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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Chuva e pneus serão decisivos na Malásia



ANDERSON NASCIMENTO


A Red Bull pode não encontrar um caminho tão fácil para vencer desta vez. O GP da Malásia deverá apresentar fatores que colocarão as equipes em um maior equilíbrio, mesmo que alguns pilotos afirmem que a aerodinâmica é mais importante em Sepang e, por isso, os austríacos poderão levar ainda mais vantagem.

Desgaste excessivo dos pneus aumentam as chances de surpresas na corrida

O que vale como defesa da afirmação de que Sebastian Vettel ou Mark Webber não terão facilidade neste próximo fim de semana é o forte calor, ou se ele não ocorrer, a chuva que promete vir no domingo durante a corrida. Se em condições normais a estratégia nesta temporada será uma questão bastante importante para a conquista dos melhores resultados, em situações atípicas uma boa estratégia é fundamental. Engenheiros e pilotos terão muito mais trabalho em conseguir encontrar a melhor saída.

Desse modo, não se pode descartar uma surpresa no pelotão da frente, no pódio ou quem sabe vencendo a corrida. A temporada teve apenas uma etapa e suas certezas ainda são poucas e pequenas demais para definir exatamente que a Red Bull estará tão forte como esteve com Vettel em Melbourne agora em Sepang. Por isso, mesmo que seja difícil de imaginar não descartaria uma vitória de uma equipe mediana debaixo de chuva ou em um calor que exija quatro paradas da maioria dos carros.

A Renault mostrou que pode andar bem, a Williams também possui um carro que deixou os torcedores otimistas apesar do problema de confiabilidade do KERS e do câmbio. Além disso, a Sauber é outra equipe que pode se dar muito bem se as coisas não ocorrem dentro dos conformes.

- Como funcionam os pneus de chuva

Um vídeo mostra exatamente como funciona os pneus para pista molhada. É legal ver no vídeo abaixo como os desenhos dos pneus influenciam muito no trabalho de eliminar a água e fazer com que o carro se estabilize nas melhores condições possíveis.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Novidades poderão deixar corridas caóticas



ANDERSON NASCIMENTO


Por ser a etapa de abertura da temporada 2011 da Fórmula 1 e por ainda as equipes não entenderem exatamente o comportamento dos pneus Pirelli em um circuito com temperatura maior do que nos testes na Espanha, o GP da Austrália pode ser confuso e caótico. Essa mesma opinião é compartilhada pelo atual campeão Sebastian Vettel. Para ele a corrida terá muitas variáveis. “Teremos muitas paradas nos boxes para cada carro. Com 24 deles na pista, serão muitas mesmo”, declarou.

A estratégia será fundamental para que os pilotos consigam lutar pelo título ou ao menos fazerem uma boa temporada neste ano. A etapa australiana promete levar os carros a realizarem de duas a três paradas, algo que será decidido pelas equipes e seus pilotos que julgarão se compensará permanecer na pista com compostos desgastados e assim optar por dois pits, ou se será melhor correr com pneus mais inteiros durante a prova toda e realizar três paradas. O que é fato é que realmente surpresas poderão acontecer e uma certa confusão poderá se formar com equipes pequenas liderando certos momentos da corrida enquanto que as grandes poderão lutar por posições no fundo do grid.

Renault mecânicos pit stop R31

Vettel afirmou que teme pelo fato de que o carro mais veloz não saia vitorioso e que a decisão das etapas fique demais nas mãos da estratégia e na habilidade de conduzir o carro na base de um baixo desgaste de pneus.
“Torço para que a base do esporte não mude e que o mais veloz ainda saia vencedor. Estamos aqui para descobrir isso. Na pilotagem em si não vai mudar muita coisa, mas acho que a corrida será mais caótica pelo excesso de pit stops.”

Sebastian Vettel


Como Kamui Kobayashi afirmou dias atrás, é possível vermos já na Austrália uma Virgin ou Hispania disputando posições com uma Red Bull calçada com pneus bem mais degradados. Não fica difícil imaginar então que o número de ultrapassagens durante as corridas se tornará bem maior do que nos últimos anos, visto que a diferença de desempenho entre pneus gastos e novos é muito grande. A preocupação é se elas não irão se tornar artificiais e constantes em exagero a ponto de tirar todo o seu brilhantismo.

