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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Rubens Barrichello fará seu 300° GP em Spa. Ou não!



FELIPE MACIEL



Quem diria que um dia alguém completaria 300 GPs na Fórmula 1? Pois é, o recorde de longevidade é do Rubinho e ninguém tasca.

A única ressalva que precisamos fazer é citar a discordância entre a contagem do piloto e os registros oficiais da FIA.



Isso se deve por conta das 3 corridas identificados abaixo. A primeira foi o memorável Spa-98, que exigiu uma segunda; Rubens participou somente da catastrófica primeira.

As outras provas ocorreram em 2002. Em Barcelona, problemas elétricos impediram Barrichello de sair para a volta de apresentação. Na França ocorreu uma versão piorada, com cara de cena pastelão.

Barrichello considera essas não-largadas como GPs disputados, a FIA não. Mas enfim, se é dele o recorde, ele comemora quando quiser.

GP da Bélgica de 1998



GP da Espanha de 2002



GP da França de 2002


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ecos numéricos do Canadá



FELIPE MACIEL


Enquanto eu colocava nossa novíssima página de estatísticas no ar, fui pego de surpresa pela ultrapassagem de Michael Schumacher sobre Riccardo Patrese. Foi justamente neste GP do Canadá que o alemão completou 257 Grandes Prêmios, superando o italiano. Agora Rubinho soma 293 corridas e posiciona-se em primeiro na lista, com Schumacher em segundo.

A minha visão sobre o recorde de GPs disputados é quase a de um anti-recorde. Quanto maior for o número de vitórias, poles, pódios... e menor for o número de corridas, melhor para o piloto. Mais um motivo para o Schumacher não ter voltado.



A etapa de Montreal também representou o ponta-pé inicial de Sebastien Buemi no rol dos pilotos que um dia lideraram pelo menos uma voltinha de Grande Prêmio. Além disso, Robert Kubica cravou a volta mais rápida da prova pela primeira vez na carreira.

A propósito, podem dizer o que quiserem do polonês, mas aquele lance do corte súbido ao Sutil para tomar a entrada de boxes foi sensacional! É o tipo do drible arriscado que tem sua graça...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Memória Blog F-1: O dia em que Schumacher chorou



FELIPE MACIEL


A entrevista coletiva após o Grande Prêmio da Itália de 2000 foi um memorável momento "manteiga derretida" da Fórmula 1. Michael Schumacher igualava, naquele 10 de setembro, o número de vitórias de Ayrton Senna. O alemão não conteve o choro pela emoção de alcançar seu piloto de referência. Não bastasse isso, o rival Mika Hakkinen também entrou na onda.



Ok, mas por que relembrar esse fato hoje? Não que precisemos de um motivo concreto, mas se fosse para apontar um, ficaria de bom tamanho citar um fato histórico que está acontecendo com Rubens Barrichello: ele se tornou o primeiro brasileiro a atingir o mesmo número de pontos do Senna na F-1, e talvez neste GP do Canadá consiga passar à frente do grande ídolo nacional.

Não que isso seja tão marcante quanto as vitórias. A estatísticas de pontos não devem levar ninguém ao choro como no caso das vitórias... muito menos agora com essa pontuação maluca.

Com o distorcido formato dos 25, implementado pela FIA em 2010, não serão poucos os pilotos que terão o privilégio de ostentar mais pontos que o Ayrton. Na verdade, a aceleração desse processo já teve início, basta dizer que neste ano Fernando Alonso superou, e muito, o tricampeão em número de pontos graças ao surgimento do novo sistema.

