quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Top Five das vitórias do Rubinho

Quem não conhece o Motorpasion Brasil, está na hora de conhecer. Aproveitando uma pequena matéria especial que fiz sobre Rubens Barrichello, vou deixar a indicação aqui também.
A ideia é levantar suas melhores vitórias, das dez que faturou em todos esses anos. Como tudo relacionado a ele é polêmico, vai haver uma penca de gente para concordar e discordar. Na verdade, essa é a graça.
A lista do top 5 do Rubens está aqui. Vale comentar aqui ou comentar lá. Ou aqui e lá. À sua vontade...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Renault dá sinal de vida

Briatore e Symonds enviaram carta aos dirigentes da categoria alegando inocência no episódio de Cingapura. Isso deve ser o máximo que se pode obter deles antes da reunião em Paris, já que se comprometeram a falar sobre o assunto apenas após o dia D, marcado para 21 de setembro.
A Renault anda bastante assustada com o caso, e não era pra menos. Se as provas reunidas não fossem contundentes, não haveria motivo para a FIA convocar o Conselho Mundial. A defesa terá de ser muito eficiente para explicar o que quer que tenha sido coletado durante as silenciosas investigações.
Paralelo a isso, a equipe não pode deixar a peteca cair dentro da pista. O time francês tratou de providenciar o ressurgimento do seu KERS, que havia sido utilizado pela última vez em Barcelona.
Pat Symonds comentou que o dispositivo pode conferir uma vantagem de mais de 15 metros na largada, onde os carros equipados tendem a fazer bom proveito do longo trecho de reta até a primeira curva.
Como Monza é pé embaixo, o sistema favorece a performance significativamente. Segundo ele, a vantagem estimada é de 0.25s por volta. No qualifying, os pilotos devem acionar o booster antes de abrir volta lançada e novamente durante a flying lap.
Se o time francês deposita esperanças no KERS, os tifosi também têm motivos para se animar, já que a Ferrari, com seu inseparável dispositivo, vem de vitória numa fase crescente no campeonato.
Na certa, Kimi entrará focado em obter sua primeira vitória em solo italiano. E esse é justamente o fim de semana em que os conterrâneos do Alonso gritaram que ocorreria o tal anúncio oficial da retirada do finlandês para o ingresso do espanhol na Ferrari em 2010. Que eu só acredito vendo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Force India escolhe Vitantonio Liuzzi

Lógico. Ocorreu o esperado, ninguém imaginava outro nome.
Promoção merecida ao piloto que aceitou ser test driver da Force India pensando unicamente em voltar a correr um dia. De quebra, recebe a grande chance no GP da Itália. Dá-lhe italiano em Monza!
Tonio teve a hombridade de lamentar o acidente do Massa, ressaltando que teve "efeito direto" em sua promoção. Mas é inegável que sua motivação estará lá em cima, num momento em que a equipe tenta tirar onda de time grande.
Seus dois anos pela Toro Rosso revelaram pouco do potencial que possui. Fica a dúvida se a Force India novamente terá carro para outras etapas deste Mundial imprevisível. E também existe a necessidade de rápida adaptação ao bólido e às corridas, já que apenas cinco provas bastam para concluir a temporada.
O desempenho de Liuzzi será importante para os sennistas (brunistas?), uma vez que as especulações sobre o ingresso de Bruno Senna em 2010 sempre apontaram para a FI como um dos alvos. Se Tonio conseguir se firmar, fecha uma vaga.
A Itália está bem no grid. Só perde para a Alemanha em número de pilotos, e já passou o Brasil, que perdeu dois por esta temporada. Há um italiano em equipe grande, um em equipe média, e um em time pequeno. Ao menos na teoria. Na prática, ninguém mais sabe quem é grande e quem é pequeno. Muito menos em Monza, onde a aerodinâmica vira às avessas e todos carros sofrem uma senhora transformação.

