sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Silverstone de traçado novo

O site Pit Stop traz a informação de que a organização do tracional circuito de Silverstone gastará £ 5 milhões para ampliar as áreas de escape e adicionar arquibancadas. Além disso, promoverá uma considerável alteração no desenho da pista que receberá a MotoGP a partir de 2010.
"A curva Arrowhead é uma grande atração do novo traçado. O desenho vai facilitar as ultrapassagens e concentrar a atenção dos espectadores. A visibilidade será fantástica, especialmente para os torcedores que ficarem ao redor de Arrowhead. O novo traçado também vai permitir aos fãs que circulem pelo circuito mais facilmente e possam assistir às provas de vários pontos. Estamos fazendo um investimento significativo, mas vale a pena. Até agora, os pilotos têm aprovado os planos", comentou o diretor do circuito, Richard Phillips.
A curva Abbey, que é tomada para a esquerda, será direcionada para o lado contrário, levando os pilotos a disputarem a freada na nova curva Arrowhead, que apontará para um trecho de reta que fará a conexão com o traçado normal, finalizado a junção.
Isso significa que ninguém poderá tentar repetir a manobra de Barrichello sobre Ralf ou sobre Raikkonen em 2003, já que a curva passará a ser contornada para a direita.
O pontilhado azul indica a parte a ser removida.
Nem sempre é fácil engolir uma mudança de tal proporção num circuito tão tradicional, mas difícil mesmo é entender por que razão a organização do autódromo não foi capaz de apresentar um projeto conciso de semelhante porte a Bernie Ecclestone. Para quem está de fora, passa a impressão de que os diretores fizeram corpo mole com a F-1. Em contrapartida, a MotoGP receberá uma recepção à parte no ano de 2010.
Enquanto isso, a Fórmula 1 corre risco de perder o direito de correr em terras inglesas. Neste ano será realizada a última prova em Silverstone e Donington ainda é incógnita para o Mundial subsequente.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Rádio OnBoard - Edição do Regulamento

Está no ar a edição número 31 da Rádio OnBoard!
Ron Groo, Fábio Campos e eu focamos a nossa atenção para as inúmeras novidades previstas pelo revolucionário regulamento da temporada 2009.
Pode-se dizer que o sistema de engrenagens armazena energia através da rotação do volante de inércia, proporcionado pelo câmbio CVT, que é acoplado ao sistema de transmissão, permitindo a reutilização da energia cinética no próprio eixo motriz.
Ficou claro? Qualquer dúvida sobre o funcionamento do KERS mecânico ou a respeito dos diversos assuntos relativos ao contexto atual da F-1, nós esclarecemos para você (ou pelo menos tentamos) nesta edição.
Como atua o software feito especialmente para a nova regra do safety car?
Como é o KERS da F-1? Como é o KERS dos carros de rua?
Os treinos livres serão mais intensos ou mais monótonos?
A Fórmula 1 anda mesmo precisando fazer dieta?
Qual o tipo de desequilíbrio proprocionado pela mudança de sulcados pra slicks?
Quais são os novos riscos inseridos pela drástica alteração do regulamento?
A energia armazenada pelo KERS será extraída de quais rodas? E qual o ganho estimado?
Quais os limites de ajuste de aba da asa dianteira realizadas pelo piloto direto do cockpit?
Até que ponto as equipes têm liberdade para trocar os motores em 2009?
Como funciona o KERS elétrico? E o mecânico?
Essas e muitas outras perguntas estão em debate neste rico programa que aborda variados tópicos do regulamento. Devido à extenção do polêmico e técnico tema relacionado ao dispositivo KERS, o episódio foi dividido em duas partes:
PARTE 1 - Motores, safety car e pneus slicks
PARTE 2 - Aerodinâmica e KERS
A edição também contou com trechos da entrevista de Bruno Senna concedida a Fábio Seixas, revelando curiosos comentários de quem já teve contato com alguns aspectos técnicos que ingressam na categoria nesta temporada.
Assim a Rádio OnBoard completa 1 ano no ar e faz uma pausa no carvanal para retornar em março, com a edição da pré-temporada.
Até lá!

