quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ralf Schumacher vs Rubens Barrichello

O irmão do heptacampeão tornou-se persona non grata na Fórmula 1, mas pode voltar em 2010 pela Toro Rosso. O Ralf teve oportunidade de se engalfinhar com muita gente, mas com o Rubinho havia uma dedicação especial.

Agora, no entanto, o jogo seria quase inverso: o brasileiro correndo pela Williams e o caçulamacher pilotando para um time italiano. Se o acordo com a Toro se confirmar, será uma boa chance para darem prosseguimento aos seus pegas em pista.

Para quem não lembra, esses dois oscilavam grandes duelos com grandes escrencas. Por alguma razão, as batidas entre ambos estão escassas na internet, ao contrário dos seus duelos.

Revirando os arquivos, fica claro que quando o assunto era roda-a-roda, Rubinho geralmente levava a melhor. Quando o assunto era crash test, Ralf Schumacher era imbatível: provocava todos os pancões.



A abertura do Mundial 2002 foi inesquecível. O alemão levantou voo, usando a Ferrari de Rubens como rampa de lançamento. Infelizmente, foi a única patacoada que consegui encontrar. As demais devem ter sido capturadas pelo pente fino de sir Bernie Ecclestone.

Para começar o giro nas manobras mais empolgantes, vamos a 2001. No GP da Itália, não lembro por quantas voltas R. Schumacher cortou a chicane até Barrichello conseguir ultrapassá-lo. No GP do Japão do mesmo ano, o "cortador de variante" atacou novamente, mas não foi páreo para o ferrarista.



Em 2003 Ralf bem que tentou uma ultrapassagem por fora em pleno S do Senna. Logo no GP seguinte, em mais um fatídico fim de semana em Ímola (no sábado a senhora Schumacher veio a falecer), Rubens aplicou-lhe uma ultrapassagem fantástica. Uma mistura de X com S. Talvez um Z... E passou batido.





Para finalizar, a mais clássica de todas, que envolve até mesmo o irmão mais velho. Enquanto os Schumas Brothers não se decidiam, Barrichello jantou os dois na Espanha.



Rubens que se prepare, Ralf parece prestes a retornar pela Toro. Apesar de que a vaca braba construirá seu próprio carro, dissociando-se da Red Bull de Adrian Newey. Mesmo que a Williams ande mais à frente, alguma força maior poderá cruzar os caminhos de Rubens e Schumaquinho, seja para o bem, seja para o mau do espetáculo. Esses caras têm história, e não custa nada continuar a escrevê-la.

Mais mudanças no sistema de pontuação?

Quando se está no caminho errado, é duro escolher uma decisão menos pior. A Fórmula 1 está completamente confusa com seu sistema de pontuação. Sequer se chegou a inaugurar o novo formato, FIA e Fota já pensam em modificá-lo.

Primeiro, recapitulemos. Basicamente, a federação havia multiplicado por 2,5 as posições de pódio e inventado mais dois postos na zona de pontuação. Em termos percentuais, o antes e o depois entre os 10 ficaria assim:

100-80-60-50-40-30-20-10-0-0
100-80-60-40-32-24-20-12-8-4

Alteração praticamente desprezível. Mesmo nos Mundiais 2008 e 2009, quando campeão e vice foram separados por apenas 1 ponto, essa mesma diferença seria mantida. Em 2008, Hamilton bateria Massa por 240 a 239. Em 2007, daria Raikkonen, Hamilton e Alonso respectivamente com 271, 270 e 268.



Agora, a proposta existente, segundo a revista alemã Auto Motor und Sport, seria transformar o 25-20-15-10-8-6-5-3-2-1 em 25-18-15-12-10-8-6-4-2-1. Respectivas porcentagens:

100-80-60-40-32-24-20-12-8-4
100-72-60-48-40-32-24-16-8-4

Ou seja, pensa-se em ampliar minimamente a diferença entre vencedor e 2º colocado, e com isso aproximam-se os pontos dos demais. Se compararmos a nova proposta estudada pela FIA com o antigo "10-8-6" também não haverá nada sensivelmente novo para contar.