domingo, 6 de setembro de 2009

Causo de transmissão

Quem já teve a oportunidade de assistir a um GP inteiro com a narração britânica logo nota que é uma das melhores do mundo, se não a melhor. Tem um corpo rico de profissionais cuidando das informações, e tenta se aproximar da inalcançável imparcialidade sugerida pela cartilha jornalística.
Aqui no Brasil, o canal responsável não dá o mesmo valor à categoria. O destaque é o piloto local. Na verdade, a culpa não chega a ser da emissora, ela apenas atende o que o grande público quer, e este público normalmente tem conhecimento suficiente para reconhecer que os carros vermelhinhos são chamados de Ferrari.
A transmissão tem início dez minutos antes da largada. Na Europa, há países que começam os trabalhos com meia hora de antecedência, há quem chegue a uma hora. Aqui, o mesmo só acontece quando o GP é do Brasil.
Estes nossos míseros minutos são o bastante para o locutor dizer boa tarde aos comentaristas e pedir o áudio da entrevista de Becker/Gil com os brasileiros. Uma coisa muito mais interessante faz o canal inglês: põe um de seus repórteres, Martin Brundle, perambulando pelo grid de largada em busca de curtas entrevistas com pilotos e personalidades. Mas isso todo mundo sabe.
O problema é que o ex-piloto não chega a ser propriamente um exemplo de delicadeza no exercício de sua atividade. Basta reparar no vídeo acima, da etapa de Valência. Na cara dura, o cidadão fura a fila ao vivo em rede nacional, para a surpresa da repórter da vez, admirada com seu ato de nobreza e cavalheirismo.
Apesar de algumas cenas estranhas, o famoso "gridwalk" de Martin se tornou sua grande marca e definitivamente consiste num trabalho difícil, talvez até mesmo cansativo. Se não soubesse usar o peso do nome de sua emissora, acabaria sendo visto como o "mala" do circo. Mas o ex-piloto sabe fazer. Às vezes se excede, mas sabe fazer.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Renault rumo ao Conselho Mundial

Depois do GP da Itália, será a vez de Cingapura. Mas entre as duas corridas, tem assunto para ser resolvido no martelinho. No dia 21 de setembro, a Renault terá de provar sua inocência diante do Conselho Mundial.
Como de costume, o famoso artigo 151c ataca novamente. É o item que trata de condutas fraudulentas na categoria, e pode acarretar as multinhas mais sem vergonha até a expulsão da equipe da Fórmula 1.
Só o escândalo já é um fator colaborador para a despedida espontânea da Renault, independente da punição. No entanto não é do interesse de ninguém que esta hipótese prevaleça. Assim como no episódio ainda mais gritante da McLaren em 2007, Bernie Ecclestone tenta mexer seus pausinhos para evitar o pior.
Para o caso do time ser culpado, fica o palpite de que tentarão concentrar o peso da pena sobre as costas de Flavio Briatore, afinal é provável que pouquíssimos membros da equipe estariam cientes da suposta manobra, e que a ideia brilhante teria partido do ilustre chefe italiano. Aliás, desde que essa história surgiu, ficou no ar uma suspeita de que alguém estaria tentando derrubá-lo.
A investigação tem em suas mãos dados de telemetria, conversas de rádio e entrevistas de engenheiros e mecânicos. A equipe não diz uma vírgula a respeito do caso, e nem haverá de dizer antes do julgamento.
Quanto a Nelsinho, muitos colocam em xeque sua continuidade na F-1. Caso realmente não obtenha mais emprego, creio que a principal razão ainda recairá sobre sua perfomance, estando o episódio de Cingapura em segundo plano.
Afinal, se você é um grande piloto, a má índole é ofuscada pelo porte apresentado dentro do cockpit. Vide Prost, Senna, Schumacher...
No caso do Nelsinho, se agiu de caso pensado, foi obrigado a fazê-lo e não viu a menor graça naquilo. Ou alguém acredita que bastava dizer "não" ao Briatore que ficaria tudo certo?
Piquet teria batido contra seu interesse para atender a vontade de Alonso, que logicamente foi peça chave da tramóia. Mas ninguém anda por aí dizendo que Fernando perderá o direito de guiar na Fórmula 1.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Fisichella na Ferrari até o fim do ano

Perdida a chance de ver Robert Kubica acelerando a Ferrari. Talvez seja um meio de defender a vaga do Felipe. Melhor colocar um piloto que se tornará test-driver da equipe em 2010 do que dar chance a uma grande promessa da categoria para mostrar que é digno de cockpit vermelho.
Após Ivan Capelli, Fisichella é o próximo italiano a pilotar uma Ferrari no templo de Monza. Os tifosi vão cobrar, e o fator psicológico não é exatamente o seu ponto mais forte.
Apesar de experiente, Giancarlo tem aquela chata necessidade de ouvir o engenheiro pressionando constantemente no rádio ao longo da corrida para que não perca o peso do pé direito. Com Badoer ou Fisico, Rob Smedley tem trabalho de qualquer maneira.
O fato é que a Ferrari não podia colocar um italiano para fazer papelão no quintal de casa. E Luca é um excelente test driver...
A propósito, já que Fisichella foi confirmado como piloto de testes para o próximo ano, quem deixará o time? Badoer, pelo tempo natural de serviço; ou Gene, por falar mais que a boca? Manter três reservas numa época como esta é totalmente injustificável.
Apesar de terem sido companheiros de equipe, Massa e Fisichella não são o que se pode chamar de melhores amigos. Já tiveram seus pequenos desentendimentos na pista, o último deles ainda neste ano, em Mônaco.
Felipe reduzia para se livrar do tráfego e abrir a última volta rápida do treino livre, quando Giancarlo apareceu como um louco, passando Toyota, Ferrari e o que tinha na frente. Na hora, trocaram uns levantamentos de braço mas depois ficou tudo certo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ferrari mandaria Rubinho bater?

