Mostrando postagens com marcador Spa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Spa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Memória Blog F-1: Barrichello, Spa, 1994



FÁBIO ANDRADE


Independente do que digam os números oficiais, Rubens Barrichello comemorará no domingo sua corrida de número 300. As estatísticas não batem com os cálculos que o brasileiro usa, mas isso pouco importa. Rubinho irá comemorar em Spa o rompimento de mais uma marca histórica. Completar três centenas de gp's, além de ser um feito inédito, era inimaginável há tempos atrás.


Quis o acaso que a marca de 300 gp's fosse alcançada em Spa Francorchamps, a pista onde, em 1994, Barrichello conquistou a primeira pole de sua carreira e primeira pole da história da equipe Jordan. O brasileiro foi, na época, o mais jovem piloto a conquistar uma pole position na Fórmula-1, aos 22 anos. O acontecimento, como não poderia deixar de ser, foi resultado de condições adversas do clima nas ardenhas. Barrichello andou rápido na sexta-feira, pegou o momento de pista menos molhada, e terminou o dia como o mais rápido, mesmo pilotando a modesta Jordan. No sábado a chuva persistiu, torrencial, e Rubinho sagrou-se pole pela primeira vez.


A pole do brasileiro foi, por muitas razões, especial. Foi em Spa, que mesmo com a Eau Rouge transformada em uma chicane lenta (os acontecimentos de maio daquele ano ainda reverberavam com força no ambiente da F-1), ainda era um dos mais míticos circuitos do calendário. E foi meses depois da morte de Ayrton Senna, afinal. Um tempo em que o Tema da Vitória soava mais como marcha fúnebre do que como alegre celebração no Brasil.


Barrichello liderou a largada. Aguentou a pressão na La Source e resistiu também na "Eau Rouge", mas sucumbiu a Michael Schumacher na longa reta Kemmel. Na volta 19 o brasileiro saiu da pista e abandonou a prova:




Schumacher também não venceu. Na verdade, venceu, mas teve a vitória subtraída por questões de regulamento. Coisas de um campeonato em que a FIA quis garantir o contole absoluto da situação depois do fim de semana negro de maio em Ímola.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Memória Blog F-1: Bélgica 2009



FÁBIO ANDRADE




A única vitória da Ferrari em 2009 quase foi esquecida perante o desempenho de Giancarlo Fisichella em Spa. O italiano fez a pole e segurou a ponta na largada, mas sucumbiu ao KERS da F-60 de Kimi Raikkonen logo depois. De toda forma, Físico, com a modesta Force India, não desgrudou do finlandês, escoltando a Ferrari durante o restante da corrida. No pódio, Fisichella foi o mais aplaudido, em parte porque Raikkonen é carismático como um acidente aéreo.


Mas não é para ver pilotos sorrindo que se liga a tv aos domingos de manhã, e Spa Francorchamps é um capítulo importante na carreira de Raikkonen na F-1. Com incríveis quatro vitórias na pista belga (2004, 2005, 2007 e 2009), Raikkonen criou uma identificação com o circuito das ardenhas que é quase semelhante a que aconteceu entre Senna e Mônaco, ou entre Massa e Istambul Park. Se Kimi estivesse na pista no próximo domingo seria intensamente apontado como favorito.


E não foi só de pista que se viveu no GP da Bélgica em 2009. Foi na tv, via transmissão da Globo, que o mundo começou a tomar nota do escândalo envolvendo Nelsinho Piquet, o comando da Renault e Fernando Alonso no GP da Cingapura de 2008.


OBS: aos caros leitores, um aviso: alguns de vocês já devem ter percebido que o blog assumiu um ritmo errático há alguns dias. A tendência é de que os posts continuem pingando com menos frequência por aqui. Em breve, se tudo sair como o planejado, volta tudo ao normal.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ryan Briscoe andando de F-1



FÁBIO ANDRADE



Daquelas coisas que você descobre no Youtube: Ryan Briscoe já correu de Fórmula-1. Sim, o australiano que hoje é uma das estrelas do automobilismo americano na Indy já andou dando umas voltas com um F-1, mas apenas como piloto de testes.

Briscoe foi o test driver da Toyota durante uma parte de 2004, treinando junto com o brasileiro Ricardo Zonta às sextas-feiras. Zonta, por sua vez, já estava efetivado no time depois da demissão de Cristiano da Matta e integrou erraticamente, entre idas e vindas, a dupla titular da equipe japonesa junto com o francês Olivier Panis a partir do GP da Hungria.