Não existe sistema perfeito, mas para aproximar-se voluntariamente da imperfeição, basta motivar-se pelo aspecto financeiro. Trata-se de uma alteração de ordem competitiva feita com intensão de agradar patrocinador de time pequeno, elevando as chances da equipe pontuar. Não tem como prestar.

Desse modo, folga-se a zona de pontuação como jamais se viu na F-1, e tem-se uma diversidade de distribuições de pontos possíveis, dentre as quais nunca se conhecerá o melhor modelo.



No final dos anos 80, por exemplo, vimos um categoria top que se preze. 40 carros numa pista brigando para terminar entre os 6 primeiros. Isso era Fórmula 1. Não é qualquer um que tem o direito de pontuar. É para ser difícil mesmo. Apenas os melhores, ou no máximo os mais sortudos.

A verdade é que a Fórmula 1 está com medo. Pensa na Honda, na BMW, na Toyota; mesmo que nenhuma delas tenha saído por conta do sistema de pontuação. Mas como medo, muda-se tudo para agradar quem está lá, inclusive o sistema. Só não sabe como.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Virgin x Lotus: pequenas rivais

Ou deveria dizer "Virgin Airlines vs AirAsia" ? Ou ainda "Richard Branson vs Tony Fernandes"?

Fato é que esses dois homens têm uma história muito... digamos, paralela. Ambos tiveram passagem pelos negócios da música e atualmente estão inseridos na indústria da aviação.

Mais do que isso: Tony Fernandes foi funcionário de Richard Branson trabalhando como controlador financeiro para a Virgin Records, de 1987 a 1989. Agora, são velhos conhecidos. E rivais.



Mas não se trata de uma rivalidade aos moldes Mosley x Briatore, por exemplo. Entre eles, tudo parece ser bem mais saudável. Basta dizer que a primeira temporada de Virgin e Lotus na Fórmula 1 será marcada por uma aposta pessoal para ver quem levará a melhor.

Se você não viu o diálogo Branson-Fernandes no mês de dezembro, faço questão de reproduzi-lo abaixo.

Quem começou provocando foi o Tony, alegando que se mataria caso perdesse para Branson no ano de estreia. Teve início o festival de réplicas e tréplicas:
Vindo de um mercado musical, eu suponho que poderemos escolher a música para o funeral! Mas eu gosto muito de Tony, então espero que ele não se mate. Mas ao mesmo tempo, quero vencê-lo. Talvez a gente possa pensar em outro desafio: ele tem uma empresa aérea, e nós também, se nós vencermos, ele poderia vir trabalhar na nossa empresa e trabalhar como aeromoça da Virgin.

Nós daremos certeza que a roupa ficará perfeita. Eu suspeito que ele pode nos pedir reciprocidade. Vou ter que verificar como buscar essas roupas. Estou confiante na vitória.

Richard Branson



O malaio não deixou barato, e brincou com o título de "Sir" do britânico, que fora condecorado pela rainha. E ainda acrescentou o gran finale, apelando para a famosa personalidade de Richard.
É muito apropriado, não acha? Nossos passageiros ficarão honrados em ser servidos por um Cavaleiro do Reino.

Mas conhecendo Richard, o verdadeiro desafio será evitar ter que perguntar aos nosso clientes: "café, chá, ou eu?". Seria assustador!

Tony Fernandes



Agora saindo do campo da diversão e passando para um tema mais polêmico, a Virgin decidiu construir o bólido sem qualquer auxílio do túnel de vento. A supervalorização do CFD divide opiniões.

O especialista da Virgin, Nick Wirth, teve oportunidades de comprovar em outras categorias a eficácia do sistema no desenvolvimento de carros, sobretudo na Fórmula Indy. Coincidência ou não, os americanos da US F1 também comunicaram a intenção de utilizar primordialmente o CFD em seu primeiro carro.

