FELIPE MACIEL
Na passagem da China para a Espanha, 3 equipes chamam a atenção a olho nu: Mercedes, Ferrari e Hispania.

O time de Ross Brawn formou seu duto deformando o clássico desenho do topo do carro. A entrada de ar superior foi removida para a instalação de dois canais, um de cada lado, tendo entre eles uma parede em V. Não bastasse a revolução promovida pela McLaren com uma inovação aerodinâmica tão cobiçada, a Mercedes foi lá e acoplou dois rombos na carenagem para buscar tempo. Ficou um tanto esquisito, mas se o funcionamento for ideal não haverá o menor problema. Só nos resta esperar que essa façanha não motive o restante do grid a desfigurar seu desenho de forma tão grosseira.


Já a Ferrari e a Philip Morris cederam ao piti dos médicos britânicos desocupados que conseguiram visualizar uma série de propagandas subliminares da Marlboro, seja no carro, no uniforme, na cor, no desenho...
E assim a escuderia italiana resolveu aposentar o código de barras após 5 anos de uso, deixando ali um retângulo branco com um estranho vazio, que de uma forma ou de outra continuará chamando a atenção dos espectadores. Mas é muito improvável que a mudança impeça a continuidade da parceria, afinal, com exibição de marcar ou sem, a tabaqueira segue embolsando altos retornos pela manutenção do posto de patrocinadora principal da equipe Ferrari.


Num lugar distante no grid, quem inovou na pintura foi a problemática Hispania. O carro continua sendo um fracasso aerodinâmico, mas ao menos o layout sofreu modificações, com a substituição dos traços brancos por rabiscos vermelhos.
Outra novidade da equipe foi a vinda de Christian Klien assumindo o cockpit de Karun Chandhok para cravar meio segundo abaixo do tempo de Bruno Senna. Não chega a ser um test driver de luxo, mas pelo menos não foi o Yamamoto que tomou o lugar de um dos titulares no treino livre.


























