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sexta-feira, 25 de março de 2011

Novidades poderão deixar corridas caóticas



ANDERSON NASCIMENTO


Por ser a etapa de abertura da temporada 2011 da Fórmula 1 e por ainda as equipes não entenderem exatamente o comportamento dos pneus Pirelli em um circuito com temperatura maior do que nos testes na Espanha, o GP da Austrália pode ser confuso e caótico. Essa mesma opinião é compartilhada pelo atual campeão Sebastian Vettel. Para ele a corrida terá muitas variáveis. “Teremos muitas paradas nos boxes para cada carro. Com 24 deles na pista, serão muitas mesmo”, declarou.

A estratégia será fundamental para que os pilotos consigam lutar pelo título ou ao menos fazerem uma boa temporada neste ano. A etapa australiana promete levar os carros a realizarem de duas a três paradas, algo que será decidido pelas equipes e seus pilotos que julgarão se compensará permanecer na pista com compostos desgastados e assim optar por dois pits, ou se será melhor correr com pneus mais inteiros durante a prova toda e realizar três paradas. O que é fato é que realmente surpresas poderão acontecer e uma certa confusão poderá se formar com equipes pequenas liderando certos momentos da corrida enquanto que as grandes poderão lutar por posições no fundo do grid.

Renault mecânicos pit stop R31

Vettel afirmou que teme pelo fato de que o carro mais veloz não saia vitorioso e que a decisão das etapas fique demais nas mãos da estratégia e na habilidade de conduzir o carro na base de um baixo desgaste de pneus.
“Torço para que a base do esporte não mude e que o mais veloz ainda saia vencedor. Estamos aqui para descobrir isso. Na pilotagem em si não vai mudar muita coisa, mas acho que a corrida será mais caótica pelo excesso de pit stops.”

Sebastian Vettel


Como Kamui Kobayashi afirmou dias atrás, é possível vermos já na Austrália uma Virgin ou Hispania disputando posições com uma Red Bull calçada com pneus bem mais degradados. Não fica difícil imaginar então que o número de ultrapassagens durante as corridas se tornará bem maior do que nos últimos anos, visto que a diferença de desempenho entre pneus gastos e novos é muito grande. A preocupação é se elas não irão se tornar artificiais e constantes em exagero a ponto de tirar todo o seu brilhantismo.

Além dos compostos Pirelli, a asa traseira móvel e o KERS também vieram para auxiliar no aumento do número de ultrapassagens. Pelo que vemos o exército para cumprir essa missão é bem amplo. Mas precisaremos saber se todas essas armas não deixarão as corridas caóticas ao invés de emocionantes.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Enquete F-1: Pit stop



FELIPE MACIEL


Nas últimas semanas, a pergunta que ficou à disposição dos leitores do Blog F-1 foi: Qual equipe mais te surpreende na execução do pit stop?

Desta vez foram apenas 80 pitacos que definiram o resultado:

Red Bull - 60,%
Mercedes - 21,3%
Ferrari - 11,3%
McLaren - 5,0%
Outra - 2,5%

A Red Bull é a vencedora incontestável de nossa enquete. Parece que os mecânicos tomam uma dose boa do energético antes de entrarem em ação e cravarem tempos surpreendentes nos pits. É uma aula de eficiência a cada corrida. Quando será que eles vão se nivelar com o pessoal da DTM? Falta pouco...

Enquente fechada. Abrimos agora uma nova ali no canto direito, com um tema menos objetivo e mais polêmico para vocês julgarem.

Mãos ao mouse! Sua opinião é muito importante para nós.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ferrari inova no pit stop. Quem vai copiar?



FELIPE MACIEL


Nos último anos era realmente difícil inovar no pit stop. A mangueira standard de reabastecimento era o gargalo, o que restringia as opções das equipes.

Uma iniciativa de pouco destaque, por exemplo, foi a invenção da Toyota, mas apenas para danos na asa frontal. O aerofólio novo era acoplado ao macaco dianteiro, enquanto dois mecânicos removiam o bico danificado. Em seguida, o mecânico da frente encaixava o novo bico empurrando o macaco até o carro, e o ajuste levava menos tempo. Uma pequena mitigação para um problema que a F-1 não conseguiu resolver até hoje: os demorados pit stops em caso de asa danificada.

É impossível falar de inovação nos boxes sem citar o dispositivo infeliz lançado pela Ferrari há 2 anos. O pirulito eletrônico foi capaz de "cassar" um título. O aparelho foi apresentando suas fragilidades pouco a pouco, os espectadores esperavam o dia em que aquela geringonça provocaria uma lambança homérica, mas a equipe insistiu em usá-lo. O desastre anunciado veio a ocorrer no GP de Cingapura, quando Maranello pagou caro pelos supostos 4 décimos de vantagem que a sinaleira deveria trazer.

Se me permitem, prefiro usar um vídeo mais antigo da Ferrari para ilustrar. Todos já se cansaram de ver a comédia pastelão de Marina Bay, está perdendo a graça; melhor exibir um trabalho de pit mais romântico, como esse de Niki Lauda na Espanha, em 1974.



De volta aos tempos modernos, cada time se prepara para realizar seus super pit stops à sua maneira. A primeira a querer meter medo na concorrência foi a Williams, que anunciou paradas de boxes na casa dos 2 segundos, o que provavelmente consiste num blefe de um segundinho. Mas a agora chegou a vez da Ferrari ameaçar o mesmo, sendo que os homens de vermelho possuem uma arma especial para validar esta possibilidade.

