sábado, 24 de setembro de 2011

Vettel faz a pole e fica ainda mais perto do bi em Cingapura

É difícil realmente dizer se a pole-position de Sebastian Vettel em Cingapura foi uma das mais fáceis que ele conquistou até aqui neste ano. Difícil porque não é a primeira vez que ele coloca larga vantagem sobre a concorrência, principalmente se o concorrente responde por outra escuderia. Vettel largará mais uma vez na frente, dessa vez na corrida que pode lhe dar o bicampeonato antecipado da categoria.

A facilidade com que o alemão conseguiu o feito é vista facilmente nos números. A marca de 1m44s381 foi quase 0,5s melhor do que a do segundo colocado, seu parceiro de equipe Mark Webber. E pelo que parece, o australiano terá que fazer muito esforço para conseguir sua primeira vitória no ano na corrida noturna de Cingapura.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Vettel conquista sua 11ª pole na temporada"][/caption]

Na segunda fila, a disputa entre o vice-campeonato torna-se cada vez mais interessante, até porque a disputa do título já está mais do que virtualmente decidida. Jenson Button provou que está realmente em ótima fase ao conseguir uma marca melhor do que a de seu companheiro Lewis Hamilton. Button e Hamilton formam a segunda fila do grid.

Em seguida, a Ferrari aparece na terceira fila com o espanhol Fernando Alonso à frente de seu sempre apático companheiro Felipe Massa. Além dos quatro primeiros colocados, Alonso também marcou seu tempo na casa de 1m44s. Felipe levou 1 segundo de desvantagem do espanhol e sai, portanto, na 6ª colocação.

A Mercedes aparece logo depois com Nico Rosberg e Michael Schumacher, respectivamente. Schumacher preferiu não ir à pista na última parte do treino, a exemplo dos carros da Force India, que avançaram para o Q3, mas preferiram ficar nos boxes sem marcar tempo.

Entre os que foram eliminados logo no Q1, a única novidade foi a performance ruim de Vitaly Petrov. O russo é prova clara de que em Cingapura a Renault vem sofrendo bastante dificuldades em se manter em posições mais confortáveis. Bruno Senna correu dentro dos limites e terminou conquistando a 15ª colocação no grid.

Três posições acima encontra-se Rubens Barrichello que cravou 1m48s082, um pouco melhor que seu companheiro Pastor Maldonado que sai uma posição atrás.

A Sauber que avançou ao Q2 conseguiu colocar Sergio Perez em uma promissora 11ª posição, já que o mexicano mostrou bons desempenhos chegando a andar na 7ª colocação. Já Kamui Kobayashi bateu na Singapore Sling depois de ter decolado e acertado o muro de proteção. O japonês sairá da 17ª posição.

A corrida começa amanhã às 9 da manhã.



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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Rádio OnBoard - Edição de Monza

No ar a edição número 123 da Rádio OnBoard!

Na companhia dos amigos Fábio Campos e Ron Groo, falamos sobre tudo o que teve de bom no excelente GP da Itália. Apesar dos vários lances empolgantes, também tiveram lá os destaques negativos que foram devidamente abordados neste programa.

Do ataque do Liuzzi desgovernado ao infindável duelo Schumacher contra Hamilton, discutimos os momentos a serem lembrados de um dos melhores GPs de Monza dos últimos anos.




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A Rádio OnBoard retorna em breve, em meio às crescentes expectativas para a definição do título a favor de Sebastian Vettel, com toda a sobra matemática que tem direito.

domingo, 11 de setembro de 2011

Muito próximo do bi, Vettel vence em Monza

Não houve dificuldades para que Sebastian Vettel fizesse o que se tornou rotineiro nessa temporada: vencer. A Red Bull chegou à Monza com a menor sensação de soberania desde que o campeonato de 2011 começou. Teoricamente, o time austríaco não tinha toda a vantagem apresentada até aqui para os carros da McLaren no circuito italiano. Porém, os ingleses não ameaçaram em momento algum a supremacia plena de Vettel durante toda a corrida.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Monza trouxe para ainda mais perto de Vettel o bicampeonato da F-1"][/caption]