Além dos compostos Pirelli, a asa traseira móvel e o KERS também vieram para auxiliar no aumento do número de ultrapassagens. Pelo que vemos o exército para cumprir essa missão é bem amplo. Mas precisaremos saber se todas essas armas não deixarão as corridas caóticas ao invés de emocionantes.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O colorido da Pirelli



ANDERSON NASCIMENTO


A Pirelli apresentou nesta sexta-feira o esquema de cores que serão usados nos pneus para a identificação de cada tipo dos compostos. A fornecedora exclusiva da Fórmula 1, que tem como missão para esta temporada trazer mais emoção dentro das pistas, colocou 6 tipos de pneus para serem usados durante a temporada.

As cores estarão na descrição P Zero e no logotipo da empresa italiana, que com os compostos em movimento dará a tonalidade em toda a sua lateral.

Para os compostos de chuva intensa, a Pirelli optou pela cor laranja, enquanto que para os intermediários, as descrições serão pintadas com a cor azul claro. Com a cor vermelha estará os pneus slicks supermacios, que são definidos pelas equipes como de pouca duração e por isso, não deverá ser bem aceito durante a temporada, ao menos se os italianos resolverem deixa-lo mais resistente, o que acho difícil.



Os pneus macios estarão representados pelas cores amarela, enquanto que os médios serão pintados de branco e os duros de prata. Para quem acompanhar pela televisão ou mesmo olhar de longe para estes dois últimos tipos de compostos pode se confundir em definir qual é qual. Mas, como a Pirelli optará em não escolher ambos os pneus para uma mesma etapa, os problemas não devem ser dos maiores.
Estamos muito animados com a perspectiva de retornar à F1 pela primeira vez em 20 anos, e estamos com o objetivo de ser um parceiro proativo e colorido na F1. Assim, quer melhor maneira de simbolizar isso do que uma seleção de logotipos coloridos da Pirelli nas laterais? Eles permitirão a ambos os públicos, tanto ao vivo, quanto na televisão, dizer em poucas palavras quais são cada um dos compostos, que será de conhecimento vital para definir uma estratégia de corrida nesse ano.

Paul Hembery, diretor de esportes da Pirelli

Para as primeiras etapas da Fórmula 1, na Austrália, Malásia e China, a Pirelli escolheu levar os compostos duros e macios, além dos de pista molhada.

terça-feira, 1 de março de 2011

O Efeito Pirelli, parte 2



FÁBIO ANDRADE


Na altura do primeiro post desse blog com o título “O Efeito Pirelli”, há pouco mais de um mês, a Fórmula-1 encontrava-se em dúvidas sobre a viabilidade e as reais consequências das mudanças anunciadas pela nova fabricante de pneus. A Pirelli prometia então reduzir a vida útil dos pneus para promover mais paradas nos boxes e corridas supostamente mais movimentadas. A ideia era aumentar o número de paradas de uma para duas e potencializar a probabilidade de ultrapassagens e brigas entre pilotos com tipos de borracha diferentes. Depois dos primeiros testes de inverno os pilotos já começaram a emitir opiniões sobre os novos pneus, e a maioria deles trata o assunto em tom de apreensão.


O desgaste que a Pirelli prometera em janeiro - que, em tese, possibilitaria completar a corrida com duas paradas - parece ser bem maior e, consequentemente, deve fazer com que as provas se desenrolem com um número ainda maior de pit stops. Segundo o campeão Sebastian Vettel, “com 16 ou 17 voltas os pneus estão completamente destruídos”. Segundo Vettel, faz pouca diferença adotar um estilo conservador na condução para poupar os calçados dos carros: “após um determinado momento o pneu está acabado e não há mais o que fazer” - afirmou. Vettel foi seguido por Adrian Sutil que prevê muitas paradas durante as corridas de 2011: “certamente teremos que trocar os pneus várias vezes por prova”.



O clima de insatisfação mais exacerbado foi percebido na fala do bicampeão Fernando Alonso. O espanhol criticou severamente os pneus Pirelli pela curta vida-útil que ficou demonstrada nos testes. Segundo Alonso, “as estratégias de corridas contarão com três, talvez quatro paradas, e não gosto disso. É como se tivéssemos um pênalti a cada meia hora de jogo”.


