quarta-feira, 10 de março de 2010

Um jogo para quem sabe



FELIPE MACIEL


A abertura da temporada se aproxima e neste ano temos uma novidade especial para os leitores da blogosfera. O Blog F-1 junto a outros blogs amigos anunciamos um jogo especial que acompanhará o Mundial entretendo fãs da Fórmula 1.

Todos devem conhecer o tradicional bolão, que varia pouco de um para outro e mesmo assim move pessoas a entrar na brincadeira da sorte. Mas o desafio pensado aqui propõe um estilo diferente, mais evoluído eu diria.

Criamos uma competição online que destoa do modelo de apostas em que os participantes dizem que será o 1° colocado, o 2°, o 3°, 4°, 5°, e por aí vai. O jogo ao qual me refiro não trata apenas de posições finais de corridas, mas também de acontecimentos de corrida, favorecendo assim os leitores que conhecem as características da cada pista, o histórico dos GPs, o nível de cada equipe em diferentes tipos de traçados, as estratégias de boxes, etc.

Por levar em consideração as noções dos participantes a respeitos de tópicos como esses, o F1 Champion se revela inovador na medida em que amplia as chances dos mais bem informados se sobressaírem nas apostas peculiares que este jogo apresenta a cada corrida.

Alguns dos prêmios disponíveis no F1 Champion



Não bastasse possuir todos esses predicados, o F1 Champion exibe uma rica lista de prêmios, como poucos jogos de F-1 poderiam oferecer. Alguns exemplos de prêmios são indicados na imagem acima. Os mais bem colocados no campeonato merecerão ganhar MP4 player, miniatura, boné, livro, sendo que o grande vencedor de 2010 levará nada menos que o renomadíssimo netbook Acer Aspire One, patrocinado pela empresa parceira Acerte Informática.

Esta competição tem a cara da Fórmula 1, basta dizer que o calendário da categoria foi divido em 3 fases, sendo duas eliminatórias, ou seja, os participantes terão de obter vaga para a fase 2, e posteriormente conseguir classificação para a fase 3. Mais do que isso: a segunda fase é chamada Fase de Jogo de Equipe, disputado em duplas onde os competidores terão mais liberdade para formar estratégias de apostas. E finalmente, a Fase de Playoff definirá o campeão da competição.

Já fiz outras chamadas a respeito aqui no blog, mas agora é pra valer, afinal a primeira fase se inicia nesta semana com o GP do Bahrein. Quem ainda não garantiu sua vaga, agora é hora de correr! Para saber como se inscrever, clique aqui. Conheça melhor as regras neste link. E a quem for participar... mantenha-se informado, trace boas táticas durante o jogo e tenha uma boa diversão!

A Adaptação é Para Todos



FÁBIO ANDRADE


Eu, você que me lê e todos os outros milhões de seres humanos que acompanham a F-1 pelo mundo já estamos sabendo: as mudanças no regulamento técnico da categoria em 2010, vão alterar absurdamente a dinâmica das corridas e o modo de pilotagem. O comportamento dos carros será muito diferente daquele a que os pilotos estão acostumados desde 1994, quando o reabastecimento foi introduzido de forma obrigatória na F-1. Mas as coisas não mudaram somente para quem guia as máquinas.

Para nós, confortavelmente instalados nos sofás de nossas casas, o jeito de assistir às corridas também muda. Seremos impactados por um novo jeito de “ler” a dinâmica das provas. A sucessão de voltas ganha um contorno diferente, e talvez nem seja mais usual dividir a corrida em 3 terços, como se tornou comum nos últimos 15 anos. Caem a maioria dos conceitos consagrados por Michael Schumacher como as voltas rapidíssimas antes dos pit stops porque, como explica o Becken, após as paradas os carros não voltarão mais lentos, e sim mais rápidos. E as voltas iniciais ganham importância num cenário em que a conservação do equipamento será crucial para o bom desempenho do carro no “todo” das corridas, como explica o Médici.



Mudanças profundas como essas exigem certo tempo de adaptação também para os telespectadores. Em 94, quando o reabastecimento tornou-se obrigatório, o conceito de ultrapassagem nos boxes, que era eventual, tornou-se constante e obrigou as mentes dos que acompanhavam as corridas pela tv a exercitar, por suposição, uma ultrapassagem abstrata. As imagens da disputa pela posição deram lugar à tabela com os tempos de volta dos pilotos, e o ato da ultrapassagem deixou de ser imediato para ir para o gerúndio, tornando-se um evento com duração de 3 ou 4 voltas.