O único que tentou atrapalhar os planos do virtual campeão de 2011, que já na próxima etapa em Cingapura pode se sagrar oficialmente o mais novo bicampeão da Fórmula 1, foi Fernando Alonso, que sempre vem tirando tudo de um carro que não rende nada. A largada do espanhol o fez pular para a primeira colocação, ultrapassando Button, Hamilton e Vettel. Mas as limitações do carro aliada a soberania taurina fizeram com que o jovem alemão recuperasse o primeiro posto e não saísse mais dali até receber a bandeira quadriculada.

A corrida foi marcada por uma disputa que durou muitas voltas entre Lewis Hamilton e Michael Schumacher, que mais uma vez voltou a fazer uma boa prova. O ajuste da Mercedes do alemão dificultou e muito a ultrapassagem de Hamilton, que era mais veloz nas curvas, no entanto era mais lento nas retas mesmo com o uso da asa móvel. A disputa proporcionou a aproximação de Button. O campeão de 2009 curte um ótimo momento na sua carreira e ao contrário de seu companheiro não encontrou dificuldades para superar Schumacher e saltar para a 3ª colocação em busca da Ferrari de Alonso. No final, Button terminou com uma bela 2ª posição, enquanto que Alonso foi o 3º, Hamilton o 4º e Schumacher o 5º colocado.

[caption id="" align="aligncenter" width="595" caption="Colisão que comprometeu a corrida de dois brasileiros: Barrichello e Bruno Senna"][/caption]

Na 6ª posição, apareceu Felipe Massa, apagado e sem brio algum a exemplo de toda a temporada que vem fazendo neste ano. Bruno Senna e Rubens Barrichello sofreram com um acidente logo na primeira curva após a largada envolvendo o piloto da Hispania Vitantonio Liuzzi. O piloto da casa perdeu o controle do carro ao passar pela grana e veio deslizando até acertar em cheio Vitaly Petrov e Nico Rosberg. Com o acidente, Bruno teve que fazer um contorno que o fez perder várias posições, enquanto que Barrichello ficou preso entre os dois carros acidentados e só pode continuar quando os bólidos foram removidos. Por fim, o brasileiro da Renault conseguiu seus primeiros pontos ao cruzar na 9ª posição. Já o brasileiro da Williams terminou apenas na 12ª posição.

Destaques positivos também para Jaime Alguersuari, que terminou na 7ª posição depois de ter largado do 19º posto. Paul di Resta também fez um ótimo trabalho colocando a Force India na zona de pontuação com um 8º lugar.

Daqui a duas semanas, a Fórmula 1 voltará a acelerar no circuito de Cingapura, onde Vettel terá a chance de se tornar bicampeão da F-1.



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sábado, 10 de setembro de 2011

Em Monza, Vettel desbanca adversários com facilidade

O circuito de Monza, onde será realizado o GP da Itália neste final de semana é um daqueles onde a Red Bull precisa trabalhar mais para poder superar os adversários, especialmente a McLaren que era uma das favoritas a tirar a pole position doa austríacos neste sábado. Porém, Sebastian Vettel, líder do campeonato e o piloto que mais conseguiu largar na frente este ano, fez bem melhor do que podia se imaginar.

Vettel colocou mais de meio segundo em Lewis Hamilton, que foi o piloto que mais mostrou agressividade em tomar a pole do jovem alemão. Apesar da superioridade incontestável de Vettel, a Red Bull viu seu outro piloto não realizar um bom trabalho assim. Mark Webber largará na 5ª colocação, atrás dos dois pilotos da McLaren e de Fernando Alonso, já que Jenson Button encabeça a segunda fila e larga ao lado do espanhol.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Mais uma vez, Vettel largará na frente"][/caption]

Completando os que foram para o Q3, os destaques ficaram mais para a estratégia que os pilotos utilizaram para ter a oportunidade de largar com pneus mais conservados amanhã, do que para as posições em si. Schumacher e Rosberg largam e 8º e 9º respectivamente, enquanto que os carros da Renault largarão na 7ª e 10ª colocações com Vitaly Petrov e Bruno Senna.