Briscoe, entretanto, ficou relegado apenas ao papel de piloto de testes. O australiano aparece no vídeo abaixo, testando em Spa. Testando, como se vê, tanto o carro, como a área de escape da Eau Rouge.



Passada a surpresa ao descobrir o vídeo, restou um certo tom jocoso. Um piloto posteriormente consagrado na Indy desafiando a Eau Rouge?

Pois é.

sábado, 14 de agosto de 2010

Memória Blog F-1: Eau Rouge, 1999



FÁBIO ANDRADE



A Eau Rouge é, certamente, a mais mítica curva da Fórmula-1 atual. E o título faz sentido. Em meio a circuitos recheados de curvas em 2ª ou 3ª marcha e com pouca variação de relevo, a pista de Spa-Francorchamps nos oferece uma curva em descida em alta velocidade que repentinamente se torna uma subida íngreme. A saída desse paredão não é vista pelos pilotos quando eles estão no ponto mais baixo e além disso, há o fortíssimo efeito da força G, que exerce uma absurda força de compressão sobre o corpo dos pilotos. Reza a lenda que eles perdem, momentaneamente, o foco da visão no ponto mais crítico da curva.

Há quem diga que a Eau Rouge de hoje já perdeu parte de seu desafio graças à extrema eficiência da pressão aerodinâmica dos carros. Já faz um certo tempo que qualquer piloto consegue vencer a Eau Rouge com o pé embaixo. Sim, a Eau Rouge tornou-se uma curva flat, mas esse blogueiro se recusa a aceitá-la como um desafio diminuído por conta disso.

E uma visita ao ano de 1999 mosta que as coisas nem sempre foram assim tão "fáceis" (muitas aspas, por favor) na curva-símbolo de Spa.

A começar pelo entorno da Eau Rouge. Se hoje a área de escape é asfaltada, há 11 anos a linha de fora da curva era coberta de terra e foi por lá que o piloto brasileiro Ricardo Zonta experimentou a sensação de perder o controle do carro e virar passageiro.



O acidente de Zonta encerrou uma trilogia de pancadas fortes na Eau Rouge entre 1998 e 1999. Em 98 Jacques Villeneuve bateu com a Williams; em 99 o mesmo Villeneuve acidentou-se, agora com um BAR. Minutos depois da forte batida do canadense, o ocupante do outro cockpit da BAR, Ricardo Zonta, retirou totalmente a equipe do treino classificatório para o GP da Bélgica daquele ano ao capotar e destruir o carro.

Se estivesse em 2010, Zonta provavelmente não teria tido um susto tão grande. É sabido que o asfalto na área de escape possui exatamente a função de evitar o que aconteceu com o piloto brasileiro: a capotagem. De toda forma, o saldo do acidente foi positivo para Zonta. O piloto da BAR saiu do carro por suas próprias pernas e foi caminhando até o veículo de resgate, absolutamente ileso depois da forte batida.

A Eau Rouge de 1999 possui ainda outra coisa que você não encontra mais em 2010: comissários de pista contemplando o movimento dos carros placidamente, desprotegidos de um possível "despiste" como se diz no português lusitano. Comissários de pista hoje são muito pouco lembrados. Na maioria das vezes você só os vê quando eles realmente se fazem necessários.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Memória Blog F-1: Spa em um minuto e meio



FÁBIO ANDRADE



Que a pista de Spa-Francorchamps é talvez a mais querida dos pilotos não é nenhuma novidade. A corrida remonta um cenário de F-1 clássica, no interior da Europa e a pista é na verdade meio pista e meio estrada. Suas curvas de alta velocidade aliadas à sensação de entrar no carro e acelerar naturalmente são, nas palavras do piloto alemão Adrian Sutil, "um espetáculo raro até mesmo para pilotos de Fórmula-1".

Tanta solenidade não é em vão. Spa reune características em extinção nas novas pistas da F-1. A começar pela extensão de 7km, que transforma a pista num ET em meio a traçados pasteurizados e padronizados em torno dos 5km. Além disso, a pista possui uma natureza desafiadora, curvas em subida e em descida, algumas delas feitas em 7ª marcha.

Além de ser uma grande pista, Spa já foi palco de grandes corridas. O vídeo abaixo passa rapidamente por alguns dos lances mais marcantes vividos pela F-1 nas ardenas.



A segunda vitória de Ayrton Senna em 1985, a primeira de Schumacher em 1992, a bola de fogo que envolveu a Jordan de Eddie Irvine em 1995 e o duelo entre Schumi e Hill no mesmo ano, finalizando com a prova de 1998, uma das mais acidentadas da história. Em um minuto e meio, um passeio rápido por parte da história do GP da Bélgica nos últimos 25 anos.