Ser um campeão

Meses após a conquista em Interlagos, Lewis Hamilton revela que a ficha ainda não caiu.

"Parece que faz muito tempo que venci o campeonato no Brasil, pois as coisas na F-1 andam rápido demais, mesmo quando você está longe das pistas. E, para ser honesto, ainda não penso em mim como um campeão. Acho que a ficha só vai cair realmente quando eu chegar em Melbourne e, por isso, não estou sentindo nenhuma pressão extra por ser o atual campeão".
Ainda não se sente um ganhador de título mundial? Mas isso é bastante simples, Nelson Piquet pode explicar em apenas dez segundos - 0:18 a 0:28 - como é ser campeão de Fórmula 1.
O vídeo é clássico mas muita gente gosta de parar para ouvir o que tricampeão tem a dizer, basicamente porque ele não faz cerimônia e detesta demagogia. E, claro, é hilário por natureza.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Simplesmente Murray Walker

Navegando pelo Youtube, me deparo com um belo vídeo de homenagem ao grande ex-locutor inglês Murray Walker e suas reações às mais diversas cenas marcantes da Fórmula 1.
Um dia, quem sabe, alguém ainda fará algo semelhante em tributo ao nosso ilustre Galvão...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Espelho meu

O que há em comum entre o F60 e o F1.09?
A Ferrari lançou e a BMW aprovou. A escuderia alemã resolveu entrar na onda e adotar os espelhos grudados no defletor que surge do assoalho.
A diferença só está no acabamento. O aparato do "copiador" se diferencia do objeto do "copiante" no reforço dado ao espelhinho. Nota-se uma conexão projetada da carenagem em direção ao retrovisor, segundo indicação da imagem.
No Bahrein, o dia não foi fácil para nenhuma das equipes. A Ferrari de Kimi Raikkonen ficou parada graças ao santo KERS, enquanto o bólido de Heidfeld enfrentou problemas elétricos.
Só mesmo o Trulli deixou o carro suficientemente satisfeito com mais um dia de trabalho.

Jenson Honda Button

Alguém que sempre foi dado como certo nos restos da Honda é Jenson Button. Não importa de onde venha a especulação, o inglês sempre está inserido na dupla imaginária da nova equipe.
Houve que apontasse o piloto como forte candidato à vaga na Toro Rosso, mas a resposta de Button foi segura: sua prioridade é trabalhar junto a Brackley.
Deve existir uma fixação muito forte para um competidor deixar em segundo plano a certeza de correr num determinado time para se dedicar a um grupo que ninguém sabe se estará lá. Ao que parece, Jenson nem chega a cogitar a chance de o comprador lhe deixar de fora da equipe. Tal confiança surpreende.
Pensar em Button fora da Honda - ou equivalente - é quase imaginar Michael Schumacher concorrendo contra a Ferrari.
Estreou pela Williams antes de passar por Benetton, Renault, até alcançar a então chamada BAR. Quase fez o caminho de volta para Grove, autografando contratos de ambas as partes, mas por fim concluiu o casamento com os nipo-britânicos.
No conturbado GP da Hungria de 2006, subiu ao topo do pódio, conquistando juntamente com a equipe a primeira e única vitória. Nunca passaram disso.
Piloto e equipe que julgavam ter potencial para ir muito além de onde foram capazes de chegar.
Piloto e equipe que sucumbiram em relação a seus conterrâneos. Hamilton desbancou Jenson na preferência dos ingleses e a Toyota realizou um trabalho mais convincente na F-1, embora ainda não tenha vencido.
Piloto e equipe que dançam conforme a música. Se o carro é bom, Button anda bem; se o ruim é lento, Button anda mal. Se o período é de crise, a Honda pula do barco, vergonhosamente.
Não bastassem as sólidas ligações que mantêm a identidade de Jenson junto ao time, há ainda um fator extra para colaborar: o pai, roqueiro e bom de papo John Button, que é sempre bem vindo aos boxes da equipe, animando mecânicos, engenheiros e dirigentes num ambiente de trabalho mais agradável e despojado.
Não se sabe ao certo o quanto a nova Honda será diferente da antiga. Mas nenhuma mudança seria tão sensível quanto a ausência do piloto de uma vitória só. Seja lá quem comprar a equipe, seria bastante razoável que satisfizesse a vontade dos funcionários, ratificando a permanência do inseparável Jenson Alexander Lyons Button.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