Richard Branson



Será que eles estão confundindo IndyCar com Fórmula 1, ou realmente o CFD já dá conta do recado e o túnel de vento é tecnologia ultrapassada? O homem da Lotus duvida que o time de Branson esteja no caminho certo: "A Virgin está muito convencida de que é o caminho a seguir, que pode fazer tudo isso com o CFD. Sou do mundo da aviação e digo que você não pode. É preciso ter um túnel de vento", garantiu Fernandes.

Quando começar a temporada, Virgin e Lotus poderão ser bons medidores da qualidade dos supercomputadores. Duas novatas com suas saudáveis rivalidades construindo carros de formas distintas. A Virgin almeja provar à Lotus, à Williams, à Ferrari e a todo grid que um bom carro pode ser gerado tocando-se apenas num inocente mouse de computador. A Fórmula 1 paga pra ver.

Eric Boullier estreia na Fórmula 1

O substituto de Flavio Briatore não lembra em absolutamente nada o velho chefe. Aos 36 anos, Eric Boullier fará sua primeira participação na Fórmula 1. Esse não é do tipo que faz careta para a câmera, pelo contrário, o francês é profundo conhecedor de engenharia aeronáutica e aterrissa na categoria máxima após inserir linhas e mais linhas em seu currículo automobilístico.

Sua experiência inclui Le Mans, Formula BMW, A1GP e GP2. Ultimamente, trabalhava na Gravity Sport Management, empresa que gerencia carreira de pilotos e que é associada à Genii Group (ahá, ligou os pontinhos, hein).



Mas isso não significa que Boullier necessariamente escalará um dos jovens daquela empresa, dentre os quais podemos destacar Ho-Pin Tung, Adrien Tambay (filho daquele), Jerome D'Ambrosio e Christian Vietoris. Na verdade, sua dica dá conta de que não será desta vez que Robert Kubica terá um novo companheiro de equipe. Deve ser o mesmo de sempre.
O segundo piloto terá que ser capaz de marcar pontos e desafiar Robert Kubica. Portanto, pode ser um piloto da Gravity ou não, mas garanto que será ainda mais difícil para os pilotos da Gravity, porque eles terão de provar seu valor para serem escolhidos como segundo piloto da Renault.

Eric Boullier



Já Nick Heidfeld vive um drama no melhor estilo Rubens Barrichello, na virada do último ano. Veja um trecho da coluna do alemão publicada em seu site:
Agora temos de olhar em frente e nos concentrar na melhor opção a longo prazo para o meu futuro na Fórmula 1. Vou continuar treinando duro, e seguirei conduzindo conversas com as pessoas adequadas para conquistar uma oportunidade com todas as minhas forças.

(…) Espero que nas próximas semanas eu tenha algo para anunciar sobre meus planos futuros.

Nick Heidfeld



Desde a época da Benetton-Renault a equipe mal sabe o que é ser comandada por um chefe que não o Flavio Briatore. De alguma forma, Eric Boullier naturalmente inspira confiança e deve vir para ficar. E não lhe pergunte se é novo demais para o cargo. Essa ele já respondeu: "O Christian Horner é da minha idade!".

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Briatore ganha causa e pode retornar à F-1

Quer dizer que o carcamano irá rir por último? Bem, por enquanto não. A FIA deverá recorrer da decisão, mas de fato o veredito deste 5 de janeiro foi favorável ao italiano, que conseguiu provar na justiça francesa que seu banimento do automobilismo foi determinado por um julgamento irregular arquitetado por Max Mosley que teria usado a força da federação para aplicar uma vingança pessoal sobre seu rival.

Mais importante do que saber o que o Tribunal de Grandes Causas de Paris determinará ao fim do confronto é saber se o macaco velho conseguirá dar a volta em todos e ser convocado novamente por alguma equipe a integrar seu pit wall.