Logo no Q1, o ‘azarado’ que não avançou para a próxima sessão dos treinos assim como as equipes nanicas foi Jaime Alguersuari. Bem diferente do que aconteceu na Bélgica, quando o espanhol conseguiu uma ótima posição de largada, Alguersuari largará na 18ª colocação, duas posições atrás de seu companheiro Sebastien Buemi.

No Q2, além de Buemi, Sauber, Williams e Force India não conseguiram avançar nenhum de seus carros para a parte decisiva da classificação. Rubens Barrichello largará na 13ª posição, um lugar a frente de seu companheiro Pastor Maldonado, que ao contrário de seu parceiro não reclamou tanto assim do carro. Sergio Perez e Kamui Kobayashi mostraram que a Sauber realmente perdeu rendimento na segunda parte do campeonato, especialmente em treinos classificatórios. O mexicano sai na 15ª posição, enquanto que o japonês é o 17º e deve utilizar alguma estratégia diferente para poder chegar a zona de pontuação.

Amanhã, a partir das 9 horas da manhã, deveremos ver na mais normal das situações, um duelo entre Vettel e as McLarens. Se ainda há alguma chance dos ingleses tirarem o título desta temporada de Vettel, veremos na corrida de amanhã.



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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Memória Blog F-1: a pole voadora de Barrichello

O recorde de participações em grandes prêmios de Fórmula-1 é, provavelmente, o mais conhecido de Rubens Barrichello. Mas o brasileiro também é dono da marca de maior média de velocidade em pole position da história da categoria máxima. Em 2004, no auge dos motores V10 sem limitação de potência e com todo o aparato aerodinâmico também usado de maneira ainda irrestrita, a Ferrari sovou a concorrência com um carrão que venceu 15 das 18 corridas do ano. E Barrichello cravou a pole para o GP da Itália percorrendo os 5793 metros de Monza em 1min20s089, numa média de 260,395 km/h. E esse recorde, tal como o de participações em corridas (no próximo domingo em Monza, Barrichello completará sua largada de número 316) deve permanecer nas mãos do brasileiro por muito tempo, dadas as limitações de potência e refinamento aerodinâmico impostos pelo atual regulamento.

Para se ter uma ideia da diferença de rendimento da F-2004 para a F-10 numa pista como Monza, onde a velocidade final em reta é um atributo fundamental para um bom rendimento, no ano passado, Fernando Alonso cravou a pole no autódromo italiano com o tempo de 1min21s962, a uma média de 254,445 km/h. A F-10 foi 1,873 segundos mais lenta do que a F-2004 no mesmo circuito, e isso em Fórmula-1 é uma eternidade que dá a dimensão de como a velocidade final dos carros já não é a mesma.

No vídeo, a pole position com maior média de velocidade da história, e a eterna saudade desse fã dos barulhentos motores V10 rasgando as enormes retas de Monza com seu grito agudo e ensurdecedor:



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Barrichello, Senna e Williams

Recentemente li sobre a possibilidade de ver Bruno Senna na Williams em 2012 no lugar do também brasileiro, mas já veterano na Fórmula 1, Rubens Barrichello. Ao que tudo indica, a Williams não anda tão satisfeita assim com o chamado “custo-benefício” que Barrichello vem dando ao time, especialmente nessa temporada. Os custos dessa vez parecem ter saído bem mais alto do que se imaginava.