ING diz adeus

"Em virtude do recente anúncio do programa de redução de custos, o ING confirmou hoje que não irá renovar o patrocínio de três anos (2007-2009) com a Renault F1 e encerrará sua presença na Fórmula 1 após a temporada 2009".
Desta forma, o banco comunicou que deve tirar o cavalinho da chuva assim que 2009 passar. Mais do que abominar o layout do carro da Renault, a empresa estampava o logo em placas de 13 dos 18 GPs do ano anterior, sendo o patrocinador principal das etapas da Austrália, Bélgica, Hungria e Turquia. Era um dos maiores patrocinadores do mundo do esporte. Pena que a crise lhe force a promover um corte drástico nos gastos, associado a uma demissão em massa.
A Renault absorve US$ 65 milhões dos US$ 86 milhões em investimentos que a marca holandesa depositava na Fórmula 1. Mas Flavio Briatore logo reagiu manifestando o comprometimento da escuderia em marcar presença no grid dos anos subsequentes, contando com a tão aclamada contenção de custos:
"Reduções drásticas de gastos estão como uma das principais prioridades na lista da Fota. Com o programa de medidas em andamento, estamos confiantes de que podemos garantir um futuro sólido para o nosso time e para a F-1".
A Williams é outra que vive de olho aberto, porque seu grande investidor é um dos órgãos mais afetados pela crise mundial. O RBS consome € 25 milhões para exibir suas letras na vitrine da categoria, uma manobra criticada com veemência pelo chefe-executivo da Aliança dos Contribuintes do Reino Unido, Matthew Elliott:
"É ridículo que um banco formado com o dinheiro dos clientes use esse capital para patrocinar eventos esportivos. O RBS precisa entender que os contribuintes não querem ver seu dinheiro ser investido em esportes elitistas, especialmente em momentos tão difíceis financeiramente".
O banco britânico já anunciou perda de £ 28 bilhões mas continua se dando ao luxo de participar da F-1 oferencendo banquetes refinados, vinhos caros, massagistas e tudo o que seus convidados têm direito quando assistem às corridas no pomposo camarote, sem crise.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Em breve nascerá

O sonho americano mal pode esconder a ansiedade. No site oficial da USF1, o countdown marca os segundos para o anúncio da escuderia.
"Ken Anderson e eu analisamos a possibilidade de desenhar e construir um carro de Fórmula 1 nos Estados Unidos nos últimos quatro anos. Então a grande surpresa é que fomos capazes de ficar quietos durante esse tempo todo. As notícias saíram nesta semana, mas o real anúncio será feito ao vivo no canal Speed no dia 24", afirmou Peter Windsor.
Contagem regressiva para lançamento de carro é bastante comum, mas para nascimento de equipe não se vê todo dia.
O time pretende contar com um orçamento de US$ 64 milhões e com a força de trabalho de, no mínimo, 100 membros. E, quem sabe, com uma tal da Danica Patrick entre os pilotos da pátria.
"Ela é ótima. Ele traz muita imprensa. Tony George [dono da Indy] certamente ficará irado se tomarmos a piloto dele, mas, vamos ver", declarou Ken Anderson. "Não sei se isso é algo em que ela gostaria de competir. Mas nós, certamente, adoraríamos realizar um teste com ela", concluiu, citando também os nomes de Scott Speed, Conor Daly e Josef Newgarden.
Charlotte deverá ser a sede do grupo, mas está em andamento a negociação sobre uma segunda base, localizada na Europa, mais precisamente na Espanha, facilitando as exigências logísticas da categoria.
O que agora é especulação, pode ser oficializado dentro de uma semana, assim que o countdown do site perder sua funcionalidade.