quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Rádio OnBoard - Edição Pré-Itália



FELIPE MACIEL



No ar a edição número 92 da Rádio OnBoard!

Ron Groo e eu avaliamos a decisão do Conselho Mundial da FIA nesta semana e falamos de outras notícias que merecessem menção no programa que antecede o GP da Itália.



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O próximo encontro será ao vivo, no link e no horário de sempre. Em edição gravada, estaremos de volta só após a corrida de Monza. Até lá.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ferrari sai ilesa do julgamento em Paris; mundial 2011 terá 20 corridas



FÁBIO ANDRADE


Depois de realizar uma flagrante troca de equipe entre Felipe Massa e Fernando Alonso no GP da Alemanha em julho, a Ferrari foi multada em módicos 100 mil dólares. A quantia é menor do que o valor de qualquer uma das máquinas fabricadas pela montadora. Cem mil dólares para uma empresa do tamanho da Ferrari está longe de ser um valor difícil de ser quitado. Ficou no ar, naquele 25 de julho, a impressão de que a real punição à equipe italiana e a seus pilotos viria no julgamento de hoje, no Conselho Mundial da FIA, em Paris. E de Paris, a Ferrari saiu há pouco, ilesa, sem nenhuma punição de verdade após desrespeitar frontalmente o regulamento esportivo da Fórmula-1.




[caption id="" align="aligncenter" width="494" caption="Fernando Alonso e Felipe Massa"]Fernando Alonso e Felipe Massa[/caption]

Não dá para dizer que a absolvição da Ferrari é uma surpresa, afinal, a politicagem corre solta dentro dos porões da Federação Internacional do Automóvel. Como também não dá pra dizer que é o resultado com o qual todos sonhávamos. O que aconteceu há um mês e meio em Hockenheim foi a morte da F-1 como uma competição de pilotos, ainda que os detentores dos direitos comerciais da categoria continuem lucrando muito ao enganar os (tel) espectadores convencendo-os do contrário.


No fim quem sai prejudicada é a imagem da F-1 enquanto "esporte". A F-1 que ainda não se abriu à internet, que está cagando para o que pensa o público, como se fosse a dona do monopólio das corridas de automóvel nesse mundo. Uma categoria de projeção mundial que ainda funciona como um velho negócio do interiorzão do Brasil onde o que importa é não incomodar os coronéis e prestar-lhes uns favores de vez em quando.




Temporada 2011

Diante da absolvição da Ferrari o resto das sentenças emitidas na Place de la Concorde vira apenas resto, mas é digno de nota. O pré-calendário da temporada 2011 já existe, e nele constam inéditas 20 etapas. O GP do Brasil volta a encerrar o mundial, no fim de novembro, e a F-1 passa a visitar mais um país, a Índia. O gp indiano será o antepenúltimo da temporada do ano que vem.


Pré-Calendário - Temporada 2011:


FIA veta entrada de 13ª equipe no grid de 2011



FELIPE MACIEL


Se a federação tivesse usado esse mesmo rigor anteriormente, nunca teríamos ouvido falar de Hispania, Virgin, Lotus, ou mesmo as USF1 e Prodrive da vida...

Até mesmo a respeitosa Epsilon Euskadi rodou na escolha da FIA. Cá entre nós, pior que a Hispania não seria. Na falta de quem atendesse seguramente às exigências técnicas e financeiras, Jean Todt mandou deixar tudo do jeito em que está.



Apesar da eleição causar uma boa apreensão para rechear um pouco mais o grid da F-1, a decisão de cancelar uma nova entrada se revela madura e acertada. Tem muita escuderia da atualidade sofrendo de questões financeiras, e isso não ocorre somente no fim do pelotão. A realidade está sendo bem abafada, mas a verdade é que até mesmo times como Renault e Force India nadam contra a maré de custos para manter a pose na categoria.

Esse tal oferecimento de vaga a uma 13ª equipe é algo totalmente fora de hora. A abertura se deu num período de instabilidade política, quando Max Mosley decidiu enlouquecer as regras para abrigar times incipientes obrigando todos a reduzirem gastos de maneira drástica. A crise política passou quando Mosley se foi, mas a fragilidade financeira perdura silenciosamente: a F-1 sente, mas não comenta sobre ela.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Kamui Kobayashi renova com a Sauber para 2011



FELIPE MACIEL



O carismático japonês que, com pouco tempo de Fórmula 1 colecionou admiradores pelo mundo, já garantiu participação na temporada 2011. Kamui Kobayashi começou fazendo espetáculo desde a primeira corrida a bordo do Toyota TF109, conquistando a confiança de Peter Sauber para compor o time em 2010. O chefão acaba de fechar acordo para manter o japa por pela menos mais um ano a seu lado.

