domingo, 7 de dezembro de 2008

Comemora, Maurício

Parece o Nick Heidfeld, mas é piloto para ser campeão. Certamente, o título 2008 Stock Car caiu em ótimas mãos.
O excelente piloto, que travou um bom duelo com Marcos Gomes durante o ano, teve que decidir o campeonato na última etapa, que teoricamente era na casa do rival, considerando a sequência de vitórias de Gomes no circuito de Interlagos.
Maurício teve uma difícil carreira até atingir a maior consagração de sua trajetória automobilística neste domingo. Quase fechou como test-driver da Sauber, ou como piloto da Arrows, mas as portas da Fórmula 1 não estavam abertas.
Com passagens na Fórmula Ford, Fórmula 3 e Fórmula 3000, Ricardo iniciou sua participação na Stock em 2004. Quatro ano depois, levou o merecido caneco.
A corrida foi conturbada, marcada por acidentes e pela presença do safety car. Ricardo Maurício começou mal, se chocando com Antonio Pizzonia e danificando o pára-choque, que seria reparado durante o pit stop.
Marcos Gomes se aproximava rapidamente do adversário, ultrapassando um por um, até perder várias posições graças a Juliano Moro e Nonô Figueiredo, atravessados na pista. Precisou trocar um dos pneus após o reabastecimento, porém retornou lento e foi forçado a se retirar. Pronto, habemus campeones!
Thiago Camilo venceu a prova de encerramento, com Ricardo Sperafico em segundo. Mas as atenções do pódio se voltaram para o terceiro colocado: A lenda viva Ingo Hoffmann, ostentando seus inalcansáveis 12 títulos, se despede da categoria em grande estilo: "Foi como um final hollywoodiano: comecei o ano de despedida largando da pole e terminei no pódio. Aconteceu exatamente da maneira que queria, no meio da molecada".
Adeus, Ingo...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Padronizado

Mosley: "Se não acordarem agora, poderão sofrer um grande choque em breve. Vamos perder uma escuderia atrás da outra, perder a credibilidade. Nossa função é trabalhar para que isso não aconteça, e é por isso que estamos buscando propostas de redução de gastos".
A fuga da Honda foi a desgraça que o presidente da FIA precisava para acelerar a operação guilhotina de custos, empurrando o motor padrão para todo o grid.
A partir de 2010, os propulsores Cosworth V10 estarão de volta. Eles serão fornecidos a baixo custo para as escuderias, que terão a opção de utilizá-los prontamente ou então construir uma xerox do motor para colocar seu selo nele.
Cautelosa, a FIA resolveu não impor a padronização, deixando em aberto uma terceira possibilidade para quem não simpatizar com as duas anteriores: cada time poderá fazer uso de um propulsor próprio, não copiado da Cosworth, os atuais V8, desde que respeitem as colocações da entidade. Isto é, retoma-se a regra do congelamento, os indicadores de rendimento não poderão exceder os valores especificados, e por aí vai.
A nota emitida pela Federação anunciou, portanto, que o acordo foi fechado com a Cosworth juntamente com a Xtrac e Ricardo Transmissions. Ao contrário da questão dos motores, o sistema de transmissão será obrigatoriamente padrão para todas as escuderias.
A princípio, o preço do kit é € 2 milhões de euros mais € 5,5 milhões por temporada, caso até quatro times resolvam comprar. Se o número de equipes for superior a quatro, o preço cai.
A explicação completa você acompanha na transcrição que segue:
"Em resposta à minha carta de 18 de novembro, nós completamos o processo de candidatura e estamos em negociações exclusivas com a Cosworth juntamente com a Xtrac e Ricardo Transmissions (XR) para fornecer uma propulsão completa na Fórmula 1 em 2010. O motor será um motor atual da Fórmula 1 enquanto a transmissão será uma obra-prima da Fórmula 1 e juntará esforços por duas empresas, as quais já fornecem transmissões para a maioria do grid. O custo para cada equipe assumir esta opção será o pagamento inicial de 2 milhões de euros e então 5,5 milhões por temporada para cada um dos três anos do contrato de fornecimento (2010, 2011, 2012). Este preço é baseado em quatro equipes assinando e inclui suporte técnico total em todas as corridas e testes oficiais, mais 30 mil quilômetros de testes. O custo anual será reduzido se mais equipes tomarem esta opção, por exemplo para 5 milhões de euros por equipe com oito equipes. O preço também será reduzido se menos do que 30 mil quilômetros de testes forem necessários".

