FÁBIO ANDRADE
Ontem no F-1 Around, o Becken Lima levantou as razões sobre o porque de a Tv Globo ignorar o nome da equipe Virgin e continuar a chamar o time, equivocadamente, de Manor.
Segundo trecho de um comunicado da Globo em resposta a questionamentos da Unisul também publicado ontem pelo Becken, “os critérios que orientam as decisões das equipes de Jornalismo e de Esportes da Globo, de citar e exibir marcas, atendem a uma finalidade: ajudar o público a reconhecer a existência de fronteiras entre editorial e comercial.”
Eu, como parte dessa porção de seres humanos que recebeu a denominação de público, reconheço “a diferença entre o editorial e o comercial” no caso da Fórmula-1. Ela tem nome e sobrenome e atende pela graça de duzentos e oitenta milhões de reais, que é o valor aproximado que a emissora carioca vai faturar em 2010 com as cotas de publicidade da Petrobrás, da Nova Schin, da Renault, da Mastercard e do Santander.
Cada cota de publicidade vendida pela Globo saiu ao preço aproximado de 56 milhões de reais para cada empresa anunciante.
Seguindo a lógica aparentemente bem-intencionada da Globo, somente Petrobrás, Nova Schin, Renault, Mastercard e Santander, que realizaram visitinhas ao departamento comercial da emissora, merecem o devido respeito e têm o direito de existir com o nome-fantasia que bem entenderem, certo?
Eis a diferença entre o editorial e o comercial no mundinho perfeito da maior fonte de informação e entretenimento do país.