Confesso que me incluo neste grupo de torcedores do Kobayashi. Um piloto que agarrou com unhas e dentes a rara chance de competir na Fórmula 1, e se lançou com uma garra marcante que às vezes parece fazer falta a outros pilotos.



Kamui mergulha numa ultrapassagem sem enxergar adversários. Fazer o campeão Jenson Button de gato e sapatopassar Fernando Alonso no final do GP na casa do espanhol são só alguns de seus ricos Melhores Momentos nesta curta trajetória, que terá ainda muito chão pela frente.

Algumas vezes ocorrem certos erros de cálculos por parte do Kamui, é verdade, mas essa infelicidade está bem abaixo da média dos seus conterrâneos famosos por cometer bobagens. Os erros acabam se mostrando pequenos se comparados ao valor dos grandes acertos, o que nos motiva a esperar o dia em que ocupará um carro realmente veloz para despejar todo seu talento, e assim ele se provar, no mínimo, o melhor japonês da história da F-1.

Me arrisco a dizer que, com carro na mão, esse "título" para ele é fichinha. Mas por enquanto a expectativa tem que ser mais modesta; se a Sauber melhorar a arrecadação para investir na evolução que o bólido precisa, já será um bom próximo passo para o futuro da equipe e do Kamui.

sábado, 4 de setembro de 2010

Inocentando Vettel da batida com Button em Spa



FELIPE MACIEL


Às vezes é preferível deixar que falem mal do piloto a revelar a verdade e colocar a inovação técnica do carro sob risco. É o que ocorre com a Red Bull.

A câmera on board de Sebastian Vettel revela um detalhe imprescindível na compreensão do descontrole do bólido na chegada à Bus Stop, que culminou com o choque sobre a McLaren de Jenson Button.

Ao se aproximar da traseira do inglês, a tão falada asa flexível confirmou sua característica mais negra: ela é feita para ganhar tempo com pista livre pela frente, porém pode se tornar perigosa em casos de perseguição.



Nas imagens do cockpit, o aerofólio já contorcido pelo efeito proposto por Adrian Newey, simplesmente tomba e torna Vettel um passageiro. No vídeo é claro o momento em que ela fica bamba, provocando aquele o fatídico descontrole.

Parece que finalmente temos uma explicação cientificamente compreensível para um acidente tão esquisito.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Rádio OnBoard - Edição de Spa-Francorchamps



FELIPE MACIEL



No ar a 91ª edição da Rádio OnBoard!

Ao lado do grande Ron Groo, em nossa mesa virtual, falamos das principais passagens do GP da Bélgica, vencido por Lewis Hamilton e marcado pela batida de Sebastian Vettel sobre Jenson Button.


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Na próxima semana deveremos estar de volta comentando desde as expectativas para o GP da Itália até a retomada da polêmica de Hockenheim, com a audiência no Conselho.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Memória Blog F-1: Carteira de Craque



FÁBIO ANDRADE




Sem dúvidas que o GP da Itália foi uma das melhores corridas do ano de 2008. Lewis Hamilton deu um show à parte. Largando da 15ª posição após um pesadelo diante do temporal da classificação, recuperou-se de forma fantástica no domingo. Ultrapassou mais do que qualquer um na pista e chegaria no pódio se não tivesse que fazer uma parada extra em função de um erro na previsão de tempo da McLaren. O britânico terminou a prova pressionando Felipe Massa, seu rival na briga pelo título. A corrida foi quase uma síntese do histórico do comportamentos dos dois sob chuva: enquanto o piloto da McLaren, oito colocações melhor do que sua posição de largada, deu show, Massa, cruzando a meta no mesmo sexto lugar em que largou, não chegou a ser um burocrata, mas ficou pálido diante do brilhantismo de Hamilton.


O lado mais prazeroso de assitir à pilotagem de Hamilton naquele dia, porém, foi ver que mesmo depois da punição aplicada ao inglês em Spa uma semana antes, o garoto não perdeu o característico arrojo na hora de brigar por ultrapassagens. Hamilton brigou por cada posição com o afinco de sempre, para desespero do Race Control, que parece preferir que os pilotos rápidos peçam licença educadamente aos lentos para ultrapassá-los.