Em que pese um possível exagero da parte de algumas das estrelas do show, a série de reclamações dos pilotos em relação ao consumo dos pneus sugere que a opção da Pirelli por pneus de desgaste mais alto foi tomada visando o chamado “show”. O que nem sempre é ruim. Para lembrar um evento recente, o último GP do Canadá foi divertidíssimo justamente porque a borracha foi consumida de forma anormal e obrigou os pilotos a irem mais vezes aos boxes e as equipes a reformularem a estratégia. Apesar de ter sido divertido, a corrida ganhou ares de loteria, o que reforça a percepção de que quase toda medida visando o tal “show” carrega consigo uma dose de artificialidade.



Sob chuva, outro problema

Se no piso seco o alto desgaste é o problema preocupa com o asfalto molhado entra em cena outro comportamento indesejável, sobretudo do ponto de vista dos pilotos. Os testes de Barcelona há cerca de 10 dias contaram com momentos de piso molhado e as equipes puderam usar os pneus intermediários e de chuva da Pirelli.



Nessas circunstâncias o comportamento mais curioso notado pelos pilotos foi a falta de aderência e a consequente durabilidade dos compostos da Pirelli. Segundo Heikki Kovalainen, “os pneus parecem novos mesmo depois de um longo trecho, entretanto a aderência é bastante precária”. O efeito colateral dessa nova característica foi diagnosticado por Sebastian Vettel: “com os Bridgestone sabíamos claramente o momento de mudar de pneus de chuva para intermediários e assim por diante. Já com os pneus desse ano teremos que perceber esse momento durante as corridas”.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O Efeito Pirelli



FÁBIO ANDRADE


Stefano Domenicali torce para que a chuva molhe os treinos que a Fórmula-1 realiza na próxima semana em Valência. O chefe da Ferrari aguarda a resposta do pneus Pirelli na pista molhada, condição em que o desempenho da borracha da fabricante italiana ainda é uma incógnita, exceto pelo único teste realizado com asfalto molhado pela própria Pirelli em Abu Dhabi na semana passada.




Enquanto na Ferrari a expectativa é para descobrir como será o rendimento dos pneus sob chuva, a torcida que acompanha a F-1 deve estar atenta a outra questão que envolve a nova marca que calça os bólidos: na semana passada, visando contribuir com “o show”, a Pirelli anunciou que os compostos que calçam os carros serão menos duráveis do que os Bridgestone, usados até o ano passado. Com a redução da vida-útil dos pneus a fabricante italiana espera que o número de paradas aumente para duas, ao contrário do que se viu em 2010, quando o praxe foi visitar os boxes apenas uma vez por corrida.


Os testes da próxima semana vão começar a responder as dúvidas sobre a durabilidade dos pneus. Segundo Fernando Alonso, “vamos saber se o maior desgaste dos pneus é só especulação”. Pneus que se consomem mais depressa apresentam duas hipotéticas e distintas consequências na história das corridas em 2011:


1) Por um lado tendem a incentivar a volta das ultrapassagens nos boxes e se o efeito predominante for esse, haverá aí uma contradição gritante com a recente alteração que aumentou os tanques de combustível dos carros para que a gasolina durasse toda uma corrida. Entretanto, como não há reabastecimento envolvido nessas paradas, e se a diferença de rendimento entre um pneu novo e um usado não for absurda, é provável que o expediente de tentar avançar lugares com uma parada mais precipitada não seja usual;




2) Há também a chance de que com o desgaste maior sejam premiados os pilotos poupadores de pneu. Parece um contracenso, mas se algum piloto conseguir poupar a borracha a ponto de poder fazer uma parada enquanto a maioria dos outros faz duas, melhor para ele. O cuidado deve ser para que o ritmo de corrida de um poupador não seja tão lento que permita que os adversários façam as duas paradas e mantenham-se a frente.


O que vai definir, na verdade, se uma das duas hipóteses se mostrará verdadeira ou se uma terceira irá se concretizar é o ritmo do desgaste desses pneus e a diferença de rendimento que isso trará. É possível que os testes de pré-temporada comecem a responder a essas dúvidas, mas a tendência é que as respostas definitivas só sejam dadas quando a temporada começar pra valer em março.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A "emoção" super-macia



FÁBIO ANDRADE



Foi com a intenção de diminuir a influência das paradas de boxes no resultado das corridas e forçar os pilotos a tentar as ultrapassagens na pista que o regulamento da F-1 sofreu grandes alterações de 2009 para 2010. Ou devo pensar o contrário se as regras vigentes forçam os carros a ter tanques de combustíveis que comportem uma quantidade de gasolina suficiente para que os F-1 cumpram os 300 km de cada corrida sem reabastecimento?