De qualquer forma, registre-se aí: neste instante, Senna e Barrichello encontram-se empatados na tabela histórica de pontos com 614 para cada um. Os mais próximos candidatos da atualidade são Jenson Button e Felipe Massa, com 415 e 387 respectivamente, estando Lewis Hamilton, 340, logo atrás. Todos com chances matemáticas de pularem na frente do Senna ainda em 2010.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ferrari chega ao 800° GP sem perspectiva de vitória



FELIPE MACIEL


O GP da Turquia será um marco bonito para a equipe Ferrari na Fórmula 1. A rica história que se iniciou no GP de Mônaco de 1950, a segunda corrida da categoria, está alcançando neste fim de semana a respeitabilíssima estatística de 800 GPs disputados.

O número é empolgante mas não significa necessariamente que o clima é de festa. Primeiro porque a Ferrari não vive grande momento frente às rivais no campeonato. Mais do que isso, a tradição mostra que os GPs múltiplos de 100 não trazem resultados ótimos ao time.

A Ferrari nunca conseguiu marcar pole position numa corrida de final 00. Vitória ela teve uma só, lá nos idos dos anos 60, quando Surtees levou a melhor na Alemanha justamente na etapa de número 100 do time. A partir de então, de cem em cem GPs a escuderia passou pelo famoso "centenada". Será que Alonso e Massa quebram esse tabu na 800ª corrida da equipe? Duvido...



700 - GP da Bélgica de 2004
Schumacher largou em 2° e chegou em 2°
Barrichello largou em 6° e chegou em 3°

600 - GP da Bélgica de 1998
Schumacher largou em 4° e abandonou
Irvine largou em 5° e abandonou

500 - GP da Hungria de 1992
Alesi largou em 9° e abandonou
Capelli largou em 10° e chegou em 6°

400 - GP dos EUA de 1986
Alboreto largou em 11° e chegou em 4°
Johansson largou em 5° e abandonou

300 - GP da Holanda de 1979
Scheckter largou em 5° e chegou em 2°
Villeneuve chegou em 6° e abandonou

200 - GP do Brasil de 1973
Ickx largou em 3° e chegou em 5°
Merzario largou em 17° e chegou em 4°

100 - GP da Alemanha de 1963
Surtees largou em 2° e venceu a corrida!
Mairesse largou em 7° e abandonou

domingo, 25 de abril de 2010

Atualizando lista de dobradinhas na F-1



FELIPE MACIEL



A temporada 2010 não está deixando a desejar quando o assunto é 1-2. Em 4 corridas, tivemos 3 dobradinhas de equipes diferentes!

No Bahrein, Alonso e Massa deram à Ferrari a 80ª dobradinha da história da equipe. No GP da Malásia, foi a vez da Red Bull fechar o fim de semana com 100% dos pontos disponíveis pela 5ª vez na F-1. Já no GP da China, a McLaren de Jenson Button e Lewis Hamilton ocupou os melhores lugares do pódio pela 45ª vez em sua trajetória.

Das que ainda moram no grid (o que não é o caso da Lotus, em minha modesta opinião), menciona-se a Williams que não crava 1-2 desde a França-2003, na vitória de Ralf Schumacher com Montoya em 2°, além da equipe Renault, cuja lacuna dura desde 2006, quando Fisichella cruzou a linha à frente de Fernando Alonso no GP da Malásia. A Sauber vai deixar de ser BMW antes que possa sonhar com sua segunda dobradinha. Já a Mercedes está ensaiando acabar com o tabu que dura desde 1955, no triunfo de Fangio e Taruffi no GP da Itália.



Seguem as estatísticas:

1. Ferrari - 80
2. McLaren - 45
3. Williams - 33
4. Lotus - 8
5. Brabham - 8
6. Tyrrell - 8
7. Cooper - 6
8. Mercedes - 5
9. BRM - 5
10. Red Bull - 5
11. Alfa Romeo - 4
12. Brawn GP - 4
13. Kurtis Kraft - 2
14. Epperly - 2
15. Watson - 2
16. Matra - 2
17. Renault - 2
18. Benetton - 2
19. Maserati - 1
20. Ligier - 1
21. Jordan - 1
22. BMW Sauber - 1