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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Horner reage às revelações de Mark Webber



FELIPE MACIEL


Além de dar uma desculpa que não convenceu, Mark Webber passou a ser visto com desconfiança dentro da equipe por conta do famigerado acidente sofrido e revelado em seu livro.

Christian Horner confirmou que não tinha conhecimento da lesão no ombro. Mais do que isso: ele mal sonhava que o australiano escrevia um livro sobre os acontecimentos da temporada. A notícia foi recebida de forma desagradável aos olhos do chefe da Red Bull.
Eu nem sabia do livro, sem falar do ombro. Obviamente é decepcionante que Mark não tenha dito nada. Foi uma lesão que aparentemente não afetou o desempenho dele, mas, mesmo assim, teria sido bom ficar sabendo dela. Nossos pilotos têm a obrigação de ter certeza de que estão em forma.

Parece que bicicletas não combinam com Mark, então talvez fosse melhor ele ficar longe delas.

Christian Horner



Um puxão de orelha em público a quem contou em público um segredo que o chefe só veio a descobrir por meio da imprensa.

O incompreensível, porém, não é o fato de Mark ter escondido o causo da equipe. Afinal, havendo um companheiro mais bem visado pela equipe do que ele, quem em seu lugar não hesitaria em contar ao time?

A escorregada do Webber é contar agora. Fosse para falar a verdade, que o fizesse em setembro, não em dezembro. Ou revela antes ou não revela nunca mais. Por que criar um mal estar desnecessário quando tudo está tão bem?

Será que ele precisa mesmo vender tanto livro assim? Vai entender...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Explicando a queda de rendimento de Mark Webber



FELIPE MACIEL


A F-1 e outros esportes podem provar que, se você tiver algo para revelar, você não ameaça escrever um livro; você o escreve.

Mark Webber tornou pública uma informação surpresa para os espectadores da Fórmula 1, que acompanharam o declínio de seu rendimento na parte decisiva do campeonato.

A explicação do piloto recai sobre suas famosas desventuras sobre rodas na Austrália. No livro Up front: 2010 A season to remember, ele conta ter sofrido uma lesão no ombro ao levar uma queda de bicicleta no final de setembro. Para completar sua "Montoyada", tratou de não deixar nem mesmo o chefe Christian Horner descobrir a verdade.



A fratura não era tão séria porém o tratamento não seria tão simples. Apenas seu treinador, Roger Clearly, e o médico da FIA, Gary Hartstein, foram informados do problema. O piloto inclusive chegou a tomar injeções de cortisona antes da etapa do Japão e da Coreia.

As últimas 4 corridas do campeonato foram teoricamente comprometidas pela lesão. Nesse período, Webber conquistou 2 segundos lugares e 1 sétimo lugar, sendo que bateu e abandonou no GP chuvoso da Coreia. Somou, portanto, 40 pontos, contra 58 de Lewis Hamilton, 61 de Fernando Alonso e 75 de Sebastian Vettel.

Está aí um bom argumento de defesa para este declínio de fim de campeonato. Assim sobram duas perguntas que não querem calar: é correto de dizer que 2010 foi a primeira e última oportunidade de Webber de brigar pelo título? E será que esta é a última vez que ele se quebra em cima de uma bicicleta?

Pelo visto não há nada que impeça ambas as ocorrências de voltarem a acontecer.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

É hora de priorizar



ANDERSON NASCIMENTO



"Ainda é muito cedo", pregou o chefe da Red Bull, Christian Horner, sobre se o time taurino dará prioridade ao piloto australiano e o segundo mais bem colocado na tabela de classificação Mark Webber.

Porém, após perder a liderança do campeonato para Fernando Alonso neste fim de semana, a Red Bull, que antes não se imaginava priorizando um de seus pilotos, agora já acena com tal possibilidade. De caça, a equipe austríaca passou a ser caçadora.

É muito importante ressaltar que Sebastian Vettel já não depende mais de suas próprias forças para conquistar o título da Fórmula 1 pela primeira vez em sua curta carreira. Por outro lado, basta Mark Webber vencer as duas etapas restantes que derruba a desvantagem de 11 pontos para Alonso e sai de Abu Dhabi como o novo campeão da categoria.



Assim sendo, escolher o australiano como arma principal para a conquista do caneco parece ser o caminho mais sensato para enfrentar um Alonso motivadíssimo e embalado por várias vitórias e uma constante regularidade desde o GP da Alemanha.

Sebastian Vettel é um jovem que terá várias outras oportunidades mais reais do que essa de vencer a Fórmula 1, no entanto, nesta temporada ele, por várias vezes, abusou dos erros e deixou escapar a chance de estar em uma posição mais confortável na tabela. Assim, torna-se uma tarefa bem mais complicada apostar as fichas no alemão.

A Ferrari já há tempos escolheu sua arma para atirar nos rivais e a Mclaren se juntou-se a ela. Agora só faltam os azuis decidirem se lutarão com um canguru aborrecido e um jovenzinho apressado ou se atirarão apenas com uma australiana de alto calibre. É esperar para ver.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A palhaçada que foi a pós-batida Vettel-Webber



FELIPE MACIEL



Como rendeu a polêmica da Red Bull, não? A pancada do domingo provocou uma série de declarações, revelações e falsidades que fizeram a F-1 girar somente em torno de um mesmo assunto nos dias posteriores à trapalhada.