Pois bem, diz a AutoSport que a Bridgestone pretende usar mais vezes os pneus super-macios, os mesmos que foram utilizados no GP do Canadá e se deterioraram rapidamente, provocando várias paradas para troca. Segundo o site da revista, essa nova política para definição dos pneus deve entrar em prática a partir do GP da Alemanha, que será realizado no dia 25 de julho.



Ou seja, a ideia é voltar a fazer os pit stops voltarem ao centro das atenções, agora não por causa do reabastecimento, mas pelo desgaste dos pneus. Tudo pelo “show”, afinal.

A tentativa de priorizar os pneus com alto desgaste para tentar dar (ainda) mais “emoção” às corridas esbarra em apenas uma ressalva: o alto consumo visto em Montreal foi, de fato, um comportamento anômalo e um tanto quanto improvável de se repetir nas próximas etapas. O asfalto do circuito Gilles Villeneuve teve como característica mais marcante na última corrida o fato de estar pouquíssimo emborrachado, e por isso comeu a borracha com tamanha voracidade.

Agora o ponto em quero chegar: existe justificativa para uma intervenção tão artificial na história das corridas? Obrigar os pilotos a usar dois tipos de pneus na mesma corrida já parecia intervencionista o bastante, mas a Bridgestone acena com uma possibilidade que eleva essa tendência ao auge.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Quem será a nova fornecedora de pneus?



FELIPE MACIEL


Está chegando a hora da FIA definir quem vai suceder a Bridgestone no fornecimento de pneus da F-1.


Para quem vê de fora, a Michelin é franca favorita por sua vasta na experiência na categoria e o curto intervalo de tempo desde o ano em que se retirou.



A marca francesa praticamente expulsa da Fórmula 1 pela FIA só voltará se a entidade atender suas notáveis exigências. Ela deseja concorrência e também busca ampliar o diâmetro das rodas de 13 para 18 polegadas, o que provocará certos custos de adaptação por parte das equipes na manufatura do carro, seja em elementos mecânicos, seja em aerodinâmicos.


Esta candidata registrou nada menos que 102 vitórias, 111 poles, fez 108 voltas mais rápidas e somou 3308,5 pontos nos seus 215 GPs, que ocorreram entre os anos de 77 a 84, e mais recentemente entre 2001 e 2006.



Aparentemente, as sugestões da Michelin abriram os olhos de outras marcas, como por exemplo a Pirelli, que apoia a proposta de aumentar o diâmetro do aro e também pretende contar com a ajuda da Fota nos custos do fornecimento da borracha.


A fabricante italiana ostenta 43 vitórias, 46 poles, 50 voltas mais rápidas e um total de 238,5 pontos nos 200 GPs, conquistados entre 81 a 91 com exceção das temporadas de 87 e 88.



Já a americana Cooper Avon é a queridinha do tio Bernie, que não parece nem um pouco empolgado com possibilidade de uma nova guerra de pneus.


Ela está um tempinho longe da F-1: Participou nos anos 54, 56, 57, 59, 81 e 82, totalizando 8 pontos em 29 GPs.


Caso não pinte uma surpresa, ao menos um desses 3 nomes fechará o negócio. Seja lá qual for a decisão, espera-se que seja tomada e divulgada em menos de um mês. Mais precisamente no fim de semana do GP da Espanha. De 9 de maio não passa. É o que prometem...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fórmula 1 2011: Bridgestone ou Michelin?



FELIPE MACIEL


Se alguém aí estiver a fim de fornecer pneus em 2011, a Fórmula 1 agradece, viu?

Esta é a nova grande preocupação que mexe com as estruturas da FIA. Nos últimos anos, temia-se a saída de equipes do grid. Boa parte das montadoras de fato saiu. Hoje a F-1 almeja alinhar 26 carros, sendo que apenas 4 marcas de propulsores estão disponíveis. São eles Ferrari, Mercedes, Renault, e o motor popular da Cosworth. Por pouco não se perde a Renault também. Seria muita equipe pra pouco propulsor.

Mas há problema mais imediato para ser resolvido: o fator borracha. Nos próximos meses, um contrato precisa ser firmado para garantir o fornecimento de pneus para 2011. A Fórmula 1 simplesmente não tem pneu garantido.



