sexta-feira, 10 de julho de 2009

Rádio OnBoard - Edição Pré-Alemanha

Com alguns dias de atraso, está no ar a edição número 47 da Radio OnBoard!
É chegado o dia em que a Rádio OnBoard se encerra com uma música diferente da de Bizet.
Quem participa comigo desta edição é o grande Groo, comentando a seguinte pauta:
*Denúncias contra a FIA
*O casco do concurso de Heidfeld
*O moonwalker do Rubinho
*Ferrari já pensa no próximo ano
*Brawn sob a ótica 2010
*Nurburgring, Hockenheim
Como domingo tem corrida, também tem Pré Race ao vivo, o programa que entra no ar uma hora antes da largada. Às 8h da manhã do dia 12, estaremos falando deste link, contando com a participação dos ouvintes no chat.
Assine o feed da ROB aqui. E até a próxima!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Querer é poder?

Meu amigo Ron Groo, com seus olhos de águia, descobriu qual o livro que o Rubinho anda lendo, através de uma foto do Twitter.
"Eu quero, eu consigo"? Pra que isso, Rubens?
Ah, deve ser pra dançar o moonwalker...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Who will dance on the floor in the round?

Muitos já sabem, mas vale dizer: Rubens Barrichello prometeu, no Twitter, que dançará ao estilo de Michael Jackson no pódio de Nurburgring. Isto é, se conseguir chegar entre os três primeiros, fará sua homenagem ao grande pop star, arriscando o imortalizado passo moonwalker.
O Mantovani já tratou de lançar sua simpática charge sobre a suposta cena...
Até verifiquei o calendário da MotoGP para conferir se havia corrida nesse fim de semana, abrindo a chance de o irreverente Rossi inventar algo diferente. Mas não tem.
Impressiona a quantidades de gente, dos mais variados lugares, que deseja prestar algum tipo de tributo ao MJ. Sem dúvida, um artista completo que marcou e mudou a história da música internacional, sem falar no engajamento filantrópico, embutido em muitas de sua letras.
Não queria traçar paralelos com o Senna, mas quando um ícone desse porte morre em plena atividade, causa um choque tremendo em todos que o assistem, todos que gostam de seu trabalho e até mesmo quem não o admira de perto mas guarda o devido respeito.
Qualquer homenagem, de familiares a fãs, de pilotos a bailarinos, é muito bem vinda.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

E eles vão se complicando...

A imagem da FIA vai ficando mais suja do que pau de galinheiro.
Não bastasse o envolvimento do representante da entidade articulando o acordo entre Manor e Virgin para viabilizar a parceria daquela que seria a equipe escolhida para ingressar em 2010, agora pinta uma nova acusação sobre as costas de Max Mosley:
"Fomos avisados que, se quisermos uma vaga para o grid em 2010, teríamos de assinar um contrato de três anos com a Cosworth", afirmou um membro de um time não qualificado para compor o grid do ano que vem. "Tínhamos uma possibilidade real de contar com motor Renault, Mercedes ou Ferrari mas tornou-se claro para mim que era obrigatório pelos 'poderes superiores' que a Cosworth fosse a fornecedora de motores".
Em meio àquelas duras discussões com a Fota, a federação realmente determinou que as candidatas deveriam usar propulsores Cosworth se de fato desejassem brigar pela vagas. A entidade confirmou a denúncia e ainda se defendeu, alegando que o fornecimento de uma montadora independente era "prioridade para as novas equipas, já que o pelotão corria o risco de estar dependente da indústria do automóvel e nenhuma nova equipa poderia entrar sem a sua permissão".
Significa que, além de participar dos acordos da Manor, a FIA interviu nas possibilidades de contrato das demais, tirando-lhes a chance de escolher o próprio motor com o qual disputaria o Mundial.
As três escolhidas, por sinal, usarão mesmo Cosworth. Quanto à Fota, por enquanto, é só silêncio. Fica um cheiro de paz armada no ar.
Falando em paz armada, Bernie Ecclestone é outro que vem tropeçando nas próprias pernas. Depois de tecer elogios ao Hitler e seu poderio, o chefão da F-1 foi a público tentar desconversar e esclarecer o incidente.
Talvez não tenha convencido muita gente, afinal o primeiro-ministro do Estado de Baden-Wurttemberg, Gunther Oettinger, se reuniria com ele para debater o futuro de Hockenheim na categoria, mas o alemão preferiu cancelar o encontro.
Que fase, hein, Fórmula 1...