Uma tendência similar, de estranhamento, tende a se repetir agora, mas no sentido inverso do de 94. Para muitos dos fãs, corridas sem reabastecimento são um ET, um corpo estranho, ou algo, no mínimo, inédito. Quem tem menos de 20 anos provavelmente não se lembra de uma corrida sem reposição de combustível e um ponto como esse é crucial para o entendimento das provas. É provável que estratégias ousadas de tentar uma vitória com paradas a mais ou paradas a menos tenham encontrado um fim, já que a realização de apenas uma parada por corrida parece ser o feijão-com-arroz dos novos tempos. Tempos de adaptação não só para os profissionais da F-1, mas também para quem acompanha as corridas sentado no sofá da sala.

terça-feira, 9 de março de 2010

Laços de Família



FÁBIO ANDRADE


Pensamentos sobre a fraternidade entre Massa e Schumacher competindo sem a hierarquia de equipe



O vencedor da corrida caminhava atordoado naquela tarde, provavelmente ainda aturdido por dar a seu público a primeira vitória em casa em 15 anos. De macacão personalizado, eufórico e fazendo gestos bruscos, Felipe Massa saía do habitáculo da F-248 ao final do GP do Brasil em 2006 e ziguzagueava pelo pit lane do autórdomo de Interlagos até se deter diante de Michael Schumacher que se aposentava depois de 15 anos de uma carreira lotada de recordes. Abraçaram-se, e o abraço foi narrado como o de um “irmão mais velho” pela transmissão em terras brasileiras. E a relação de Massa e Schumacher jamais se deteriorou.

Do respeito mútuo que se espera (teoricamente) entre colegas de profissão e de empresa, a amizade entre Massa e Schumacher evoluiu para a rasgação de seda pública e o último exemplo foi o Desafio de Kart promovido pelo piloto brasileiro em Florianópolis. A transmissão fez questão de sublinhar a afirmação do alemão que disse já se sentir um pouco brasileiro por ter um irmão mais novo nascido no Brasil. É sim bonito ver dois profissionais de uma categoria de alto nível e com forte confronto de egos se tratando de maneira cordial, mas a fraternidade entre Massa e Schumacher, é bom que se diga, nunca teve motivos para azedar.

O terreno onde brotou o relacionamento entre o brasileiro e o alemão era o de uma Ferrari completamente pró-Schumacher, mas com uma particularidade importante: o alemão sairia de cena no final do ano, deixando, finalmente, uma alternativa de decisões mais esportivas e menos corporativas na equipe. Nesse cenário, Felipe aceitou a condição de escudeiro, sabendo que seria ela uma situação temporária, diferente do que aconteceu, por exemplo, com Rubens Barrichello, companheiro de Schumacher por longos 6 anos em que o alemão jamais cogitou a possibilidade de aposentadoria.

Além de escudeiro, Massa exerceu também o papel de aprendiz de Schumacher no único ano em que correram pela Ferrari. Nessa auto-escola de luxo o brasileiro teve a oportunidade de conviver com um campeão perfeccionista como Schumacher a cada grande prêmio e é óbvio que o convívio sob essas condições gera admiração em qualquer ambiente. Massa não era uma ameaça para Schumacher; antes era uma espécie de pupilo que o alemão educava, um pupilo que prometeu se conter sabendo que o mestre estava batendo em retirada.



Entretanto, não é essa a realidade que Massa e Schumacher enfrentarão em 2010. Os dois irão competir de verdade, sem pensar em hierarquia de equipe e em guiar pelos pontos. Por enquanto não se sabe se uma “relação de irmãos”, como gosta de repetir a transmissão brasileira de F-1, pode passar intacta por uma fechada, mas é irresistível não pensar no abalo que uma disputa mais renhida poderia gerar entre os companheiros de Ferrari de 2006.

Uma olhada na história de Michael com seu real irmão Ralf aponta para o extremo profissionalismo a que estão submetidos os pilotos. Enquanto correram, os irmãos Schumacher jamais trocaram palavras de muito afeto em público. O máximo que se viu foram elogios comedidos de um para o outro em ocasiões esporádicas. Em algumas das corridas que ambos disputaram, a competitividade não foi amaciada pela ligação fraternal. Michael e Ralf Schumacher dividiram freadas com o ímpeto que empregariam contra qualquer outro oponente, até mesmo em ocasiões conturbadas como no fim de semana da morte da mãe de ambos, em 2003.