De início, a postura do time foi culpar o Webber. Daí o público reage acusando a Red Bull de proteger o pupilo Sebastian Vettel. De repente, começam a pipocar questões de bastidores que o próprio time decide tornar público, a começar pela decisão dos engenheiros de ambos os pilotos em dar carta branca ao Vettel para atacar Webber, já que o australiano passaria a perder rendimento com o processo de economia de combustível iniciado naquela volta.



Mais tarde, Christian Horner viria a público mudar o discurso e afirmar que não houve culpados. Por último, surgiria mais um detalhe da história dando conta de que Webber teria solicitado à escuderia que Sebastian reduzisse a velocidade, pedido esse negado já que o alemão se localizava na alça de mira de Lewis Hamilton, com sua McLaren implacável na reta, fungando no cangote do RB6 a cada volta.

Eis que os pilotos pintam com a típica conversa para boi dormir. Webber se pronuncia alegando intenção de sentar e conversar com o companheiro, certificando-se de que tudo ficará bem. Vettel ratifica a encenação, afinal "nós somos profissionais".

Para completar, vem a notícia de que a equipe estaria prestes a renovar com Mark Webber por mais uma temporada. Simultaneamente, forma-se o rumor dando conta de um prolongamento de contrato com Vettel até 2015. Aiai...



Mas ainda tinha uma cartada final. Se é que todo esse papo-furado enfim acabou...

A Red Bull promove um encontro animado entre seus amissíssimos pilotos na fábrica de Milton Keynes, conforme registra a foto acima. O toque de mestre na brincadeira foi indicado na legenda que exibia a inscrição: "Merda acontece". Certamente a coisa mais sensata e verdadeira vinda da RBR em todos esses dias.

Dos dois, um: ou a escuderia é tão atrapalhada quanto seus pilotos para lidar publicamente com uma situação desfavorável, ou a sequência dos fatos pós-batida foi uma tática de marketing para valorizar a exposição da marca perante a mídia.



O que aparece para nós não possui nenhuma relação com o que acontece de fato lá dentro. Baseado na declaração inicial do Horner, me arrisco a dizer que o comportamento da direção do time foi soltar um esporro para cima de Mark Webber, que antes de pensar em sustentar a ponta da corrida deveria zelar pela integridade dos dois carros. No instante do impacto, o australiano estava atrás de Vettel, mais lento, e posicionado pelo lado de fora. Com toda a desvantagem do mundo, ao invés vez de aceitar a ultrapassagem, ele decidiu por manter os dois carros na parte suja, privando ambos de fazer uma tomada "contornável" para curva. O time poderia aceitar a postura extremista de defesa de posição de Mark, desde que não fosse executada contra outra Red Bull. Creio que os primeiros comentários do diretor, reconhecendo certo exagero por parte de Webber, foi muito mais que uma mera preferência dos energéticos por Vettel: do ponto de vista deles, provavelmente a culpa é do veteraníssimo australiano.

Resta-nos agora abrir os olhos para a possibilidade de voltarem a se cruzar na pista nesses próximos GPs. Uma hipótese plausível seria a escuderia instruir seus pilotos a agir de maneira que o mais lento deles não seja tão agressivo contra o mais rápido no caso específico de uma disputa interna. A pior hipótese seria vetar a disputa direta entre os dois - esperamos que esse radicalismo não corra. De todo modo, é inegável a frustração de uma equipe que possui o melhor carro desde o início do ano e se revela incapaz de abrir vantagem nos campeonatos de pilotos e de construtores.

sábado, 1 de maio de 2010

Silverstone de cara nova



FELIPE MACIEL


Depois de ouvir tanta birra de Bernie Ecclestone e correr o risco de ficar fora do calendário, o berço da Fórmula 1 está totalmente modernizado e parcialmente remodelado, adotando o traçado chamado de Arena.

O desenho antigo é quebrado antes da Abbey, numa tomada para a direita, que após algumas curvas interessantes chegará à reta Nacional, que dará uma disparada na velocidade média da pista. Em contrapartida, perderemos dois ótimos pontos de ultrapassagem, que Barrichello e Raikkonen nos apontam aqui e aqui.



O ex-piloto Martin Brundle e o locutor James Allen deram uma voltinha complicada para nos mostrar as primeiras impressões.

A Red Bull foi fazer seu merchan durante a inauguração, contando com David Coulthard ao volante, muito embora Mark Webber estivesse presente no local. O evento foi tão seletivo que teve até padre benzendo o asfalto! Tomara que a concorrência não invada mais...



O ex-piloto britânico Ron Haslam esteve ao lado de seu filho e também piloto, Leon, estreando o contorno da pista sobre duas rodas. Sir Jackie Stewart deu o ar de sua graça, Christian Horner apareceu para fazer uma social, o presidente do BRDC, Damon Hill, pintou por lá, mais uma penca de gente boa que veio prestigiar a manutenção do circuito sem o qual a Fórmula 1 não pode ficar.

As fotos foram devidamente registradas no Flickr correspondente. Algumas delas a seguir.