Mas o nome que ficou marcado naquele domingo chuvoso foi o de Sebastian Vettel. Protagonista de uma das vitórias mais incríveis de todos os tempos, o moleque navegou o Toro Rosso pela ensopada pista de Monza como um campeão, depois de fazer a pole no sábado sob chuva ainda mais severa. Pilotar "como um campeão" é tudo o que Vettel precisa fazer novamente em Monza no próximo GP da Itália, e é o que ele deixou de fazer em algumas oportunidades em 2010.




[caption id="" align="aligncenter" width="480" caption="A histórica vitória de Vettel em Monza"]A histórica vitória de Vettel em Monza[/caption]

Curioso é o paradoxo que a imagem de Vettel encontrará na próxima vez que chegar ao Autódromo Nazionale di Monza. Se há dois anos o menino alemão saía de lá aclamado como a maior revelação da Fórmula-1 em muito tempo, hoje ele é uma estrela contestada que ocupa apenas o terceiro lugar num campeonato em que tinha tudo para ser o líder.


Eis a diferença entre ganhar quando ninguém leva fé em você e perder quando todos esperam que você ganhe. No vídeo que abre esse post, Galvão Bueno (em que pese o fato de as palavras a seguir terem sido emitidas por tamanho frasista)  chega a dizer que Vettel é "um menino que tá querendo tirar carteria de craque". Em recente transmissão, no entanto, o mesmo Galvão afirmou que o alemãozinho "não entra naquela turma que cabe nos dedos de uma mão". Sintoma do desgaste da imagem de Vettel, que ainda tem tempo, exatamente seis corridas, para tirar, ainda em 2010, a tal carteira de craque e ser proprietário definitivo do termo "como um campeão".

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Austin, por Hermann Tilke



FÁBIO ANDRADE


A tentativa do arquiteto alemão Hermann Tilke de "homenagear" (ou simular, como queira) curvas célebres de pistas famosas não é inédita, mas já se repetiu. O projetista de 8 das 19 pistas em que a F-1 se apresenta em 2010 (Tilke é a mente por trás dos seguintes traçados: Sakhir, Sepang, Xangai, Istambul Park, Valência, Marina Bay, Yeongam e Yas Marina) revelou hoje mais uma de suas obras: a pista de Austin, capital do estado americano do Texas, que sediará o GP dos Estados Unidos a partir de 2012.




[caption id="" align="aligncenter" width="430" caption="A nova sede do GP dos EUA, projetada por Hermann Tilke"]A nova sede do GP dos EUA, projetada por Hermann Tilke[/caption]

No novo projeto de Tilke são visíveis as inspirações colhidas em várias partes de pistas do mundo: Silverstone, Hockenheim e a Curva Oito que o próprio Tilke desenhou em Istambul estão lá. Invariavelmente, também estão os cotovelos e os protocolares 5 mil e poucos metros de extensão (exatamente 5470 metros).


Diz-se que Istambul Park, também apresenta trechos que remetem a outras curvas famosas do mundo: a sequência das curvas Um e Dois da pista turca seriam supostamente parecidas com o S do Senna, por exemplo. Ou seja, uma das taras de Tilke, a prestação de "homenagens" a recortes célebres da outras pistas,  já se repetiu. Ou seria falta de uma mente mais criativa?


Em Austin, no entanto, Tilke lançou mão de uma ferramenta pouco usada em seu limitado repertório arquitetônico para o esporte a motor: a variação de relevo. No projeto da pista americana constam novidades como o forte aclive no final da reta principal. Se será interessante e proporcionará o "show" tão prometido, só saberemos daqui a dois anos.




[caption id="" align="aligncenter" width="495" caption="Pista de Austin: relevo variado"]Pista de Austin: relevo variado[/caption]

Os Estados Unidos não recebem uma corrida de Fórmula-1 desde 2007, data em que expirou o contrato com os proprietários da pista de Indianápolis, que investiram pesada grana para construir um circuito misto que pudesse abrigar a categoria. Bernie Ecclestone, chefão comercial da F-1, desejava levar o circo para um local com mais visibilidade dentro dos EUA, e o Texas parece se encaixar sob esse perfil. Ecclestone, no entanto, ainda não desistiu de ver uma prova da categoria nas ruas de Nova York: "Austin sediará o Grande Prêmio dos Estados Unidos, mas não descarto a possibilidade de ter outra corrida nos Estados Unidos com outro nome. Seria loucura ter a opção de correr em Nova York e dizer 'não, obrigado" - disse o gerente comercial da F-1 quando questionado, no mês passado, sobre a possibilidade de uma prova na Big Apple.