sexta-feira, 9 de julho de 2010

HRT mantém Bruno até o final do ano. Será?



FELIPE MACIEL


Muito mal contada a história do Bruno Senna. Com direito a desfecho cínico através de um comunicado alegando que o piloto tem "todo o apoio da equipe". A promessa é de que o novato competirá em todas as demais etapas de 2010.

Sei não... Talvez ele pudesse ter perdido mesmo sua vaga, desde que o ganho financeiro do time com Yamamoto fosse capaz de cobrir com sobras as despesas do rompimento de contrato.

Algo estranho aconteceu nesse início de fim de semana que o time fez questão de não explicar. A questão financeira tem grande responsabilidade, evidentemente, mas deixa lacunas no esclarecimento de uma postura tão tardia e repulsiva de Colin Kolles.

E após uma conversinha entre diretor e empresário, eis que o representante do Senna solta a frase mais sem nexo do ano.


O Bruno não é obrigado a abrir mão de seu lugar nem em treino livre, mas fez isso com a garantia de que corre até o final do ano.

Chris Goodwin



Quer dizer que ele não precisa abrir mão de seu direito de treinar e correr, mas optou por declinar desse direito para que pudesse exercer o direito de continuar correndo? Alguém aí anda tentando desafiar nossa inteligência...

O fato é que a Hispania é uma equipe ainda menos confiável do que se imaginava. Bruno está sendo substituído agora e não há motivos para acreditar que não possa ser posto de lado novamente - já corri para consultar a data do GP do Japão: 10 de outubro.

Uma pena este incidente chato ocorrer justo em Silverstone, pista da qual Bruno gosta e onde já teve a oportunidade de comemorar vitória em seu período anterior à Fórmula 1. Mas excepcionalmente neste final de semana, terá de ficar chupando o dedo e aguardar a devolução do cockpit em Hockenheim.

Webber domina sexta-feira em Silverstone



FÁBIO ANDRADE



Desembarcando pela primeira vez na "nova" Silverstone, a Fórmula-1 encontrou em sua casa um circuito mais longo para um dos gp's mais tradicionais do ano. A prova britânica, a ser realizada no mesmo dia da final da Copa do Mundo de Futebol, teve sua prévia hoje, com os treinos livres realizados no velho aeroporto.

Na pista, que teve seu trecho final remodelado, pilotos e equipes passaram o dia se adaptando às novas curvas introduzidas no autódromo de Silverstone. A volta completa pelo traçado, que durava cerca de 1min20s no antigo layout de 5,141 metros subiu para cerca de 1min30 num giro com comprimento de 5,901 metros.



Os dois treinos dessa sexta não foram necessariamente tranquilos para os pilotos. O asfalto pouco aderente desse início de atividades do GP da Grã-Bretanha pregou peças e fez com que vários pilotos escapassem. A lista do que saíram das pista foi democrática: de Sebastian Vettel a Adrian Sutil, de Lewis Hamilton a Vitantônio Liuzzi, passando por Felipe Massa, todos passearam pelas áreas de escape. Pilotos também reclamaram da junção entre a o traçado antigo e o novo, alegando que a emenda entre o novo e o velho asfalto possui um salto que prejudica o equilíbrio dos bólidos.

Acima de tudo isso pairou, mais uma vez, a Red Bull. Mark Webber marcou o tempo mais rápido do dia na segunda sessão de treinos com 1min31s234. Em segundo ficou o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, quatro longos décimos acima do tempo do australiano. Sebastian Vettel ficou com terceiro tempo e Felipe Massa com o quarto.

Na dia que não contou com a presença de Bruno Senna, afastado da Hispania num episódio ainda mal contado, o japonês Sakon Yamamoto terminou os dois treinos atrás de Karun Chadhok. Apesar de um comunicado emitido pela equipe garantindo a presença do piloto pelo restante de temporada, há algo de estranho no afastamento do sobrinho de Ayrton Senna no fim de semana britânico.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

HRT chuta Bruno Senna e aloca Sakon Yamamoto



FELIPE MACIEL


A atitude da equipe Hispania foi um golpe para Bruno Senna. Ainda não se sabe ao certo como se deu esta súbita decisão e teremos de esperar até a manhã desta sexta torcendo por alguma explicação definitiva.