Vejamos... Pat Symonds pegou 5 anos de suspensão, enquanto Flavio ficou pendurado por tempo indeterminado até a FIA dizer chega. Agora Symonds e Briatore podem caminhar e cantalorar no paddock sem dever nada a ninguém. Pelo contrário, é a FIA que deve 15 mil euros de indenização a este mais 5 mil euros de indenização àquele.

Sinceramente, a mim pouco importa se verei ou deixarei de ver Flavio Briatore circulando pelo grid como mero convidado ou espectador. A questão é se algum time terá a ousadia de inseri-lo em sua lista de profissionais, e aí sim teremos Briatore circulando pelo grid como chefe de equipe.

Os times têm dois motivos para não contratar este senhor. A primeira é porque não irá colar mais aquele papo da Renault: “Foi ele que fez, não é nossa culpa”. Se Briatore aprontar mais alguma à frente de qualquer equipe, até os mais leigos no assunto saberão que a empresa que o contratou conhecia bem o tipo de diretor que estava empregando.



A segunda razão é ainda mais óbvia: a imagem. Da mesma forma que foi difícil Nelsinho arrumar emprego, quem pensaria em associar sua imagem à do carcamano depois do escândalo?

A equipe Campos ainda arranjou uma boa desculpa para dizer ‘não’ ao Piquet, mesmo que pai e filho tenham finalmente aceitado pagar pela vaga:
Recebemos uma oferta de Piquet e Adrian [Campos] a analisou. Não temos nada contra o Nelsinho, mesmo que ele estivesse envolvido no escândalo de manipulação de corrida. Ele é um excelente piloto, é rápido e possui experiência. Mas, já tendo assinado com Bruno Senna, não podemos ter dois brasileiros na equipe.

Daniele Audetto, gerente geral da Campos Meta



A diferença entre ambos que conta a favor de Briatore em relação a Nelsinho é que o primeiro comprovadamente é um homem vencedor. No entanto, qualquer patrocinador sensível exigirá que a equipe patrocinada possua seus próprios homens vencedores antes de aceitar colocar sua marca na camisa do carcamano. Tenho razões para duvidar de que Flavio pegará seu phone de volta. Independente do que a justiça parisiense determinar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010, um ano de muitas mudanças

Viraram a Fórmula 1 de ponta cabeça, chacoalharam a categoria, e a temporada 2010 irá mostrar o resultado.

Muita, mas muita coisa mudou nessa virada de ano, como há muito tempo não se via. A era das montadoras ruiu, as corridas serão outras, os boxes estarão mais cheios, os pit stops serão splash and go, o sistema de pontuação é o mais louco da história, temos um novo presidente da FIA, haverá bastante gente nova no paddock, todas as equipes reconfiguraram sua dupla de pilotos - ok, a Red Bull não.

A questão é que este é um ano que promete. Promete o quê? Não sei, promete tudo, promete qualquer coisa, só não promete ser um ano parecido com nenhum dos anteriores.

Impulsionado por uma mola, a lenda viva está de volta à Fórmula 1. Sim, porque se a Ferrari não tivesse oferecido a vaga do Massa ao alemão, sua cabeça não trabalharia com a ideia de competir aqui novamente.



Se os tifosi tiveram de lamentar a perda de Felipe Massa no Mundial 2009 atingido pelo ovni na Hungria, se eles precisaram engolir os contra-recordes de fundo de grid protagonizados por pilotos de testes em estado de frustração... agora é ainda pior: terão de amargar a perda de seu maior herói: Michael Schumacher quer voltar a ser menino e guiar para os mesmos prateados que lhe fizeram crescer como piloto antes de chegar à categoria top. Está explicado o agito da Ferrari ao propor à FIA três carros por equipe. Só uma desesperada para ter uma ideia dessas.

O retorno de Michael pode ter muitos significados. Porque este homem é o mestre. A Fórmula 1 de hoje aprendeu muito com ele. Schumacher ensinou como vencer corridas. Schumacher ensinou como se vence campeonatos.