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Anúncio do fim

O presidente da Honda, Takeo Fukui, anunciou oficialmente a retirada da escuderia da F-1: "A empresa precisa garantir a continuação de seu foco principal. A recuperação esperada deve levar algum tempo e, enquanto isso, a Honda decidiu tomar medidas que sirvam para contra-atacar a crise. Entre elas, para manter nossos recursos, está o final da nossa participação na F-1".
E acrescentou: "Os resultados neste ano não tem absolutamente nada a ver com nossa saída. Foi algo puramente comercial. Devemos dar prioridade ao nosso negócio".
Lógico que foi puramente comercial. Tudo o que esse bando de montadoras faz na Fórmula 1 é pensar nas vendas, não no esporte. Se os resultados não compensam o capital em época de crise, então a brincadeira perde a graça. É adeus e tchau. É nessas horas que temos de exaltar a rocha chamada Frank Williams, que enfrenta todo tipo de crise, joga com o dinheiro que não tem, leva prejuízo, mas não abandona o barco.
Fukui deixou a F-1. Agradeceu os esforços de Brawn, Fry, e se despediu dos pilotos. Ou melhor, do piloto. Porque o time sempre teve olhos para apenas um: "É uma pena, sinto muito por Jenson Button. Nós não tivemos escolha nas atuais condições financeiras".
Para relembrar, eis aí o vídeo da única vitória da equipe, em Hungaroring-06, com Jenson Button, na temporada antecedente ao mapa-mundi-eco-Honda-pré-apocalipse.
E se o assunto é o anúncio do fim, então vale lembrar que a votação em nosso Oscar F-1 está com dias contados. Todos têm até o dia 8 para clicar. Logo depois vem a tão aguardada festa do Oscar, com transmissão via BligGroo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O fim da Honda

Duramente vitimada pela crise, a equipe Honda se vê diante da trágica realidade: dar adeus à Fórmula 1.
Em meio à calmaria do início do mês de dezembro, o site Grand Prix revela a bomba prestes a explodir. A queda dos negócios não combina com a posição de quarta escuderia mais gastadora do grid. No importante mercado americano, por exemplo, as vendas sofreram uma baixa de 32%. As ações da empresa na Bolsa de Tóquio declinaram em 5%. Esta é a maior queda livre vivida pela Honda nos últimos 27 anos. A instituição retoma um contexto semelhante ao de 2000, o que implica em jogar oito anos de crescimento pela janela.
Os funcionários do time deram início a um tiroteio de currículos, buscando ocupação em alguma outra equipe da Fórmula 1.
É insustentável. Pode esquecer o showzinho dos testes, todas as circunstâncias apontam para o fechamento das portas na categoria, ou então para a venda da escuderia.
Logicamente, põe-se em cheque, neste momento, a situação de Barrichello, Senna, di Grassi, Petrobrás e tudo o mais que se relaciona com a (ex)equipe. Até mesmo a rival Toyota acendeu a luz vermelha, mas suas dificuldades podem sugerir uma retirada mais tardia, possivelmente em 2010.
A crise está aí, e talvez estejamos diante apenas da ponta do iceberg. A era das montadoras pode estar vivendo seus últimos momentos. A cada instante que passa, a Fórmula 1 corre risco de sofrer mudanças cada vez mais surpreendentes.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Rojo

O carro mais carnavalesco do grid promete ganhar mais uma corzinha: o vermelho.
A informação parte do blog espanhol do tal fã do Alonso que ganhou o concurso para se tornar o Aficionado Profesional.
Explica-se: Ao invés da imagem da fornecedora de lubrificantes Elf, a escuderia exibirá o logo da Total.
No que tange ao novo uniforme, tem-se desde já a comparação com a roupa da equipe espanhola olímpica de ciclismo.
No carro, ao que tudo indica, o que em 2008 foi azul, em 2009 será vermelho. As cores da ING devem ser mantidas. Ou seja, podemos esperar um R29 com cara de Espanha...

