem um pouco essa coisa de realizar corridas à noite, mesmo com a vantagem de poder acompanhar ao vivo pela manhã, à luz do dia. Ainda assim, prefiro acordar de madrugada e assitir à uma prova com luz natural, como sempre foi, mas é evidente que sou minoria e o Bernie não dá a mínima. Ele só quer ganhar a Ásia e embolsar a grana mais absurda que se possa imaginar, e é claro que vai conseguir. Pra variar...

Dia de glória

Hoje o dia está corrido por aqui, nada como um belo vídeo para quebrar o galho.
Esta é a emocionante vitória de Felipe Massa em Interlagos no ano passado, quebrando o tabu de 13 anos sem vitória brasileira em casa na F-1.
Com certeza, foi a maior glória alcançada pelo Felipe em toda a sua carreira. Essa é pra ninguém esquecer.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Mais cavalos, menos tinta

Lewis Hamilton receberá propulsão extra na etapa decisiva do Mundial. A Mercedes enviará um motor com 10 cavalos a mais de potência que o de seu rival Fernando Alonso.
O espanhol é o único piloto do G4 que será obrigado a utilizar o mesmo propulsor da corrida passada, como manda o regulamento.
O que isso significa? Significa que Hamilton e a Ferrari ganham uma pequena vantagem volta após volta, "significa que podemos tentar aumentar o rendimento do motor, por exemplo fazendo com que funcione com mais giros, e também podemos correr com ele em temperaturas mais altas", afirma Mattia Binotto, engenheiro da escuderia italiana.
O congelamento de motores impede que esse ganho seja muito expressivo, mas a possibilidade de forçar mais o equipamento garante uma certa vantagem na hora da corrida.
Ao que parece, finalmente conseguiram se livrar da mancha que a CET deixou na saída do S do Senna há duas semanas. Fábio Seixas denunciou e nos deixou um pouco apreensivos porque o problema poderia interferir no resultados do GP, caso viesse uma chuva para deixar o trecho escorregadio.
No entanto, a meteorologia diz que não deve cair água no fim de semana. Melhor ainda: a tinta foi removida apenas com bicarbonato de sódio, com auxílio da máquina de jato potente, sem causar danos ao asfalto.
Quando os carros forem para a pista, os pilotos poderão avaliar as condições do local, mas parece que já deixaram tudo em ordem para a corrida mais importante do ano. Acho bom mesmo.

A primeira aqui

Interlagos, 91. Senna conquista a tão esperada primeira vitória no Brasil.
Recordar é viver...

Williams contra Prodrive

Se depender da Williams, a Prodrive não estréia no ano que vem. O pior é que depende.
Frank Williams, que de bobo não tem nada, já deixou claro que sua equipe não irá comparecer ao julgamento no próximo dia 24, porque não considera legítima qualquer decisão que a Corte venha a tomar.
O presidente da FIA apóia a escuderia novata e tudo indica que a reunião no Tribunal de Apelações será favorável à Prodrive.
"As regras fazem uma distinção entre o construtor e a produção, e, claro, os pontos vão para quem produz e não para quem constrói. Pouca gente viu as regras ainda, mas elas permitem", disse o parcial Mosley.
Diante do risco de perder pontos no campeonato mais alguns poucos milhões na divisão de lucros entre as equipes, o time de Grove optou por recorrer à justiça comum, na expectativa de que o Pacto de Concórdia seja analisado de maneira imparcial para que nenhuma escuderia ingresse na categoria infringindo as regras vigentes, tampouco modificando o regulamento para que este se adapte aos interesses do grupo estreante.
Sem a presença da Williams, a audiência marcada na Corte para a próxima semana pode ser adiada e assim vão diminuindo as chances de a F-1 voltar a receber 24 carros em seu grid num futuro próximo. Com o Ecclestone fora da discussão, o veredicto deve ser exatamente esse, o mais justo, por sinal.