Os custos que digo não se referem apenas ao dinheiro, aos 5 milhões de euros que a equipe de Frank Williams desembolsa por ano para manter o brasileiro como piloto de sua equipe, mas dizem respeito também a maneira com que Rubens trata a equipe diante da imprensa e os resultados não muito melhores do que o de Pastor Maldonado, que possui um imenso apoio financeiro do governo venezuelano.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Rubens Barrichello tem sua vaga ameaçada na Williams"][/caption]

Assim, com Barrichello ainda indefinido como piloto da Williams em 2012, nomes começam a surgir cada vez com mais força e o contrato da Renault com Bruno Senna até o final do ano pode dar ao sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna a experiência para conseguir uma vaga em outra equipe, leia-se Williams. Claro que poderão haver outras possibilidades para Bruno, mas dificilmente serão melhores do que trabalhar na Williams. A Renault, apesar de ser sua atual casa, ainda aposta no retorno de Robert Kubica. Se o polonês realmente voltar, a equipe voltará a coloca-lo como piloto de testes, o que é absolutamente natural.

A Williams necessita de dinheiro, pois já mostrou-se um fracasso para conseguir apoios financeiros de empresas e corporações por si só. Um piloto jovem, habilidoso e pagante seria a melhor das soluções. Bruno Senna, apesar de não ser tão jovem e ainda não ter mostrado o que realmente pode fazer na F-1, deverá trazer uma boa quantia em dinheiro vindas de empresas desconhecidas ainda. A grana passa longe do que Pastor Maldonado deposita na conta da Williams graças a PDVSA. Estima-se que Bruno poderá oferecer quase 6 milhões de euros por ano.

Com a reformulação técnica que a Williams fará para 2012, creio que não será um lugar tão ruim para Bruno Senna começar de vez sua carreira como piloto titular na Fórmula 1. Alguém otimista diria que a Williams começará 2012 almejando de fato e com as ferramentas necessárias a volta ao topo da F-1. Senão for assim, ao menos servirá para Bruno permanecer e crescer ainda mais no cerco da categoria.

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domingo, 4 de setembro de 2011

Memória Blog F-1: Itália 1998


1998 F1 Italian GP Highlights (ITV) por Ryanlcfc2

Monza é um dos maiores clássicos de toda a Fórmula-1. E o palco da próxima corrida, o GP da Itália costuma explodir num rejúbilo ensurdecedor em casos de vitória da Ferrari. Os tifosi, fanáticos pelo time italiano, criam uma atmosfera ainda mais particular para uma corrida que, apenas pelas características da pista e pelas histórias que ela conta, já é especial.

Um dos exemplos mais notáveis de como Monza pode explodir num coro de alegria se deu em 1998. Michael Schumacher disputava o título com Mika Hakkinen, e depois de um início de temporada muito ruim, a Ferrari conseguira reagir. Na classificação, o alemão faturou a pole. Jacques Villeneuve surpreendeu na segunda posição, deixando Hakkinen em terceiro e David Coulthard em quarto.

A alegria dos ferraristas no sábado, entretanto, se desfez assim que foi dada a largada. Schumacher largou muito mal e despencou para quinto. Hakkinen foi para a ponta, com Coulthard em segundo. Ainda na primeira volta, Schumacher superou Villeneuve e no terceiro giro, o alemão deixou para trás o companheiro de Ferrari Eddie Irvine, que não se opôs à manobra. Sem conseguir ultrapassar Hakkinen, o alemão permaneceu em terceiro.

Na oitava volta, as posições das McLarens se inverteram e Coulthard passou a liderar e abrir distância. A dinâmica se manteve até a volta 17, quando o motor Mercedes de Coulthard não resistiu ao alto regime de trabalho exigido pelas longas retas de Monza e explodiu. Ato contínuo, Hakkinen e Schumacher mergulharam colados na nuvem de fumaça que se formou na Curva Grande. Na tentativa de se defender do alemão na freada da Variante della Roggia, o finlandês da McLaren sacrificou o contorno da chicane. Em uma tacada só, Schumacher pulava de terceiro para primeiro, para delírio dos tifosi presentes no Autódromo Nazionale Monza.

