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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O Editorial e o Comercial



FÁBIO ANDRADE


Ontem no F-1 Around, o Becken Lima levantou as razões sobre o porque de a Tv Globo ignorar o nome da equipe Virgin e continuar a chamar o time, equivocadamente, de Manor.

Segundo trecho de um comunicado da Globo em resposta a questionamentos da Unisul também publicado ontem pelo Becken, “os critérios que orientam as decisões das equipes de Jornalismo e de Esportes da Globo, de citar e exibir marcas, atendem a uma finalidade: ajudar o público a reconhecer a existência de fronteiras entre editorial e comercial.”

Eu, como parte dessa porção de seres humanos que recebeu a denominação de público, reconheço “a diferença entre o editorial e o comercial” no caso da Fórmula-1. Ela tem nome e sobrenome e atende pela graça de duzentos e oitenta milhões de reais, que é o valor aproximado que a emissora carioca vai faturar em 2010 com as cotas de publicidade da Petrobrás, da Nova Schin, da Renault, da Mastercard e do Santander.

Cada cota de publicidade vendida pela Globo saiu ao preço aproximado de 56 milhões de reais para cada empresa anunciante.

Seguindo a lógica aparentemente bem-intencionada da Globo, somente Petrobrás, Nova Schin, Renault, Mastercard e Santander, que realizaram visitinhas ao departamento comercial da emissora, merecem o devido respeito e têm o direito de existir com o nome-fantasia que bem entenderem, certo?

Eis a diferença entre o editorial e o comercial no mundinho perfeito da maior fonte de informação e entretenimento do país.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tecla SAP da Globo



FELIPE MACIEL



Estava no Twitter brincando com o Kronbauer a respeito do jeitinho peculiar que a Globo tem para se referir aos personagens da Fórmula 1. Os dados levantados mereceram uma publicação. Veja e complete a lista se lembrar de mais denominações incansavelmente proferidas pelo Galvão e sua turma.



Quando antigamente eles diziam Robinho, você deveria entender Lewis Hamilton.

Se o locutor disser que um piloto foi correr nos Estados Unidos, significa que ele foi para a Fórmula Indy.

Quando a Globo menciona stock car americana, está na verdade querendo dizer Nascar.

Vamos às siglas. Há poucos anos o trio da cabine falava em MF1, que você precisava entender como Midland. Aos desavisados, RBR significa Red Bull, enquanto STR remete à Toro Rosso.

Se o Galvão citar clone do Burti, você deve entender Christian Horner.

Tem gente que não gosta do termo carro de segurança. Ora, trata-se apenas do bendito safety car, traduzido na medida do possível.

De tanto falarem GP da Inglaterra, nos esquecemos completamente que seu nome de direito é GP da Grã-Bretanha.

Deixa os caras chamarem o polonês de Kubitça, mas faça como o resto do mundo e mande ver no Kubica.

Se o Galvão disser Hakkinen, provavelmente você deve interpretar Raikkonen. Mas isso é pura trapalhada...

Em 2010, a Globo estreará o nome Manor. Melhor que isso, só se chamassem o time de Virgin.

Quanto à reta-curva... Bem, ele quis dizer que a reta é curva mesmo.