Estamos vivos

Se depender da CBA, o automobilismo brasileiro vai para o buraco. O que nos dá esperança são iniciativas como as de Santa Catarina e de Felipe Massa. Não falo apenas a respeito do Desafio das Estrelas, mas também dos projetos que estão sendo implantados pensando no futuro próximo.
Uma matéria muito interessante do site Grande Prêmio trouxe a informação de que um moderno circuito será construído e inaugurado em 2010, o Autódromo Internacional de Santa Catarina.
"A gente teve como referência Spa-Francorchamps, que tem aquelas partes na floresta, muito verde", foi o que comentou o presidente da Federação Catarinense de Automobilismo, Jairo Albuquerque.
Pelo desenho, nota-se que Hermann Tilke certamente não colocou e nem irá colocar um dedo no traçado. Basta reparar na suavidade das curvas.
O local também contará um kartódromo, áreas de off-road e um autódromo de terra.
Albuquerque também conta que "todas as nacionais gostariam de inaugurá-lo, mas mais para frente vamos discutir qual delas que será. Tem um projeto do Felipe Massa, quase um cidadão catarinense, e se der certo, vamos fazer uma homenagem para estrear com a F-Fiat e a Copa Linea".
Isso mesmo. Felipe Massa negocia a criação de duas categorias nacionais: a Fórmula Fiat traria os monopostos de volta ao cenário nacional, e também a Copa Linea, baseada no novo sedã da Fiat.
Apesar dos acontecimentos recentes - destaque para Jacarepaguá -, o automobilismo brasileiro ainda vive. O futuro não está tão perdido quanto se poderia imaginar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Bruno vs Rubens

Nada oficial, mas como o site Tazio e também o Grande Prêmio deram como certo, então tomemos como verdade.
Di Grassi parece ter saído da disputa em definitivo. Rubens Barrichello ressurge para tentar se sustentar no cockpit da Honda e precisará bater de frente com Bruno Senna na semana que vem.
Rubinho ainda recebe apoio de Ross Brawn, que tem um pensamento mais técnico sobre a situação, por isso prefere apostar na experiência em detrimento da juventude, sobretudo ao considerar as radicais mudanças no regulamento do próximo ano.
No entanto, a torcida interna mais densa se volta para Bruno. Os japoneses querem o retorno do nome Senna e Nick Fry não vê a hora de arriscar na promissora novidade.
Os treinos em Jerez entre os dias 9 e 11 de dezembro dirão o destino de cada piloto. Barrichello pode fazer sua despedida da Fórmula 1, caso não crave uma diferença confortável para o novato.
Nos testes em Barcelona, quando di Grassi e Senna discutiram a vaga, Jenson Button não teria sido um parâmetro convincente. Ross precisava ver a comparação com alguém que esteja realmente motivado para voar. Naturalmente, esse alguém é o Rubens, que enfim ganhou uma chance para provar se merece ou não continuar.
Nada como um bom duelo tupiniquim para agitar o mês de dezembro da F-1.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Batendo em retirada

Depois de França e Canadá, agora é Alemanha. E em dose dupla!
É o que promete o Karl-Josef Schmidt, o diretor de Hockenheim. Segundo ele, a prova deste ano proporcionou um insustentável prejuízo de € 5,3 milhões.
"Sem a ajuda estatal, não vai mais haver F-1 em Hockenheim".
Além de praticamente dar como certo o afastamento de Hockenheim da categoria , Schmidt revelou também que Nurburgring pode realizar em 2009 seu último GP.
"A F-1 não desaparecerá apenas de Hockenheim, mas da Alemanha como um todo. Aí as corridas acontecerão apenas em países árabes".
Essa merece o prêmio de frase simpatia...
A Fórmula 1 anda carente de notícia boa ultimamente. Surgem carros bizarros, circuitos tradicionais se vão, idéia absurdas ameaçam entrar no regulamento, tem piloto que é atropelado...
A bruxa está solta.