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domingo, 17 de julho de 2011

Memória Blog F-1: Nurburgring 1995

O mítico Nordschleife já estava aposentado para a Fórmula-1 há vários anos, mas o retorno de Nurburgring à categoria em 1995 valeu a pena em termos de emoção. A corrida começou molhada e o asfalto secava a medida que os carros iam rasgando os 4556 metros do autódromo alemão. Melhor para Jean Alesi, um dos poucos que preferiu largar com pneus slick, mesmo na pista molhada. Em pouco tempo a maioria dos pilotos precisou ir aos boxes trocar os pneus de chuva pelos de pista seca e o francês, que largara em sexto, era o líder da prova.

O ferrarista manteve a ponta até muito perto da bandeirada e esteve perto de dar uma rara segunda vitória ao time do cavalinho rampante na temporada. Mas Michael Schumacher destruiu a festa dos tiffosi a três voltas do fim. Com um ritmo muito mais forte do que o de Alesi, o alemão deixou para trás a Ferrari e partiu para a vitória diante de sua torcida:



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sábado, 12 de junho de 2010

Memória Blog F-1: Outside



FELIPE MACIEL


No final da classificação de hoje, em virtude do baixo nível de combustível no tanque, Lewis Hamilton reduziu ao máximo durante a volta de retorno aos boxes. Estaria prestes a infringir a regra que estipula um tempo limite para circular na pista, além de ser reprovado no procedimento de pesagem após o treino.

Eis que o pit wall lhe instrui a desligar o motor. Tem início ali umas daquelas cenas que não deixa dúvidas a qualquer espectador que aquilo ficará marcado com o passar dos anos. Belíssima forma de se comemorar a pole position...



Sobre o mesmo palco, ocorreu algo semelhantemente especial quando Jean Alesi venceu sua primeira e única na Fórmula 1. A diferença aqui é a ajudinha de um outro piloto que passava por aquele trecho: Michael Schumacher oferece-lhe uma grata carona até os boxes. Desfecho heróico e emblemático para uma vitória que tanto custou a se concretizar. GP do Canadá de 1995.



Acontecimento igualmente memorável ficou marcado pelo final de Silverstone-91. Ayrton Senna estaciona sua McLaren e recebe uma força de Nigel Mansell para chegar à garagem. Um intruso ainda ousou tentar impedir, ao que tomou um sai-pra-lá do Ayrton. E o público fez a festa!

terça-feira, 8 de junho de 2010

GP do Canadá - Zebras



FÁBIO ANDRADE



O leitor já deve saber: a pista de Montreal é uma das mais propícias ao aparecimento de zebras em toda a Fórmula-1. Não, não falo daquela área que auxilia os pilotos a equilibrarem os carros nas entradas e nas saídas da curvas. Falo da zebra futebolística, dos azarões, dos não-favoritos que inesperadamente ganham e deixam um ar de curiosa novidade.

Aqui e agora, duas saborosas lembranças desse gênero vindas do circuito Gilles Villeneuve.
1991

Nelson Piquet e Nigel Mansell nutriram um dos casos de maior e mais declarada rivalidade da F-1. Os atritos entre os dois, iniciados enquanto foram companheiros de equipe pela Williams em 1986/87 seguiram pelo restante dos anos 80 até a retirada de Piquet da categoria em 1991. E foi em seu último ano que o brasileiro conseguiu a última de suas 23 vitórias na F-1. Mas não foi uma vitória como qualquer outra.

Pilotando a fraca Benneton, Piquet não era candidato forte a vitórias em 91. Mas em Montreal, a sorte sorriu para o brasileiro. O tricampeão era o segundo colocado do GP do Canadá daquele ano, que era liderado com folga pelo seu maior desafeto, Nigel Mansell. O inglês já acenava para o público, curtindo seus 50 segundos de vantagem na última volta, quando o Williams FW-14 parou pouco depois do hairpin. Caminho aberto para a última vitória de Piquet na F-1.

 

A vitória nessas condições e sobre seu grande rival só poderia render declarações inusitadas da parte de Piquet. Não para menos, o tricampeão disse quase ter tido um orgasmo ao ver o carro de Mansell parado a poucos metros da linha de chegada.
1995

Jean Alesi, ainda hoje, é sinônimo de Ferrari. O francês jamais escondeu o orgulho de ter pilotado para o time italiano. Boa parte da identificação do ex-piloto com a equipe vermelha é fruto de sua única vitória em 202 participações na F-1, no GP do Canadá de 1995.

Naquele 11 de junho, dia do aniversário de Alesi, a F-1 viveu um daqueles momentos inusitados que ficam guardados na memória. A vitória da Ferrari era uma tremenda zebra já que a equipe amargava uma série de insucessos em seus projetos. O triunfo daquela tarde em Montreal só foi possível graças aos vários problemas que nocautearam os carros mais fortes ao longo das 68 voltas da corrida.

Porém, a cena do dia se deu após a bandeirada. Na chamada “volta da vitória”, Alesi deixou o carro morrer. Mas o francês não ficou desamparado. Michael Schumacher ofereceu uma carona ao ferrarista na “garupa” de sua Benetton.