Melhor não perder seu tempo sonhando com uma possível reedição da guerra dos pneus. Se não está fácil conseguir uma fornecedora, que dirá duas. Além disso a federação deve estar satisfeita com o sistema monomarca. Os treinos aconteciam com quase 15 carros andando no mesmo segundo, e o corte de custos se faz coerente.

Por outro lado, a questão orçamentária limita os testes, que consequentemente dificultará o desenvolvimento dos compostos caso uma nova fornecedora entre no ano que vem. Vendo desse ângulo, nada melhor que convencer a Bridgestone a reconsiderar sua decisão e manter-se na categoria.

A entidade começou mexendo os pausinhos através de uma medida tímida, reduzindo de 14 para 11 o número de jogos disponíveis para cada piloto durante o fim de semana. Vale destacar que há mais GPs no calendário deste ano, e mais escuderia também, o que só a complica a atividade logística e gera mais gastos.

A propósito, o número de compostos biscoito e intermediário sustentam o mesmo número de 4 e 3 jogos, respectivamente.

Se isso for tudo, então a proposta parece fraca; seria mais produtivo ajoelhar-se e implorar para a Bridgestone ficar por mais algum tempo. O plano B está atrelado à exigente Michelin, que admite a possibilidade de retorno, desde que a FIA acate seu interesse em lançar regra de caráter ambiental, demonstrando o desempenho de seus pneus em função da economia de combustível e redução da emissão do CO2.

Será que Jean Todt topará seguir as ideias da marca francesa? Ou dará de ombros para eles, como fez em Indianápolis-05? Não que estivesse errado naquela ocasião, mas é apreciável notar a capacidade deste mundo dar voltas, não é mesmo?



Bridgestone ou Michelin? Quem fará a gentileza de não deixar a Fórmula 1 sem pneus em 2011? Esqueça as demais, elas já negaram qualquer vontade de assumir o serviço.

Em termos de calçados, este esporte ficou pouco atraente. Para torná-lo mais chamativo às empresas, regras especiais precisam ser aplicadas. Se a FIA inventou a jogada do macio/duro para dar relevo à Bridgestone, a própria Michelin está sugerindo o esquema que realçaria sua presença. E em princípio, a intenção dos franceses não parece nada ruim. Não me surpreenderei se voltarem de vez.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Muda regra de pneus para grupo da super pole

Quando o público teve a certeza de que algo iria melhorar, tudo ficou do mesmo jeito que está.

O pessoal da Fórmula 1 perdeu um pensamento fundamental nos últimos anos, e seria bastante agradável se o recuperasse o quanto antes. É o seguinte: o melhor deve estar em primeiro. Doa a quem doer.

Mas a categoria saiu do eixo desde que resolveu alterar o sistema de classificação. Esse modelo de 3 fases não é ruim, o seu grande defeito é punir os dez mais rápidos do grid. Com o reabastecimento banido, tivemos a sensação de que tal efeito seria reparado. Até que a metida da Fota entrou no meio das regras e resolveu obrigar o grupo da super pole a largar com os mesmos pneus do treino.



Grosseiramente falando, quem fazia a pole até ano passado era o tanque vazio; a partir de 2010 passará a ser o pneu macio.

A infeliz ideia consiste em induzir o piloto a abrir mão da pole position para calçar um jogo de pneu mais resistente pensando na corrida.  E você achando que eles iriam dar pontos para o dono da pole, hein?

Assim sendo, o top-ten do grid larga com compostos ligeiramente usados, sendo que aqueles mais bem posicionados possivelmente desgastarão os compostos mais rapidamente. Daí os espectadores se enganam com o pseudo-espetáculo mostrado na TV e fica tudo certo. Ou não, porque cá entre nós não há garantia de resolução das ultrapassagens, da mesma forma que nenhuma outra regra artificial foi capaz de sanar o problema até hoje.

Farei uma pequena ressalva por existir uma pontinha de otimismo se compararmos com os anos anteriores. A fórmula é a mesma, só mudou o pivô: antes podia-se mudar os pneus mas mantinha-se o nível do tanque; agora é possível treinar com pouco combustível e reabastecer antes da largada, mas o jogo de pneus será mantido. Notou a principal diferença entre a regra antiga e a medida nova? A velha induzia ultrapassagem nos boxes, a nova pode induzir ultrapassagens na pista.