Para completar a festa vermelha, Hakkinen perdeu o controle da McLaren e rodou de forma estranha na freada do Rettifillio. Depois da rodada, o rendimento do carro do finlandês caiu dramaticamente. A vantagem de Hakkinen para Irvine desapareceu rapidamente, e logo o irlandês da Ferrari era o segundo colocado. A perspectiva de uma dobradinha em casa, depois de 10 anos de seca, fez o público presente em Monza comemorar pela segunda vez no dia.

A festa definitiva se deu quando a dobradinha se concretizou, ao fim das 53 voltas. Schumacher venceu, seguido por Irvine e por Ralf Schumacher. Hakkinen chegou apenas em quarto e o resultado do GP da Itália fazia com que os principais postulantes ao títulos saíssem de Monza empatados na liderança do mundial com 80 pontos. Além de embaralhar a disputa pelo título, o resultado do GP da Itália de 1998 proporcionou uma cena inédita: pela primeira vez dois irmãos dividiram o mesmo pódio na Fórmula-1.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Fórmula-1 sem a Oito

Das novidades do calendário de 2012 da Fórmula-1, a maior delas talvez não seja a volta dos Estados Unidos à categoria e sim a ausência da Turquia. Disputado desde 2005 no Istambul Park, o GP da Turquia, depois de sete edições, deixará como lembranças o incrível domínio de Felipe Massa entre 2006 e 2008 e o desenho da Curva Oito, talvez a única criação realmente memorável de Hermann Tilke.

Tido - não por mim, que prefiro Sepang - como o melhor circuito projetado pelo arquiteto alemão, o Istambul Park é um dos poucos da temporada em que se corre no sentido antihorário. Além disso, e que seja digno de nota, o traçado tem a Oito, uma sequência de quatro tomadas à esquerda feitas a uma média de 270 km/h. É Sebastian Vettel quem explica: “a Curva Oito é sensacional, todos os anos tentamos fazê-la de pé embaixo. É veloz e extremamente ondulada, então você mal consegue ver para onde está indo. Você vira e torce pelo melhor”.

Numa análise técnica divulgada pela Mercedes, alguns dados incríveis sobre a Oito são revelados: a curva tem 640 metros de extensão, o que equivale a cerca de 12% da extensão dos 5338 metros do traçado de Istambul Park e os carros levam, em média, 8,5s para percorrê-la. Os pilotos levam mais tempo - 8,7s - para contornar a curva 1 de Xangai, mas nela perde-se muito tempo com a desaceleração e a velocidade é bem menor. Já na Oito, a desaceleração é sutil: a velocidade mínima nas duas primeiras tomadas - que são um pouco sacrificadas para otimizar o contorno da curva como um todo - costuma ser de 260 km/h.



Contornar a Oito exerce uma pressão brutal sobre os pilotos, expostos a enorme pressão média de 3,5G durante a curva, com a força de 4,5G sendo sustentada por dois segundos e pico de 5G.
O retorno à América

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Reprodução topográfica da pista de Austin, nos Estados Unidos"][/caption]

A Fórmula-1 deixará de contornar a Oito para se dirigir a outra criação de Hermann Tilke: a pista de Austin, na cidade americana do Texas, também, assinada pelo arquiteto alemão, será a sede do GP dos Estados Unidos, marcado para retornar à Fórmula em 18 de novembro de 2012. Ao contrário do se poderia imaginar, a etapa americana não será disputada em dobradinha com o GP do Canadá, como acontecia até 2007. O gp americano será a penúltima etapa do mundial do ano que vem, seguido pelo GP do Brasil, que encerrará o campeonato uma semana depois em Interlagos.

A abertura da temporada de 2012 seguirá a tradição: Melbourne abrirá o mundial do ano que vem e o Bahrein, que costumava ser a segunda prova, foi movido um pouco para frente. A prova barenita - adiada em 2011 em função dos protestos da população contra o regime político do país - será a quarta e encerrará o pequeno tour oriental da Fórmula-1 no início do ano.