Bruno viajou para a Inglaterra como num fim de semana comum, fez todos os procedimentos normais de um piloto antes de chegar ao 1º treino livre, como por exemplo pedalar por algumas voltas para avaliar o traçado. De repente, surge a bomba de que Colin Kolles mexeu as peças: Senna perdeu o cockpit para Sakon Yamamoto.



Por uma corrida? Pelo resto do campeonato? Caiu para test driver ou o contrato será rasgado? Nada. Para falar à imprensa, a Hispania é tão lerda quanto a sua carroça. Eles fornecem a meia-notícia e nós ficamos esperando a outra metade até o dia de amanhã.

Eu era do time que dizia que o Bruno deveria romper com a Campos desde que ela deixou de ser Campos. Mas como ele preferiu arriscar correr por um time que não tem nada para dar, agora é a vez da equipe ameaçar um rompimento ou algo semelhante.

Seja lá o que for anunciado amanhã, o melhor para Bruno é que aconteça aquilo que ele deveria ter buscado antes do início da temporada. Manter-se na Hispania não é o que importa. O importante é conseguir uma vaga reserva numa escuderia do meio do grid para frente.

Correr e não ser notado vale tanto quanto não correr. Pois então não corra. Espere o momento de entrar num lugar minimamente decente para trabalhar. Enquanto isso, assista à Hispania se desenvolver com sua super dupla Karun Chandhok e Sakon Yamamoto.

Depois do nome Piquet ser expelido da F-1 (ainda que por motivos peculiares), é a vez do sobrenome Senna ficar pendurado. Que fase, hein, Brasil...

Rádio OnBoard - Edição Pré-Inglaterra



FELIPE MACIEL



Está no ar a 86ª edição da Rádio OnBoard!

Fábio Campos, Ron Groo e eu falamos da Arena de Silverstone que receberá a F-1 a partir desta temporada, além de notícias referentes às regras propostas para 2011 e mais à frente.



Clique para ouvirClique para baixar

No sábado, a partir das 20h, entra no ar mais um Pre Race ao vivo, no link de sempre. Depois, a Rádio OnBoard volta em edição gravada, contando tudo sobre o GP da Inglaterra.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Kubica renovado por mais dois anos



FÁBIO ANDRADE



Com a renovação de contrato de Robert Kubica por mais dois anos na Renault, algumas coisas ficam um pouco assentadas em relação à silly season 2010/2011. Pouca, mas pouquíssima coisa deve mudar nas equipes principais, tornando a transição entre a atual temporada e a próxima num período de vacas magras para especulações e tentativas de adivinhações.

Será um belo contraste em relação ao que aconteceu de 2009 para 2010, quando os times principais experimentaram uma grande variação de pilotos. A renovação aponta ainda para uma continuidade da Renault (ou do que restou dela) no grid a médio prazo.



Aos 25 anos de idade, Kubica garante participação na F-1 por seis temporadas. O polonês estreou na categoria substituindo o canadense Jacques Villeneuve na equipe BMW Sauber durante a temporada 2006. Em sua terceira corrida, o GP da Itália, chegou em terceiro, e logo atraiu a atenção. No ano seguinte, seu forte acidente durante o GP do Canadá tornou-se um marco, não só pelas imagens impressionantes, mas também pelo fato de o polaco ter saído praticamente ileso. Em 2008 fez sua melhor temporada, conquistou sua única vitória até aqui na F-1 e terminou o ano em quarto, empatado em número de pontos com o finlandês Kimi Raikkonen.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Está chegando a hora de conhecer o novo Silverstone



FELIPE MACIEL


Véspera do fortalecido GP da Inglaterra, que restabeleceu a garantia de permanência no longo prazo, é hora de relembrar o primeiro vídeo on board sobre a nova Arena, que foi exibido há 2 meses.

