FELIPE MACIEL
Sou só eu ou mais pessoas sentem certa estranheza ao ver um piloto aposentado criticando um ex-companheiro de trabalho que lhe era claramente superior nas pistas?
Não que seja errado. Afinal, se o dito cujo se tornou comentarista de corridas, tem mais é que criticar se for o caso. Mas que é esquisito, é.

Principalmente se estivermos tratando de David Coulthard disparando contra Michael Schumacher. A situação piora quando o escocês critica a exibição bate-bate do alemão durante o GP do Canadá. Aí vira o sujo falando do mal lavado.
Quem se lembra da última temporada do Coulthard sabe que foi um show de pancadaria. Mas agora como analista nas transmissões, calhou de pegar um Schumacher agindo de forma bastante parecida, nem que fosse por um só GP.
Mas que o Michael aprontou, aprontou. Tanto que uma dada casa de apostas providenciou uma boa premiação para quem acertar quanto carros o heptacampeão tirará da pista até o final da temporada. Parece que o Coulthard está fazendo escola - logo para cima de quem...
Ele conquistou o recorde de sete vitórias na Ilha de Notre Dame, mas no domingo ele parecia uma sombra de sua antiga forma. Ele fez três paradas de box e mesmo assim seu tempo de volta era mais de quatro segundos mais lento na parte final. Ele simplesmente não conseguia fazer os pneus trabalharem.
Na minha visão ele usou recursos bastante questionáveis para manter a posição. Ele foi sortudo de escapar de uma penalização na colisão tardia com Massa. As regras são claras, você não pode se mexer duas vezes na freada. Eu não entendo por que o deixaram livre.
Eu não estou batendo em Michael. Nós tivemos nossas diferenças no passado, mas eu tenho um tremendo respeito por ele. Eu tenho sempre dito que nós precisamos esperar metade da temporada antes de julgar o seu retorno, mas após oito corridas e onze por vir, estamos perigosamente chegando perto deste ponto.
David Coulthard