Se alguém faz voltas voadoras antes do pit stop e ganha alguma posição, é porque está fazendo como o mestre ensinou. Se não ganhou posição é porque não sabe executar tão bem quanto o mestre. Se monta um eficiente jogo de equipe, no qual um piloto serve de trampolim para o título de seu companheiro, é porque está usando a cartilha do mestre. Do contrário, caso a equipe deixe o jogo aberto e ambos os pilotos se devorem nas pistas terminando por entregar o título ao time adversário, é porque é mau aluno, o mestre não ensionou assim... (ecos de 2007)

Pois bem, o mestre estará em ação novamente. Justo na temporada posterior à de 2009, quando a Fórmula 1 se curvou diante da força de um construtor. Brawn GP foi o nome do ano. Não me venha dizer que há 365 dias você apostaria um tostão no Jenson Button para campeão do mundo, seja em que ano fosse. O retorno do alemão retoma o destaque dado ao piloto, não à equipe. Uma coisa é Schumacher campeão pela Ferrari - mérito do piloto que construiu uma equipe vencedora -, outra coisa é Button campeão pela Brawn - mérito da equipe que construiu um piloto vencedor. Michael não precisa ser campeão, sua presença basta como um bom simbolismo para a categoria. Certamente fará bem à F-1, desde que mostre um desempenho satisfatório no auge de seus 41 anos.



Falemos também de outras novidades de 2010. Novos times, novos pilotos. Há times com problemas financeiros, há times que nem sabemos se irão estrear. A tal da Stefan GP coloca olho gordo. Daí cada equipe contrata um tipo de piloto. Tem aquele que faz o tipo o talentoso, como o Kobayashi, tem piloto carregando o sobrenome do ídolo do Schumacher - dá-lhe Bruno -, temos mais um campeão da GP2, o novo Nico, há os experientes e há também os inevitáveis pagantes.

Também merece destaque o notável paradoxo do grid moderno. Temos lá o autor da pole mais jovem da história, o mais jovem piloto a vencer um GP, o mais jovem campeão, o mais jovem estreante, o mais jovem, o mais jovem... Em plena geração “fraudinha high tech”, eis que arrumam um jeito de elevar a média de idade do grid. “Fraudinha” pela própria juventude recordista e “high tech” por serem criados em supersimuladores e obrigados a fazer uso da mais evoluída parafernália eletrônica que quase põe o engenheiro para guiar o carro.

E assim, as equipes valorizam ainda mais o feeling dos veteranos, aqueles senhores que vão além da alta tecnologia e contrapõem seus engenheiros, surpreendendo com a sugestão de um giro na asa dianteira capaz de baixar 1 décimo num tilkódromo onde o tempo de volta é 1min40s. Os dinossauros estão em alta de novo. Mas os destemidos prodígios garantem rapidamente seu espaço. Não espere Rosberg baixando a cabeça para Schumacher, não espere que Hulkenberg tenha considerações por Barrichello, da mesma forma que Vettel em nenhum momento pensou na existência de Mark Webber. Vovôs e netinhos têm mais é que se pegar nas pistas em 2010.



Quanto às equipes novatas, a mais bem sucedida (na cabeça deles) é a falsa Lotus. É verde, amarela, e está crente que possui 7 títulos de equipes, setenta vitórias, cem poles, mil e quinhentos pontos se sei lá mais o quê. Só não tem Colin Chapman, Ayrton Senna, Jim Clark, Ronnie Peterson... Mas pasmem, eles têm Tony Fernandes, Jarno Trulli e Heikki Kovalainen. Tá bom ou quer mais?

A US F1 diz que vai estrear, a imprensa diz que não, eles dizem que sim, a imprensa diz que não. God Bless America, caramba, eles vão estrear!