A escuderia de Domenicali desenvolveu uma porca cônica que pode ser mais facilmente encaixada e removida. Ela ainda tem acionamento automático no fecho, uma novidade de fazer a concorrência arregalar os olhos.

Será que alguém pensará em algo mais eficiente? Ou os times vão precisar copiar a ideia para não sair perdendo?

Mais do que nunca, os pilotos precisam de uma boa equipe nos boxes. O tempo que ele consegue na pista pode ser perdido nos pits. Ou vice-versa. Não estamos certos de que o fim do reabastecimento automaticamente trará ultrapassagens, mas que vai trazer emoção nos boxes, ah vai...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pit stop obrigatório não



FELIPE MACIEL



Como se uma parada obrigatória não fosse o bastante, eles queriam obrigar duas. A medida foi estudada, estudada, estudada, até ser finalmente vetada. Mas não em definitivo.

Todo piloto já é obrigado a parar ao menos uma vez para atender à exigência do pneu com fitinha e pneu sem fitinha. A proposta agora barrada na Comissão da F-1 consistia em forçar um 2° pit stop para evitar que as estratégias das equipes se tornem repetitivas.



Considerando o que Ross Brawn comentou, a mudança só não foi aprovada porque não existe a certeza de que os times tenderão a adotar táticas idênticas mantendo a monotonia das provas:

"As equipes sentem que devemos ver como serão as corridas e, se acharmos que não estamos fazendo o show que queremos, teremos de reconsiderar. Não sabemos o suficiente ainda para prever como será a corrida. Mas vamos ter de esperar algumas provas antes de mudarmos as coisas assim".

Esteja preparado para uma possível mudança de regra no meio da competição para artificializar as corridas... que no final das contas também não resolverá coisa nenhuma.

De minha parte, a solução seria buscada no lado inverso: quanto menos obrigações, mais liberdade os times terão para tomar opções diferentes. Quanto mais rigoroso for o script, pior.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Williams ensaia novo recorde em pit stops

A marca a ser batida em 2010 é de 3,2 segundos. Este é o menor tempo registrado numa parada para troca de pneus, atribuída à Benetton de Flavio Briatore, no GP da Bélgica de 1993, último ano sem reabastecimento até aqui.

Segundo a assessora da Williams, os incansáveis ensaios dos mecânicos de Grove para esta temporada já baixaram da faixa de 3 segundos. Imagina só... Pit stops na casa dos 2 segundos em 2010! E olha que os homens da Williams normalmente não possuem MBA em paradas de box.





Ok, é muita maldade recolher alguns dos piores momentos do time para ilustrar o contexto. Mas é bem verdade que tradicionalmente Ferrari e McLaren detêm a fama de eficiência nos pits. Já a Williams não construiu essa imagem. Não que seja ruim, só não conquistou o rótulo de extraordinária, por enquanto.

No entanto, os tempos mudam. E se a equipe de tio Frank realmente está atingindo números tão baixos, não só teremos a quebra do recorde do pit stop do Patrese neste ano, como também haverá disputas emocionantes nos boxes ao longo da temporada.

Antes, quem não tinha o direito de errar era o frentista; os demais poderiam dar umas batidinhas a mais no pneu, umas giradas na calota, que ainda sobrava tempo: o gargalo era o combustível. Agora acabou o reabastecimento, as calotas foram pro buraco, e a única atividade será a troca de pneus. Pressão total sobre a equipe de pits em 2010, cada décimo de segundo nunca foi tão ensaiado na F-1.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Super pit stops

Uma das grandes atrações da Fórmula 1 2010 serão os splash and go nas paradas de boxes. Semelhante ao que faz a DTM, podemos esperar a volta daqueles pit stops estupidamente velozes.

Por isso, será bastante razoável se, neste momento, os mecânicos das escuderias estiverem exercitando incansavelmente suas habilidades para quando chegar a hora da competição, estarem bem espertos e com as maquininhas bem afiadas.



No ano passado, chegou-se a cogitar a possibilidade de somar 1 ponto no Mundial de Construtores para o time que realizar o pit stop mais rápido em cada GP. Conservador chato que sou, logo rejeitei a ideia. Da mesma forma que rejeito ponto para pole position ou para volta mais rápida.

Mas eu poderia relevar se fosse aprovada, desde que o tiozinho do cronômetro acertasse a mão. E, cá entre nós, ele sempre erra.

Não, isso não é uma crítica. O fato é que é humanamente impossível saber o instante exato de acionar o tal botãozinho. No momento da saída, nem se fala, é ainda mais difícil que na entrada.

A impressão é de que se o mesmo cidadão medisse o tempo do mesmo pit stop repetidas vezes, a cada medição ele oscilaria 1 décimo pra lá, 2 décimos pra cá. E como se espera uma disputa nos décimos entre os pit stops das equipes, a cronometragem não daria conta da exatidão pretendida.



A propósito, Ferrari e McLaren são tradicionalmente reconhecidas pela eficiência nas paradas de box. Já que em 2010 irão vigorar plenas condições de igualdade nos pits, está na hora Domenicali e Whitmarsh trabalharem a reputação de seus respectivos grupos de mecânicos.