domingo, 5 de julho de 2009

O maior de todos os tempos

Ficou ruim comentar a Fórmula 1 nesse período ocioso da categoria. Num belo dia, o manda-chuva do circo, Sir Bernie Ecclestone, aparece na mídia para falar bem de Adolf Hitler. Num outro belo dia, vem o líder do campeonato, Jenson Button, e diz que acredita ser o maior de todos os tempos.
No caso do piloto, ainda vejo alguma chance de ter ocorrido um ruído de comunicação. Talvez lhe perguntaram quem seria o melhor da história, e ele entendeu o melhor da atualidade. No caso do Bernie, não tem ruído que dê jeito: seu grande sonho é dominar o mundo.
Mas este domingo foi especial para um grande esportista. Roger Federer se sagrou o maior vencedor de Grands Slams de todos os tempos, com 15 títulos, superando Pete Sampras, que por sinal assistiu à histórica partida na quadra central do santuário de Wimbledon, onde o suíço fechou o jogo com 4h16min em 3 a 2: 5/7, 7/6(8-6), 7/6(7-5), 3/6, 16/14. Isso mesmo, 16 a 14 no set final, sendo que o quinto set do torneio britânico não possui tie-break. Menção honrosa a Andy Roddick, que jogou como um verdadeiro monstro, valorizando ainda mais a conquista de Roger. Para completar a festa, Federer retoma o número 1 do ranking da ATP.
As pessoas ligadas ao esporte dizem sem medo que Federer é o maior de todos os tempos. O tênis tem uma grande vantagem sobre a Fórmula 1 quando você tenta tirar conclusões desse porte: não há muitas justificativas para argumentar mais a favor de uns que de outros.
Não se leva em consideração a diferença entre os motores, ou o nível do carro, ou a influência do companheiro de equipe, ou se o estilo dele depende de mais aderência na frente ou atrás, ou se o excesso de tecnologia ajuda mais a uns que a outros, ou se o passar dos anos impede qualquer tipo de comparação. Tudo o que um tenista precisa é de uma raquete e um par de tênis; o resto é com ele.
As variáveis são diminutas, o fator tempo não pesa tanto. Assim, fica bem mais fácil apontar quem é o maior de todos.
Na F-1, a briga para ser o piloto top é eterna e insolucionável. Candidatos na lista não faltam. Fangio, Clark, Stewart, Piquet, Senna, Prost, Schumacher...
O fato é que cada época tem o seu grande piloto, então nada melhor do que aproveitar os ícones de cada período. Nos anos 80, feliz de quem teve a chance de acompanhar os duelos entre os vários nomes da década. De 90 aos anos 2000, sorte de quem esteve ali para presenciar as aulas do heptacampeão. Pela frente virão outros. Hamilton já começou fazendo sua história, possivelmente se tornará grande, assim como Vettel, uma promessa em ascenção.
Quanto ao Button... Este passou anos fazendo volume no grid, parece ser tarde para mudar radicalmente o conceito sobre ele. A bordo de uma máquina vencedora, ele resolveu vencer. Mesmo com título na mão, precisará provar muito em temporadas futuras se realmente quiser dividir espaço com os verdadeiros gênios que fizeram uma trajetória colossal na F-1.

sábado, 4 de julho de 2009

Por que Manor?