 

Mas relação entre os irmãos, se nunca foi marcada por gestos de muita proximidade em público, nunca azedou em razão das pelejas nas pistas, num sintoma da F-1 pós-moderna, da tendência de separar o profissional do pessoal. Também é verdade que Michael e Ralf jamais chegaram a gerar imagens de uma fechada desleal ou um lance de honestidade duvidosa entre si. E até mesmo quem já foi suspeito de fazê-lo, como Massa e Alonso, protagonistas de um bate-boca acalorado após a corrida em Nurburgring em 2007, quando Alonso acusou Massa de exgerar na tentativa de se defender, hoje são companheiros de equipe que, aparentemente, convivem em harmonia enquanto a temporada não começa.

Michael Schumacher, entretanto, é um sujeito de competitividade aflorada. É tanto assim que dois mundiais em que o alemão era um dos personagens principais foram decididos por lances eternamente marcados pela discussão sobre esportividade e trapaça. Felipe Massa, de seu lado, também justifica o estereótipo de latino esquentado, e o tal episódio em que se envolveu com Alonso no GP da Europa de 2007 é uma amostra de que a agressividade que lhe valeu críticas no início da carreira pode emergir numa situação de pressão extrema. O que poderia acontecer num choque entre essas duas personalidades na pista, numa atividade altamente competitiva ainda como a F-1, é uma incógnita. A admiração mútua entre Massa e Schumacher está aberta às possibilidades, enfim. Mas o espaço de 19 corridas valendo um título mundial pode alterar sensivelmente a estima que um piloto sente por outro. É o que conta o livro de histórias da Fórmula-1.

A McLaren e suas espertezas



FELIPE MACIEL



Woking não dorme no ponto. O time trabalhou em soluções inovadoras para o MP4-25, começando a causar uma pequena discussão sobre a legalidade da asa traseira, que pode creditar uma vantagem de 6 km/h em reta, segundo certos testes. Não havia comentado isso aqui, só havia comentado lá. Mas tudo indica que a fresta no aerofólio poderá render bons frutos nas retas do Bahrein.

A FIA analisará o aparato nesta quinta, mas nem a própria denunciante Red Bull acredita que o aerofólio será vetado. Neste momento as rivais devem estar engajadas na cópia do recurso aerodinâmico do carro prateado para que possa ser incorporado em algum GP posterior, afinal ninguém pretende ficar para trás.



Mas não é só isso. A revista alemã Auto Motor und Sport revelou outro detalhe até então despercebido pelos pobres mortais espectadores.

Existe uma abertura à frente do cockpit que permite a passagem de ar por dentro do bólido. Através do joelho esquerdo, Button e Hamilton abrem e fecham o sistema, mostrando que piloto bom guia até com joelho, tornozelo, calcanhar, panturrilha...

Menção honrosa, portanto, aos caprichos dos engenheiros da McLaren. O que mais eles podem inventar?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Enquete F-1: Equipes novatas



FELIPE MACIEL


Nas últimas duas semanas, o Blog F-1 perguntou: Com qual das novas equipes você mais simpatiza?

Nesse meio tempo, algumas ficaram pelo caminho. Houve quem mudasse de nome. E as mais bem cotadas nas pistas levaram a melhor na votação. Apertadíssima, por sinal.

Um total de 132 votos resultaram no seguinte desfecho:

Lotus - 36,36%
Virgin - 36,36%
Campos - 15,15%
Stefan - 9,85%
US F1 - 2,27%

Se depender da galera daqui, Tony Fernandes e Richard Branson terão de decidir no braço quem será a aeromoça de quem no final da temporada. Este empate entre Virgin e Lotus foi um resultado fantástico para a ocasião.

As porcentagens também demonstram certa simpatia pela Campos, ou pelo que se esperava que ela fosse - algo bem diferente deste empreendimento em forma de lambança. Os poucos votos depositados à Stefan sugerem que boa parte do público aceitaria a entrada da equipe para suprir o preenchimento do grid. Já a US F1 ficou nas migalhas, um time para não se levar a sério, definitivamente.

O Blog F-1 reabastece a enquete da lateral com uma nova indagação. Dentro de alguns dias, traremos o veredicto de nossos sábios leitores. Participe!

Massa tenta invadir circuito de Interlagos



FELIPE MACIEL


Felipe Massa pegou a Ferrari 599 Fiorano tendo o diretor de marketing do Santander no banco do carona e foi dar uma voltinha pelo circuito de Interlagos.

Neste momento, é supreendido pelo fiscal que o impede de entrar na pista. O sujeito coloca a mão sobre o capô e avisa que Felipe não pode seguir. O motivo? A corrida estava em andamento, amigo! Fuscas, passats e afins disputavam a Classic Cup, enquanto Massa pretendia desfilar com sua vermelhíssima Ferrari.