A Campos Meta já é uma equipe que dá gosto de respeitar. Lançada por um homem apaixonado por corridas que não tem tantos recursos financeiros para o desafio, mas que vai encarar. Na base do "quem paga mais fica com o cockpit", deve conseguir levar na primeira temporada.

Por fim, a equipe de mauricinho da Virgin Racing.  Richard Branson gostou de brincar em 2009 e resolveu colocar o nome de sua empresa na Manor. O time já chega querendo fazer história, tornando-se a primeira escuderia a desenvolver o bólido utilizando apenas o CFD, tratando o túnel de vento como verdadeiro lixo. Céticos não faltam para duvidar de que seja possível fazê-lo. Um deles é o grande Patrick Head, que levou uma resposta desnecessária do abusado chefe Nick Wirth: "É evidente que Patrick está acostumado a fracassar, porque já deixou de vencer. E, obviamente, ele investiu mal em dois túneis de vento, que são um pouco arcaicos".

Se por um lado a Virgin me parece aquela equipe que tem tudo para dar certo na Fórmula 1 (inclusive a arrogância de seus dirigentes), por outro o bom e velho Peter Sauber recuperou suas ações e se apronta para nos reapresentar àquela simpática escuderia que figurou na Fórmula 1 durante 13 anos. No entanto, para a verdadeira Sauber voltar oficialmente, seu dono precisa apressar o pedido de alteração do nome, afinal o time foi inscrito com o nome BMW e até agora não foi iniciado o processo burocrático para o Sr. Jean Todt clicar no botão edit.



A verdade é que há dúvidas de sobra para uma temporada onde pode-se esperar de tudo. O fim do reabastecimento implicará em ultrapassagens? Quais os favoritos do campeonato? É muita equipe boa, é muito piloto bom. Já imaginou quantos pilotos devem subir ao topo do pódio em 2010?

Inegavelmente, a expectativa depositada neste Mundial de 26 carros é de muita competitividade. A quem interessar possa, restam menos de 70 dias para a abertura da temporada e menos de 30 para o início da pré-temporada. Que por sua vez agitará cada semana do mês de fevereiro. É uma pena que Fórmula 1 seja igual ao Brasil: só funciona a partir de março. Mas como dizem por aí, o melhor da festa é esperar por ela. O que é bastante relativo, sobretudo quando a festa é boa. E esta, sim, promete demais.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Novo blog, novo feed

Se você utiliza o feed do Blog F-1, mude para o novo feed! O link é http://feeds.feedburner.com/Blog_F-1.
O endereço do novo blog é http://blogf-1.com/.
Obrigado!

Tudo novo de novo

Vamos começar este ano assim, inaugurando um banho de novidades! É com prazer que apresento hoje o novo Blog F-1.

Tudo começou em 2007. Quase 3 anos depois, já era hora de dar aquela renovada. Não seja por isso, então...

Talvez não seja tão errado dizer que o Blog F-1 acaba de sair de sua era romântica.  Antes era tudo muito simples, muito fácil, e eu tive a oportunidade de conhecer muita gente boa na blogosfera. Já agora passamos para uma fase mais tecnológica, com meios mais complexos de manter o site, mas ao menos temos muito mais recursos para oferecer ao pessoal que frequenta este espaço e merece um Blog F-1 mais amigável e aconchegante.



Pois então sente-se, fique à vontade para conhecer a casa nova. Tem umas novidades por aí, e pode ser que mais adiante pintem algumas mais...

Se é verdade que nos modernizamos, não custa frisar que de um jeito ou de outro continuamos sendo o Blog F-1. Muda-se a página, muda-se o feed, o layout... Mas por acaso continuo sendo o mesmo Maciel, nós somos os mesmos fanáticos por aqueles carrinhos voadores e o objetivo de nos encontrarmos aqui para falarmos de automobilismo também não mudou.

Devo agradecer a todos que participaram conosco até aqui, e desejar-lhe um feliz 2010. Que sigamos acelerando sempre juntos!