Aproveitando a deixa, vou revelar qual foi a primeira vez que me peguei imaginando ver um piloto batendo para favorecer seu companheiro de equipe.
GP do Japão de 2003. Corrida que decidia o título da temporada. A situação parecia fácil para o Schumacher: bastava pontuar, e só. Já o rival Kimi Raikkonen precisava vencer e ainda torcer para o alemão não alcançar a zona de pontuação. O finlandês largava em 8º contra o então pentacampeão vindo de 14º, em função da chuva no final daquele qualifying de volta única lançada.
Lutando fortemente por posições na corrida, Michael teve de se dirigir aos boxes após se chocar com o atrapalhado reestreante Takuma Sato, numa tentativa de ultrapassagem. Kimi ia subindo no grid, e por fim acabaria trocando de posição com David Coulthard para se aproximar do título. À frente das McLarens, apenas a Ferrari de Rubens Barrichello. A corrida terminou com Raikkonen em 2º e Schumacher fazendo o resultado feijão com arroz em 8º.
Durante um dado instante daquela corrida, pensei numa pequena inversão de situação em dois atos:
1) E se o Schumacher na verdade estivesse em 9º?
2) Se, por alguma razão, o Barrichello estivesse atrás das McLarens, ao invés de estar à frente?
Nesta combinação, o título seria do Raikkonen. Michael precisaria ganhar uma posição para chegar nos pontos. Como a Ferrari resolveria isso, tendo Rubens na zona de pontuação?
Na hora, me pareceu óbvio. Posso estar enganado, mas creio que eles fariam.
No entanto, prefiro fugir do título do post. A questão aqui não é julgar a postura da Ferrari dentro desta colocação hipotética. A questão é: se um time qualquer manda o segundo piloto bater na corrida decisiva em nome do campeonato mundial, seria compreensível?
A acusação que recai sobre a Renault sugere uma postura maldosa, ligeiramente motivada por interesses comerciais. Afinal, com tantas corridas no campeonato, por que um manobra assim seria efetuada justo na tão badalada primeira corrida noturna da F-1? Hoje sabemos que o GP de Cingapura, apesar de ter sido realizado apenas uma vez, já entrou para a lista das mais valiosas marcas do esporte.
Voltemos ao contexto geral: Você já pensou num título sendo decidido por uma batida proposital de um escudeiro fiel ao seu time? Isso seria um crime menor? Maior? A FIA entenderia a função exercida pelo piloto no momento chave da disputa pelo campeonato, ou cassaria o título do beneficiado?
Por essas e outras, não encaro o chamado "Renaultgate" como o cúmulo do absurdo elevado ao quadrado. Claro que é bem grave, porém já vi coisas piores na F-1, e creio que polêmicas mais tempestuosas devem surgir futuramente.

Rádio OnBoard - Edição de Spa

No ar, a edição número 54 da Rádio OnBoard!
Em nossa mesa, Ron Groo esteve a postos ao meu lado para levar a cabo todas as discussões do GP da Bélgica, e para isso contamos também com a presença especial do grande blogueiro Felipão.
A segunda metade da gravação é marcada pela surpreendente polêmica da Renault, e foi em meio a esse ponto alto do programa que surgiu a frase marcante sobre a selva da F-1: É leão comendo leão e cuspindo a juba!
Veja o resumo da pauta listado abaixo:
*Kimi Raikkonen volta a vencer
*Fim de semana acelerado da Force India
*Luca Badoer: último no treino, último na corrida
*Romain Grosjean é culpado pelo acidente da 1ª volta?
*Os bons e maus momentos de Rubinho
*O bom desempenho da BMW
*Corridas bem distintas para as duas RBR
*Incidente de Fernando Alonso
*Hipóteses, motivações e desconfianças sobre episódio de Cingapura
Para entrar em contato conosco, basta escrever para radioonboard@gmail.com. Voltaremos na semana que vem, antes da etapa de Monza.