Quando a FIA anunciou a entrada da Manor no Mundial 2010, ninguém entendeu absolutamente nada. Nem se sabia de sua candidatura, e parecia difícil entender por que razão ela foi escolhida em detrimento de postulantes com potencial técnico superior.
A presença de Nick Wirth, sócio de Mosley na equipe Simtek, deixou uma pulguinha atrás da orelha. O tempo passou, e simplesmente engolimos a definição da Manor.
Até que o The Guardian começa a resolver o mistério, soltando uma bomba: a escuderia teria sido favorecida de alguma maneira.
E-mail enviado pelo comissário-chefe da FIA, Alan Donnelly, revela que estaria participando de uma importante negociação entre Manor e Virgin antes mesmo de o anúncio oficial. A atual patrocinadora da Brawn assumiria boa parte das ações da nova equipe, o que faz bastante sentido, visto que Richard Branson tende a correr dos crescentes valores de investimentos exigidos pelo time dominante da F-1.
Inclusive, essa informação consta em um dos emails de Donelly, que por sinal viajou para a Arábia para se encontrar pessoalmente com um membro da família real: "Vou estar na Arábia Saudita, e estou ansioso por encontrá-lo na nossa reunião agendada com a Manor e a Virgin. Entretanto, se você quiser me encontrar antes em uma reunião privada no domingo, favor me avisar".
Tanto o representante da FIA, Donelly, quanto o dono da Manor, John Booth, negam a versão. David Richard, por sua vez, se mostrou decepcionado com o caso, já que a Prodrive foi a favorita que não faturou a vaga: "Nós nos baseamos no princípio de que todos os concorrentes estavam no mesmo nível, com os melhores projetos escolhidos. Perdemos muito tempo e dinheiro com isso", reclamou.
Definitivamente, a FIA tem sua conduta moral abalada depois desse episódio. A menos que tenha uma explicação correta e convincente para a misteriosa pergunta: afinal, que razão levou a entidade a incluir justo a Manor no trio de equipes que estreia no ano que vem?
Para a coisa esquentar de vez, só falta a Fota entrar na jogada para entender direitinho o que motivou a escolha da Manor. A equipe de fato merece estar na Fórmula 1, ou seria ela, quem sabe, uma espécie de futuro fantoche da FIA dentro da associação?
As perguntas podem render...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mais um concurso

Numa época em que os pilotos interagem cada vez mais com os fãs através dos seus sites pessoais ou de relacionamento, a pintura especial no quintal de casa é moda mais do que consolidada.
No GP da Alemanha, será a vez de Heidfeld mudar o desenho do casco. O piloto realizou um concurso pela internet, onde o húngaro Tamás Simon bateu os 9000 concorrentes e ganhou o apreço de Nick: ""Minha impressão imediata foi... 'uau!'", contou.
O piloto disse que seu designer pessoal e até seus amigos se impressionaram com a pintura, confirmando a clássica frase de que gosto não se discute.
Pessoalmente, não vi nada muito atraente no desenho, para dizer o mínimo. Seria mesmo interessante ver Heidfeld correndo novamente com seu velho e belo capacete azul; era um dos cascos mais bonitos do grid.
Mas como o designer Simon ganhou o gosto do alemão, será premiado com o direito de passear pelo paddock na sexta-feira, dia 10, e entregar sua obra-prima a Nick, instantes antes da primeira sessão de treinos livres.
Para concluir, o mais importante: o capacete será leiloado como forma de arrecadar fundos para a instituição de caridade alemã chamada "Wir helfen Kindern".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mudanças pneumáticas

A Bridgestone viu que estava se complicando com a regra dos pneus e preferiu disparar exceções para todos lados. Se já é uma artificialidade obrigar as equipes a usarem especificações diferentes durante as corridas, a FIA inventou artificialidade em dobro quando determinou que a fornecedora levasse tipos intercalados de pneus nos GPs de 2009.
Mônaco parecia ser a única prova com alvará para o uso dos adjacentes macios e supermacios. Ledo engano. Vem por aí o show dos fora da lei: Hungria, Valência, Spa e Monza.
Os competidores calçarão os mesmos compostos de Mônaco tanto no GP da Europa, quanto em Hungaroring, que são pistas que exigem a combinação mais macia possível.
A utilização do pneu supersoft no traçado belga fica fora de questão. Por outro lado, as baixas temperaturas eliminam a especificação mais dura. Com isso, médio e macio torna-se automaticamente o conjunto mais correto.
Na tradicional pista italiana, a opção macio-duro causaria uma discrepância drástica de desempenho, o que fez a Brid escolher a mesma combinação de Spa.
Resumindo:
Europa e Hungria – supermacio e macio
Bélgica e Itália – macio e médio
Quando algo é artificial demais, um dia será traído por sua própria natureza. Aí está.
Ah, antes que perguntem... Os demais circuitos seguem dançando conforme o regulamento, a exemplo de Nurburgring, onde serão vistos os supermacios e os médios.