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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Quem será a nova fornecedora de pneus?



FELIPE MACIEL


Está chegando a hora da FIA definir quem vai suceder a Bridgestone no fornecimento de pneus da F-1.


Para quem vê de fora, a Michelin é franca favorita por sua vasta na experiência na categoria e o curto intervalo de tempo desde o ano em que se retirou.



A marca francesa praticamente expulsa da Fórmula 1 pela FIA só voltará se a entidade atender suas notáveis exigências. Ela deseja concorrência e também busca ampliar o diâmetro das rodas de 13 para 18 polegadas, o que provocará certos custos de adaptação por parte das equipes na manufatura do carro, seja em elementos mecânicos, seja em aerodinâmicos.


Esta candidata registrou nada menos que 102 vitórias, 111 poles, fez 108 voltas mais rápidas e somou 3308,5 pontos nos seus 215 GPs, que ocorreram entre os anos de 77 a 84, e mais recentemente entre 2001 e 2006.



Aparentemente, as sugestões da Michelin abriram os olhos de outras marcas, como por exemplo a Pirelli, que apoia a proposta de aumentar o diâmetro do aro e também pretende contar com a ajuda da Fota nos custos do fornecimento da borracha.


A fabricante italiana ostenta 43 vitórias, 46 poles, 50 voltas mais rápidas e um total de 238,5 pontos nos 200 GPs, conquistados entre 81 a 91 com exceção das temporadas de 87 e 88.



Já a americana Cooper Avon é a queridinha do tio Bernie, que não parece nem um pouco empolgado com possibilidade de uma nova guerra de pneus.


Ela está um tempinho longe da F-1: Participou nos anos 54, 56, 57, 59, 81 e 82, totalizando 8 pontos em 29 GPs.


Caso não pinte uma surpresa, ao menos um desses 3 nomes fechará o negócio. Seja lá qual for a decisão, espera-se que seja tomada e divulgada em menos de um mês. Mais precisamente no fim de semana do GP da Espanha. De 9 de maio não passa. É o que prometem...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fórmula 1 2011: Bridgestone ou Michelin?



FELIPE MACIEL


Se alguém aí estiver a fim de fornecer pneus em 2011, a Fórmula 1 agradece, viu?

Esta é a nova grande preocupação que mexe com as estruturas da FIA. Nos últimos anos, temia-se a saída de equipes do grid. Boa parte das montadoras de fato saiu. Hoje a F-1 almeja alinhar 26 carros, sendo que apenas 4 marcas de propulsores estão disponíveis. São eles Ferrari, Mercedes, Renault, e o motor popular da Cosworth. Por pouco não se perde a Renault também. Seria muita equipe pra pouco propulsor.

Mas há problema mais imediato para ser resolvido: o fator borracha. Nos próximos meses, um contrato precisa ser firmado para garantir o fornecimento de pneus para 2011. A Fórmula 1 simplesmente não tem pneu garantido.



Melhor não perder seu tempo sonhando com uma possível reedição da guerra dos pneus. Se não está fácil conseguir uma fornecedora, que dirá duas. Além disso a federação deve estar satisfeita com o sistema monomarca. Os treinos aconteciam com quase 15 carros andando no mesmo segundo, e o corte de custos se faz coerente.

Por outro lado, a questão orçamentária limita os testes, que consequentemente dificultará o desenvolvimento dos compostos caso uma nova fornecedora entre no ano que vem. Vendo desse ângulo, nada melhor que convencer a Bridgestone a reconsiderar sua decisão e manter-se na categoria.

A entidade começou mexendo os pausinhos através de uma medida tímida, reduzindo de 14 para 11 o número de jogos disponíveis para cada piloto durante o fim de semana. Vale destacar que há mais GPs no calendário deste ano, e mais escuderia também, o que só a complica a atividade logística e gera mais gastos.

A propósito, o número de compostos biscoito e intermediário sustentam o mesmo número de 4 e 3 jogos, respectivamente.

Se isso for tudo, então a proposta parece fraca; seria mais produtivo ajoelhar-se e implorar para a Bridgestone ficar por mais algum tempo. O plano B está atrelado à exigente Michelin, que admite a possibilidade de retorno, desde que a FIA acate seu interesse em lançar regra de caráter ambiental, demonstrando o desempenho de seus pneus em função da economia de combustível e redução da emissão do CO2.

Será que Jean Todt topará seguir as ideias da marca francesa? Ou dará de ombros para eles, como fez em Indianápolis-05? Não que estivesse errado naquela ocasião, mas é apreciável notar a capacidade deste mundo dar voltas, não é mesmo?



Bridgestone ou Michelin? Quem fará a gentileza de não deixar a Fórmula 1 sem pneus em 2011? Esqueça as demais, elas já negaram qualquer vontade de assumir o serviço.

Em termos de calçados, este esporte ficou pouco atraente. Para torná-lo mais chamativo às empresas, regras especiais precisam ser aplicadas. Se a FIA inventou a jogada do macio/duro para dar relevo à Bridgestone, a própria Michelin está sugerindo o esquema que realçaria sua presença. E em princípio, a intenção dos franceses não parece nada ruim. Não me surpreenderei se voltarem de vez.