Martin Brundle ao volante cruza o circuito de Silverstone registrando as primeiras impressões graças à câmera atrelada ao cockpit. A olho nu, o trecho anexado tem toda a cara de traçado moderno, dessas que cansamos de ver nascer nos últimos anos: terreno estupidamente plano, largura acima da média, curvas espaçosas de média e baixa velocidade, áreas de escape com dimensões apropriadas para estacionamento de empresa de viação.

A parte que foi removida, embora fosse muito mais curta, oferecia desafio ao piloto, havia sediado belas ultrapassagens, apresentava S de alta...

Resumindo o lenga-lenga, trocaram o certo pelo duvidoso. Esse tipo de aposta não faria mais sentido em circuitos mais desanimadores, como o quase intocável Hungaroring, por exemplo?



São acontecimentos que confundem nossa cabeça. Ora, será que esses velhinhos não estão engajados em deteriorar o espetáculo? Vejamos...

Ano sim, ano não, eles se metiam a alterar a Bus Stop de Spa. Encurta, espicha, vira para a esquerda, vira para a direita... Até que cansaram. Por mais que mexessem, a desgraçada continuava proporcionando ultrapassagens. Que coisa!

Em Monza, se meteram a elevar partes internas das zebras nas variantes para ver se os pilotos ultrapassam menos. Essa pelo visto acabou dando certo.

Agora é a vez de bagunçarem com a pobre Silverstone. Na expectativa do GP da Grã-Bretanha, ficamos nos perguntando se as mudanças trarão mais ultrapassagens. Bem, se serão mais, eu não sei. Mas sei que se mantiver a mesma média, já será lucro. Pelo simples risco assumido de piorar o que era bom.

Vamos logo fincar o pé na realidade: a renovação de Silverstone não foi pensada essencialmente para gerar ultrapassagens; foi pensada para gerar dinheiro. Por isso, enquanto os fãs encafifados se perguntam se a corrida vai melhorar; Sir Bernie Ecclestone, seguro de suas exigências, esbanja confiança na nova estrutura, no espaço excedente para patrocinadores, numa arena para realização de shows...

Quanto ao que é do interesse dos espectadores da F-1... Bem, se o novo trecho não ajudar na emoção, existe ainda todo o restante do circuito de Silverstone para fazer sua parte.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Distribuição igualitária na F-1



FELIPE MACIEL


A revista Auto Motor und Sport publicou uma informação absolutamente inesperada dentre as mudanças aguardadas pela F-1 para 2011. A troca da fornecedora exclusiva de pneus está motivando um fato inédito: todos os carros do grid apresentarão a mesma proporção de distribuição de peso - no caso, serão 46% na frente contra 54% na traseira.

A cada dia que passa a categoria se mostra mais afrescalhada. Desde quando os times combinam detalhes técnicos do carro por medo de alguém errar a mão?


Se a distribuição de peso continuar livre, então alguém acertará na direção, enquanto outros estarão totalmente errados. Isto é o que queremos impedir.

Ross Brawn



Ora, por que razão alguém paga os engenheiros? Não é para que eles se virem com os recursos disponíveis e as limitações existentes para obter o melhor resultado possível? Na minha terra isto se chama concorrência. A continuar nesse ritmo, não deve faltar muito para chegar o dia em que a Fota contratará um grupo de engenheiros para trabalhar num chassis unificado.

Odeio essa palavra, mas pouco a pouco a Fórmula 1 vai tomando gosto por um nível de padronização que começa a incomodar. A propósito, a FIA ainda inventa regras ou só serve para assinar as ideias que surgem da Fota?

domingo, 4 de julho de 2010

Como é pilotar no Festival de Goodwood



FELIPE MACIEL



Bruno Senna fez um belíssimo favor aos fãs do automobilismo neste fim de semana. Simplesmente sensacional a gravação de seu passeio em Goodwood direto do cockpit, revelando a emoção de um piloto ao desfilar em meio àquele público, mesmo que por poucos minutos.



A McLaren era o MP4/8, usada por Ayrton em 1993. Antes que perguntem: câmera na mão esquerda, volante na mão direita.

Confira mais fotos do tradicional evento, com direito a Emerson de McLaren, sem falar no Newey guiando sua Red Bull.