O piloto argumentou, disse que "eu sei bem o que estou fazendo". Irritado, engatou marcha ameaçando acelerar pra cima do Thiago, mas os 5 minutos de discussão terminaram com o uso de outra marcha: ré rumo aos boxes.

"Depois, se alguma coisa acontece, a culpa é nossa", disse o chefe de sinalização e pista, Orlando Costa e Silva.

Felipe foi barrado no próprio baile, mas meia hora depois ganhou o direito de promover a festa do Santander, brincando com o F2008 para animar o público presente no autódromo. A quem interessar possa, fotos do dia estão disponíveis aqui. O bicampeão Emerson Fittipaldi também esteve presente pilotando a Ferrari 430, além do figurante Luciano Burti a bordo do Fiat 500.

Primeiro largou o Burti, 25s depois o Emerson, mais 25s foi o Massa, que passou todos com o carro de F-1, deixando Fittipaldi em 2° e Burti em 3°.

domingo, 7 de março de 2010

Jogo de equipe: Pré-temporada



FELIPE MACIEL



Inaugurando nova seção no blog, certamente realizaremos esse tipo de postagem de opinião muitas outras vezes (especialmente após os GPs), sempre contando com os dois editores do Blog F-1. Só precisamos especificar o nome definitivo da série, mas provisoriamente a dupla Maciel-Andrade assina o título do quadro como "Jogo de equipe".

A proposta aqui é arriscar sobre a divisão de forças no início do campeonato e - pior ainda - adivinhar como ficará o Mundial de Construtores ao final do ano. Um prato cheio para nos envergonharmos, desde que alguém se lembre deste post no mês de novembro.

Segura os pitacos...

Felipe Maciel




Ferrari
Red Bull
McLaren
Mercedes
Williams
Sauber
Renault
Force India
Toro Rosso
Virgin
Lotus
HRT

Início da temporada



Ferrari
McLaren
Red Bull
Mercedes
Williams
Sauber
Force India
Renault
Toro Rosso
Lotus
Virgin
HRT

Fim da temporada


Fábio Andrade




Ferrari
McLaren
Red Bull
Mercedes
Sauber
Force India
Williams
Toro Rosso
Renault
HRT
Virgin
Lotus

Início da temporada



McLaren
Red Bull
Ferrari
Mercedes
Williams
Sauber
Force India
Toro Rosso
Renault
Virgin
Lotus
HRT

Fim da temporada


O Andrade redigiu uma pequena explicação para justificar sua listagem. Eu, que sou mais pragmático, preferi não explicar meu futuro erro. Mas o Fábio foi na fé:
Bem, palpitar é a arte de supor algo e correr o risco de acertar ou errar. Péssimo de palpite que sou, aposto que Ferrari, McLaren e Red Bull começam o ano muitíssimo equilibradas, com a Mercedes no encalço, bem perto.

Mas já que é pra dar palpite, façamos de forma caprichada: para o fim do ano, acredito muito na força da dupla britânica da McLaren. Acredito que a disputa interna da McLaren seguirá conforme a nacionalidade da equipe e da dupla de pilotos: britanicamente, portanto, sem grandes choques. Por isso arrisco dizer que a equipe vem forte pro mundial de construtores. Button e Hamilton não me parecem muito desagragadores.

Talvez seja isso o que falte a Ferrari. Vejo a equipe como favorita para o início do ano, mas espero por uma disputa titânica entre Massa e Alonso. O espanhol já provou do que é capaz e o brasileiro já é “de casa” em Maranello. A disputa entre os latinos podem custar pontos preciosos no mundial de equipes.

Fábio Andrade



Dois curtos destaques para fechar: os palpites para o campeonato de construtores são idênticos, só discordamos no posicionamento adjacente de Renault e Toro Rosso, além de Virgin e Lotus. E quanto à Mercedes, foi escalada por nós dois como o elo fraco do G4, seja no começo ou no final da temporada. Veremos...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Vídeo on board em novo traçado do Bahrein



FELIPE MACIEL


Mark Webber nos fez a gentileza de mostrar, mesmo que sem grandes detalhes, a alteração de traçado no início do 2° setor da pista. Aconselho assistir mantendo um olho ali e outro aqui.

Pelo pouco que é revelado, as imagens confirmam o caráter travado do trecho anexado. A saída da curva 11, por exemplo, chega a ser estranha devido à curta largura oferecida após a reaceleração, que levará os pilotos de volta ao asfalto antigo.

Grosseiramente falando, a organização acoplou um Mickey Mouse ao circuito. E como já disse antes, o Bahrein está mais tilkenizado do que nunca.